quinta-feira, 5 de outubro de 2023

 

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Tom Paixão

 está  se sentindo sarcástico.

10 de dezembro de 2016  · Belo Horizonte  · 

me lembro direitinho quando comecei a perder a fé no populus brasilis.

fornecia eu marmita pra uma linda moça cujo irmão estava se formando em medicina.

direito e medicina resolveram fazer a festa conjunta.

lugar chique no jardim canadá.

valet na porta, coisa e tal.

uísque e espumante pra tomar banho.

camarão pistola pra juntar com pá.

de repente, anunciam a atração musical principal.

junto a uns covers de axé e sertanojo, ele::mister catra.

a sorte de não andar armado.

teria metido uma bala entre meus olhos ali mesmo.

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Tom Paixão

 atualizou o status dele.

10 de dezembro de 2016  · Belo Horizonte  · 

bar do toninho, sábado de céu nublado.

dimas, amigo e a gentileza em pessoa, faz questão de apresentar um dos frequentadores, que bebe tranquilamente sua brahma com caracu (ou malzbier) aos novos clientes, moradores recém chegados ao bairro.

tudo garoto e garota.

"este aqui é o tom paixão. jornalista, meu amigo.

trabalhou na radio globo, na record, alterosa, band e num punhado de jornais, né, tom?"

tom na dele.

como diria seu filho número dois, sorrindo "à amelie poulain."

os jovens não pareciam minimamente interessados no tal de tom paixão.

dimas continua: "ele já entrevistou um monte de gente importante.

trabalhou com datena, fez fala brasil, cidade alerta, aqui agora...

hoje, tá aposentado!"

tcharam!

oi?

os copos param no ar.

os olhares se dirigem pro tal de tom, que continua tomando sua mistura.

um misto de espanto, admiração e inveja toma conta dos forasteiros.

rola até um silencio respeitoso.

tom ri.

e faz um leve aceno de cabeça aos jovens.

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Tom Paixão

9 de dezembro de 2014  · Belo Horizonte  · 

terça feira, quatro da tarde,

bar banzai, rua padre belchior.

casal de meia idade me aborda:

-ei, você é o tom paixão?

-eu mesmo!

-num falei, bem?

-rapaz, quanto tempo.

eu fui juiz.

você me entrevistou várias vezes.

tanto no aqui agora, quanto apresentando o cidade alerta e o brasil urgente.

onde cê tá?

-faço um programa de radio na Rede Gerais de Rádio AM 830

-ah, tenho que ouvir. é fm?

não, am.

ih, meu radio só pega fm.

de qualquer modo,

foi um prazer te ver.

tudo de bom!

a esposa, na saida:

-bem, ele tá bem caído, né?

bebendo num lugar desse.

e essa roupa?

acho que ele tá numa pitimba daquelas.

um cara que trabalhou com marcelo resende e datena?

-fala baixo, sô. vai que ele ouve.

-tsk, tsk. tsk...

(o que me divertiu foi ouvir, depois de tantos anos, a palavra pitimba,

que minha mãe era useira e vezeira de usar.

significa na merda.

hehehe.

é nóis.

ou eles.

sei lá.)

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Tom Paixão

9 de dezembro de 2018  · 

a vida como ela é

"procuro mulher até 40 anos," ele escreveu.

"o amor não se encontra assim," ela respondeu.

"e quem disse que tô procurando amor?", ele retrucou.

se casaram dois meses depois.

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Tom Paixão

8 de dezembro de 2014  · 

maldito progresso aliado com especulação imobiliária.

enquanto o capeta coça um olho, eis que perdi o grande camiseiro.

rio de janeiro com tupinambás.

onde minha mãe comprou, com grande dificuldade,

minha primeira camisa volta ao mundo.

foi pro casamento da clélia filha de seu agenor.

era cor de rosa.

não deu pra comprar sapato.

dai, fui à festa de chinelo de dedo.

claro que o bullying foi de fazer chorar.

(mas minha camisa era a mais linda do lugar. brigado, mãe!)

 

 

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---------------itens de colecionador--------------------

viver é bom, mas muiiito bom.

sempre achei.

acho que é porque nunca sonhei com nada.

*

na adolescência, quando a gente, em geral, quer morrer, a fábrica de panelas de alumínio e a turma do ferrinho não me deixaram pensar nisso.

a hard day's night, perde.

*

eu sempre fui feliz. mas hoje em dia, sou muito mais.

não sei o motivo. "quando olho no espelho, estou ficando velho e acabado."

*

um cafuné na cabeça, como diz leila diniz, eu quero até de macaco.

*

quando faço meus amigos rirem e o virgilio diz "ô cara fedaputa!", vou ao nirvana.

*

às vezes sinto que algumas pessoas gostam muito de minha companhia. quando em vez, até me acho especial. não no sentido politicamente correto de retardado.

se bem que...

*

acho que não consigo ter uma empregada.

vou querer fazer o serviço com ela.

que nem faço com pedreiros.

*

tenho muita tranquilidade, atualmente.

dirijo devagar (nem sempre), não tenho pressa (quase nunca), e nem me irrito tanto (well, bem menos).

*

um certo incomodo (bem pouco) me causa estar sempre tão emotivo.

mas sem melancolia, por favor.

deve ser da idade. ou não.

afinal, só tenho 17 anos.

*

escrever, às vezes, mesmo coisinhas bobas como esse "itens", me machuca o coração. (aí, ó! tô falando.)

*

me causa um certo desprazer (micharia) gente que me classifica pelos meus escritos. pro bem ou pro mal.

*

mas continuo não dando a mínima pras opiniões contrárias.

*

e nem tento (nunca tentei) mudar pensamento de ninguém.

*

quando chegar ao céu e aquelas bichinhas loirinhas de asinhas esvoejantes me perguntarem, com suas vozinhas de pablllo: "encontrou a alegria na vida? fez a alegria de alguém?",

vou dar de ombros.

"eu ri muito, santas. o resto não sei.

vejam aí nos arquivos, uai!", direi.

*

e assim por diante.

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Tom Paixão

4 de dezembro de 2016  · Belo Horizonte  · 

aí o repórter perguntou o motivo de ferreira gullar não escrever um poema há mais de de dez anos.

ele respondeu que não tinha mais espanto.

e acrescentou que só se deve escrever poesia enquanto a gente ainda se espanta.

se isso não é versão da presença de uma divindade na terra,

sei nada mais não.

mas fico feliz.

ainda me espanto,

todo dia.

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__Tom Paixão

3 de dezembro de 2014  · 

interessante notar.

não vejo pelas ruas da cidade

homens jovens, adolescentes mesmo, carregando sacolas com mamadeiras, mochilas cheias de fraldas,

uma renca de filhos chorões pelas mãos;

caindo nos ônibus pra equilibrar toda essa parafernália,

dormindo nos postos de saúde à espera de pediatras

ou nas creches esperando vagas

ou deixando de frequentar funks e pagodes

pra tomar conta dos pimpolhos nos fins de semana.

será por causa de quê, hein?

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Tom Paixão

 3 de dezembro de 2016  · Belo Horizonte  · 

não fui ao velório de meu amigo lindo

Ilson.

nem vi velórios de pessoas da chapecoense.

acho velório uma monstruosidade com quem fica.

como se dissessem: "vamos, chore mais!"

"você ainda não sofreu o suficiente!"

fui a dois velórios que devastaram meu coração.

de minha mãe e de minha esposa.

nunca mais fui ou vou a qualquer outro.

acredito ser a pior herança da idade média.

um feladaputa bebia até perder a consciência.

todos esperavam que ele acordasse, à luz de velas, claro.

velas, velório.

não quero pra mim e não desejo pra ninguém.

é sacanagem com nosso sentimento de dor.

(mas a morte do ilson me fez tão miseravelmente triste que não sei explicar. tem muito tempo que não fico tão triste.)

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Tom Paixão

21 de novembro de 2013  · Belo Horizonte  · 

aquele beijo
ao amanhecer
que lhe desperta
murmura "sorria"!
e muda a cor
do dia

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Tom Paixão

21 de novembro de 2017  · 

teatro corisco

(com ingresso a preço de bréqui fraude),

apresenta:

-como que o senhor não pensou no futuro, sô?

-eu tava muito ocupado.

-mas ocupado fazendo o quê, criatura?

-uai, amando, ora...

(pano pode descer lento. ou nem descer. que importa?)

 

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Tom Paixão

19 de novembro de 2013  · 

 

a receita é simples:

pegue um pedaço de costela defumada do quincão.

coloque numa panela de pressão com cebola e pedacinhos de bacon.

espere 20 minutos.

tire.

prove um pedaço.

use a água produzida pra fazer arroz.

coloque mais cinco minutos a costela no forno de microondas.

sirva.

coma.

chame o samu.

morra antes deles chegarem.

dê um puta trabalho pro legista tirar aquele sorriso enorme de seus lábios.

vá pro céu.

 

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Tom Paixão

19 de novembro de 2016  · 

o quarto de dormir é uma escuridão.

exceto.

brilha a luz vermelha da tv desligada.

e o relógio do pc,

que é azul.

mostram contornos de uma vida que existe ali.

as horas passam.

mesmo no horário de verão.

e a doce e linda manhã vai, lentamente, invadindo o ambiente.

o que era contorno, vira guarda roupa, sapateiro, estante, mancebo cheio de bonés, pilhas de roupas e etc.

é azul clarinho a primeira luz.

pela chuva.

mas vai se tornando ouro.

o sol desvirgina as nuvens.

oba, vai dar pra caminhar na pampulha?

longe, um galo canta.

meu cachorro late.

responde?

sentem o mesmo?

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Tom Paixão

17 de novembro de 2014  · Belo Horizonte  · 

gosto de bar

onde a garçonete parece saída

de um conto de bulowski

e me chama de meu bem.

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Tom Paixão

está  se sentindo o de sempre:

14 de novembro de 2013  · Belo Horizonte  · 

hahaha,

a vida do idiota é uma benção.

a rotina nunca entra.

retirei o forro da porta de meu carro pra consertar o alto falante.

não consegui consertar.

e agora não sei recolocar o forro.

hahaha!!!

dãããã...

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Tom Paixão

 4 de novembro de 2016  · Belo Horizonte  · 

o que é a natureza...

sei o que é tristeza.

sei o que é saudade.

sei o que é sofrer de saudade.

sei o que é ficar triste por sofrer de saudade.

sei o que é desilusão.

sei o que é sofrer por desilusão.

sei a tristeza que dá uma desilusão.

enfim, sou bom em sofrimento.

banzo, não.

saí daqui apenas pra morar um tempo no rio.

nem notei a diferença.

ouvindo os mestres negros americanos, usando google tradutor, pensei até saber o que era blue.

era os trens acima?

nunca, jamais.

não sabia o que era o sentimento chamado de blue.

agora sei.

e ninguém com menos de 50 jamais saberá.

é a soma de todos os quadrados de nossa vida.

não mata, não deprime.

nem é exatamente um sofrimento.

é uma sensação.

diria até que é uma coisa gostosa.

é um estado de ser.

sei lá.

o bourbon americano foi inventado pro blue?

talvez por um blue man?

nem ansiolítico, maconha, cachaça, cerveja.

nada segura, amansa e transa com o blue como um jack daniels, um jim bean.

ah, no som, carradas de john lee hooker e outros.

blue é bom.

pra burro não, como tudo.

não tem tradução pro português ou brasileiro.

eu chamaria de tristeza de negro.

mas é além.

(banzo?)

por isso, não é pra burro.

blue é que nem uai: blue é blue, uai!

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Tom Paixão

31 de outubro de 2012  · 

Uma pro velho Buk (ou velho Antonio?)

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Irene me deitava no colo

E limpava meu rosto suado e oleoso

Com algodão embebido em Leite de Rosas

Se derramava em meiguices sobre minha cabeça, coração e mente

Denise me beijava

Com os lábios úmidos de vinho

E tinha rosas em casa

E a gente discutia a vida e tudo o mais

E ríamos muito

Ela proibia o eu te amo

Irene queria ouvir sempre

Bêbado de vinho e rosas, preferi Denise

Que me trocou por outros

Irene sumiu

E foi quem levou meu maior pedaço

Estamos condenados mesmo à vida.

(Na vitrola, Parker toca e nada pode fazer. Mas faz. Muito.)

BH, 20/03/90

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Tom Paixão

31 de outubro de 2012  · Belo Horizonte  · 

para alguém algures in europe

tinha 50

ela 30

veio o furacão na redação

nos levou no torvelinho

paixão

olhava pros lados

tentava agarrar

algo

alguém

em vão

som alto

gira gira

escuridão

sensação de queda

abismo

e a cada beijo

paz

de quem vai morrer

e de

sabe ser capaz

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Tom Paixão

 está  se sentindo sabido de almanaque capivarol —  sentindo-se sabido de almanaque capivarol.

31 de outubro de 2013  · Belo Horizonte  · 

livre pensar, é só pensar (mf)

tenho namorado mulheres bem mais jovens que eu.

há tempos, uma tinha metade de minha idade.

outra, a idade de minha filha.

e daí?

grande coisa.

como até as pedras da escadaria da igreja de são josé sabem, sou pobre.

não de marré decí como criança.

mas pobre.

sem plano de saúde, sem cartão diners, sem carro zero, sem casa luxenta, sem amigos importantes, sem fins de semana em aldeia do lago ou escarpas ídem, sem jantar no favorita.

não conheço o porteiro do na sala nem a hostess do primo prima.

mas tenho um coração rico, grande, que cabe até o mundo.

que vejo como um palco iluminado onde vivemos vestidos de dourado, palhaços das perdidas e sempre renovadas ilusões.

mas, voltemos ao amor, que o que interessa.

sempre.

essas mulheres todas me deram tanto amor puro, sem mistura - duas me deram filhos, ainda-, que fico a imaginar o que move o preconceito estampado em comentários sobre a namorada do paulo betti, a mulher do francisco cuoco, o marido da suzana.

aquela foto do flavio briatore com a mulher na praia, girou o mundo, trazendo um monte de piadinhas a respeito.

e o mais intrigante - pra mim -, é que muitos comentários preconceituosos são de mulheres.

será que ninguém acredita mais no amor?

vale lembrar algo.

quarenta anos atrás, um homem de 50, 60, anos era velho.

hoje ele dá, fácil, sem azulzinho, três numa noite, se estiver com uma parceira amada e participante.

se é que o negócio gira só em torno de sexo.

porque a primeira suspeita é que mulher vai dar pra outro.

como assim?

mulher é tudo messalina?

não vive sem pau?

pau é amor?

de que tipo de mulheres estamos falando?

tenho um monte de amigas prostitutas.

pois elas se chocam com a quantidade de palavrão que falo.

são recatadas, religiosas ao extremos.

fora do ambiente de trabalho são verdadeiras ladies.

dão de dez na maioria das moças “de família” que freqüentam galopeiras e alambiques da vida.

como aqui tem muita mulher e muitas - ao menos na minha página - de inteligência, cultura e discernimento, gostaria, se possível, de uma análise.

né nada, né nada, acho que pode abrir uma discussão que traga luz a tanto preconceito besta.

que oprime, atrasa, machuca e desvaloriza o que temos de melhor na pseudo raça humana: o amor.

obrigado .

 

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Tom Paixão

 26 de outubro de 2013  · Belo Horizonte  · 

poemeu

berra o sabido idiota:

"o grande problema do brasil é..."

(peroração morta)

zás, transformo minhas orelha torta

em nariz de tapir bolota.

e o vivente nem nota.

continua sua lorota.

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Tom Paixão

25 de outubro de 2016  · Belo Horizonte  · 

só existe uma injustiça absurda neste mundo:

a morte.

porra, como essa essa maldita pode ser tão ordinária?

mais ou menos felizes devem ser aqueles que acreditam

que vão pra um mundo melhor, diáfano, todo azul celeste, com um bando de viadinhos loirinhos de cabelos cacheados com asinhas tocando harpa.

se ainda fosse o andreas wollenweider...

se alguém merece o nome de filha da puta, é ela.

maldita cadela sarnenta.

vade retro!

(saudade de carlos alberto, carl schumacher e, principalmente, de mim.)

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Tom Paixão

25 de outubro de 2018  · 

 

os escritores imitam d-us.
e, quase sempre, fazem um trabalho melhor que o dele.

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Tom Paixão

23 de outubro de 2017  · 

sofri #bullying

- bulliyng uma porra: humilhação e preconceito! -,

na escolinha de pau da praça poá quando criança.

fui #molestado pela amiga de minha mãe, ieda, aos 11 anos.

no primeiro caso, duas pedrada na cabeça do geraldo

e outra na testa do pingo, resolveram.

e ainda ganhei fama de bad boy

- bad boy uma caceta: maloqueiro!

no segundo, ain, gostei tanto que me deixei ser abusado até os treze anos.

quando ela se casou de novo e mudou pra #guarapari.

snif.

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Tom Paixão

23 de outubro de 2017  · 

 

nós, os da esquerda

uma de minhas professoras, dona olga moderau, alemoa testemunha de #jeová, queria que eu, canhoto, escrevesse com a mão direita.

dizia ela que canhoto é filho do capeta.

nessa época, eu era viadinho #cristão e acreditava muito nessas lendas de cobra falante, mulher de sal, arca cheia de bichos, sodoma afundando em enxofre, árvore pegando fogo, cavaleiros do apocalipse, espadas de fogo descendo do céu, torre de babel, adão, eva, maçã, inferno, cara morando em baleia, outro encarando leões, mais outro batendo um cabo de vassoura no chão e um mar se abrindo, um cara bêbado transando com as filhas e que tais.

cheguei em casa parindo um porco espinho pela boca.

calma, mamãe ouviu.

depois, calma, no dia seguinte, pediu um tempo pra turca dona hada, onde era faz tudo e foi falar com dona olga.

não vi o encontro.

mas a velha baixinha, gorda, cabelos vermelhos e tremendo mal hálito, não tocou mais no assunto.

na verdade, me esqueceu.

(meus filhos deram sorte.

tiveram - têm - mães como a minha.)

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Tom Paixão

 está  se sentindo doce —  sentindo-se doce.

poemeu

que vinicius de morais que nada

ela foi pega de surpresa.

lhe disse do nada: eu te amo!

ela pode apenas balbuciar, olhando baixo: obrigada!

mas seu olhar...

ah, seus olhos...

me prometiam tanta felicidade que nem notei a verbalização.

tudo são palavras?

e os sentimentos que percorrem como eletricidade de uma arma taser atirada em nossos coração e mente?

sei não.

o que sei eu?

o que sabe você?

que sabemos nós?

nada.

e o nada é muito saber.

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Tom Paixão

sempre fui e sempre serei jornalista honesto.

não vendi nem plantei notícia, não ajudei político,

empresário, otoridade ou congênere

por cargo ou dinheiro,

não me vendi e sempre vivi de salário.

sempre baixo.

o dia que descobri que mandar abraços

em programas de radio ou tv pra a,b ou c

custa uma nota, me quedei boquiaberto.

nos anos 90, entre alterosa e record, sozinho,

comprei um lote no renascença, construí uma boa e grande casa.

me separei, sustentei duas casas durante um tempo enorme,

comprei outro lote em sabará

e paguei a escola de meu filho.

e hoje?

(já que é pra viajar na maionese, né?)

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Tom Paixão

29 de setembro de 2016  · 

senta que lá vem textão:

meu colega benny cohen estava recém casado.

morava no cidade nova.

eu esperava a hora dele ir embora, muito depois do término de meu turno como repórter do aqui agora na tv alterosa.

pegava carona.

benny tinha um fiat tipo que eu achava a coisa mais linda, com aquele painel digital.

ele me deixava na silviano brandão com cristiano machado.

eu descia a jacui até a rua paru, onde morava.

economizava na passagem, já que não tinha carro.

muitas vezes ia a pé pro trabalho.

não contava pra ninguém.

nem pra minha mulher.

li bem jovem o poeta mario quintana: " o pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso".

tudo por qual motivo?

eu havia acabado de comprar na fayal um dos 20 mil lotes do luciano, aquele que foi dono de belo horizonte.

era uma pirambeira na rua javari.

tinha filho, pagava aluguel e investi 70% de meu salário, que era fixo e pouco, pra pagar o lote.

paguei.

não vendi a alma pro diabo porque ele não quis.

e não faltou carne nem leite em minha casa, nem roupa pra meu filho e minha mulher.

depois, fui construindo a casa a cada férias.

cheguei a sofrer um grave acidente que quase me matou quando a laje do segundo piso desabou e fui junto.

estava sarrafeando o piso.

tenho quatro pinos no calcanhar, duas cicatrizes enormes na cabeça e no calcanhar pra provar.

além de uma dor enjoada no local quando faz muito frio.

não sou herói, nem exemplo, não sou porra nenhuma!

tem um monte de gente que nem eu.

somos o brasil que carrega o brasil.

tudo isso pra contar que não sinto a menor empatia com as pessoas que invadiram o terreno "compro e pago" da direcional e agora terão de sair.

na minha cabeça, não se pode encher o mundo de filhos se não tem condição mínima de sobrevivência.

sei de fonte fidedigna que muitos ali têm casa e outros tantos foram induzidos por "movimentos sociais".

enfim, é o que tenho a dizer sobre...

 

 

 

 

 

 

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Tom Paixão

 está  se sentindo sarcástico.

27 de setembro de 2017  · Belo Horizonte  · 

tô rindo aqui do enredo de um filme pra woody allen e spike lee dirigirem.

tipo bananas e faça a coisa certa.

é o seguinte: o povo, que acredita em papai noel, desesperado, vai e elege o jair presidente do brasil.

ele mesmo.

aquele ex milico que é bom de conversa mas não saca nada de administrar.

só sabe elogiar torturadores e fazer video tosco pras redes.

os partidos todos viram oposição.

inclusive o dele.

e avisam que não votarão nem o orçamento pra pagar salário do congresso.

ele vai à televisão.

e grita que tá nem aí.

que vai presidentar sozinho.

os traficantes, milicianos e bicheiros, em agradecimento pela novela a força do querer, compram a rede globo.

em são paulo, o pcc compra o sbt.

silvio santos é declarado doido pela patricia abravanel.

o desemprego sobe ao espaço.

o pau começa a cantar nas ruas.

empresas multinacionais se mandam.

até o uber vai embora.

solução?

intervenção militar.

tirar o presidente, fechar o congresso, prender governadores, prefeitos. o diabo!

