quinta-feira, 29 de maio de 2025

 tbt de uma noite no automovel clube de montes claros

1900 e sei lá quanto.
só queria voltar pro meu grande amor que estava indo pra austrália.
dia seguinte, num clubeco xoxo com piscina, sofri racismo na sauna.
desejei um câncer pro interlocutor, um ovo da serpente do que vemos hoje.
chamei pra porrada.
afinou.
diretor da tv quase desmaiou em pânico.
suspirei aliviado quando entrei no avião de volta pra bh.
os beijos dela dissiparam toda a raiva.
não a mágoa!
nunca mais voltei a moc.
nem voltarei.

 eu sou de esquerda.

luto, à minha maneira, pelas pautas esquerdistas.
mas tenho que confessar.
minha visão sobre o código penal do brasil é quase de extrema direita.
só não sou a favor de bandido bom é bandido morto.
homicídio, latrocínio, feminicídio, matricídio, parricídio, não merecem perdão. 30 anos com todas as remições e benesses pra quem estuda, lê livros, se comporta, vira crente, não me desce.
oito anos, estão de boa.
mas em todas as correntes políticas no congresso, ninguém mexe um dedo pra mudar isso.
sabem que amanhã pode ser um deles, né?
não era pra bruno, suzanne, matsunaga, cravinhos, deputado gayer, nardonis, estarem bundando lépidos e fagueiros pelo brasil.
era prisão perpétua, sem saidinhas e que tais.
fosse assim, talvez o namorado do namorado da vitória pensasse duas vezes antes de matar a pobre garota.
mas, quem chora pelos mortos, se não seus entes queridos, né?
vai ter uma semana de comoção, com datena quase enfartando ao vivo.
depois, é esperar pela próxima vitória, pelos ricardos, tanias, paulos, eduardos...

 o que me lembro da semana santa quando criança é dos bacanas dos bairros cruzeiro, sion e funcionários - hoje savassi -, dando carnes pra minha mãe - lavadeira deles -, pra se livrarem do pecado durante as hipócritas comemorações cristãs.

a gente se empanturrava de carne de todos os tipos.
tinha um tal de bife paris, que era meu favorito.
como minha mãe tinha as manhas de fazer a tal de carne de lata, eram seis meses de alegria.

 não existe um propósito pra nada neste mundo.

por isso as pessoas se refugiam em religiões, ideologias, mentiras, crenças limitantes e, last but not the least, violências de todos os tipos.
feliz é quem saca isso:
"mate o ego e viva por viver."



s

 uma coisa não muito boa a não se comemorar.

quase não tem gente de minha idade com quem se possa sentar diante de umas cervejas e cachaças e ter uma boa conversa inteligente, divertida e despreocupada.
nem na porta do café nice.
viramos dom casmurro sem querer.

 será que têm pessoas que param assim do nada e têm consciência da vida no momento em que a vive?

as pessoas se dão conta do quão maravilhosa é a vida e tudo ao redor dela?
das boa noites que brotam em abundância nos meios fios de belorizonte ao cheiro de pão nos fundos da padaria, a jabuticaba no pé, laranja partida em quatro, crianças no recreio, dirigir ouvindo música...
o que pode ser melhor que isso?

 a moça me disse, no threads, que gosta de meus comentários, que são sensatos.

gostei da opinião e interação, coisa rara no facebook.
mas, por tuthatis, eu, sensato?
mais do que nunca, sou levado cada vez mais a desprezar a maioria das atitudes humanas.
e não é de hoje.
não me lembro de uma única coisa que eu tenha levado a sério na vida.
maiorias das coisas, atitudes, ações humanas, acho de uma deplorabilidade abissal.
nada faz sentido, um monte de gente se achando com cu de ouro, sem propósito ou propostas, gritando um texto que nem foi escrito pra ela.
o horror, o horror, como disse aquele coronel kurtz de apocalypse now!
mas segui as leis de meu país, com uma ou outra contravençãozinha aqui e ali. cumpri meus deveres de genitor e mantenedor sem esperar nada em troca.
como não esperava, não recebi.
e tudo bem.
a vida vale a pena, principalmente pro humanista outsider, que segue sua vida com ética respeito e honestidade, sem muitas elucubrações e sem esperar recompensa da terra ou do céu.
a gente um dia vai deitar , dormir pra sempre, virarmos adubo e assim por diante.
e that's, folks!
há sensatez nisso?
possa ser, né?

