quarta-feira, 6 de setembro de 2023

 quando ouço ou leio relatos de mulheres que tiveram um romance interrompido, um coração partido, um amor que se acabou e descem o malho nos homens, dizendo que somos sem coração, não sabemos amar, que somos feitos de gelo e com coração de pedra, me vem à lembrança o telefonema da mulher que mais amei nesta vida até agora, numa noite de natal do outro lado do mundo, doze horas antes daqui, para onde fora estudar.

me comunicava, eu que liguei pra namorar, que estava amando outra pessoa.
diante de minha voz embargada, disse que achava que eu tinha desconfiado, dado a frieza com que me tratava nos últimos tempos via emails.
que começamos trocando três, quatro por dia e ficou reduzido a um por semana e depois nada mais.
era repórter de tv e falou como se estivesse narrando que poderia chover no natal.
gelo.
só me lembro de phil collins cantando ao fundo, risadas e gritos.
e eu, parado, olhando pela janela pro dia chuvoso, com o telefone na mão.
nem me lembro se desliguei ou ela desligou.
sabe aquele menino que você prometeu uma bicicleta de presente e não deu?
ou aquele cachorro que você abandonou quando se mudou prum lugar menor?
apois.
ai, ai...

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