"fodas se o presidente é milico!", diz o cabo sceta.

jair diz que não sai.

chama seus filhos pra ajudar na resistência.

eles fazem birra.

ele ameaça descer a porrada neles.

choram de medo.

marinha e aeronáutica dizem que não vão participar.

o exercito, cheio de garotos nutella, se fode.

general mourão aciona olavo de carvalho.

que aciona o donald, aquele.

trump manda os marines bombardear brasília.

os bolsonaros fogem.

pedem asilo em cuba.

e lá vivem felizes pra sempre.

o brail?

well, sonha em virar a 51ª estrelinha da bandeira americana.

como usual, querendo furar a fila na frente de porto rico.

e, claro, ajuda a reeleger donald trump.

pois brasileiro nunca aprende.

nem com porrada.

--------------------the end?----------------

 

 

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Tom Paixão

25 de setembro de 2016  · 

eu sei que, em geral, são pessoas pobres.

de espirito e financeiramente,

é gente sem estudo, sem cultura, que sonha com uma carreira artística, seja lá o que signifique isso.

em busca de dinheiro fácil, em suma.

gente que minha mãe e nelson rodrigues chamariam de desclassificada.

tem quem diz bem feito ao que que eles passam.

"merecem", alegam

mas não consigo deixar de sentir uma enorme piedade daqueles coitados ex bbb's e que tais que participam das trolagens do panico,

nunca conseguiria colocar um ser humano naquelas situações.

por dinheiro nenhum.

mas, tem quem goste.

enfim...

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Tom Paixão

24 de setembro de 2012  · 

sei não, mas acho que revolucionei a culinaria neste findi.

gosto muito de um bom tropeirão.

sempre achei aquela coisa de frita um trem, cozinha outro e mais outro, assa um terceiro, uma perda de tempo.

peguei todos os ingredientes, taquei na panela de pressão e preguei fogo.

depois, no prato, acrescenti farofa de nakashima e ovo cozido.

vou te dizer: ronaldinho fugia da balança na hora!

a preguiça é a mãe da criatividade.

 

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Tom Paixão

24 de setembro de 2013  · Belo Horizonte  · 

alguém aí sabe a receita

daquele biscoito frito

de farinha de trigo

que minha mamãe fazia

e enchia uma garrafa de café com leite e nos levava

pra brincar em todos os brinquedos grátis

do parque municipal?

(a gente mal podia esperar a hora da "merenda".)

agradecido.

 

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Tom Paixão

20 de setembro de 2012  · Belo Horizonte  ·

viajar 700 quilometros por um beijo na boca..

(sou homem de fazer isso!)

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Tom Paixão

20 de setembro de 2012  · Belo Horizonte  · 

CRUZ PRA CARREGAR!

(uma admoestação.)

eu não tenho, não quero ter, se estão vendendo, não me interessa.

não carrego ou ajudo a carregar a de ninguem.

sejam filhos, amigos, amantes ou aparentados.

cruz?

credo!

sem mais.

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Tom Paixão

20 de setembro de 2016  · 

fui fazer exames do coração.

o médico disse que tá tudo bão.

"seu antonio, só não pode se descuidar", disse ele.

"ou me apaixonar" disse eu, baixinho,

(homenagem ao meu ídolo

Cassio Murilo

, que tá cada dia melhor, para nossa alegria )

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__ Tom Paixão

16 de setembro de 2014  · 

feliz a nação com judeus.
né, senhor?

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Tom Paixão

16 de setembro de 2017  · 

“aceita que dói menos".

isso e papo de machão que domina a mulher?

e a obriga a sexo anal?

eu, hein?

só acho.

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Tom Paixão

15 de setembro de 2014  · Belo Horizonte  · 

Eugênio Silva Marques

fez uma viagem que sonhei muito pra mim.

ter visto nova york até dizer chega em filmes como perdidos na noite, era uma vez na américa e um monte de woody allen, me fez querer estar lá e em vários outros pontos da américa.

principalmente na rota 66, por causa do seriado sessentista.

e eu queria ir de moto, imagine

com a estabilização da moeda, dava pra ir.

estive na bica em várias vezes.

mas sempre a grana dava só pra mim.

e como passei, creio, essa paixão pra meu filho,

eis que nunca fui esperando o momento que tivesse dinheiro pra nós dois.

o tempo passou, outro filho chegou, cresceu e eu não fui.

hoje em dia nem me importa tanto mais.

coisas da vida.

acontece.

(por isso que não sonho mais nem recomendo ninguém fazê-lo.)

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Tom Paixão

15 de setembro de 2015  ·

sei tudo da vida da renata.

ela vai ficar com o marido de quem não gosta até o fim do ano que vem.

é quando termina o curso de direito que ela faz e as prestações do carro.

os dois, pagos pelo marido.

ela arrumou um namorado na faculdade.

vivem aos beijos.

transam muito.

disse pro marido que esta com vaginite.

por isso não pode transar.

e ainda acusou o coitado de ter transmitido isso pra ela.

como eu sei?

a mãe dela contou pra uma amiga no ônibus lotado via celular,

enquanto mascava o cabo do microfone.

nojo define.

 

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Tom Paixão

12 de setembro de 2019  · 

pra você ver o brasil em que estamos vivendo.

são dois grupos de facebook.

um, de meu querido bairro concórdia.

outro, de fotos antigas de minha querida belorizonte.

estava nos dois.

curtindo, postando, participando, curtindo.

como disse peninha: "tudo era apenas uma brincadeira, e foi crescendo, crescendo, me absorvendo".

de repente, um membro do "diário do concórdia" posta algo enaltecendo todos os "presidentes" ditadores do governo militar. caí de bunda no chão.

no "fotos antigas de belo horizonte", um fascista postou uma foto do antigo prédio do dops, enaltecendo o "trabalho" da policia prendendo e torturando a torto e a direito

nas ambas postagens, elogios, vivas, loas.

senti que não eram meu lugar de fala ou permanência.

fui embora dos dois.

não nego, com pesar.

mas, este é o brasil onde atualmente vivo.

confesso: nunca vi nada igual.

nem na ditadura.

mas, vida que segue.

e mais cuidado ao adentrar num grupo.

 

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Tom Paixão

12 de setembro de 2017  · Contagem  · 

tô fazendo curso de reciclagem do detran pra ter de volta minha cnh.

atendente da auto escola disse que pela internet seria mais facil.

"em quatro dia, cê mata tudo", disse ele.

não me conhece.

já vamos pro trigésimo dia.

ao menos é o ultimo bloco.

em todos os outros, passei no simulado.

menos mal.

mas é assim.

imagine: aquincasa tem galinhas, pintinhos, pombas, rolinhas, gata, cães, beija flores, tv ligada na globonews, pc ligado na jb ou brasil fm.

livro aberto na mesa de jantar e revista idem no banheiro.

então?

 


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Tom Paixão

11 de setembro de 2013  · Belo Horizonte  · 

descobri a força devastadora da dor.

desde sexta feira não tomo banho, não escovo os dentes, não trabalho.

só comi na segunda feira, porque fiz almoço pra meu filho.

só sai de casa neste dia pra uma missão monstruosamente ingrata:

separar as coisas da mãe dele pra dar pra alguém, jogar fora, guardar pra nós.

os choros vinham com se nossos peitos se arrebentassem de repente.

tenho ficado aqui, na frente do pc.

ou da tv, na cama.

jogo, leio e vejo as notícias-sempre as mesmas.

choro, bebo, fico olhando pro nada.

que bom não ter fé.

não tenho onde ou a quem culpar ou cobrar por tal injustiça.

e imagine isso: meu casamento com vera tinha acabado há mais de 12 anos!

nesse ínterim, amei e fui amado, terminei e fui terminado, casei e fui casado.

mas nossa amizade, carinho e respeito eram fortes.

não havia palavras de culpa, ódio ou raiva entre nós.

uma foto no aniversario da mãe dela, mostra bem como éramos.

ela, eu e gabo.

vera era alguém que não nasceu pra morrer.

ou sofrer.

uma linda mulher.

agora, acabo de me olhar no espelho, me estapear e me obrigar a botar a vida nos trilhos.

que não posso me dar ao luxo de entrar em depressão ou algo parecido. ela iria me xingar e rir de mim.

como fez quando a vi na primeira internação na santa casa e caí em prantos.

_"uai, quem é esse homão besta ai chorando feita uma menina, gabriel?",

ela disse rindo aquele sorriso dela, curtinho.

hoje também é seu aniversario.

bóra celebrar a vida pois meu filho é um homem sensacionalmente forte. mais que eu.

muito mais.

mas sei que ele quer o pai dele por perto.

e eu estou por perto, meu filho.

(abrindo o chuveiro.)

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Tom Paixão

30 de agosto de 2017  · 

Compartilhado com Público

________________a vida como ela é_________________

ele tem 65 anos.

tiozão bonito, charmoso, elegante, divertido, feliz.

viúvo há dez anos, sempre teve na filha unica, de 40 anos, solteira, um esteio.

ela postava praticamente todos os dias uma homenagem ao pai.

no face e no instagram.

fotos que ela tirava enquanto ele via tv, comia, ao volante do carro, nas férias.

e acompanhadas de frases piegas, que ela, de pouca leitura, copiava de posts de religião e auto ajuda.

"pai, amor além da vida."

"meu pai, minha maior riqueza."

"pai, amo mais que minha vida."

"pai, amor incondicional."

"meu pai, presente que deus me deu"

ele me mandava as mensagens inbox ou mostrava no celular, elogiando a filha e o desvelo dela para com ele.

embora aposentado e bem aposentado, sempre fez questão de continuar gerenciando suas cinco pastelarias, espalhadas pelo centro da cidade.

uma das caixas de uma delas acabou lhe chamando a atenção.

moça inteligente e lutadora, bonita de rosto e de corpo, faz faculdade de direito à noite.

foi atraída também pelo bom humor do patrão.

acabou se envolvendo.

apesar da diferença de 40 anos entre os dois, se apaixonaram.

ele quer casar com ela e já se prepara.

sua filha não fala mais com ele.

e entrou com ação na justiça pra interditar seu "amor além da vida".

alega que o pai está sofrendo de insanidade.

ele me convida pra tomar uma cerveja no fm

e chora.

diz que vai em frente.

mas tá triste.

 

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Tom Paixão atualizou o status dele.

24 de agosto de 2016 às 19:22 · Belo Horizonte · 

a quem interessar possa.

comunico que minha candidatura
a uma vaga na câmara de vereadores de ribeirão das neves, subiu ao telhado.
e, de lá, não descerá nem a pau.
obrigado a todos os envolvidos.
chega de sonho.
vamos de bolinhos de chuva!
vida que segue.
requiescat in pace, neves.

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Tom Paixão

24 de agosto de 2017 às 13:40 · Contagem · 

característica em comum de Luiz Carlos Alves e artur almeida: gentileza.
toda vez que luiz me via, dizia que eu precisava voltar pra rádio, que era meu lugar e que ela precisava de mim.
eu ria e dizia "imagina. aqui em minas? só se você montar uma."
quando fui pra gerais, foi o primeiro a me cumprimentar aqui.
sempre dizia "tô te escutando!"
mesmo com a radio sendo am, ouvida por poucos e ele no programa do josé lino no meu horário.
mentiras piedosas pra um cara que ele dizia admirar.
e que tava numa pitimba de dar desgosto.
me animava, ele.
com luiz, assim como com artur, se vai a bondade, coisa rara nesse nosso meio tão vaidoso e pobre de gente de espírito.
valeu, gordim!

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38

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Tom Paixão

24 de agosto de 2018 às 12:37 · 

adorei a moça da dengue da prefeitura.
adentrou a minha casa, cumprimentou friamente a mim e ao meu filho como um gerente do santander cumprimenta cliente pobre.
olhou, anotou...
foi pro quintal.
de repente, viu o colt.
logo em seguida, ana maria.
que já veio miando, dengosa como só.
depois, as galinhas.
os olhos se iluminaram.
abraçou o cão, fez carinho na gata e chamou as galinhas de meninas.
quase a pedi em casamento, não fosse o medo de ser preso por assédio.
um doce.

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Tom Paixão

23 de agosto de 2019 às 18:33 · 

ninguém quer a verdade.
apenas uma mentira conveniente.
tipo as meninas de antigamente.
que perdiam a virgindade andando de bicicleta ou à cavalo.
ou caindo num toco.

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Tom Paixão está  se sentindo assim, assim...

23 de agosto de 2016 às 05:35 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

eu sou poeta.
eu vivo minha vida poeticamente.
eu não vejo reality show pra não perder a fé na humanidade.
eu gosto dos humanos.
mas é um ser em via de extinção.
na escalada de esquerdismo tosco, direitismo retardado, liberalismo medroso, muçulmanismo suicida e crendice canalha, em 20 anos será preciso um ditador mundial, extremamente violento e sanguinário, pra colocar a humanidade de volta aos trilhos.
talvez eu não esteja mais aqui.
mas é ruim imaginar um futuro que orwell, dick, heinlein, asimov e tantos outros pensaram.
mas vou bebendo, amando e poetando.
é o que me resta.

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Tom Paixão

23 de agosto de 2012 às 17:21 · 

que pena
o futuro
chegou tarde

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Tom Paixão está  se sentindo assim, assim...

23 de agosto de 2016 às 05:35 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

eu sou poeta.
eu vivo minha vida poeticamente.
eu não vejo reality show pra não perder a fé na humanidade.
eu gosto dos humanos.
mas é um ser em via de extinção.
na escalada de esquerdismo tosco, direitismo retardado, liberalismo medroso, muçulmanismo suicida e crendice canalha, em 20 anos será preciso um ditador mundial, extremamente violento e sanguinário, pra colocar a humanidade de volta aos trilhos.
talvez eu não esteja mais aqui.
mas é ruim imaginar um futuro que orwell, dick, heinlein, asimov e tantos outros pensaram.
mas vou bebendo, amando e poetando.
é o que me resta.

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Tom Paixão está  se sentindo especial.

20 de agosto de 2013 às 08:39 · 

taliscas

ele gosta de olhar a vida de sua rua das frestas das taliscas da janela de seu quarto.
ali, vê os primeiros albores do sol ou a claridade cinzenta de dias frios ou nublados.
acorda muito cedo.
batuca no teclado. ouve mozart mixado com isley brothers.
sua vida é boa, na maior parte do tempo.
exceto quando sente o perfume dela.
espera um pouco e corre pra varanda.
quer ver o que resta de seu vulto virando a esquina.
o dia ganha outro, digamos, sabor.
ele bem sabe a hora de sua saída.
mas não sente prazer em vê-la despedindo de seu amor.
aquele fugaz beijo -bicota, né?, que casados dão - é meio facada pra ele, que é um exagerado.
no mais, tudo está bem.

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Tom Paixão

17 de agosto de 2013 às 16:57 · Belo Horizonte · 

como a vida é, às vezes:
fico puto porque precisava entregar um texto que garantiria o aluguel.
o modem da gvt deu pau.
ligo logo cedo, o cara diz para resetar, desligar tudo e esperar 40 minutos.
faço.
passa o tempo, ligo de novo.
a moça amável diz que o técnico vira em em até 24 horas.
saio pra comprar uma orloff pra aguentar mais esse tranco.
faço almoço, belisco, ouço música, brinco na bateria, troco o alto falante de meu carro, arrumo a cozinha, corto as unhas, leio a veja...
quatro da tarde o técnico chega.
garoto gente boa.
vê que o modem já era.
diz: "trem velho".
em seguida...
me coloca aquele wifi última linha.
pergunto, boquiaberto: "agora tenho internet em toda a casa?"
ele ri, como se me achasse um tolo - e sou!
diz: "até aquele boteco da esquina!"
mas, hein?
bóra fazer o trabalho, que ainda dá tempo.
ou posso fazer no bar?

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Tom Paixão

13 de agosto de 2018 às 08:24 · 

(perdão, bandeira!)

vou-me embora pra ursal
lá serei amigo do rei boulos
lá terei a manu, tiburi e toda mulher grelo duro que quiser
na cama que escolherei
vou-me embora pra ursal

em ursal tem tudo
é outra civilização
tem um processo seguro
de impedir a concepção
tem iphone plano infinito
tem maconha à vontade
tem prostitutas bonitas
para a gente namorar
de graça

e quando eu estiver mais triste
mas triste de não ter jeito
quando de noite me der
vontade de me matar
- vou ser amigo do rei boulos, não esqueçam -
pego minha bicicleta movida a energia solar,
atravesso a fronteira e volto ao meu brejil normal.
mas, por hora, tô indo pra ursal.

 

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Tom Paixão

8 de agosto de 2018 às 10:42 · 

fila da lotérica da rua jacui.
entro na dos véios.
uma mulher negra, bonita, uma bela bunda, está a minha frente.
paga conta de luz, tel e net.
de repente, um enorme galalau se chega a ela.
já ia sacar a arma, achando que era assalto,
não.
pediu a ela pra pagar o boleto de aposta da sena e a conta do celular dele.
total: 142 reais,
ela tenta argumentar, ele quase faz cara de choro.
tem o tamanho e o porte e a cor do lebron james.
loja toda olha pra eles.
ela paga.
ele sai sem esperá - lá.
é seu filho mais novo, descubro ao encontrá-la na padaria onde compro queijo canastra e broa de mandioca.
ela me conta.
tem 24 anos, nunca trabalhou nem estuda.
chupa o sangue dela, que recebe três mil de aposentadoria e vende tupperware pra aumentar a renda, já que faz toda a despesa da casa e ainda cria uma neta, fruto de uma filha que se mandou pra australia e não envia um centavo pra ajudar.
tipo de coisa que me dá num nojo tão grande que quase chego a golfar.
tive ideias pecaminosas com ela, bela coroa.
desisti.
ela já tem merda demais pra remexer, tadinha.
não precisa de mais uma.

Foto de um cupim

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Tom Paixão

6 de agosto de 2015 às 15:31 · 

um lance legal pro dia
-ou noite, nunca se sabe-,
quando eu me for.
um epitáfio assim:
"eu morri de rir enquanto
estive aqui!"

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Tom Paixão está  se sentindo bem.

5 de agosto de 2018 às 08:39 · 

"Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo em que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder se apressam a chegar."
Deuteronômio 32:35

já salvei a vida de três pessoas.
já perdi emprego por assumir erros de um colega.
arrisquei meu trabalho na tv pra brigar com a mannesmann por uma viúva que nem conhecia,
defendi no ar um rapaz preso em flagrante por assalto e que chorava copiosamente e pediu perdão aos pais.
conseguiu três advogado, nunca mais se envolveu com crime, me chamou pra padrinho de casamento dele.
mas não sou um anjo, como algumas dessas pessoas já me chamaram.
muito pelo contrário.
sou apenas um homem.
com todos os defeitos inerentes.
exceto hipocrisia.
não minto, nem mascaro ou finjo meus sentimentos.
logo, devo dizer que estou muito feliz com toda a merda que tá acontecendo com marcio lacerda, joão marcos grossi, o psb e outros menos votados.
eles foram pessoalmente filhos da puta comigo.
e como nunca fui filho da puta com ninguém, não aceito nem admito filhadaputice.
e sinto prazer gozoso quando alguém que me sacaneou, me feriu, traiu ou foi desleal, se fode.
vê-los desmoronar é a MINHA vingança.
era o que eu tinha dizer.
sigamos.
(tomara robertinho brant, outro sacaneado pelo conglomerado, esteja sentindo o mesmo.)

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Tom Paixão

2 de agosto de 2014 às 16:19 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

você, eu não sei.
mas eu, estou em estado de graça.
e vai ser perene.
pois sou honesto, tenho caráter, não me vendo, tenho honra
e nunca dei cano ou extorqui ninguém.
(vai aí, ô ilustre, e coloque algo assim aqui ou alhures.)
hahaha!
aqui não é galo, aqui é homem!

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Tom Paixão

2 de agosto de 2017 às 07:53 · 

o que sempre me chamou a atenção -
desde os tempos de moleque pulando a janela dos fundos do cine rosario pra ver filmes como ben hur, a queda do império romano, robin hood, lawrence da arabia, furia de titãs, spartacus e lendo depois sobre a inconfidência mineira, a guerra dos farrapos, matança dos negros no sul dos estados unidos, invasão de frança pelos alemães, o massacre de ruanda, alepo, o avanço do isis, kin jong un e os antecedentes dele, hugo chavez e maduro -,
até o controle das favelas pelos bandidos -,
é a extrema passividade dos dominados.
nunca entendi.
e ainda não entendo.
é triste ver, ainda mais hoje com toda a possibilidade tecnológica, que isso persista.

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Tom Paixão

1 de agosto de 2011 às 09:50 · 

agora é lei: me deleite ou te deleto!

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Tom Paixão

1 de agosto de 2014 às 11:40 · Belo Horizonte · 

eu nunca poderia odiar judeus.
primeiro: não sei como se faz para odiar.
nem quero aprender.
segundo: minha vida toda tá impregnada de judeus.
na música, literatura, cinema...
e num grande amor que tive a honra de receber de uma judia.
terceiro: desde que o mundo é mundo, como dizia dona nair,
tentam acabar com negros e os judeus.
de várias formas.
ainda não conseguiram.
sigamos, pois.
(sem contar que o sobrenome paixão, de minha mãe, tem uma cara de cristão novo.)