 um mundo em caixinhas.

gays, esquerdistas, direitistas, católicos, crentes, religiosos em geral, rico, classe média, pobre, miserável, torcedores, bbbistas, sertanejos, fanqueiros, pagodeiros, fãs de políticos, de academias, de novelas, de doramas, de séries, de aplicativos; motoristas, motoqueiros, motociclistas, ciclistas, corredores...
um não vê o outro.
o outro nâo vê o um.
via de regra, um gostaria de destruir o outro.
e vice versa
e assim por diante.

 no mudo desespero em que as pessoas hoje vivem, tentando serem bonitas no instagram e inteligentes no threads, e milionárias com tigrinho, não é de se estranhar o crescimento meteórico de terapias e auxílios picaretais.

tá rolando uma nota preta pra coach, consteladores de família, punheta tântrica, imposição de mãos, cocô holístico e o creme de la creme: cartas psicografadas!

fora as seitas, que curam sua depressão em seis se$$ões! contatos imediatos de terceiro grau já estão sendo moduladas!


 não tive pai.

tá comprando cigarro até hoje.
a essas alturas, nos quintos, espero.
não mamei no peito, nunca tive colo, abraço, beijo, carinho nem elogio de minha mãe.
era pra ser o mais carente dos homens, certo?
ledo engano.
dei o amor, com couvert e gorjeta, que recebi.
e foi bom.
ainda é bom.
sem reclamações.
"eu canto, porque o instante existe.
e minha alma está completa.

 o brasil já foi um país riquíssimo!

nas casas onde minha lavava roupas, nos bairros cruzeiro e anchieta, eu encontrava pra ler o cruzeiro, manchete, senhor, revista do diner's e jornais tipo folha da manhã, jornal do brasil e jornal da tarde.
todos com grandes reportagens escritas por grandes jornalistas. não raro, grandes escritores.
até os reacionários selecões do reader's digest, globo e estadão, exalavam cultura e saber.
o português escorreito estava na ponta de língua.
o quem, quando, onde e porque era obrigatorio.
hoje, só se consegue ler algo decente, culto, inteligente, bem escrito, bem apurado, num único veículo.
que vem a ser a revista mensal piauí.
palmas pra joaquim ferreira de souza, o último dos moicanos, entrincheirado no jornal o globo.
um deleite pra ler.
e sentir saudades.
de quando o brasil era riquíssimo!





gente é a maior diversão

 o que me diverte e, ao mesmo tempo, entristece, é a sensação de potência dos humanos por terem bens, poder, fé, uma religião, uma família, um dom, conhecimento e habilidades.

não avaliam ou admitem serem escravos de tudo isso.
até o fim!
talvez seja uma compensação psíquica pro conhecimento de que o fim é inexorável e que tudo é um caos.
coitados.


