como eu (não) esperava, os episódios finais de how i met your mother me jogaram nas cordas.
nocaute puro e total.
trinta anos de minha vida amorosa passaram em minha frente, como quando a gente vai morrer, segundo dizem.
de fim de casamento por traições – minhas -, a novos romances e filhos nascendo no meio.
uma mulher me amando de um jeito que não se deve amar ninguém neste mundo.
de eu não saber receber aquele amor.
de amor cheio de paixão pela loirinha da tv, pelo término doloroso –pra mim!-, numa noite de natal , ouvindo confissão de traição do outro lado do mundo.
de nova paixão, transformada em amor de vai e volta e traições - nossas -, onde me senti várias vezes um nada.
de paixão linda por uma colega de trabalho, de tão pouca duração por culpa minha que não soube manter ou cultivar.
de uma moça escritora genial que contou ter visto minha bunda num sonho.
rimos, nos encontramos, nos amamos - ao menos eu, amei -, e cuja paixão ela não soube lidar e nem eu e que poderia ter sido um amor grande hotel.
da loirinha militante que ama mario quintana e durou tão pouco e rendeu tanto.
de tanto que meti meu coração em belas, deliciosas e dolorosas furadas e ele continuou comigo.
claudicante, descompassado, arrítmico, a poder de valsartana, mas dando conta do recado, tadinho.
após os créditos finais, quatro horas depois, me levantei, lentamente, fui ao banheiro lavar o rosto e me ver.
em seguida, uma(s) taças de vinho - e daí que era madrugada?-, chegar à janela, a mode ver a rua e depois escrever esse trem aqui.
foi uma catarse e tanta, ufa!
assistir a maratona, sentir e escrever.
p.s.: um momento de olhos suando foi ver que a mulher que ted mosby, meu alter ego na série, se casou é a cara e o jeitinho da menina do meu trabalho, aquela dita acima.
enfim, como diz o velho vinicius: “são demais os perigos dessa vida, pra que tem paixão.”
p.s. 2: desde criança adoro séries americanas, que via pelas janelas ou quando deixavam a porta da sala aberta e eu me sentava no alpendre das casas onde minha mãe trabalhava de doméstica/lavadeira.
vi muitas.
mas a melhor que vi em toda a minha vida e duvido que veja outra igual, é how a met your mother.
foi a única onde me vi.
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