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Tom Paixão

1 de agosto de 2017 às 17:12 · 

quem diz que uma andorinha não faz verão
é porque é beija flor e acredita que aquele seu biquinho não serve pra nada.
quebrar paradigmas, por menor que seja, é nossa missão de humanos.
quando fui pra alterosa, disseram que repórter de tv não usa brinco.
usei e uso tem mais de 40 anos.
um garoto questiona em brasilia uma balada por cobrar mais de homens que de mulheres.
rendeu midia, virou lei.
aqui em minas, outro jovem perguntou porque não podia rir na foto da cnh.
viralizou.
agora, o próprio detran faz campanha pra tirar foto sorrindo.
não tem nada que proíba isso.
tem mais um monte de andorinhas botando pra fu por aí.
mas é melhor esperar em deus, né?

 
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Tom Paixão

31 de julho de 2014 às 07:32 · 

de madrugada, clarice, que dormiu o dia todo, quer brincar.
e pula, puxa as cobertas, lambe minha cara, salta na cama...
dou -lhe um passa fora.
sai, escabriada.
de manhã, vou brincar com ela, nem eriça o rabo ou tchum!
mais mulher, impossível.

 

 

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Tom Paixão

27 de julho de 2016 às 16:27 · Belo Horizonte · 

criei uma neta com o maior desvelo.
tentei suprir a falta que a mãe, uma branquela piriguete funkeira, pudesse lhe fazer.
a ordinária deu a luz e sumiu no mundo.
comprei rango da melhor qualidade, a deixo dormir aos meus pés na cama, comprei wiskas de atum - de vez em quando, claro -, dou iscas de carne, quando estou cortando, deixo um restinho de sardinha na lata, faço tudo pra lhe fazer feliz.
inclusive, pra não ter o destino da mãe, a levei para esterilizar.
eis que a doce veterinária
- como são doces os e as veterinários(as), não?-
apalpa a garota e diz: "ela não pode ser esterilizada."
tremulo, termendo o pior, balbucio: "não?"
a doutora: não! ela está grávida."
o chão some sob meus pés.
a visão se anuvia.
a médica quase me socorre.
pego-a de volta,
coloco no carro e volto pra casa.
no trajeto, não trocamos palavras.
evita olhá-la.
ela apenas ronrona.
o tio avô, ao se inteirar do caso, fica irado.
xinga, dizendo que ela destruiu a própria vida.
ela nem tchum.
corre pra vasilha de ração.
é duro

.

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Tom Paixão

22 de julho de 2017 às 09:21 · 

nunca me suicidaria.
ou suicidarei.
não creio na vida do outro lado.
e nem na existência de um outro lado.
logo, quero tirar o máximo possível a mim, dessa terra.
mesmo numa situação de stephen hawking e outros, duas horas de mozart, miles, coltrane, floyd, beatles; uns poemas de quintana e chico alvim, uns nelson rodrigues, tchecov, dalton trevisan e kurt vonnegut, me dão alegrias, êxtases e felicidades extremas e supremas.
sem desdouro de pores do sol, chuva na grama, gatos e cachorros e beijos na boca.
mas entendo, com todo meu coração, chester, champingnon, ana cristina cesar, hemingway, ledger, cobain, leila lopes, robin williams, o incrivel torquato neto e tantos outros que não aguentaram segurar a barra.
inadequação.
e não é só a tal da depressão, não.
minha mãe, às vezes, quando a vida dura que ela levava se fazia mais pesada que o usual, suspirava dizendo: "não sei o que vim fazer nessa vida."
creio que em sua maneira de menina da roça de poucas luzes, ela queria dizer que se sentia inadequada na vida.
com o que a vida é hoje em dia, eu me sinto também cada vez mais inadequado nela.
mas sem a tal da depressão.
longe de mim.
não admito!
só sou -credo!- um ponto fora da curva.
mas só me vou quando meu esburacado coração disser:
"ok, agora chega!"
espero que a valsartana faça demorar bastante.

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Tom Paixão

20 de julho de 2018 · 

_____________uma história do concórdia.

ele tem 62 anos.
foi paraquedista e jogou muita bola no campo do inconfidência.
logo, tá com o corpo em cima.
sua mulher, 59.
sempre dona de casa e mãe de cinco filhos.
o tempo foi passando.
os filhos se casaram, foram embora.
aquela casa enorme perto da rua ituverava, ficou gigante.
ele sempre se preocupou com a saúde e com o corpo.
nada, dá uma volta na pampulha de bike todo fim de semana, faz caminhada na avenida bernardo vasconcelos da antonio carlos até a cristiano machado e vice versa.
mas da cerveja e de uma seletinha e um papo vadio à tarde com tom paixão no bar fm, do marcio, bar da cassia ou do rogério,
não abre mão.
diz que é sua terapia.
sentindo que estava um tanto molenga na parte de baixo, foi ao boston medical group.
não que a mulher dele exigisse.
na verdade, ela não fazia a menor questão.
queria ficar aposentada dos folguedos de cama, tapete, mesa da cozinha, área do tanque, garagem, escada de acesso ao segundo andar, lugares deliciosos pra se fazer amor.
ou sexo.
aconselhada por ele pra fazer reposição hormonal, disse que não podia por ter caso de câncer na família.
ele não.
aconselhado pelos especialistas, fez reposição, terapia, tomou alguns medicamentos além do azulzinho e ficou em ponto de bala.
ela sempre reclamando de suas investidas.
que, dada ao tesão que voltara a sentir na força do homem, ficava frustrado com a não participação dela.
uma noite de terça feira, no rock que rola na praça urupês, curtia uma banda cover de creedence clearwater revival.
dançava de leve, com uma garrafinha de eisenbahn na mão.
de repente, ouviu uma risada.
olhou e viu aquela garota que trabalhava de caixa no epa da rua jacui que sempre cumprimentava e brincava.
ela disse: "olha só, que animação, hein?"
e ele: "uai, rock a gente não tem como não gostar!"
ofereceu a ela uma garrafinha.
ela aceitou e disse que teria de ir pra casa cedo, embora adorasse músicas do anos 70.
é que a garota que cuidava do garoto dela iria embora dez horas.
ele se ofereceu pra levá-la.
ela morava perto da praça do méxico.
pertinho.
no caminho, conversaram.
sem pensar, a convidou prum jantar no silvios, bem longe do concordia.
ela topou.
no sábado, ela de folga, o garoto ficou com o pai e eles foram.
conversaram muito, por horas.
descobriram afinidades e ficaram surpresos com elas.
ela tem 21 anos.
quando deram por si, estavam numa deliciosa e tórrida noite de amor.
chegou em casa com o dia nascendo.
a mulher, dormindo, nem tchum.
e nem comentou nada durante o dia.
ele foi andar na bike.
não parava de pensar.
e sentia um calor que irradiava do peito pra todo o corpo.
sentou no zoo bar.
comeu umas iscas de cascudo, tomou cervejas e o cérebro a mil.
e o calor também.
chegou em casa, se trancou no quarto o dia todo.
nem almoçou.
no horário do epa fechar, desceu a pé e foi até lá.
esperou ela sair e abriu o coração.
a garota, emocionada, desatou num choro em seu ombro.
ele então se decidiu ali.
e ela também.
hoje, casados tem dois anos, esperam um filho.
ele se separou da mulher, não discutiu partilhas, deixou tudo pra ela.
é muito bem aposentado.
se mudou pro nova floresta e vivem como dois adolescentes.
a esposa, todo domingo depois da missa na igreja de nossa senhora das graças, fala cobras e lagartos do casal com as colegas do grupo do ministério da eucaristia.
e, triste, descobriu, através de uma filha médica, que não há nenhuma conexão entre reposição hormonal e caso de câncer na família.

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Tom Paixão

19 de julho de 2014 às 18:06 · 

um dia ronaldo martins me convidou pra uma palestra do lindo rubem alves.
foi no auditório do colégio santo agostinho.
depois, fomos pra um restaurante chique.
eu estava recém demitido da alterosa.
não comi nem bebi nada por medo de pagar caro.
se me lembro, o restaurante era na região dos hospitais.
cara, não tenho como contar o que é estar perto de um cara como aquele.
me sentei bem diante dele.
conversou muito comigo.
ele exalava doçura por todo o ambiente.
daquelas lembranças que me mantém vivo e feliz por demais.
boa viagem, seu rubem lindo.
quem dera a a gente pudesse se ver em sei lá onde.

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Tom Paixão

18 de julho de 2014 às 09:35 · Belo Horizonte · 

tenho um amigo pastor.
evangélico mas cheio de influencias orientais.
ele diz que se todos estudassem filosofia, não precisaria de religião.
eu concordo.
ele diz ainda que todas a coisas acontecem no momento certo da vida.
acredito mais em coincidência.
mas enfim...
eis o que quero dizer: o face chegou num momento de minha vida em que estou um pouquinho mais maduro em relação às relações.
quando era peão de obra na rio-niterói, no aeroporto tom jobim e no metrô, achava que cada um que sorrisse pra mim ou sentasse em minha mesa no refeitório, era meu amigo.
um tentou me matar com faca.
quando trabalhei na alterosa como repórter, achava que aquelas pessoas brancas, chiques, ricas, falando três, quatro idiomas, viajando pra europa nas férias, eram minhas amigas.
inclusive o dono da tv.
quando trabalhei na record, todo bispo que me elogiava, guga, irmão do boni me tornando repórter de rede, ana maria braga me fazendo afagos ao vivo, ratinho me convidando pro programa dele, raul gil me abraçando, suzy rego me chamando de lindo; tudo meus amigos.
em bh, toda a redação, produção, motoristas e cinegrafistas, outros repórteres, estagiários?
tudo amigo de infância.
e, detalhe: eu não era nem sou carente.
apenas queria aquelas pessoas pra mim.
sem pedir nada em troca.
nem reciprocidade.
a vida me mostrou, muitas das vezes de maneira bem cruel, que eu era um bobão.
daí que se hoje fosse ontem, eu acharia que tenho três mil amigos aqui no face.
e, como dantes, estaria pisando e saltitando em nuvens.
tenho visto gente aqui vivendo dessa ilusão.
meu pai, judeu austríaco, falou e disse: "o sofrimento é o caminho mais curto pro autoconhecimento."
tô só te dando uma dica de atalho.

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Tom Paixão

17 de julho de 2011 às 17:04 · 

você não sabe quanto amor tenho dentro de mim.
logo, não me sorria daquele jeito que você sabe
com os olhos fechados como os meus.
meu coração não aguenta
tanta tormenta!

 

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Tom Paixão

13 de julho de 2018 às 11:29 · 

o corpo envolvido
pela rede
como se fora útero
mira no longe do mar
o gato ao lado vigia
o trabalhar da formiga

 
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Tom Paixão

5 de julho de 2011 às 13:48 · 

cara veio olhar meu carro pra comprar.
pergunta porque estou vendendo.
explico.
ele: "não é possível que não tenha uma vaga para alguém como você numa rádio ou tv de belo horizonte!"
pareceu bravo.
como já ouvi isso antes, digo, rindo: "não é possível, hein?"?
ficou de voltar.
tomara.

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Tom Paixão está em Conjunto Governador Juscelino Kubitschek.

2 de julho de 2014 · 

una lacrima sul viso?
non, un miracolo d'amore.
(eu vejo belezas o tempo todo)

 

 

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Tom Paixão

27 de junho de 2017 às 09:05 · 

_____________senta que lá vem textão_________________

não quero mais mexer aqui com politica a não ser como piada. ou mexer o minimo.
por dois motivos:
primeiro: a politica é uma arte e ciência filosófica.
no brasil, temos analfabetos, ignorantes, burros, idiotas e imbecis fazendo leis.
quem leu mais de três livros e tá com os dois neurônios em condição razoáveis, não se interessa mais em discutir esses inúteis.
quem viu brizola, jefferson peres, mario covas, ulisses guimaraes, paulo brossard, o antigo fernando henrique cardoso, até o tal de tancredo neves, esgrimindo saber, cultura e conhecimento e hoje ouve aecio, gleise, lindberg, renan, aquele outro lá palhaço que votou contra a reforma trabalhista com medo da mulher, maria do rosario, bolsonaro et caterva; sabe que esse parlamento que ai está reflete bem o sabichão brasileiro médio.
assim como o sabichão brasileiro médio não está indo pra lugar nenhum, e bota culpa nos lixos que ele elegeu;
por burrice e ignorância, essas lorpas legislativas também não.
(e as assembleias e câmaras municipais não são minimamente diferentes.)

segundo motivo e mais importante: o texto de j.r. guzzo na veja, intitulado "a limpeza que não limpa".
é ler e, se não for colunista politico, não se meter mais a discutir o lixo que se acumula em brasilia.
incluídos, claro a pgr e o stf.
eu não preciso disso.
preteja a alma e endurece o coração.

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Tom Paixão

26 de junho de 2013 às 06:33 · Belo Horizonte · 

uma dessas madrugadas

ela sai do banheiro
banho tomado
cabelos molhados
cheiro de sabonete
senta na beira da cama
quer conversar
e fala
(do quê, mesmo?)

eu em meu ateísmo
rezo para que exista
uma eternidade
(céu ou inferno)
onde eu possa
cultivar essa imagem
pra sempre

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 Tom Paixão

23 de junho de 2014 às 08:55 · Contagem · 

eu adoro o facebook.
acesso todos os dias.
se não de casa, do celular.
me divirto.
vejo uns trens que me fazem rir ao longo do dia.
aquele post onde um grupo de funkeiros diz: "só deus pode me julgar.
e uma imagem de deus: "tudo ladrão!"
ou das piriguetes dizendo o mesmo e deus: "tudo puta!"
me lembro dessas coisas e rio no onibus ou andando pelas ruas, retardado feliz que sou.
fora os filmetes feitos com celular como da porteira eletrônica,
como se defender de ladrões,
os tiros, com o cara fazia a sonoplastia com chinelo batendo no asfalto. me mostra um brasil pobre mas cheio de alegria, criativo.
daí vem os luminares da intelectualidade sem sexo ou beijo na boca e reclamam da falta de conteúdo.
ora os sites do estadão, da ufmg, bibilioteca nacional, national geografic, harvard e brasileirinhas e sexlog estão aí pra todo mundo.
eu acredito que o facebook brasil é bem nossa cara: levamos por trás mas damos um jeito, ajeitamos e acabamos fazendo piada e zueira com a enrabada.
e com todo o resto.
de viado a gorda, de presidente cheirador e/ou cachaceiro a jogador e deputado que comem travesti, passando por todo tipo de celebridade e subs.
não é preconceito.
é zona, mesmo.
e não há lei que mude isso!
tudo pra nós, é piada, é sacanagem, é esculhambação!
e fodas!
era o que tinha pra dizer.
bom dia pra você também.

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 Tom Paixão

23 de junho de 2014 às 13:04 · Contagem · 

um monte de dividas e problemas.
pensão atrasada há três meses.
desiludido, infeliz, sem nada a perder,
virador, um dos trampos é ser segurança de um super mercado.
duzentão por mês sem carteira assinada.
um ladrão seu conhecido lhe oferece 5 paus, em notas de 100, pra fingir de morto
enquanto rola um assalto.
pagamento antes do evento.
ele topa.
pede ao ladrão que não mate ninguém.
fechado..
ninguém se ferra e ele se dá bem.
camarões e brasil?

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Tom Paixão

23 de junho de 2016 às 17:42 · 

excerto de “200 ou 300 coisas que sei sobre mim”

gosto de pés de galinha em mulher.
e aqueles sulcos entre os seios.
e o delta da virilha.
e covinha na bunda.
e dentinho torto.
e dentucinha.
(volta, dilminha! sqn)
acho mulher um ser lindo.
posso ficar horas olhando pra uma

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Tom Paixão

23 de junho de 2017 às 06:42 · 

"puxa", ele me diz na volta da caminhada, "acho que tô mais carente do que pensava.
a semana inteirinha sonhei que estava com namoradas as mais diversas.
moças doces e lindas que nunca vi na vida.
nada de sexo.
aquele namorinho gostoso, de mãos dadas, beijinhos, abraços de inverno, carinhos no rosto, olhares...
nada parecido com o que tenho hoje."
suspirou e calou.
como sempre, nessas horas, fiquei, como diz meu filho número dois, com aquele sorrisinho tolo de amèlie poulain pendurado nos lábios.
dobramos a esquina e fomos pra padaria do japonês.

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Tom Paixão

23 de junho de 2019 às 13:07 · 

não sou muito de usar más palavras com as pessoas.
mas vou abrir uma exceção.
tem que ser muito idiota, mal caráter, descarado, canalha, pulha e desclassificado, pra fazer piada ou proselitismo pseudo político/social com o acidente do filho do luciano hulk, questionando se o menino foi atendido no sus e que foi oba oba o cara chegar de helicóptero pra ver o filho.
sabe o que o brasileiro mediano tem de pior em relação aos outros seres deste planeta?
te digo:
é invejoso, tem baixa auto estima, sentimento de inferioridade e gosta de ser burro e ignorante.
não vai chegar a lugar nenhum, nunca!

 
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Tom Paixão

22 de junho de 2013 às 06:58 · Belo Horizonte · 

acordo na madrugada fria
suando
chamo seu nome
ao lado
apenas o enorme travesseiro
visco elástico da nasa.
well...
serve.

 
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__Tom Paixão

20 de junho de 2014 às 09:26 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

descobri em mim um sorriso que não conhecia.
culpa do espelho do bar.
um sorriso bobo que fica bailando no rosto da gente
depois de fazermos uma boa ação
que encheu o coração do outro de felicidade e confiança.
me apaixonei ainda mais por mim.

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Tom Paixão

20 de junho de 2016 às 15:51 · 

excerto de “200 ou 300 coisas que sei sobre mim”


adoro ser abraçado. mergulho na pessoa. poucas pessoas que amei - e amo-, souberam me dar isso. fala, freud!

 

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Tom Paixão

20 de junho de 2017 às 08:04

(cantarolando no vaso)

aécio, aécio,
em sua pele não gostaria de estar,
mas quando você tirou nossos empregos,
num momento como esse
nem chegou a cogitar...

refrão:

agora vai se ferrar,
como a mana tá ferrada.
mesmo que só dure um mês,
a mente já está avariada.
a pauta foi boa?
vai, regaçada!

laiá laiá laiá laiá.

(som de descarga)

bom dia prcoês tudo aí na frente da telinha ou do telão!

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Tom Paixão

16 de junho de 2015 às 07:37 · 

era uma vez

um homem acabara
de morrer.
mas sonhava
ainda estar vivo.
e, vivo, sonhava
haver morrido

.Tom Paixão

16 de junho de 2017 às 12:24 · 
__________coisa que ninguém sabia, zé.____________
eu tenho medo de chuva.
minha casa é uma fortaleza.
como eu ajudei na construção, cometi algumas boas loucuras. sapatas feitas em tambores de óleo cheios com pedras e massa dois por um, por exemplo.
pode mandar um míssil.
as paredes podem até cair.
a estrutura fica de pé.
esse medo deve ser pelo barracão onde passei um pedaço de minha infância, lá no cruzeiro.
minha mãe saía e eu ficava sozinho trancado nele.
um fogão jacaré e a comida pronta numa lata de gordura de coco carioca.
quando chovia, o barracão tremia e o telhado parecia que iria voar.
se minha mãe estava em casa, rezava pra são jerônimo e santa bárbara.
acho que ela tinha medo também.
sem contar que a lamparina tinha de ser poupada para algumas horas à noite.
querosene era cara.
como o mundo é cheio de coincidências, um dia tô passeando na feira hippie e vejo exatamente o barraco onde morava. retratado pelo pintor cirilo, hoje meu amigo.
até a cor da porta e da janela.
meu coração subiu à boca.
"meu delz, é minha casa!", quase gritei.
a moça que estava comigo não entendeu nada.
comprei imediatamente.
é um tesouro que tenho.
pois, tanto tempo corrido, quando chove aqui, mesmo sabendo da casamata onde moro, fico apreensivo.
com medo, mesmo.
bom, pelo menos tem luz.
ou lanterna.
a mente humana, humpf...
 
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Tom Paixão

15 de junho de 2017 às 08:13 · 

_________________zé, cê lembra?_________________

num dia como o de hoje, no século passado, íamos todos, meninos do catecismo de dona maria jose, à missa do padre antenor, aquele que não gostava de choro de criança na igreja nem mulher de braço de fora.
cantávamos, representávamos, confessávamos sei lá o quê e comungávamos, sei lá porquê.
depois tinha um lanche.
farto.
nossas mães caprichavam.
e eram todas pobres da conferencia de são vicente de paulo, olhe só!
lanchão que, pra maioria de nós, era o motivo mór de estarmos ali.
aí, vinham as brincadeiras, enquanto nossa mães lamentavam a vida que levavam, a carestia e umas pitadas de vida alheia.
eu, viadinho, como se dizia na época, preferia brincar com as meninas
(como gosto até hoje, de maneira diferente. e com meninas mais crescidas. mas isso é outra história. viadinho, hein? vai vendo.).
adorava aquelas cantigas de dona baratinha:

"a barata diz que tem sete saias de filó
é mentira da barata ela tem é uma só
ha ha ha, ho ho ho, ela tem é uma só."

com o tempo, os livros me ensinaram palavras novas.
cantei:

"a barata diz que tem uma irmã que é artista.
é mentira da barata, a irmã dela é vigarista.
ha ha ha" etc...

mais depois ainda as mães católicas começaram a separar os meninos das meninas quando começaram as brincadeiras de pera, uva ou maçã.
enfiaram na gente a noção de um tal de pecado.
e de repente veio um redemoinho, a gente virou adulto e a festa se acabou e já não importava mais a barata recalcada ou sua irmã piranha.

até que num momento vadio, a gente deixa a mente vagar de boa.
daí, volta tudo, zé.

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Tom Paixão

11 de junho de 2016 às 18:16

saudade de amores perdidos?
não.
saudadinha de minha linda mamãe dançando
- o que ela adorava! -,
nas festas de minha tia nati lá na rua iguaçú.
era onde ela podia exercitar sua paixão.
unica festa em era convidada.
mãe solteira nos anos 60 não era modinha.
era pior que ser puta.
tadinha...