tenho meu roteiro de uma viagem aos eua desde meus 14 anos, em 1968.
dois anos depois, acrescentei sair de ônibus greyhound de uma cidadezinha do texas até nova york, como fez joe buck.
em nova york, ir aos bairros negros, como harlem, bed stuy, compton.
atravessar a ponte do brooklin à pé, central park, edifício dakota, moma, quinta avenida.
na avenida madison, pegar no saco do touro.
comer um churrasco no tribecca grill e esperar que o dono apareça lá, do nada.
em seguida, san francisco. subir e descer morros, como fiz tantas vezes jogando gta com meu terceiro filho, quando ele ainda gostava de mim.
ver aquelas casinhas lindas, andar de bonde, ver o local onde o flower power cresceu, lembrar o hino de scott mackenzie, descer naquele zig zag entre jardins, ver o por do sol na baia, tomar um bourbon olhando a ponte.
por fim, chicago!
ouvir blues ao vivo, recebendo direto na veia!
as ruas onde al capone reinou, as histórias dos cabeças brancas e das cabeças brancas que brilharam no job nos 70's, os botecos enfumaçados com mesa de sinuca com panos rotos.
e a melhor música tocando sem parar num jukebox.
depois, pegar um latam de volta e viver das lembranças do visto e sentido.
p.s.: acho que vi filmes e li livros de norte americanos demais!

A VIDA PRESTA

 


HOW I MET YOUR MOTHER

 

como eu (não) esperava, os episódios finais de how i met your mother me jogaram nas cordas.

nocaute puro e total.

trinta anos de minha vida amorosa passaram em minha frente, como quando a gente vai morrer, segundo dizem.

de fim de casamento por traições – minhas -, a novos romances e filhos nascendo no meio.

uma mulher me amando de um jeito que não se deve amar ninguém neste mundo.

de eu não saber receber aquele amor.

de amor cheio de paixão pela loirinha da tv, pelo término doloroso –pra mim!-, numa noite de natal , ouvindo confissão de traição do outro lado do mundo.

de nova paixão, transformada em amor de vai e volta e traições - nossas -, onde me senti várias vezes um nada.

de paixão linda por uma colega de trabalho, de tão pouca duração por culpa minha que não soube manter ou cultivar.

de uma moça escritora genial que contou ter visto minha bunda num sonho.

rimos, nos encontramos, nos amamos - ao menos eu, amei -, e cuja paixão ela não soube lidar e nem eu e que poderia ter sido um amor grande hotel.

da loirinha militante que ama mario quintana e durou tão pouco e rendeu tanto.

de tanto que meti meu coração em belas, deliciosas e dolorosas furadas e ele continuou comigo.

claudicante, descompassado, arrítmico, a poder de valsartana, mas dando conta do recado, tadinho.

após os créditos finais, quatro horas depois, me levantei, lentamente, fui ao banheiro lavar o rosto e me ver.

em seguida, uma(s) taças de vinho - e daí que era madrugada?-, chegar à janela, a mode ver a rua e depois escrever esse trem aqui.

foi uma catarse e tanta, ufa!

assistir a maratona, sentir e escrever.

p.s.: um momento de olhos suando foi ver que a mulher que ted mosby, meu alter ego na série, se casou é a cara e o jeitinho da menina do meu trabalho, aquela dita acima.

enfim, como diz o velho vinicius: “são demais os perigos dessa vida, pra que tem paixão.”

p.s. 2: desde criança adoro séries americanas, que via pelas janelas ou quando deixavam a porta da sala aberta e eu me sentava no alpendre das casas onde minha mãe trabalhava de doméstica/lavadeira.

vi muitas.

mas a melhor que vi em toda a minha vida e duvido que veja outra igual, é how a met your mother.

foi a única onde me vi.



quinta-feira, 1 de maio de 2025

 conselhos aos jovens: nunca sejam sectários!

nos anos 70, o movimento black ficou bem forte numa parcela de pretos.

eu era da convergência socialista, tentava conscientizar os irmãos blacks nos bailes idem. depois, fui pro rio de janeiro, onde o black rio dominava a zona norte e uma parcela da zona sul. jogávamos copos de de plástico com cerveja se alguém se atrevesse a tocar kc e sunshine band.  estávamos impregnados do festival de wattstax.com isso, nada de musica branca!hoje, vejo que perdi electric light orchestra, filha dos beatles que me apresentaram à pop rock music.e genesis com gabriel.ao menos pink floyd era trilha pra fumar ganja.repito: não sejam sectários em música.exceto com sertanejo "moderno", funk carioca e rap paulista!
o tio falou! e disse!