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Tom Paixão

3 de junho de 2014 às 07:10 · 

para pensar,
(se quiser pensar)

durante anos roberto carlos foi um cara a quem não se dizia não.
era o maior vendedor disparado de discos do brasil.
sem dúvida, criou obras primas.
ele vendia 500 mil, chico, betania, paulo sergio vendiam 30 mil.
um dia,em meados dos 80's, uma loirinha magrela, de voz de esquilo sendo empalado, chegou,
roberto estava se repetindo.
ela desbancou o rei,
com músicas pra crianças.
uma parte do povo se cansou da xaropada anual do roberto.
tem um politico no brasil, que se acha o rei,
pode sofrer o mesmo.
basta o povo se cansar de mais do mesmo.
bom dia!

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Tom Paixão

3 de junho de 2014 às 15:46 · Belo Horizonte · 

cara, devo ter visto groucho e seus irmãos demais.
e lido fernando sabino, carlos drummond, rubem braga e jose candido de carvalho muito quando criança.
e bastante luiz fernando veríssimo quando era bom, na juventude adulta.
e ivan lessa e millor à pampa.
e jerry lewis na tela do cine rosário.
junto com trapalhões, costinha, chico anisio e muita praça da alegria, na tv.
sem contar nas domingueiras no bar do rogerio nos últimos anos.
só pode.
pois sempre que uma tristezinha,
-dessas que ficam zanzando esperando um bobo pra pegar-,
tenta chegar perto,
me vem a imagem ou o som a ou a passagem de um desses mestres.
e a risaiada vem a ponto de me fazer passar vergonha no ônibus.
e a troncha vai caçar outro.

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Tom Paixão

28 de maio de 2012 às 12:30 · Belo Horizonte · 

segunda feira, nove e meia da manhã.
tô voltando a belo horizonte de sampa num cometão.
engarrafamento monstro na tereza cristina.
fico olhando pela janela.
de repente, olho pro leito do arrudas.
um cachorro vai pra lá e pra cá.
está preso naquele lugar.
e não tem como sair.
anda, olha, olha até pra cima.
não há saida.
a língua pende da boca.
parece pedir socorro a alguem.
mas não há ninguém.
os trabalhadores que fecham o corrego estão bem abaixo.
meu coração corta.
me imagino numa situação daquela.
atualizo o fone e ligo 193.
um gentil bruno me atende.
dou os detalhes: tereza cristina, altura de 1500, frente à locguel.
ele me pergunta onde estou.
digo que no cometão.
ele me diz que os bombeiros só vão se houver alguém que vá ficar com o cão.
me espanto.
peço pra ele confirmar.
ele confirma: "a prefeitura não aceita os cães recolhidos em situação assim.
e se ele morder alguém, a culpa é dos bombeiros.
se houver quem vá ficar com o cão, tudo bem, os bombeiros vão e retiram.
do contrário, ele fica lá, no leito do rio"!
"até, morrer, né bruno?", digo, irado.
ele diz (parece constrangido): "é!"
desligo.
não sei o que pensar.

 
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Tom Paixão

28 de maio de 2013 às 07:09 · Belo Horizonte · 

demais amor
nula recepção
afogue-se
em álcool
o coração

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Tom Paixão

28 de maio de 2014 às 16:05 · Belo Horizonte · 

doutor guido olazabal me disse a respeito de minha
(minha, não! do capeta!)
epicondilite lateral:
“evite movimentos bruscos e esbarrar os braços no que quer que seja!”
pra que?
a aliá vem a toda pelo corredor do ônibus com uma sacola do tamanho dela e bá! em meu braço.
o veizinho na galeria ouvidor me dá um soco no braço e me ordena voltar pra tv.
em casa, maçanetas, quinas de portas, armários, são meu alvos.
fui levar um amigo ao aeroporto.
em troca , me deixou esmerilar sua eco esport.
quando descia do carro, empurrei a porta.
ela voltou com tudo .
devolvi pra mulher dele.
well, murphy nunca falhou e não falharia agora,
ainda mais comigo, seu freguês de caderninho..

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Tom Paixão

28 de maio de 2018 às 08:32 · 

pensata

o ódio creio ser o pior sentimento humano.
se o podemos chamar de humano.
ele cega o vivente.
o ódio causa guerras desde sempre.
o ódio ao presidente temer, insuflado pelos petistas, faz o brasil se trancar dentro de guetos.
nem sabem explicar porque odeiam o presidente.
se disser que está havendo melhora na economia, o ódio não deixa ver.
o ódio faz o povo pensar que a greve de uma categoria que pensa apenas em si mesma
- quem já teve o carro jogado pra fora da estrada por um desses heróis, sabe do que digo-,
e que foi armada e orquestrada pelos empresários do transporte, é uma greve sua também.
e que vai trazer beneficio também pra ele.
o ódio ao presidente temer, insuflado por petistas e gente que perdeu as bocas e até gente que tá em cana, faz com que mulheres que se dizem feministas, embora vivam do dinheiro do pai ou marido, chamem a mulher do presidente de puta.
quem chama petista de idiota não sabe do que tá falando.
são homens e mulheres do mais alto gabarito intelectual.
a intelligentsia do mal.
os líderes, claro.
a boiada segue os lideres.
são pessoas que sabem tudo de marketing de guerrilha, manipulação de informação e principalmente sobre o inconsciente coletivo.
pnl pra eles é fichinha.
claro, usam para seu proveito.
o ódio fez dilma, erenice e outras mulheres palacianas, acusarem dona ruth cardoso, mulher do presidente fhc, de comprar vibradores em sex shops com cartão corporativo.
ruth se acabou de chorar.
semanas depois, teve um ataque fulminante do coração na cozinha de casa.
o ódio pode ser ensinado.
e no brasil, quem o ensina e dissemina
- artistas, jornalistas, políticos, sindicalistas, militantes, blogueiros, apresentadores, facebucaneiros, tuiteiros, zapeiros -, está fazendo um ótimo trabalho.
direitistas, esquerdistas, centristas, neutros, ignorantes e sem opinião, todos se odeiam.
e odeiam tudo.
e por tabela, odeiam o brasil.
isso não vai dar certo.
as eleições próximas mostrarão o estrago
o ódio, meu amigo, assim como o sistema, é foda!

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Tom Paixão

24 de maio de 2016 às 05:58 · 

terça feira, centro, 4:50.
atravesso a olegário maciel embevecido.
de repente, uma freada estridente.
um veículo fez a curva em alta velocidade, vindo da goitacazes.
sinal tá verde pra mim.
uma van lotada a pouco espaço de meu corpo.
não me assustei.
vozes vociferam.
xingam minha mãe, minha cor, o eu vivo.
marcha engatada, sai a ducatto à mil.
prossigo até o passeio.
ainda estou embevecido.
quem seriam aquelas pessoas?
e que importância tem isso?
ela continua lá.
e eu continuei olhando pra ela.
que linda...
(quase viro poema do elomar:
"ficô dibaixo das roda dos carro
purriba dos iscarro oiano prá lua, ai sôdade.")

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Tom Paixão

23 de maio de 2013 · Belo Horizonte · 

sou um ser que adora o ser humano.

vê-lo numa torcida de futebol, uma menina que é convidada a subir ao palco de seu ídolo, as surpresas que artistas fazem pra alguns fás, os flash mobs, os "véio" tentando cantar com paul maccartney e tendo a voz embargada no meio da canção, crianças no zoológico;

tudo isso me comove, não raro, até às lagrimas.

mas tem coisas que não entendo.

que prazer existe em passar de carro em alta velocidade numa poça d'água pra molhar quem se esconde numa marquise ou naquelas barraquinhas em alguns pontos de onibus?

pode ser a exceção que confirme a regra, né?

ou uma frase que cunhei hoje cedo, no mini temporal na pampulha:

"toda fruta, por mais doce, tem sempre um lado azedo.

nem que seja o caule".

algo assim.

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Tom Paixão

 17 de maio de 2017 · 

eu sou um cavalo.

falo alto, com um monte de palavrões, converso com as mãos, dou risadas estentóreas de gordo, embora ainda não seja um; discuto qualquer coisa com extrema paixão, gosto de boteco copo sujo, comida ogra e gente doida.

logo, quando vejo o presidente michel temer falando, fico de boca aberta.

tão fino, educado, inteligente, pedindo desculpas a todo momento, valorizando seus comandados, elogiando -os, sendo condescendente com os caídos e derrotados do governo anterior.

sou fã de gente fina.

marcela merece.

mas é o homem errado no país errado.

tinha de ser presidente da frança ou primeiro ministro na inglaterra, antes desses países serem colonizada pelos muçulmanos.

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Tom Paixão

12 de maio de 2016 · Belo Horizonte · 

 

cozinheiras, garçonetes, policiais, garotas de programa, sacoleiras voltando dos bate-volta, industriárias, seguranças; tenho uma enorme ternura pelas mulheres da madrugada.

chegando, saindo, voltando, indo.

me dão vontade de abraçá-las.

sou muito fã - pelo exemplo materno -, de mulheres fodonas.

que não ficam lamentado a vida na esquina, esperando um macho para salvá -las.

vão e tomam o que é seu.

respeito, honra e glória pra essas heroínas.

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Tom Paixão

12 de maio de 2017 · 

numa agencia de emprego fictícia mas que poderia ser real ou talvez seja

bom dia!

pois não?

vim pela vaga.

pode se sentar.

o que o senhor sabe fazer?

pausa longa.

senhor?

então...

outra pausa longa.

acho que não sei fazer nada.

como assim?

acho que sei escrever.

escrever?

é escrever. falar, também. muito.

não estou entendendo. o senhor não sabe fazer nada?

é...

mas como assim?

bom, como eu disse, eu sei escrever, acho. poemas, contos, cronicas. bobagens. besteiras. coisas assim...

mas gente...

pausa longa remexe na cadeira.

é.. mais pausa...mexe nos papéis sobre a mesa. pigarreia. acho que não temos nada aqui pro senhor. de qualquer maneira,, obrigado.

não há de quê. desculpe ter tomado seu tempo.

imagina. próximo!

pra Spineli

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Tom Paixão

12 de maio de 2014 · Belo Horizonte · 

então...

fiz algo indagorinha, vindo pro trampo que tá me fazendo orgasmar de satisfação.

ônibus cheio, velhinha entra, cambaleando pois motorista gosta de um rally.

para junto à cadeira amarela exclusiva para idosos.

eu com minha veja, de pé, lendo sobre vida da zilú.

duas princesas ocupam o lugar.

ridículas em seus shortinhos desfiados pra cobrir bem umas 15 arrobas de cada.

riam e mexiam em seus telefones de crédito, tamanho de um azulejo de banheiro.

não se tocaram.

cutuquei a da ponta, ela olhou, apontei pra velhinha, quase caindo sobre elas.

me fez uma cara ainda mais feia.

se levantou e foi pro quadrado dos cadeirantes.

a amiga, solidária, foi também.

a velhinha se sentou.

não sem antes me agradecer 30 vezes.

todo mundo olhando pra dupla de aliás.

por que conto isso?

quem me conhece sabe que não me vanglorio de porra nenhuma.

a pergunta que quero colocar é: eu estava sozinho no ônibus?

fui o único a notar a situação?

as duas pobres mocorongas, nem questiono.

com os lares e as escolas que existem hoje, elas têm, seguramente “célebro” , educação e respeito de uma das capivaras piolhentas da lagoa da pampulha.

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Tom Paixão

10 de maio de 2019 · 

fiz faculdade graças ao crédito educativo.

era renovado de seis em seis meses.

durante todo meu curso, quando chegava a época da renovação, minhas entranhas ferviam.

era casado, com filho pequeno, pagando aluguel e vivendo da mão pra boca, vendendo livros.

aquela coisa de virar a cueca ao avesso pra usar dois dias.

sério!

morria de pânico de perder o credito por alguma manobra de governos.

felizmente, cheguei a bom termo.

e paguei tudo dois anos depois, já no mercado.

fico com o coração doído ao saber de tantas histórias de meninos e meninas que estão perdendo bolsas, pós, mestrados, alojamentos, alimentação.

temo pelo meu filho nº 3, que está na ufmg.

tudo por um capricho de dois psicóticos invejosos, péssimos alunos, recalcados e seres humanos(?) de horrível qualidade.

o karma tem de pegar esses caras!

e de com força!

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Tom Paixão

9 de maio de 2019 · 

ele gostava de cozinhar pra ela.

quando ela estava de bom humor e gostava da comida,

enrugava o nariz assim, ó, e fazia: "hummmm..."

depois, via que ele a namorava com os olhos.

embevecido.

ela ria: "alá, doidim comigo!"

se debruçava sobre a mesa e dizia: "dá beijo, dá!"

ele dava.

e achava que um instante poderia durar um sempre.

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Tom Paixão

8 de maio de 2015 · 

você?

você é clarice.

este deveria ser seu nome.

lapso de seus pais?

você é e faz clarice.

você chega e,

quem tem o dom de notar, alem de ver, saca o sol, despistando e se escondendo atras de nuvens.

tímido, tadinho.

se sente inferior.

você nem nota, que nem a menina das vitrines do chico.

olho pra você e meu velho coração,

que anda rateando como um motor de vemaguette,

quer ter de novo 17 anos.

e consegue.

você me faz mais feliz só de ter o condão de enxergar.

queria alguém como você pra acordar olhando e sendo olhado todos os dias.

mesmo, num leito de hospital, no final dos dias, sorrir por saber que houve um dia

alguém assim aqui na terra.

olhar no fundo de seus olhos que fitam os meus

é mergulhar de bungee jump.

e sem as cordas.

e rindo.

você é impressionantemente mulher.

e eu adoro viver no mesmo tempo que você.

 

6Ofelia Lucia Pedrosa Bhering, Deolinda Menezes e outras 4 pessoas

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Tom Paixão

5 de maio de 2011 · 

antes eu achava que não era desse país.

hoje, tenho certeza: não sou desse planeta!

nem da galáxia a qual ele pertence.

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Tom Paixão

5 de maio de 2015 · 

Público

versão brasileira, aic, são paulo

eu era da record.

fazia ´parte do grande sucesso fala brasil.

de vez em quando me abduziam pra sunpaulo.

e a gente ia ao novilho de prata.

pra eles, apenas mais um restaurante.

eu, bobão da concórdia, me sentia no four seasons ou elaines ou tribecca grill, de ny.

num daqueles almoços, que durava a tarde toda, um grande diretor de tv, irmão de outro igual, me contou.

para os executivos televisivos, o telespectador brasileiro não tem mais que doze anos.

(bonner disse que o jornal nacional é feito pro homer simpson.)

eu, teimoso desde sempre, não levei a sério.

e citava shakespeare no cidade alerta.

hoje, creio que as tvs a cabo baixaram tal idade.

deve ser pra sete anos.

principalmente dessa nova classe média promovida por decreto.

exemplo: no canal tru tv, a dublagem, essa maldição, é horrível.

e intercalada por outro narrador.

no meio da fala de um, tem outro traduzindo legendas como rancho cucamonga, police departamet, oficcer dan smith.

dá nojo.

mas também muita tristeza.

quer dizer que somos isso que esses canais dizem?

além de não conseguirmos ler uma legenda, temos de ter os queixos limpos com babador?

melhor vender o bananão pros gringos, né não?

 

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Tom Paixão

29 de abril de 2014 às 07:18 · 

se apenas 5% por centro dos homicídios são resolvidos no pais,
a pergunta que faço é:
pra que estamos discutindo todas as outras coisas?
uma geração que não sabe o que é respeito ao próximo,
pois são filhos de chocadeiras com pai noiado, vai deixar de matar por qual motivo?
deus?
piedade?
não me faça rir.
entrevistei um cara uma vez que havia matado um amigo.
e comido parte do coração dele.
disse que não comeu o resto porque não tinha panela de pressão pra cozinhar.
"coração é duro," riu!
perguntei se estava arrependido.
ele disse: "já perdi perdão a deus!"
que porra de deus é esse?
um só pra bandido, né?
ah, em tempo: já cumpriu a peninha e tá solto.
trabalha num posto de gasolina na região noroeste.
o brasileiro é extremamente condescendente com bandido.
é só ele pedir perdão a "deus".
olha lá o restaurante do guilherme de pádua como está bombando.
e as aulas de "teatro" (coisa que ele nunca soube, não sei como pode ensinar)?

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Tom Paixão está  se sentindo de boa.

24 de abril de 2014 às 07:16 · 

o mundo encantado dos senhores viadinhos parte II

vou ter de pegar táxi de novo.
espero que não toque a trilha sonora de era uma vez no oeste.
ou de quando explode a vingança.
tem jeito não.
é mozart no céu e ennio morricone na terra pra mim.
e, já que estamos no terreno da viadagem explícita, diria cauby peixoto: "não se preocupem, minhas fãs!"
não é depressão (é ruim, hein?),
nem carência, muito menos tristeza.
música tem um poder muito bom sobre mim.
se choro, lavo, enxáguo e centrifugo a alma.
pra mim, faz bem.
bom dia!

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Tom Paixão

24 de abril de 2014 às 20:24 · 

e aquele travo gostoso que o jack daniels dá na boca da gente?
ô homem gostoso, gente!
hummmm..

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Tom Paixão atualizou o status dele.

21 de abril de 2017 às 12:18 · 

vaidade, tudo é vaidade...
ou: poema em linha reta revisitado

não vi no joguinho de verdades e mentira pessoas dizendo:

dormi com um cara pra descolar um trampo...
fui cabo eleitoral e roubei uma caixa de sapatos cheia de notas de cem...
já transei por dinheiro...
trepei com um bandido perigoso pra conseguir uma entrevista...
choro toda vez que me vejo nua no espelho...
bebo só pra ter companhia. nem gosto. e passo um mal danado...
já dei em troca de camarote vip. debaixo do camarote...
já atropelei uma pessoa e fugi...
sei onde tem uma boca de fumo cheia de assassinos. mas não denuncio...
fui pra uma torcida organizada porque não tenho amigos...
um padre me comeu...
dedurei um colega de trabalho que me deu emprego...
chifrei minha mulher com uma babá. horrenda...
quando bebo, quero beijar meus amigos na boca...
já dei o cano num punhado de parentes...
fui eleito mas não sei até hoje o que fazer. nem me importo...
vivo pendurado no credito consignado de meu vô.

aí, ó

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__Tom Paixão

21 de abril de 2018 às 08:36 · Belo Horizonte · 

escuta essa:
dois anos atrás, tive o que talvez seja minha última experiência profissional.
durante dois anos e meio apresentei um program chamado fala, tom!, na radio gerais am.
acordava às 3:30 me preparava e saía correndo pra pegar o 8208 das 4:15.
descia no centro e pegava o 7840 pra contagem.
mais especificamente o bairro novo riacho.
lá fazia o café, preparava o programa, escolhia as músicas e produzia as notícias.
depois, três horas de lua de mel deliciosa.
sempre com meus fiéis escudeiros 
Henrique e Henrique.
aí, como sói acontecer, tudo acabou de repente.
a radio fechou.
mas então, o que ficou ?
bom, belas lembranças e saudade de meus ouvinte.
e o vicio de acordar 3:30, não importa a hora que deite ou o quão cansado esteja.
às vezes durmo de novo, às vezes, não.
pensa que é ruim?
neca de pitibiriba!
li que enfartos e avcs acontecem, na maioria, de madrugada, quando o elemento está nos braços de morfeu.
well, aqui, comigo não, maganão!
copo meio cheio forever

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Tom Paixão

20 de abril de 2017 às 06:54 · 

mamãe fazia café com duas colheres de sopa cheias de pó no coador de pano lavável
e a favela inteira sentia o delicioso aroma.
seguramente não era café de primeira.
nada em minha infância e juventude nunca foi de primeira.
aquincasa, uso dez, de um café que custa 20 reáu o quilo e nem botando o nariz no coador bicha de papel, sinto um cheirinho sequer.

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_Tom Paixão

20 de abril de 2018 às 14:56 · 

xôcontá um trem procês:
até outro dia, quem estuprava mulheres ou cometia violência, principalmente sexual, contra crianças ou incapazes, ao chegar na cadeia é que era julgado pelos outros presos.
via de regra, era condenado.
e sofria horrores.
vi preso chegando ao hps com cabo de vassoura enfiado no fiofó e saindo na boca.
e sobreviveu.
aqueles malditos que mataram miriam brandão não conseguem soltar pum.
isso ainda acontece em todo o brasil.
só que agora há um novo animal na floresta.
o político preso por corrupção.
pergunte pra andrea neves o terror que ela passou la na piep.
as presas disseram que iriam arrancar a xana dela.
"ladrona de nosso dinheiro!", afirmaram.
as duas mulheres envolvidas nos trens do wellington e cia, já experimentaram o mesmo.
princesa foi reclamar que uma caneca estava rachada.
precisava de ver o que ela ouviu.
vai ser uma que não vai sair pro banho de sol.
nem a colega.
chamem seus kakays, garotas!
rápido!

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Tom Paixão

15 de abril de 2016 às 06:11 · 

tava em noite tão triste
e tão bêbado
encostado num carro
me espantei com o grande diamante no asfalto
ao lado de uma guimba de cigarro
era o brilho da lua rebrilhando num escarro.

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Tom Paixão

15 de abril de 2018 às 07:59 · 

se alguém tem tendencia a (¹)depressão e tem um pouquinho de conhecimento,
o brasil talvez seja um dos países mais prato cheio do mundo.
até mais que um congo, uma síria, uma venezuela, madagascar, libéria, etc.
e as pesquisas eleitorais atuais, de cambulhada com arte, cultura e interação social,
só colaboram pra piorar a situação.
não vejo solução.
mas aconselho: use filtro solar.
beba água.
e estude psicologia ou algo de tratamento/terapia pra mente.
mercado em expansão.
de nada.
ah, se puder, dê o fora daqui!
(¹)aviso: eu não tenho. mas o mundo não gira ao meu redor

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Tom Paixão

15 de abril de 2018 às 11:40 · Belo Horizonte · 

amarcord

num domingo como esse, depois da missa na igreja de nossa senhora das graças, onde eu , longe dos olhos de minha mãe, me esbaldava no biscoito maria e café com leite do catecismo, era hora de eu ficar no portão esperando a visita daquele homem preto serião de voz grossa e bigodes fartos que diziam ser meu pai.
mamãe orientava pra tomar bença, respeitar, obedecer e não pedir pra comprar nada.
ele comprava.
revistas do pato donald, luluzinha, do recruta zero e reizinho, escolhas minhas.
perguntava se eu tinha fome.
"sempre!", responderia se tivesse vocabulário e discernimento na época.
eu sempre preferia uma espécie da pão doce com recheio mole sabor de groselha.
e grapette.
ao menos três garrafas.
me divertia com os arrotos.
pedia a moça da lanchonete pra embrulhar um pãozinho pra minha mãe.
via de regra, não haveria almoço.
quando muito, mingau de fubá com couve rasgada.
não lembro de ele falar muito comigo.
mas fumava muitos cigarros missbela.
o passeio durava pouco.
a gente subia a rua jacuí até a rua jaguaribe, onde tinha e ainda tem, um comercio variado.
depois, voltava.
um dia comprou um sapato verlon de plástico pra minha mãe.
eu a entreguei.
nem se dignou a abrir o pacote.
e nunca usou.
mas tudo isso isso é quando ele aparecia.
o que era raro.
muito raro.
até que um dia não veio mais.
nunca mais.

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Tom Paixão- 14 de abril de 2013 às 18:17  

um dia, quando a gente não tiver nada pra fazer, eu e meu marido vamos nos debruçar sobre a união de nossas vidas de extremas coincidências.
ele me liga, domingo meio dia.
está fazendo caipvodka.
eu estou no super nosso comprando orloff pra quê?
ele sai, enquanto nos falamos, pra comprar frango assado de padaria.
eu acabo de pegar um pacote de quê?
ele me fala de uma festa legal que foi na noite de sábado.
eu falo de quê?
véi, na boa, tem coisa aí!
sem contar nossa premissa: tanta gente doida pra sair no domingo sem saber pra onde ou por quê, e a gente na boa em nossas casinhas, só curtindo o domingo.
eu, hein?

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_Tom Paixão

14 de abril de 2016 às 19:57 · 

olho pra mim,
assim
e me quedo a pensar
como consegui chegar vivo até aqui, meu deus?
logo eu, tão bobo que chego a ser patético?
faço roteiro como de filme
para encontros com amadas, filhos e festas
mas me esqueço de combinar com todos.
matthew mcconaughey ganhou um oscar com um roteiro recusado 137 vezes.
ainda não ganhei nem um oscarito
mas ainda acredito que a vida vale a pena.
apenas os bobos pagam um imposto mais alto.
who fucking cares?


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Tom Paixão

12 de abril de 2012 às 15:36 · Belo Horizonte · 

se eu tivesee uma fé e fosse instado a votar sobre a permissão ou não do aborto de crianças anencefalas, olharia nos olhos de deus, apontaria um dedo pra ele e diria: cara, cê tá errado!
e votaria sim ao aborto.

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Tom Paixão

12 de abril de 2018 próximo a Belo Horizonte · 

perguntaram pra mim hoje na ilha da fantasia, onde passei uma boa parte de meu tempo, bem no elevador lotado na hora do almoço:
"tom, você perdeu amigos por conta da politica?"
fui rápido no gatilho: "não. em verdade perdi gente que eu admirava, curtia de ter perto, trocar mensagens e piadas, beber na bahia, no banzai, na status, de sonharmos juntos de escrever livros, peças, fazer stand up, criar sites, blogs e até musica.
tudo por medo de perderem a boquinha, sinecura, mamata, cavação, prebenda, na radio inconfidência, na tv minas, na almg, numa representação em brasilia, numa asponagem numa regional da pbh, num gabinete na câmara municipal e, last, but not least, aqui na cidade administrativa.
foi ruim, triste, até me doeu.
e muito.
mas, já passou.
que sejam felizes e prósperos.
como sou.
cheers!"
acho que choquei a pessoa.


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Tom Paixão

8 de abril de 2014 às 10:57 · 

quando o lugar comum chega,
educadamente como dona nair me ensinou,
peço licença,
pago minha parte da conta e me mando.

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Tom Paixão

8 de abril de 2014 às 20:20 · 

pode ser minha extrema viadagem, podem ser os eflúvios de brahma com jim bean. o fato é que descobri: pizza muda de sabor de acordo com a companhia em que se está ao degustá-la.
sozinho, é um cocô.
é mais mata fome que outra coisa.
com meu filho número um, já que o dois tá de castigo escolar pela copa do mundo, é uma delícia.
ainda mais acompanhada de conversas sem pé ou cabeça em que nós somos mestres.
(é assim, belazartes.
a vida é fácil.
e a felicidade, mais ainda.)

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Tom Paixão

8 de abril de 2019 às 09:45 · 

vantagens da veiêra: quando vou comprar algo e meu consciente hesita, chamo o sub.
e ele já chega metendo o pé na porta:
"quantos anos mais você tem de vida? vai gastar esse dinheiro com quê? compre logo essa porra!"
gosto dele.
despachado.
(sempre fui muito travado com contas. um medo panico de dívida. trauma de pobre.)

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Tom Paixão

5 de abril de 2013 às 17:21 · 

eu e minha linda esposa estamos que não cabemos em nós.
nosso lindo filho mais novo passou no concurso para piloto de caça da aeronáutica. #muito felizes mesmo

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Tom Paixão

1 de abril de 2012 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

Público

 

o segredo da vida é trocar sofrimento de lugar.

tá triste, fique de ressaca, tá com dor na coluna, pegue uma insolação, tá com, raiva, fique de larica...

e por aí vai.

 

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Tom Paixão

1 de abril de 2018 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

para maria alice vergueiro e chico alvim e dalton trevisan e ivan lessa e richard brautigan

ícones, meus

*************

poema em construção

agora é tudo inútil

uma inutilidade motor de pensar

naquilo que poderia ser

sem ter sido

mas tecido

do que morreu sem ter nascido

mas assíduo

olhar pela janela é ver cinema ao vivo.

até pornô

dois brincam de ioiô

como antanho, lá vão eles e elas

indoutro dia, eu também ia

telefone toca pouco a pouco a pouco a pouco...

há pouco

bem pouco, pouquinho

como disse o outro, mesmo?

a vida é um nunca acabar de algaravia, gritaria, selfies, pratos de comida, copos de bebida, funk, pagode e modão

sexo sem coração

tesão sem emoção

trepação ostentação

qualé, mermão?

dando um up no zap

tudo significando nada.

nada significando nada mesmo

só me senti em casa

e sendo do mundo em meu palco

de resto, é o dito acima

sem queixa

sem mágoa

sem arrependimento

sem ressentimento

de nada

esse sim que pode significar tudo

não tenho medo do escuro

mas deixe as luzes acesas

quer levar?

fique à vontade

não seja por isso

e agora hein, zé?

não só minas não há mais

o mundo não há mais.

ao menos o meu

fechar a janela

tá um vento frio danado entrando aqui

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Tom Paixão

31 de março de 2016 · 

Público

 

(forte, eu?)

já concordei

pra não perder a amizade

já me calei

pra não perder o amor

 

 

39Dan Hauck Falabella, Rondinelli Santos e outras 37 pessoas

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Tom Paixão

31 de março de 2017 · 

Público

 

***********************a vida como ela é*************************

(olhando a tela do pc por sobre o ombro da colega)

-nossa, você segue esse cara?

-ele não é demais? adoro as coisas que ele escreve. somos amigos tem séculos. tivemos até um namorico. cê tem ele também?

-nossa, cê é louca! o chefe aqui na secretaria detesta ele. parece que ele andou criticando nosso prefeito.

-sério?

-certeza. não deixa ele ver que você é amiga dele, não! conselho de amiga.

e foi assim que o nome dela de azul - uma cor que gostamos tanto-, ficou preto em minha timeline.

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Tom Paixão

 está em restaurante mineirinhoi.

27 de março de 2013 · 

Público

 

ele nunca foi de paquerar.

timidez e insegurança.

mas quando viu mulher de sorriso tímido, se derreteu.

e ela ainda falou com ele!!!

quando se tocou, estava abrindo o coração.

se sentiu bem.

até sonhou.

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Tom Paixão

27 de março de 2015 · 

Público

 

histórias dos milicos e suas honras.

castelo branco era inteligente, culto, adorado pelo seus alunos na escola militar.

mas era odiado pela inveja de vários generais.

quando chegou a vez dele ser general, um punhado de milicos pediu juscelino kubitschek pra não promovê-lo.

juscelino conhecia a competência de castelo.

e o promoveu.

e ainda o cobriu de elogios.

quando castelo virou presidente, já na ditadura,

cassou os direitos políticos de juscelino por dez anos.

sem processo, sem motivo.

apenas porque juscelino era juscelino.

legal, né?

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Tom Paixão

20 de março de 2017 · 

Público

cargo comissionado.

tive dois.

é fonte de troca troca, sim.

é fonte de roubalheira, sim!

tem que ser muito firme pra ficar limpo.

solução: tem que acabar!

 

 

45Hilma Becker, Eugênio Silva Marques e outras 43 pessoas

11 comentários

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Tom Paixão

16 de março de 2018 às 18:34 · Belo Horizonte · 

alguns meses atrás, fiz negócio com um empresário que se diz evangélico.
poucas vezes na minha já longa vida, tive o desprazer de apertar a mão e dividir um café com alguém tão canalha e maldito.
e olha que entrevistei gente que matou o amigo e comeu o coração e matou o marido e desmembrou feito frango.
abracei ambos.
mas eis o que eu queria dizer:
ele acredita piamente que está ou será perdoado por suas monstruosidades ao frequentar cultos e eventos e pelo pagamento do dízimo religiosamente no dia em que fecha o caixa da empresa.

não sei se dá pra perceber pelo face.
acredito que não.
mas sou um homem que cada vez mais se afasta do seu semelhante.
ainda bem que tenho uma grande e bela casa com enorme quintal verde, discografia selecionada, sossego e uma ampla biblioteca.
me tornar um eremita, o que já faço curso,
vai ser um - hahahahaha! -. 'livramento!"

parafraseando deus, a/k/a, william shakespeare:
"posso viver numa casca de noz e ainda assim me sentir o rei do universo."

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Tom Paixão

4 h · 

um conto

meus três filho sempre foro chegados em brigas.
nunca subero resolve nada na conversa.
meia dúzia de palavra mal dita e já entrava aos socos.
era bar, era batizado, festa do padroeiro, quermesse, sempre arrumava confusão.
sangue ruim da família de minha mulher.
lá, um tanto tá na cadeia, outro debaixo do chão.
gentinha sem eira nem beira que se acha grandes boiadeiro.
perdi a conta da vez que fui no colégio pra resolver má querência dos meninos com os outro aluno.
nem deixava minha mulher ir.
sangue quente também, ia acabar causando a expulsão dos piá.
o que eu dizia pra eles, contava lá no bar da dinha, na vila do sapê.
"se ocês matar alguém, para de fumá.
eu não vou visitar ninguém na cadeia.
e se levar um tiro, que seja tiro de morte.
num tô aqui pra ficá limpano aleijado todo cagado, não!
os companheiro tudo ria.
e dizia: “duvido que ocê tem esse coração duro!”
tenho nada.
mas é por ele ser mole, que já aviso.
precavido.
bom, pra honra e graça de deus, nosso pai, tô chegano nos meus oitenta anos bem vivido.
e não perdi filho nenhum.
nem pra justiça.
agora, tão calmos.
tudo véio, careca, barrigudo.
os filhos, ainda bem, não puxaro eles em nada.
um dos meus netos inclusive, é , como eles dizem lá, é guêi!
namora com um dentista lá da cidade.
mas pense num menino bom.
estudou pra médico de doido.
atende todo mundo a tempo e a hora lá no posto da prefeitura.
sanica, que tinha a mania de sair gritando nas noites de sexta feira, toda pelada, esteve com ele, o quê?, umas quatro vez.
ó, sarou que a gente nem reconhece ela mais.
todo mundo gosta dele.
é o único que não quis ir embora daqui.
o padre afonso é doido com ele.
faz questão que ele fique bem na frente na missa.
a vida de cada é do jeito que ele escolhê, né mesmo?
eu cá sempre tive um ditado: não machucano criança, não obrigando ninguém com revolver na cabeça, pra mim tá tudo bem.
é assim.
a vida é fácil.
muito conversê e se incomodá com a vida dos outro é que atrapalha.
eu fico aqui, pitano meus paioso e esperando a hora que deus me chamar.
a velha já foi, tem é ano.
tá lá me esperano.
tomara o céu tenha mudado aquele gênio dela.
deve de ter mudado.
ninguém vai se meter a atrevido na frente de nosso senhor, né verdade?

-
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Tom Paixão
11 de março de 2019 às 08:37 · 
eu gostaria de um #deus
qualquer um.
que não permitisse nunca que uma criança chorasse de tristeza.
que ficasse indignado e violentamente zangado e vingativo e duro
com quem causasse tristeza voluntária a uma criança.
estupradores, motoristas de caminhão que fazem sexo com elas nas estradas.
os muçulmanos que casam com elas.
agenciadores desgraçados que as vendem nos barcos que cortam os rios do norte pra turista se satisfazer.
gente que faz turismo pra isso.
pais e mães que as colocam na madrugada vendendo porcarias.
ou pedindo esmolas nas mesas dos bares.
padrastos ou namorados das mães que as molestam no banho.
mães cadelas que são coniventes com isso.
professores que as humilham ou discriminam pela cor, religião ou cabelo.
um deus que punisse essa gente com violência e muito sofrimento e dor.
um deus que não permitisse doença alguma em criança.
nada além de uma leve gripe ou caganeira.
coisas que a gente, moleque, ri mais do que sofre.
um deus que não permitisse que criança tivesse de ficar sozinha pro pai ou mãe trabalhar.
nem num orfanato
nem numa umei o dia todo.
um deus que evitasse ao máximo que criança tivesse perdas.
principalmente humanas.
eu gostaria de um deus assim.
eu o adoraria.
 
 
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Tom Paixão atualizou o status dele.

2 de março de 2017 às 07:26 · 

em grupo, um segura o outro e as piadas rolam.
mas sozinhos, os foliões e folionas,
no ônibus e metrôs ou ou a pé pela madrugada
- com as fantasias amassadas,
o gosto ruim de bebida idem na boca,
aquele beijo querido mas negado -,
trazem no rosto uma tal melancolia
que acredito venham da alma.
pois é, pra quê?...

inão tem ao menos 30 músicas como trilha sonora de sua vida,
._______________-

Tom Paixão

26 de fevereiro de 2019 às 08:23 · 

não é a donatella.

ela gosta de dizer, nas reuniões, que detesta todos os pretos.
o marido dela, que estudou na mesma escola do jô soares na suiça e nunca teve nenhuma relação com ninguém negro, faz piada:
"quê isso amor. é feio odiar tanta gente de uma vez só!"
os convidados morrem de rir.
quem mais riu da última vez foi o padre flavio.
padre militante, sobe e desce favelas levando uma palavra de apoio e apoio real em forma de comida a quem realmente precisa.
loiro, olhos azuis cor de mar de fotografia, português e bon vivant, alem de gozador como um bom brasileiro, ele sabe que a filha unica e joia do casal, estudante de medicina da puc, esta perdidamente apaixonada por um aspirante a mc da vila tiradentes, no bairro concórdia.
ela sai da facul, deixa o range rover na praça do méxico e se uberiza pra favela.
mc nig é como ele se auto proclama.
corruptela de nigritim, como o chamamos .
ele é preto como a tela do iphone xs max dela.
se conheceram num encontro da diversidade, promovido pela puc.
flavio me conta tudo às gargalhadas.

______________________._______________Tom Paixão

13 de fevereiro de 2019 às 09:05 · 

interessante notar o a extrema agressividade que algumas "mulheres" tratam suas mães e avós nos supermercados populares, como o epa da rua jacui, por exemplo.
detalhe: são elas as mantenedoras das matronas e seus filhos sem pai.
acabo de ver uma velha quase apanhar porque negou um iogurte grego pra um neto, dizendo que o dinheiro não daria pra comprar a fralda de seu irmãozinho.
e se a gente conversa com elas, ficamos sabendo que as princesas de facebook dão no, máximo, a descarga nos banheiros quando em casa.
me pergunto se isso é amor.
e de que espécie.
se for, certeza que esse tipo de amor não tenho.
para minha sanidade mental.
uma coisa que não aprendemos a copiar de outros países:
fez 18 anos, suma de casa!
pariu: crie!

____
Tom Paixão

12 de fevereiro de 2013 às 06:50 · 

não é de minha conta nem religião, inclusive que não tenho nenhuma.
mas, como jornalista (e focas, também!), vou dar meu pitaco.
acho que o bentinho perdeu a fé.
sério!
e foi na visita que fez a auschwitz, alguns anos atrás.
não me sai da cabeça a frase dele: "onde deus estava enquanto isso acontecia?
acontece.

__________________________________________________
Tom Paixão está  se sentindo maravilhado.

7 de fevereiro de 2014 às 15:20 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

maravilhar-se.
eis algo no que sou bom.
e olha que sou bom em pouquíssimas coisas.
acho que foi chesterton
- e tô com preguiça de pesquisar e perder o fio da meada -
que disse que não acabaram as coisas para se maravilhar.
o homem é que vem perdendo essa capacidade.
um simples ritual de pesquisar preços e modelos de guarda roupas hoje pela manhã me deu uma sexta feira linda de maravilhamento.
recomendo, entusiasticamente: maravilhe-se.
é grátis.
e parece uma epifania.
ou é?

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😢😢😢
______________________________________________________
__Tom Paixão

7 de fevereiro de 2019 às 05:34 · 



a moça posta que tá deprimida.

dois respondem que delz vai curá-la.
posta foto de biquini.
mil se oferecem pra comê-la!

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_Tom Paixão

6 de fevereiro de 2017 às 06:12 · 

foi assim
na sexta, pelo zap , ela disse: sábado vou aí transar com você!
fiquei tipo: uia!
beleza.
deve ser uma das tais empoderadas que dizem por aí.
dia seguinte, pela manhã, fui pagar a riachuelo.
vi um jogo bacana de cama.
lençol, duas fronhas.
bonitos e preço bom.
romântico até em transa casual, comprei pra ela se sentir bem.
junto com um cabernet básico e bandejinha de tiragosto do extra. ah, um ramo de margaridas. me lembrei de termos comenta nos bate papos que gostávamos dessa flor.
a noite chegou.
pouco depois, ela também.
bonita.
mas senti falta de um perfuminho.
ela elogiou os desenhos do lençol.
as flores.
boa.
beijim, sarrim, chupim, roupas voando.
chris standring baixinho na caixinha.
deitamos.
daí, ela dana a espirrar.
um, dois, três.
e quase não consegue respirar.
e lacrimeja.
e fica com nariz vermelho e escorrendo.
pensei que ela talvez tivesse cheirado uma carreira antes de chegar.
entre acessos me diz ter alergia respiratória.
pergunta se o lençol é novo já que margarida não tem cheiro.
confirmo.
me ofereço pra trocar por outro.
tarde demais.
ela agora chora.
pra encurtar: tô na chuva no portão.
espero o motoboy da farmácia trazer uma caixa de bialerge. a vida não é uma festa móvel?

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Tom Paixão atualizou o status dele.

6 de fevereiro de 2017 às 17:55 · 

o que tá acontecendo no espirito santo não tem nada que ver com pt, psdb, pmdb, psol pqp, dilma. temer, hartung, albuino, crise econômica, falta de zeus.
o que acontece lá acontecerá em qualquer lugar do brasil em que a policia cruzar os braços.
somos um povo ladrão!
ponto.
vou repetir:
SOMOS UM POVO LADRÃO !
como vai se resolver esse dna estragado, não sei.
mas essa é a real.
esperneie quem for surdo, cego, idiota e hipócrita.
"eu não roubo!"
talvez não.
mas seu filho, marido, esposa, irmão, irmã, pai, mãe, cunhado, amante, padrinho, amigo, rouba.
e você sabe e não diz nada.
exceto que "quem julga é delz!"
isso quando não usufrui do roubo.
os ladrões e as putas que povoaram aqui, são nosso antepassados. tá no sangue.
ruim.
falei.
boa munição pro trump

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Tom Paixão está em Bar Banzai.

6 de fevereiro de 2019 às 16:36 · Belo Horizonte · 

meu amigo emilio soca soca, diz:
-já notou que postando fotos de comidas e de seus bichos, dá um monte de curtidas e postando coisa seria, dá nove, dez?
respondi:
-faço testes no face o tempo todo. frases idiotas de auto ajuda são dezenas de curtidas. e até compartilhamentos. coisa séria, que pega no rabo de otoridades e demais vagabundos, todos ficam com o galho dentro, medrando.
-e aí?, ele pergunta.
-aí, que se foda! escrevo pra mim, não pra ganhar likes. ainda mais de gente medrosa ou que tem o rabo preso!
ele ri. rimos alto.
e pedimos mais espetinhos, seletas e brahmas.

 

 

 

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Tom Paixão

5 de fevereiro de 2013 às 13:57 · 

dói em meu coração um homem pseudo de "delz" dizer que ama um gay como ama um assassino.
enfim, sua alma, sua palma.

em tempo, defendo sim o direito de qualquer um amar da maneira que quiser.
gay, lésbica, travesti, pentassexual, tom de cinza, swingueiro, voyeur, gang banger, doggin, o capeta a quatro.
se discorda radicalmente, lá em configurações tem a solução.
não sei se já disse aqui mas gente não me faz a menor falta.
ainda mais xiita.
é, tô puto sim!
e daí?
ah, se eu tivesse um filho gay, que é a pergunta que idiotas e imbecis da objetividade mula fazem, ele seria apenas meu filho gay.

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Tom Paixão

5 de fevereiro de 2017 às 07:37 · 

eu nunca esqueço.

ruth cardoso sofria do coração.
se cuidava mas coração é coração.
sei bem.
um dia, depois da eleição daquele senhor, aquela mulher que depois foi presidenta, junto com outra porca chamada erenice guerra, montaram um dossiê contra ruth.
disseram que ela havia feito compras caras num sex shop com cartão corporativo.
ruth ficou arrasada.
uma mulher de quem ninguém tinha - nem tem - uma vírgula pra falar contra.
pelo contrário
depois, as duas serpentes pediram desculpas.
ela aceitou, fina que era.
mas a dor, claro, ficou.
pouco depois, teve uma parada cardíaca.
morreu.
triste.

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Tom Paixão

5 de fevereiro de 2019 às 06:57 · 

pensando aqui:
acredito que um dos motivos de sermos todos "esquerdistas" nos anos 70's era que havia uma ditadura militar.
nós não aceitávamos.
quem aceita, né?
e a "esquerda" reunia as melhores cabeças do brasil.
bastava pegar as revistas realidade, veja, senhor, os jornais o pasquim, movimento, folha, jornal do brasil e jornal da tarde e vinha um banho de cultura.
ou seja: nossos mentores eram os melhores.
e hoje?
well, olhe ao redor.
(o que não quer dizer que a "direita" tenha um minimo de cultura. ainda mais aqui.)

 

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Tom Paixão

5 de fevereiro de 2019 às 07:19 · 

entre uma brahma e um torresmo ainda estalando, ele vai e me diz:
-no meu salão, toda negra que entra, quer um corte de cabelo da mariana ximenes.
-nunca uma branca pediu um cabelo da thais araujo.
-você, que é militante, me explica isso!
respondi que não falo de boca cheia.
e taquei mais uma mãozada de torresmo na boca.

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Tom Paixão

3 de fevereiro de 2016 às 01:55 · 

né por nada não...

mas quem cria,incentiva, apóia, dá força e/ou suporta mulherzinha vulgar,
preguiçosa, sem educação, intelecto ou classe,
e que se acha a rainha da festa.
ou a cyd charisse do baile funk.
ou ainda a ultima igarapé com gás gelada no deserto de gobi,
tá fazendo um grande mal a ela.
no fim, vai se tornar uma norma desmond.
ou blanche dubois.
e é uma coisa tão triste de ser ver...
corta o coração.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

2 de fevereiro de 2017 às 08:35 · 

é textão, sim.
e daí?

minha avó, dona guilhermina antonia veronica, veio, bastante debilitada, de santa bárbara pra tratar do coração.
numa tarde, ouviu um monte de fofocas de uma prima sobre o filho que ela mais amava.
era deficiente, meu doce tio antonio.
ela morreu à noite.
minha mãe, entre grossas lágrimas, disse uma frase que ficou pra sempre em minha mente e que sigo como um mantra :
“a contrariedade mata mais que qualquer doença.”
vi ao menos três pessoas próximas morrerem disso.
e tô vendo que mais duas vão pro mesmo caminho.
sempre a família a culpada.
olhaí a marisa, coitada.
depois de uma violenta discussão com o marido, se deitou, acendeu um cigarro e passou mal.
o resto cê tá vendo aí.
as mulheres precisam entender que elas não têm de carregar o mundo nas costas.
plantar o pé na bunda de marido, filhos, noras, netos, aderentes, chupa sangues, é libertador.
essas pessoas não te amam.
elas te exploram.
lembro que minha mãe e minha mulher vera sempre disseram que no dia das mães e nos aniversários não queriam liquidificador, máquina disso ou daquilo.
nem terços, quadros de santo ou outra bugiganga parecida.
"somos mulheres, viu?", elas diziam.
pense bem: te tratam como mulher?
ou é a mamãezinha/vovozinha/tiazinha/dindinha/irmãzinha linda que compra material escolar pros netinhos, empresta dinheiro do consignado pra norinha comprar um celular?
amor à vida, minha senhora.
por favor!
é difícil?
pode ser.
mas uma vida a poder de ansiolíticos é bem pior.
e não pense que vai pro céu ou que essa é sua missão na terra.
te plantaram isso na cabeça.
é mentira.
viva agora.
por favor!
a você!

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Tom Paixão

2 de fevereiro de 2018 às 17:27 · 

fuja, é textão!

eu sou um temer boy?
não.
mesmo porque meus 20 anos de boy, that's over, baby.
e freud não explica porque me arvoro em detonar mentiras contra ele.
na verdade, explica sim.
quando newton cardos era governador e cortou as asinhas do estado de minas e cia, todo dia tinha um zé ruela querendo ficar bem com um teixeira da costa.
me parava na rua pra contar a nova do newtão.
eu dizia pro alexandre ligar a camera e preparava o microfone. fazia de sacanage. alexandre já começaçava a rir.
o garganta profunda se mandava a mil!
queria era que eu assumisse a porra toda.
vejo isso hoje.
todo mundo e sua tia têm uma denúncia contra o presidente. senta um/a lorpa desse/a diante de um delegado federal. se caga todo.
o cara pegou um país todo fudido e tá dando a volta por cima.
a reforma da previdência TEM que acontecer.
todo pretenso candidato à presidente tá doido que seja feita ainda este ano.
pra ele não se ferrar, tendo de fazer.
seja ele quem for.
agora vem a merda das fakenews da aposentadoria dele.
mais uma vez, fui em busca da verdade.
só isso que me importa.
a verdade.
se houvesse alguma verdade nas tretas do lula, eu estaria contando também.
desmenti mil vezes a fazenda do lulinha e que o filho outro lá fosse dono da friboi.
tá, eu sei que sou um dinossauro no mundo fácil de conseguir likes com fakenews.
é aí que freud explica.
ou não.
whatever!
não preciso de likes, "amigos" ou seguidores no mundo virtual.
mas enquanto tiver dinheiro pra pagar internet, vou lutar contra mentirada.
seja contra temer, que respeito, seja contra lula ou aecio, dos quais tenho nojo.
e não, rodrigo janot e seus parças lulistas não provaram nada contra ele.
e sim, ouvi e tenho gravado aqui no pc a conversa com o canalha do joesley.
todinha.
aos fatos, pois:

"michel temer foi procurador em são paulo entre 1970 e 1996, quando se aposentou aos 55 anos de idade. hoje, o valor bruto de sua aposentadoria é de R$ 45 mil, mas ele não recebe esse valor na íntegra, pois o teto salarial do procuradores é de R$ 30,6 mil.
também são descontados da aposentadoria bruta dele a contribuição à previdência e o imposto de renda. em outubro de 2017, o valor líquido recebido por ele foi de R$ 22,1 mil.
além da aposentadoria, temer também recebe uma parcela de seu salário como presidente. o valor total é de R$ 30,9 mil, mas a maior parte, R$ 27,8 mil, é abatida por causa do teto constitucional. a lei permite que ele acumule a aposentadoria e o salário de presidente, até o limite do teto constitucional que é de R$ 33,7 mil. ele recebe como presidente, R$ 2,7 mil da união."

 

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Tom Paixão

1 de fevereiro de 2014 às 06:37 · Belo Horizonte · 

o inferno são quem, mesmo?

indiretas acho uma idiotice.
principalmente pra ex amores.
denota que não digeriu a coisa toda.
e faz a festa do outro.
muro de lamentações também é de doer.
como disse o lindo quintana: "o pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso."
não tem mesmo.
e ainda diverte os outros.
confissões acho interessante.
as faço aqui, vez em quando.
é legal conhecer a alma do outro.
e faz o outro pensar.

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Tom Paixão

31 de janeiro de 2015 às 04:40 · 

até aqui, minha vida amorosa sempre ficou no meio do caminho.
ou caí eu ou caíram elas.
ninguém tem culpa.
toda honra e toda glória a quem tem ou teve uma amor de vida inteira.
disse amor, não amizade ou irmandade ou suportar um ao outro.
ei, quem sabe o amor é isso?
vai ver, sou meio aquele cara de cinema paradiso.
cadê sandra, minha coleguinha morena linda da escola ou dalvinha, a filha do dono do bar da esquina?
enfim...
logo, quando acordo na madrugada e tá começando, mais uma vez, ironia do amor - ou qualquer outro filme onde moça encontra rapaz, rapaz some e depois reencontra moça, ou vice versa, e os dois se abraçam e tal -
me ajeito na cama pra não perder um diálogo ou cena sequer.
lá está o eu que eu queria ser.

 

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Tom Paixão

31 de janeiro de 2016 às 15:18 · 

eu amo assim:
choro, sofro, pago pau, escrevo poema, dedico música,
mando mensagem in box, fico triste quando vejo a pessoa,
quero morrer se a vejo com outro, não escondo,
sofro no meio da rua, no bar e no face.
e gosto muito disso.
prova que não sou um robô.
se é pra quebrar um coração, que seja o meu.
não quero ter tal remorso.
mesmo porque a vida é muito curta.
e um dia tudo somente vira lembrança.
se ela for boa, o filme de nossa vida será muito mais interessante.
e, clicando em mente, podemos ver e rever várias vezes.
editando as partes boas,
e deixando as ruins na moviola.
ou no avid.
tipo assim, entende?

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Tom Paixão está  se sentindo de boa sem boá.

30 de janeiro de 2014 às 09:28 · Belo Horizonte · 

espelho

eu sou humano.
demasiadamente humano, eu diria.
nunca fui fã daquele cara que nem sabe vestir uma cueca.
onde já se viu vestir por cima da calça?
sou mais e sempre fui, norrin radd.
e bruce wayne e suas dúvidas.
nietszche me contou que o super homem arrogante e fodão é chato e infeliz.
e isso não quero nem a pau, mesmo que seja do caio com ramo de flores.
chorão, sensível ao limite da bichice, parceiro, carente, inseguro, cínico, amigo, amante, namorado, pai, ouvinte, solidário; conselheiro, se me pedem, turrão às vezes, faço qualquer coisa pra arrancar um sorriso no rosto de qualquer um, palavras e gestos rudes me levam até o chão.
mas um cafuné na cabeça eu quero até de macaco.
se me chamar de querido, caso.
poeta, guerreiro, divertido e gente boa.
assim sou eu.
assim me vejo.
é o humano que sou.
se servir pra algo...

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Tom Paixão

30 de janeiro de 2018 às 01:10 · Contagem · 

epifania, a gente vê por aqui (de madrugada)

willie dixon disse que as raízes fazem os frutos.
donde se vê que o funk carioca só tem frutos podres.
molecada de cabelo do zeca urubu ou das bundas gordas, não conhece uma linha de baixo do jamil joanes.
a poesia de cartola e nelson cavaquinho.
o swing de don salvador.
o sax do oberdan magalhães.
as bandas black rio e vitória régia.
o remelexo e a malemolência de don filó, cassiano, carlos dafé, hyldon...
and last, but not least, tim e benjor.
deuses.
sem nem citar os padrinhos lá de fora.
o próprio dixon, o brown, isaac hayes, otis redding, george clinton, curtis mayfield...
pobres "fanqueiros".
em dez anos, serão poeira.
nunca raízes.

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Tom Paixão está  se sentindo na real.

28 de janeiro de 2014 às 09:41 · Belo Horizonte · 

mea culpa
(ainda)

eu ainda queria ter a energia de luta e a coragem que
Geraldo Elísio Machado LopesRui Alves Luis e o marco aurelio carone
ainda têm.
eu gostaria de ainda ser o cara do aqui agora e cidade alerta vergastando as costas desses prefeitos filhos da puta
que constroem enormes estádios para pseudos feiras agro pecuárias.
que são, na verdade, lavanderias de dinheiro.
"pagam" fortunas pra cantores sertanojos e axezentos.
e mandam ambulâncias com doentes pra santa casa de belo horizonte.
entre outras mazelas que tanto denunciei.
donde virar persona non grata dos poderosos de plantão.
em todos os escalões.

mas não sou mais.
sou apenas um acabrunhado, cínico, sarcástico, nihilista, irônico e descrente senhor batalhando pela vodka de cada dia.
e à espera de uma aposentadoria mixuruca.
triste, não.
au contraire.
solitário também, não.
deprimido, nem por um cacete (ui!)!
apenas mais um marinheiro à deriva neste imenso mar de ilusões perdidas.
(e bota ilusões nisso!)

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Tom Paixão

28 de janeiro de 2015 às 15:21 · 

porque é uma novela, né?
(escrita pelo stephen king com palpites de zé do caixão)

então chego em casa.
rodrigo, aquele que bateu em "meu" carro, me espera no portão.
diz estar preocupado com minha locomoção.
garante que a seguradora me autorizou a fazer três orçamentos para que "meu" carro seja consertado.
beleza.
ele se vai, entro em casa e almoço às 3:30,
entre uma garfada e outra, ligo pro viegas,
se prontifica a me receber em sua oficina.
e vamos lá...
íamos.
quando rodo a chave de ignição, apenas o painel se acende.
a bateria heliar novinha, com uma semana de uso, está descarregada.
saio do carro de fininho, a mode não acordar o capeta que nele habita, tranco a porta e volto pra casa.
vou jogar angry birds que é bem melhor.
vejamos amanhã.

 

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_________Tom Paixão

1 de janeiro de 2014 às 06:14 · Belo Horizonte · 

2014 promete.
o cara sabe mal e porcamente português de minas gerais
e se atreve a fazer hai kai em inglês
enfim:

i got
the ego
of an eagle

(bom ano pra você também)

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__Tom Paixão

18 de dezembro de 2012 às 11:28 · Belo Horizonte · 

vi duas flores lindas
pareciam estar transando
me aproximei
duas borboletas saíram voando

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Tom Paixão

13 de dezembro de 2012 às 09:21 · Belo Horizonte · 

acordei cedo.
o ar parecia pesado, quase irrespirável.
minha cabeça doeu, minha narinas sentiram um malcheiro, uma coisa de cadáver putrefato com esgoto e fossa cheia.
meus pássaros, não fizeram a belaa algazarra costumeira, os vizinhos estavam em silencio pela primeira vez.
senti um arrepio estranho, como se a morte passasse por perto ou uma alma penada, sei lá.
o malcheiro aumentava.
meio que arrastando, fui fazer café.
e liguei a tv.
entendi tudo.
o sarney é presidente do brasil hoje.
putaquipariucaralhoporra!

 

 

Tom Paixão

13 de dezembro de 2014 · Editado · 

Minhas BHs

aqui era uma parte do pindura saia.
era um “bom será”, como dizia minha mãe.
cortiço, da obra de aluísio azevedo.
vários barracões no mesmo terreiro, com banheiro e tanque coletivos.
como é que não havia briga todo dia pelo uso de um ou outro, me foge à compreensão.
quando meu pai deixava de pagar o aluguel, a dona do local botava os filhos pra jogar bola no terreiro em frente.
era cada bolada na porta ou na janela que estremeciam.
eu e minha irmã, vendo o mundo por uma fresta no meio da porta, ficávamos assustados.
mamãe estava fora, lavando roupas ou fazendo faxina numa das casas bacanas da rua albita, ou vitório marçola ou oliveira.
papai aparecia de vez em quando.
muito de vez em quando.
nesta casa morava um homem que diziam ser delegado.
ele tinha um Buick preto de farol enorme, todo cromado.
no dia em que minha mãe passou mal, enquanto lavava roupas numa bacia de alumínio, foi ele quem a levou para a santa casa.
estava grávida de minha irmã.
fiquei sozinho, na casa de uma amiga de mamãe.
morria de medo.
à noite, ela me deu sopa, pelando de quente.
deixei cair um pouco em minha calça.
ela me tomou o prato, me deu um monstruoso beliscão, safanões, me xingou e botou pra dormir.
pra quê aquilo tudo com uma criança, meu deus?
um dia uma das mulheres do terreiro quis se matar.
foi um alvoroço.
ela comeu folhas de comigo ninguém pode.
parece que foi por causa de homem.
foi levada às pressas pro pronto socorro.
chorava, vomitava muito e estava com a boca toda roxa e os olhos vidrados.
eu vi a calcinha dela quando passaram a carregando.
os moradores ficaram cochichando pelos cantos.
passados uns dias, voltou.
mais magra, com olheiras.
mas viva.
só mamãe foi lá conversar com ela.
mas nada contou a ninguém.
ao menos perto de mim.
disseram que as folhas causaram inchaço na garganta dela.
isso impediu que ela deglutisse.
além disso, vomitou tudo que conseguiu chegar ao estomago.
coisas da vida.
de outra vez, jogaram uma terra escura no telhado do nosso barracão.
fez um barulhão.
só no dia seguinte mamãe foi olhar.
chegou um recado pra ela dizendo que aquilo era terra de cemitério.
fiquei curioso em saber pra quê aquilo.
batendo no peito, no meio do terreiro, uma das poucas vezes que vi minha mãe alterar a voz para mais,ela disse que podiam mandar mais pois ela era filha de nossa senhora da conceição.
e nada a pegaria.
não jogaram mais.
lá em casa não tinha luz.
nem radio.
e muito menos televisão.
a lamparina de querosene não podia ficar acesa muito tempo.
querosene custava caro.
tudo custava caro pra nós.
mamãe então fazia algo depois de nossa jantinha,
que podia ser fubá suado, mingau de fubá, angu com couve, pão dormido com café ou, momento de glória!, sopa de macarrão orion número 4!
era como esses canudos hoje de tomar milk shake.
ela apagava a lamparina e nos contava histórias até a gente dormir.
ás vezes cochilava, cansada, e a gente a acordava, para continuar com a história.
que terminava, invariavelmente assim: ”aí, os dois se casaram e teve uma festa muito bonita que durou dias.
eu fui nessa festa. estava até trazendo uns salgados pra vocês.
mas, ao passar na ponte, ela balançou e tudo caiu no rio.”
eu e minha irmã fazíamos: “ahhhhh nãooo, mãeeee!”
daí a deixávamos, coitada, dormir.
e dormíamos também.
foi como aprendi a sonhar.
e assim sou até hoje.

 

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Tom Paixão

24 de janeiro de 2018 às 06:33 · Belo Horizonte · 

repito o que disse quando da condenação e prisão de josé dirceu:
não sinto um pingo de alegria ou sentimento de vingança com a condenação de lula e a devolução da fortuna amealhada por ele.
sendo referendada pelo trf 4 ou não.
ódio não é minha praia.
são duas pessoas que foram sementes de esperança pra minha geração.
nossos corações se encheram de ilusão depois de termos conseguido a redemocratização, o fim da ditadura militar e uma nova constituição.
pensamos e sonhamos muito num novo país e um novo povo com a chegada dos dois à luta juntos conosco.
eles nos enganaram.
em muitos de nós, falo por mim, criou a descrença nos seres humanos.
e nos políticos em especial
seus julgamentos, justos, bem feitos, com embasamento e nenhuma fraude processual
- amigos advogados e um desembargador me ajudaram a entender os processos -
foram como a morte de uma pessoa com quem tivemos um caso de amor.
é uma pena.
e não acredito que vá mudar muita coisa na sociedade brasileira.
somos um povo ladrão de celular, violento, que explode bancos e mata por uma dose de pinga ou uma camisa de time adversário; cruel, odiento e saqueamos caminhão de mercadoria com o motorista agonizado sobre nós.
e votamos em condenados por assassinatos.
né, unaí?
mas, claro, quero que a lei seja cumprida na integra.
pra lula e pra todos.
mas os outros todos não chegam aos pés do que dirceu e lula foram pra nós.
para o bem e para o mal;
mas não choremos por eles, brasil.
novos lulas e dirceus estão sendo fermentados nos porões.
para o bem e para o mal.
eis o que tenho a dizer.

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Tom Paixão

23 de janeiro de 2014 às 15:30 · Belo Horizonte · 

né?

não me importa
se amanhã é um dia a menos
ou um dia a mais.
desde que seja
um dia ameno.

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_Tom Paixão

23 de janeiro de 2015 às 12:32 · 

era um pandego.
todo domingo, quando as testemunhas de jeová batiam no portão,
atendia de cueca samba canção.
e com uma ereção matinal adrede preparada.

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Tom Paixão

22 de janeiro de 2013 às 15:17 · Belo Horizonte · 

gosto muito de viajar nesse lance de tempo.
exatamente 24 horas atrás - 17 e 15 - eu tomava cerveja com um desconhecido num sujinho na praça da sé.
ele acabava de sair de sair da cadeia, segundo me contou.
dava a alma pro capeta por uma cerveja.
eu disse: "eu não sou o demo, mas posso dividir uma brahma contigo!"
papo legal.
gosto de saber das historia de gente de verdade
depois, peguei o metrô e fui pra estação tietê.
cheguei às seis.
e aqui estou eu, na minha bh.

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Tom Paixão

22 de janeiro de 2018 às 10:24 · 

de um lado,
"agente, com nós, concerteza, mim ajuda, nada haver, derrepente, começei"...

do outro
"perdi o chão"
"super te entendo"
"tô meio que assim"
"a nível de"
"não é seu lugar de fala"

no meio, bruzundanga.
sem mapa ou rota de fuga.

 

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_Tom Paixão

22 de janeiro de 2019 às 12:11 · 


tivera eu o poder de impedir que meus filhos sofressem quando um amor se vai, usaria sem moderação.
essa porra dói muito, mesmo!

 

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_Tom Paixão

20 de janeiro de 2015 às 08:28 · 

colóquio unilateralmente coloquial

eu cria
que
quem me
ria
pra mim
ria
logo descobriria
de mim
ria

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Tom Paixão

20 de janeiro de 2015 às 17:16 · 

sempre teve uma queda pro humor negro.
exercitava com os amigos.
um espirrava, ele dizia que não iria ver o jogo de domingo.
ou o natal, carnaval, ano novo.
alguns, mais supersticiosos, não gostavam.
o que não sabiam é que ele, depois dos 60, começou a brincar consigo mesmo.
uma dor no peito causada por gases e ele dizia de si pra consigo: "é agora. a bateria vai arriar!"
e ria.
dava socos no esterno, arrotava e fazia blague: " faiô"!
um dia, do nada, sem aviso, teve uma coisa que os médicos não souberam explicar o que era.
ou se teria cura.
ficou paralisado do pescoço pra baixo.
não esquentou.
já estava com 70 anos e, antes, dizia aos amigos e familiares: "nunca pensei chegar até aqui. tô no lucro".
lucido, ouvia.
mas estava mudo,
e ainda brincava consigo.
e se divertia fingindo dormir, pra ver a gorda da madrugada no hospital, mostrando a enorme calçola ao pegar o saco preto na lixeira.
"bem me diziam que um dia eu ainda teria uma gorda em minha vida", pensava, divertido.
quando os médicos viam uma alteração na pressão, lá estava a mente brincalhona dizendo: " agora vamos. é hoje".
se alguém o observasse bem, talvez visse seus olhos rindo.
foram três anos assim.
às vezes pensava: "se tivesse adivinhado essa falseta, teria deixado orientações para que mozart ficasse tocando ininterruptamente, dia e noite!".
e continuava a brincar mentalmente.
tinha imensa curiosidade de ver o momento final.
"vai ser que nem naquele filme xarope com a demi moore? luzinha brilhando, nuvens brancas iguais do windows?"
não viu.
morreu dormindo.
um dos filhos, moleque que nem ele, acreditou ver um sorriso em seus lábios.
mas não comentou, por medo de ser considerado ridículo.

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Tom Paixão

20 de janeiro de 2016 às 18:34 · Belo Horizonte · 

num momento
de rara reminiscencia
na oficina do baiano, lotada:
-porra, mas eu era tão bobo.
com mulheres e vida e negócios e tudo o mais...
aí eles vêm, em uníssono, sapecando:
-era, tom?
caímos na gargalhada.

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_Tom Paixão

20 de janeiro de 2019 às 07:23 · 

domingo de sol lindo.
estou feliz, lépido, fagueiro, tranquilo e sereno.
tomo banho, passo meus cremes bichosos todos.
visto minhas bermudas de ciclista.
bichosas, sim, e daí?
vou dar uma volta na pampulha, a mode testar minha caixinha de som que comprei na 25 de março.
pendrive cheio de dance soul dos 70.
vai ser lindo.
subo as escadas.
coloco comida e água pro colt,
pego o porta bike, espano o teto black piano que ficou lindo e ...
roubaram minha caloi!
sim, minha linda vermelhinha se foi.
toda reformada, com freios e marchas novos e pneus balão idem.
ainda olho por todos os lados da garagem.
até debaixo do fox, acredita?.
abro o portão.
tá passando um vizinho.
conto.
ele se espanta, como se morasse na suécia.
diz pra ligar pra pm.
pergunto, um tanto irritado: pra quê?
ele diz - acha- que os tiras podem ajudar.
aham...
a policia de zema/pimentel?
vão me mandar fazer b.o na delegacia. onde não terá tinta na impressora pra cópia.
que não vai dar em nada, exceto ira pra mim.
vão à merda!
qual a pena pra quem rouba uma bicicleta, mesmo pego em flagrante?
ainda mais sendo, seguramente, um maldito viciado quase morrendo?
tranquilo.
segunda feira compro outra.
até melhor e mais cara.
sou um vencedor foda!
o ladrão, filho de puta com 15 filhos, não.
mas também vou chamar meu amigo 
Christopher.
pra colocar concertina dupla de fora à fora.
com choque de alta voltagem.
sem placa de aviso.
vai que consigo matar uma desgraça dessa!
e não vai dar nada pra mim!

p.s:quando você abrir as pernas pro primeiro motoqueiro que faz avião que aparecer no baile funk, pense se você não vai parir no meio do mato ou numa latrina de boteco, um lixo fedorento como o descrito acima, falou?

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Tom Paixão

17 de janeiro de 2018 às 06:42 · 

minha cidade.
acho linda e tenho um amor enorme por ela.
mas sinto falta de diversidade.
qualquer lugar que você vá, é a mesma coisa.
até as favelas são todas iguais.
viu uma, viu todas.
isso é chato.
não nos tira de casa.
e quando vem um amigo de fora, a gente só tem bar pra levar.
e mostrar.

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Tom Paixão

17 de janeiro de 2018 às 08:10 · Belo Horizonte · 

poemeu em linha torta

nunca saí do brasil.
nem pra ir ali ao paraguai comprar cocaína batizada, maconha com bosta de boi e ak 47 novinha.
de modo que gostaria de saber de meus amigos viajados, globe trotters, se nos lugares que eles foram, os homens são que nem os do brasil.
minha diversão preferida num bar, depois da cerveja e da carne cozida ou cascudo frito, é ouvir as pabulagens dos "macho brasilis".
rapaz, que seres extraordinários!
que guerreiros, que campeões de mma...
melhores pescadores, cozinheiros, motoristas, cantores, músicos, mecanicos e , last, but not least, amantes.
neste quesito então, tá pra nascer outro igual.
98,419 milhões de negões da piroca!
me quedo boquiaberto.
me mordo de inveja
pô, sou nada disso.
que porcaria de brasileiro eu, hein?

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Tom Paixão

17 de janeiro de 2019 às 17:48 · 

empatia.
palavra da moda.
um monte de gente usando sem saber o significado.
a feiosa dez arrobas fica o dia todo no face.
não lava, não varre, não cozinha nem pros filhos.
não vai ao menos ao epa com a mãe pra carregar as sacolas.
mas exige orloff pra si e iogurte grego pros três projetos de pivetes criados jogados pela rua.
cada um de um pai.
que ela não sabe quem são.
a velha sem vergonha se vira com a pensão do marido, motorista de ônibus querido que todos juram: morreu de desgosto da filha única, criada como rainha.
deitada na velha e rasgada poltrona da sala, coberta com um surrado edredon, chora, esbraveja e vocifera, escrevendo textões com seu português equino quando vê qualquer noticia, mesmo falsa, sobre um ato de violência contra cães e gatos.
diz que tem empatia pelos animais.

 

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Tom Paixão

15 de janeiro de 2016 às 13:51 · Contagem

Mulheres

ele tanto insistiu.
resolvi arriscar.
afinal, minha mãe vivia me dizendo que tava passando 
da hora de eu arrumar um homem.
"arrumar um homem", imagine só.
eu não tinha tanta certeza assim se queria "arrumar um homem".
mas a gente vai tanto pela cabeça dos outros, né?
de modo que aceitei o convite.
ele não era de se jogar fora.
cliente vip lá da agencia, só o via passando direto pro gerente.
mas sempre me cumprimentava, cortês.
excetuando ter o dobro exato de minha idade, o resto não vi problema.
na verdade, não vi problema também em ele ter o dobro de minha idade.
esses meninos narcisos de hoje , que só vêem a sim mesmos, me dão sono.
e tem uma coisa curiosa.
se o homem tem 25 anos e a mulher 15, o povo malda.
se tem 30 e ela 20, já tá quase normal.
a partir daí, parece que a mulher perde o valor de mercado.
como se fora uma carro, entende,?
quanto mais velho, mais desvalorizado.
e não tem lei socialista que mude tal pensamento.
principalmente nas mulheres.
mulher brasileira é mais machista que os homens.
enfim, são coisas que fico pensando aqui no meu quarto.
adoro ficar sozinha em meu quarto.
penso, ouço musica, jogo angry birds e candy crush, vejo séries americanas no netflix.
ler, não consigo.
começo um livro, daí a pouco acho que tô perdendo tempo.
revista eu gosto.
daí que muita gente me acha metida, opiniuda, sabichona, anti social..
é difícil viver num mundo de humanos quando a gente quase sente que não se é um.
ele mandou mensagem dizendo que me pegaria às nove.
teria um coquetel num novo escritório de um ex sócio dele.
depois a gente iria jantar.
"e após", ele fez questão de dizer, "só delz sabe."
ele é ateu, soube no coquetel.
mania enjoada que alguns deles tem de escrever "Deus". S
se não acredita, tudo bem.
mas o tal de "delz" não tem graça nenhuma.
isso tudo pensava enquanto me emperiquitava mais do que em outros encontros.
estranho...
o coquetel foi além de meia noite.
eu nunca tinha jantado depois de meia noite.
nem em ceia de natal.
em verdade, não sou lá muito fã da noite.
meia noite pra mim é uma boa hora pra acordar no meio do sono, virar na cama e começar mais uma sessão.
gosto de dormir.
uma da manhã saímos.
caia uma garoa fina.
mas a rua da bahia tava bonita.
não tinha visto como ela fica bonita com as luzes amareladas dos postes e o asfalto molhado.
claro, não saio nem com tempo bom, que dirá com chuva.
mesmo fina.
parecia cena de filmes antigos, como "cantando na chuva."
ele tinha guardado o carro num estacionamento ali ao lado do bradesco. corremos na garoa pra atravessar a rua.
de repente, ele parou.
botou mão no peito e encostou no poste do sinal de transito, ali n esquina da goitacazes.
achei que iria cair.
ninguém na rua pra pedir ajuda.
o abracei, desesperada.
comecei a chorar.
ele de cabeça baixa, mão no peito, outra no poste.
de repente, riu.
e abriu os braços, me envolvendo no abraço mais doce e cheiroso e molhado que já tive.
"cê assustou?", disse, já às gargalhadas.
tomei um susto, me aninhei mais a ele, dando soquinhos em seu peito.
isso é lá brincadeira que um homem dessa idade faça?
claro que é.
porquê não?
me pareceu tão feliz, tão bom, tão doce.
rindo tanto como criança que seu peito trepidava.
acredita que me apaixonei na hora?
trem mais doido.
e lá no fundinho de meu inconsciente devo ter dito: "quero este homem pra mim pra sempre!"
e assim tem sido.
gozado esse mundo, né?

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_Tom Paixão

14 de janeiro de 2016 às 15:17 · Contagem · 

Homens

Certeza eu tenho: ela mexeu comigo. Quando sentou ao meu lado no ônibus, nem a vi. Estava cochilando como faço todos os dias quando saio do primeiro trabalho. Meu corpo já acostumou. Entro, cumprimento o motorista, que faz o papel de trocador também, procuro o banco atrás dele , me ajeito, como se fora gato de armazém e, um quarteirão depois, já não dou fé de mim. Dessa vez não foi diferente. Tanto que até sonhei. Foi neste sonhar que relei minha perna na dela. E acordei. Fiquei envergonhado. Pensei em pedir desculpas. Não o fiz. Sei lá por que. Mas o sono acabou. Fiquei viajando na paisagem. Mas sua presença já se instalara em mim. Tímido, não tive coragem de olhar diretamente pra ver como ela era. Via sua pernas, dentro de uma legging preta, sua bolsa rosa, um envelope enorme escrito AXIAL. Senti - melhor, desejei -, ela olhando pra mim. Não olhei de volta. Mas fiz todas as peripécias que a mente permite. Num momento em que ela cruzou os braços, a imaginei me apertando a cintura. Fechei os olhos. E ela me beijou assim do nada. Que nem aquela vez, muitos anos atrás, no resort Tauá onde nós, funcionários da TV Alterosa, fomos pra um fim de semana de workshop e aquela menina me pegou no corredor depois da janta. Ali foi real, no ônibus, imaginei. Quando vi, estava com uma ereção. Aí, ri. À socapa, é claro. Mas ela percebeu. Não a ereção. O risinho safado. Outra imagem: ela se prepara pra descer do ônibus, se inclina e me beija. Imagino eu levantando às pressas, indo atrás dela e os compromissos da tarde que fossem carregados pelo diabo.Mas nada acontece, claro. Alguém dá o sinal. Me movo, peço licença, ela nem levanta o olhar. Desço, caminho pela calçada olhando pro coletivo. Quem sabe ela tá me olhando? Ledo engano. Ela está a dormir. Ou finge. Último sonho: estará a pensar o mesmo que eu? Mas com quem? Lá vai o ônibus. Me dou conta agora: nem notei seu rosto. Well, bora almoçar que a tarde vai ser pesada.

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_Tom Paixão

12 de janeiro de 2019 às 16:16 · 

as empoderadas do jardim vila parque.

vi uma garota vendendo brusinhas na 25 e de março. ela tinha muitas tatoo. uma era particularmente linda.
perguntei se podia fotografar.
foi perguntar pro namo.
ele, locutor de uma loja de tênis falsos como homem, vociferou um não! ao microfone!
ri.
da cara e na cara dela.

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_Tom Paixão

11 de janeiro de 2012 às 11:58 · Belo Horizonte · 

meu padrinho de
crisma
cisma
que o disco
prisma
vai me causar
aneurisma

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_Tom Paixão

11 de janeiro de 2012 às 19:59 · Belo Horizonte · 

quero beijos
abraços
carinhos sem ter fim
é disso que gosto
é isso que é bom
pra mim.

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____Tom Paixão

11 de janeiro de 2017 às 11:15 · 

poucos homens confessarão.
talvez sob tortura.
ou numa delação premiada.
mas a verdade é que todos nós sentimos uma saudade danada
da namorada com quem casamos antes de ela virar mãe.
aaahhhh...
(eis o busilis da vida, meus filhos.)

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Tom Paixão atualizou o status dele.

9 de janeiro de 2017 às 07:31 · 

aí, na porta da padaria da praça urupês, a véia vai e diz:
"adoro minha nora, a loura. se meu filho falar em separar dela, deserdo ele! ela não sai daqui de casa. cuida de mim, me leva pra passear, me ajuda na limpeza, uma santa!
já a outra, a mulata, se acha a rainha só por ser advogada. nunca tem tempo pra visita. casou mal meu caçula!"
eu só vi e ouvi.
não falou comigo, não tugi nem mugi.
deixei pra vocês.

 

 

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Tom Paixão

8 de janeiro de 2018 às 06:15 · 

agora, escute essa:
minha mãe adorava a palavra palerma.
usava pra tudo.
do gato que dormia na beirada do tanque coletivo onde morávamos, na conferencia de são vicente, ao motorista do caminhão que trazia latas de leite em pó, manteiga e aveia, que os estados unidos mandavam pros pobres do brasil.
comigo, nunca usou.
poderia, se quisesse.
mas preferia "ô menino bobo, sô!"
coração de mãe.
enfim, essa é uma palavra que não é tão usual e sou capaz de dizer que gente com diploma universitário talvez nunca a tenha lido ou ouvido.
ou usado.
um palerma, né mamãe?
mamãe não tinha estudo.
era, digamos, semi alfabetizada.
assinava o nome.
lia tatibitate.
aprendi a imitar sua assinatura direitinho.
nunca serviu pra nada.
aprendi a assinar também que nem ziraldo, henfil e jaguar.
serviu pra nada idem, claro.
mamãe aprendeu essa e muitas outras palavras "difíceis", nas diversas casas onde labutou como empregada, no feudo belorizontino compreendido entre funcionários, anchieta e cruzeiro.
com uma beiradinha pro bairro serra, mais pobrinho.
tanto ouviu que até chupou uns arremedos de francês.
e gostava de esnobar com eles.
-merci bocú!
-né pá de quá, messiê!
mamãe...
mamãe detestava conversa fiada.
e gente que se acha.
"madame nada tem", apelidava.
língua ferina, a dos pobres
embora pobre de marré decí, nunca chamou os patrões de doutores.
dizia que doutor era aquele que ficava debaixo da cama.
o penico.
hahaha!
essa mamãe...
presentão um dna assim, hein?
acho que passei pra meus três filhos.
tudo bocudo.
tô lembrando de mamãe em especial porque dentro de quatro dias me dará a vida.
e, olha a sutiliza semântica: à vida
e porque vejo tantos especialistas analfabetos com diploma zurrando fiado na tv, no congresso, nas prefeituras, câmaras, igrejas, faculdades, palestras e, last, but not least, aqui, que só me vem uma palavra: - exatamente! -: "palermas!"

 

 

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Tom Paixão

8 de janeiro de 2019 às 14:40 · 

primeiro, foi com a mulher do temer.
depois, com a mulher do francisco cuoco.
daí, veio a mulher do capitão.
todas acusadas de aproveitadoras, cuidadoras de idosos, interesseiras, putas, mesmo!
do outro lado da rua, fatima bernardes e seu tulio mais novo. lincha essa véia safada!
agora vem o casamento de erasmo carlos com a linda morena com quem vive desde 2010.
os comentários são de dar nojo.
e, o que me choca mais, muitas mulheres destilando veneno.
minhas últimas quatro mulheres tinham entre a metade de minha idade e 20 anos de diferença.
não por escolha.
os amores surgiram.
nunca fui tão feliz.
me deram carinho, tesão, amor, respeito, felicidade.
uma me deu até um lindo filho, hoje com 22 anos.
em nenhuma senti ou sinto um grama de exploração.
nunca me pediram nada, a não ser meu amor.
todas sempre ganharam seu tostão sem precisar de minha carteira.
fui mais explorado por familiares que por elas.
é triste ver o quanto tem de gente fracassada, frustrada, mal amada, mal comida, maldosa, mesquinha, recalcada, invejosa, preconceituosa.
gente com coração e alma comidos por vermes.
deve ser horrível ser um ser assim.
e triste de quem convive com.

 

 

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Tom Paixão

4 de janeiro de 2013 às 08:15 · Belo Horizonte · 

o hoje
não tem uma cara do ontem
da semana passada?
repare só

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Tom Paixão

4 de janeiro de 2014 às 09:34 · Belo Horizonte · 

quatro tecnologias pra acabar com a fome do mundo:
camisinha, pilula,
vasectomia e ligadura.
o resto é conversa fiada de criança esperança
e fome zero.

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Tom Paixão

3 de janeiro de 2015 às 04:26 · 

cada homem
(não importa a idade)
mais alto que eu
que me abraça
me derreto todo
até fecho os olhos
(penso que é meu pai. de quem nunca ganhei um abraço.)

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_Tom Paixão

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30 de dezembro de 2012 · Belo Horizonte · 

 · 

vamos combinar: amor incondicional, não existe!
ou você segura:
cueca com freada
calcinha menstruada
pia vomitada
sogra curtindo temporada
cunhado pedindo grana emprestada
comida estragada
tv a noite toda ligada
conchinha em noite acalorada
criação de cachorrada
alguém comendo a empregada
palpiteiro na estrada
noite inteira numa funk balada
(complete aí)

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___Tom Paixão atualizou o status dele.

30 de dezembro de 2016 às 04:10

dedicado, com amor, aos coleguinhas da #radio_globo

são três e meia da madrugada.
durante dois anos, a essa hora, uma musiquinha gostosa saía de de meu celular, me acordando.
levantava, ritualizava banho, barba, alongamento, café.
me aprontava e saia pra pegar o ônibus.
frio, chuva torrencial, dor de barriga, ressaca ou tristeza, nada impedia.
o ônibus 8203 passa as quatro e cinco.
nele, toda e qualquer preocupação se dissipava.
a turma dos curiangos foi fazendo amizade e a risaiada tomava conta.
depois, esperando o outro ônibus, que me levaria a contagem, em frente ao mercado novo, a mesma coisa.
como ele passa às cinco horas, dava tempo de contarmos casos, darmos risadas, conhecermos -nos (putz!) uns aos outros.
pedreiro, cozinheiras, uma professora, uma garota de programa, um padeiro, travestis, entre outros.
deliciosos e saudosos amigos,
o mesmo acontecia também no 7840.
antonio, o motorista, a lava e seca, paulinha, o dorminhoco, o gordão que viaja de pé, na frente, pois nenhuma cadeira o cabe, 
Dario, o darinho e tantos mais, faziam a viagem tranquila e divertida.
quando eu chegava ao local de destino, tava cheio de histórias e energia boa ganhas de meus parceiros de aventura.
daí, sentar, escolher notícias, separar a play list e, às sete horas, começar meu programa FALA, TOM na Radio Gerais, era fácil.
um piquenique.
e com os henriques e os ouvintes/sócios, a festa era completa.
mas, e tem sempre um mas na felicidade, de repente, tudo foi levado num turbilhão.
forças alheias à minha vontade e de outros colegas, destruíram tudo.
(é meu único lamento de 2016.)
mas ficou o vicio.
que essa profissão é uma droga pesada.
todo dia, às três e meia da madrugada, acordo.
não importa a que horas deite.
coisas do mundo, minha nega.

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____Tom Paixão

27 de dezembro de 2013 às 12:19 · Belo Horizonte · 

QUADRINHA

Zizinho era irmão de Puruca
Zico, de Taquinho
Keno, de Tu
Marquinhos era irmão de Sergio
Que se casou com minha irmã
Robinho foi meu colega no primário e comprou um táxi
Zico matou a mulher, Rosária
Marquinhos tomou um tiro e se foi
Tu morreu de derrame
Puruca casou com Valéria
Zizinho virou barbeiro
Um ladrão matou Robinho
Keno, nunca mais ouvi falar
E ainda tinha Lambreta, Goiaba, Michila, Chen, Wilson
e mais um monte de gente hoje longe de mim.
Mas ainda comigo.

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Tom Paixão

16 de dezembro de 2012 às 18:28 · Belo Horizonte · 

quero uma mulher
de mil homens
e que toda noite, scherazade
me conte histórias sobre eles
d'aprés fazermos um doce amor
durmo em seu regaço
sonhando
com mais histórias
de mil homens
(é você?)

 

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_Tom Paixão

16 de dezembro de 2016 às 07:38 · 

não me lembro, onde li ou vi uma entrevista com a mulher de eugene o'neill, autor de "longa viagem noite a dentro".
"ele entrava pro quarto com uma garrafa de uisque.
todo dia.
trancava a porta e eu só ouvia o tic tic da máquina de escrever.
de vez em quando, o tic tic cessava.
e vinha de lá o choro mais sentido que já ouvira e ouviria por toda a minha vida", ela disse.
eram as recordações brotando do peito de eugene.
não por acaso, "longa..." é uma obra avassaladora.
poucos saem da peça ou do filme, inteiros.
mesmo, no caso da peça, encenada por atores globetes e seus ademanes idiotas.
como a que vi em sampa.
este mundo já teve sua dose de gênios.
agora, é assistir os medíocres de todos os quilates e pompas tomarem conta.
whatever...
tá acabando mesmo, essa merda.
(pra nós...)

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Tom Paixão

9 de dezembro de 2010 às 06:48 · 

prazer é ter prazer em ler piauí. 
prazer é ter prazer em ouvir fly with wings of love, com the crusaders. 
prazer é abrir a janela não pra atender um chamado ou ver um assalto; mas pra ver, com prazer, o céu! 
prazer...
é tão fácil ter prazer. 
muito prazer!

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_
Tom Paixão

9 de dezembro de 2014 às 16:54 · Belo Horizonte · 

terça feira, quatro da tarde, 
bar banzai, rua padre belchior. 
casal de meia idade me aborda:
-ei, você é o tom paixão?
-eu mesmo!
-num falei, bem?
-rapaz, quanto tempo. 
eu fui juiz.
você me entrevistou várias vezes. 
tanto no aqui agora, quanto apresentando o cidade alerta e o brasil urgente.
onde cê tá?
-faço um programa de radio na 
Rede Gerais de Rádio AM 830
-ah, tenho que ouvir. é fm?
não, am.
ih, meu radio só pega fm. 
de qualquer modo, 
foi um prazer te ver. 
tudo de bom!
a esposa, na saida:
-bem, ele tá bem caído, né?
bebendo num lugar desse.
e essa roupa?
acho que ele tá numa pitimba daquelas.
um cara que trabalhou com marcelo resende e datena?
-fala baixo, sô. vai que ele ouve.
-tsk, tsk. tsk...
(o que me divertiu foi ouvir, depois de tantos anos, a palavra pitimba, 
que minha mãe era useira e vezeira de usar. 
significa na merda.
hehehe. 
é nóis. 
ou eles.
sei lá.)

_

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Tom Paixão está  se sentindo tranquilo comigo mesmo.

27 de novembro de 2016 às 19:56 · Belo Horizonte · 

antes de me julgar

saiba que choro em comédia romântica, 
gosto muito de mozart, jogo candy crush, angry birds e mahjongg. leio manuel de barros, chico alvim e quintana com gosto. 
assisti todo o alli mac beal, gilmore girls e greys anatomy.
dou um rim pra um amigo, gosto de beijar na boca e alhures, 
durmo com minha gata, beijo meu cachorro e minhas galinhas atendem quando bato no cocho.
as crianças me adoram, as mulheres gostam de minha amizade.
gosto de cozinhar e sou bom no trem.
sou bom ouvinte, sei escrever cartas manualmente. 
e poemas.
imito viado (oi?), velho (oi?²) e gente da roça com perfeição.
não sou politicamente correto nem serei. 
detesto todo tipo de bandido.
evito entrar em discussão com quem tem religião e ideologia, pois são irmãs siamesas. 
e é perda de tempo.
mas a zuera, é certa.
ah, e deixo tudo pro dia, semana, mês, ano, seguinte. 
sofrimento e dor, principalmente. 
e assim por diante.

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Tom Paixão

23 de outubro de 2012 às 16:55 · 

meu umbigo foi muito bem curado com fumo de rolo e folhas de bananeira, por dona nair, tia natí e vó guilhermina.
logo, não perco tempos e tempos olhando pra ele. 
só o vejo quando tomo banho. 
ou quando alguém diz, "que bunitim, seu umbigo!"
então sobra pro mundo e arredores.

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Tom Paixão

23 de outubro de 2017 às 09:39 · 

sofri #bullying
- bulliyng uma porra: humilhação e preconceito! -, 
na escolinha de pau da praça poá quando criança.
fui 
#molestado pela amiga de minha mãe, ieda, aos 11 anos. 
no primeiro caso, duas pedrada na cabeça do geraldo 
e outra na testa do pingo, resolveram. 
e ainda ganhei fama de bad boy
- bad boy uma caceta: maloqueiro!
no segundo, ain, gostei tanto que me deixei ser abusado até os treze anos.
quando ela se casou de novo e mudou pra 
#guarapari.
snif.

 

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Tom Paixão

23 de outubro de 2017 às 13:16 · 

nós, os da esquerda

uma de minhas professoras, dona olga moderau, alemoa testemunha de#jeová, queria que eu, canhoto, escrevesse com a mão direita. 
dizia ela que canhoto é filho do capeta. 
nessa época, eu era viadinho 
#cristão e acreditava muito nessas lendas de cobra falante, mulher de sal, arca cheia de bichos, sodoma afundando em enxofre, árvore pegando fogo, cavaleiros do apocalipse, espadas de fogo descendo do céu, torre de babel, adão, eva, maçã, inferno, cara morando em baleia, outro encarando leões, mais outro batendo um cabo de vassoura no chão e um mar se abrindo, um cara bêbado transando com as filhas e que tais.
cheguei em casa parindo um porco espinho pela boca.
calma, mamãe ouviu. 
depois, calma, no dia seguinte, pediu um tempo pra turca dona hada, onde era faz tudo e foi falar com dona olga. 
não vi o encontro. 
mas a velha baixinha, gorda, cabelos vermelhos e tremendo mal hálito, não tocou mais no assunto.
na verdade, me esqueceu.
(meus filhos deram sorte. 
tiveram - têm - mães como a minha.)

 

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Tom Paixão

16 de outubro de 2015 às 05:50 · 

passado, 
recente ou longínquo,
não me importa mais.
já atravessei meu rubicão.
aguardo hoje, 
tranquilo e sem pressa, 
minha geena.

 

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Tom Paixão

13 de outubro de 2012 às 10:11 · 

eu não soltei nem soltaria foguetes pela condenação de zé dirceu, embora a quisesse. 
zé ainda é um ícone pra mim. 
tô vendo a foto dele na veja e me lembro dele assim, eu menino entregador de marmitas mas sabendo do lugar onde vivia e o que acontecia no pais onde eu vivia. 
em frente ao edificio acaiaca, trepado naqueles postes bonitos que tinha em belo horizonte. ´
não se ouvia o que ele dizia, direito. 
mas vinha sempre um coro de jovens: abaixo a ditadura!
não sei que diabos o fizeram fazer o que fez. 
a porra da religião do marxismo ou tentação totalitária, projeto de poder, sonho de conquista, querer passar aos livros de história, sei lá.
mas sua prisão - e quero que ela aconteça - me quebra um bom pedaço de vida e das coisas que aprendi nos discos, na rua, nos livros, no lar e na politica. 
é triste. 
mas necessário!

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Tom Paixão

3 de outubro de 2011 às 09:02 · Belo Horizonte · 

sai de um, entra noutro. 
e a vida continua, com suas pequenas e sutis - mas boas, sempre -, mudanças.
vontade, tudo bem.
mas, sonhos? 
tem muita gordura hidrogenada!
i'm out!

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Tom Paixão

3 de outubro de 2011 às 13:58 · Belo Horizonte · 

tarde chuvosa propícia para um amorzinho bem gostoso, 
bem zen, com mordiscos nas orelhas e partes afins, 
olhares languidos, gemidos entrecortados, 
bocas sumarentas, lambidas doces, 
vai vem sem conta do tempo,
mãos que se entrelaçam e se soltam, ao sabor da ordem do corpo. 
depois, aquele sono bom, com o côncavo e o convexo convergidos como se por um imã mágico.

mas, ao invés...

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Tom Paixão atualizou o status dele.

3 de outubro de 2016 · 

né por nada, não. 
mas tem um monte de gente hoje
- alguns, bons amigos que gosto e tentei prevenir sobre isso -, 
que acaba de descobrir que aquilo que tem nos livros casa grande e senzala, raízes do brasil e macunaima, é real. 
o brasileiro, via de regra, é frouxo de caráter, como disse paulo brant de marcio lacerda, 
malandro que quer levar vantagem em tudo 
prometem votar, pegam material que vai pro lixo, recebem até alguma esmola e no fim, beiço no candidato. 
nem votam.
quem é candidato honesto, que quer fazer algo de verdade, se ferra todo. 
e quando vem a ressaca, huuuummm, é de doer...
e os caras de pau ainda postam mensagenzinhas de consolo dizendo que deus tem o melhor para o candidato, "vamos" tentar na próxima, tudo tem um propósito e que tais.. 
o melhor era ser eleito, caceta! 
enfim, tem um monte de gente hoje que acaba de descobrir que, etc etc etc...
(os políticos conhecem bem seu povo. por isso o povo recebe dos políticos o que luzia levou na horta. não tem vestal nessa guaicurus.)

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Tom Paixão

3 de outubro de 2017 às 07:18 · 

sempre deito com a tv ligada. 
e o timer acionado.
em geral, durmo antes de ela desligar. 
e aí vem o legal. 
o som da tv entra em meus sonhos. 
ou fazem meus sonhos, vai saber.
sonhos que são filmes incríveis. 
inda outro dia, dormi com um show de miles davis. 
men, foi algo que nem ayuasca me daria. 
este o tipo de sonho que tenho.
e gosto.


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1 de outubro de 2011 às 18:50 · Belo Horizonte · 

o amor que voce me deu
se resumiu a palitos mascados, 
surrupiados de mesas de bar
quem guarda?
e pra quê?

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Tom Paixão

1 de outubro de 2016 às 06:07 · 

não vá embora
vamos ficar andando de ônibus
pra baixo e pra cima
como se fôramos um casal de velhinhos 
com alzheimer
que esqueceu o endereço de casa

 

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Tom Paixão

28 de setembro de 2014 às 06:54 · Belo Horizonte · 

 

as palavras.

me dão a vodka de cada dia tem mais de de 30 anos.
me empoderaram desde que dona nair
me ensinou as primeiras.
e as revistas da abril/ebal/rio gráfica me deram o resto. 
após, vieram as grossas palavras dos livros idem. 
palavras me fizeram homem.
me tiraram grilos.
mas elas tem o dom de me machucar muito, 
mas muito, mesmo.
se ditas em agressão por quem amo/respeito.
é algo que ainda não sei como superar.
a não ser fugindo de quem pode dizê-las. 
ou disse.
não gosto de dor.
ainda mais causada por palavras.
(que, como sabem, me dão a vodka de cada dia tem mais de...)

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Tom Paixão

15 de setembro de 2014 às 18:07 · Belo Horizonte · 

Eugênio Silva Marques fez uma viagem que sonhei muito pra mim. 
ter visto nova york até dizer chega em filmes como perdidos na noite, era uma vez na américa e um monte de woody allen, me fez querer estar lá e em vários outros pontos da américa.
principalmente na rota 66, por causa do seriado sessentista.
e eu queria ir de moto, imagine
com a estabilização da moeda, dava pra ir. 
estive na bica em várias vezes. 
mas sempre a grana dava só pra mim. 
e como passei, creio, essa paixão pra meu filho, 
eis que nunca fui esperando o momento que tivesse dinheiro pra nós dois. 
o tempo passou, outro filho chegou, cresceu e eu não fui. 
hoje em dia nem me importa tanto mais. 
coisas da vida. 
acontece. 
(por isso que não sonho mais nem recomendo ninguém fazê-lo.)
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Tom Paixão

15 de setembro de 2015 às 09:03 · 

sei tudo da vida da renata. 
ela vai ficar com o marido de quem não gosta até o fim do ano que vem.
é quando termina o curso de direito que ela faz e as prestações do carro. 
os dois, pagos pelo marido. 
ela arrumou um namorado na faculdade.
vivem aos beijos.
transam muito. 
disse pro marido que esta com vaginite.
por isso não pode transar. 
e ainda acusou o coitado de ter transmitido isso pra ela.
como eu sei?
a mãe dela contou pra uma amiga no ônibus lotado via celular,
enquanto mascava o cabo do microfone.
nojo define.

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Tom Paixão

12 de setembro de 2017 às 10:16 · 

um casal formado por jornalista e advogado, por quem tenho enorme amor, carinho e respeito, têm 15 anos de casados e dois filhos, adotados da cozinheira que teve câncer e morreu.
a dupla, culta, inteligente, com várias viagens culturais pelo mundo, me disse ontem, à bordo de um delicioso filé à parmegiana e um robusto cabernet, que nunca levaria os meninos, de nove e 11 anos, pra ver um quadro de dois brancos enrabando um negro. 
nem vice versa.
disseram que nenhuma criança está pronta pra isso. 
mesmo criança viada.
mencionei que o casal é formado por dois homens? 
desculpe o lapso.

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Tom Paixão

3 de setembro de 2012 às 08:09 · Belo Horizonte · 

fim de semana sem internet. 
nada bom.
faz você ficar pensando.
eu já estava até esquecendo como é isso. 
por exemplo, descobri que preciso ter dois emprego para continuar sendo pobre.

quem merece?

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Tom Paixão

2 de setembro de 2017 às 06:39 · 

ela me pergunta por que vou de onibus. 
respondo que é porque não tem trem. 
ela retruca: "vai de avião, sô! 
tá barato. 
meia hora cê tá lá."
redargo: "pra que quero chegar lá em trinta minutos?
o bom da viagem não é a jornada? 
o destino é só um detalhe." 
ela diz que sou idiota. 
apenas sorrio. 
até com uma pontinha de pena dela. 
tão doutora, tão poderosa, tão dona de si, tão cheia de grana, 
tão..
tão...
tão...
humanoide!

 

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Tom Paixão está  se sentindo assim, assim...

23 de agosto de 2016 às 05:35 · Belo Horizonte · 

eu sou poeta. 
eu vivo minha vida poeticamente. 
eu não vejo reality show pra não perder a fé na humanidade. 
eu gosto dos humanos. 
mas é um ser em via de extinção. 
na escalada de esquerdismo tosco, direitismo retardado, liberalismo medroso, muçulmanismo suicida e crendice canalha, em 20 anos será preciso um ditador mundial, extremamente violento e sanguinário, pra colocar a humanidade de volta aos trilhos.
talvez eu não esteja mais aqui. 
mas é ruim imaginar um futuro que orwell, dick, heinlein, asimov e tantos outros pensaram. 
mas vou bebendo, amando e poetando. 
é o que me resta.

 

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Tom Paixão está   se sentindo especial.

20 de agosto de 2013 às 08:39 · 

taliscas

ele gosta de olhar a vida de sua rua das frestas das taliscas da janela de seu quarto. 
ali, vê os primeiros albores do sol ou a claridade cinzenta de dias frios ou nublados. 
acorda muito cedo. 
batuca no teclado. ouve mozart mixado com isley brothers.
sua vida é boa, na maior parte do tempo. 
exceto quando sente o perfume dela. 
espera um pouco e corre pra varanda.
quer ver o que resta de seu vulto virando a esquina. 
o dia ganha outro, digamos, sabor.
ele bem sabe a hora de sua saída. 
mas não sente prazer em vê-la despedindo de seu amor.
aquele fugaz beijo -bicota, né?, que casados dão - é meio facada pra ele, que é um exagerado.
no mais, tudo está bem.

 

 

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Tom Paixão

26 de julho de 2015 às 11:09 · 

eu não sou muito de ter pena de seres humanos. 
minha mãe me ensinou que cada um recebe o que comprou. 
destino é o cacete!
a vida me ensinou que é bem assim. 
eu mesmo comprei umas boas merdas. 
joguei fora ou reciclei.
mas não consigo evitar de sentir piedade de gente que compra 
o que de pior tem no mercado. 
possuidores de inveja, ódio, mágoa, frustração, pessimismo e agora a desnecessária ostentação 
me dão muita dó. 
deve ser uma vida desgraçada ao cubo.
tadinhos...

 

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Tom Paixão

18 de julho de 2014 às 09:35 · Belo Horizonte · 

tenho um amigo pastor.
evangélico mas cheio de influencias orientais. 
ele diz que se todos estudassem filosofia, não precisaria de religião. 
eu concordo.
ele diz ainda que todas a coisas acontecem no momento certo da vida.
acredito mais em coincidência. 
mas enfim...
eis o que quero dizer: o face chegou num momento de minha vida em que estou um pouquinho mais maduro em relação às relações. 
quando era peão de obra na rio-niterói, no aeroporto tom jobim e no metrô, achava que cada um que sorrisse pra mim ou sentasse em minha mesa no refeitório, era meu amigo. 
um tentou me matar com faca.
quando trabalhei na alterosa como repórter, achava que aquelas pessoas brancas, chiques, ricas, falando três, quatro idiomas, viajando pra europa nas férias, eram minhas amigas.
inclusive o dono da tv. 
quando trabalhei na record, todo bispo que me elogiava, guga, irmão do boni me tornando repórter de rede, ana maria braga me fazendo afagos ao vivo, ratinho me convidando pro programa dele, raul gil me abraçando, suzy rego me chamando de lindo; tudo meus amigos.
em bh, toda a redação, produção, motoristas e cinegrafistas, outros repórteres, estagiários?
tudo amigo de infância.
e, detalhe: eu não era nem sou carente. 
apenas queria aquelas pessoas pra mim.
sem pedir nada em troca. 
nem reciprocidade.
a vida me mostrou, muitas das vezes de maneira bem cruel, que eu era um bobão. 
daí que se hoje fosse ontem, eu acharia que tenho três mil amigos aqui no face. 
e, como dantes, estaria pisando e saltitando em nuvens.
tenho visto gente aqui vivendo dessa ilusão.
meu pai, judeu austríaco, falou e disse: "o sofrimento é o caminho mais curto pro autoconhecimento."
tô só te dando uma dica de atalho.

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Tom Paixão

11 de julho de 2015 às 17:23 · Instagram · 

mais de 40 anos depois
encontro meu bom amigo. 
fim da vida, coitado
comprado na mesbla
em mil prestações.
foi tocado em quantas maconharias na velha fafich.
e por evandro dicarlo e gonzaguinha.
menos por mim.
não aprendi nem os primeiros compassos de 
wish you where here ou stairway to heaven.
e assim por diante.

 

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Tom Paixão

5 de julho de 2011 às 13:48 · 

cara veio olhar meu carro pra comprar.
pergunta porque estou vendendo. 
explico. 
ele: "não é possível que não tenha uma vaga para alguém como você numa rádio ou tv de belo horizonte!" 
pareceu bravo.
como já ouvi isso antes, digo, rindo: "não é possível, hein?"? 
ficou de voltar. 
tomara.

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Tom Paixão

5 de julho de 2013 às 08:48 · Belo Horizonte · 

eu acredito:
no amor
e nas pessoas
não é uma boa politica, bem sei e meu machucado coração mais ainda.
mas, há uma vacina pra isso? 
então...

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Tom Paixão

28 de junho de 2017 às 18:18 · 

pra mim, toda bebida alcoólica é uma delicia. 
adoro ficar em estado alterado de consciência vez em quando. 
produzo muito mais. 
em todos os sentidos.
cerveja, vodka, pinga, ices em geral, conhaque, rum; até selvagem sabor açaí.
agora, o tal do vinho...
ó jah, o que é aquilo?
não por acaso a mitologia greco romama, deliciosa, o chamava de néctar dos deuses.
problema um: é caro. 
problema dois: onde encontrar um com 40 graus?
problema três: bota mais uma taça aí, vai!
com queijo canastra em cubos, azeite e orégano. 
e uma pitadinha de chimichurri. 
santé!

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Tom Paixão

26 de junho de 2013 às 06:33 · Belo Horizonte · 

uma dessas madrugadas

ela sai do banheiro
banho tomado
cabelos molhados 
cheiro de sabonete
senta na beira da cama 
quer conversar
e fala
(do quê, mesmo?)

eu em meu ateísmo
rezo para que exista
uma eternidade
(céu ou inferno)
onde eu possa 
cultivar essa imagem
pra sempre

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Tom Paixão

23 de junho de 2016 às 17:42 · 

excerto de “200 ou 300 coisas que sei sobre mim”

gosto de pés de galinha em mulher. 
e aqueles sulcos entre os seios. 
e o delta da virilha. 
e covinha na bunda. 
e dentinho torto. 
e dentucinha. 
(volta, dilminha! sqn)
acho mulher um ser lindo. 
posso ficar horas olhando pra uma.
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*******Tom Paixão

23 de junho de 2017 às 06:42 · 

"puxa", ele me diz na volta da caminhada, "acho que tô mais carente do que pensava. 
a semana inteirinha sonhei que estava com namoradas as mais diversas. 
moças doces e lindas que nunca vi na vida.
nada de sexo. 
aquele namorinho gostoso, de mãos dadas, beijinhos, abraços de inverno, carinhos no rosto, olhares...
nada parecido com o que tenho hoje."
suspirou e calou.
como sempre, nessas horas, fiquei, como diz meu filho número dois, com aquele sorrisinho tolo de amèlie poulain pendurado nos lábios.
dobramos a esquina e fomos pra padaria do japonês.

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Tom Paixão

21 de junho de 2013 às 11:15 · Belo Horizonte · 

aqui, pertinho de mim, tem um bom número de possíveis vândalos. 
a saber:
o cara que trabalhava duro no itau,foi despedido, entrou na justiça, esperou três anos e perdeu a causa. 
e não consegue trabalho em outros bancos pela ficha “suja”. 
o skatista que teve a perna quebrada por um golpe de cassetete de um guarda municipal. 
o cabo eleitoral que rodou, com seu carro e sua gasolina, meia minas gerais com um hoje deputado federal e teve o emprego pretendido, de 4700 reais reduzido a um trampo de 1700.
e que o perdeu quando seu partido rompeu com a prefeitura. 
o candidato que teve mil promessas de um outro partido para se candidatar a vereador, gastou sua casa em dinheiro, perdeu e foi abandonado pelo partido e seus dirigentes. 
a menina que perdeu o pai no posto de saúde, vítima de enfarto, por não ter um médico.
ele foi ao aniversario da filha, no dia do plantão.
o motorista que perdeu o emprego por ser acusado de embriagues ao volante, mesmo tendo feito o teste do bafômetro e ter dado zero. 
o guardador de carro que te achaca na ezequiel dias. 
o trocador de ônibus que apanhou de um passageiro, policial, por não ter 15 centavos de troco para sua amante. 
o craqueiro que te pediu 10 centavos no sinal e você mandou ele se foder. O falso aidético da antonio carlos. 
o morador de rua que perdeu a mulher, esfaqueada por outro igual e que assegura quea policia sabe quem é mas não toma posição. 
o skinhead que foi expulso de casa pelos pais. 
o punk que mora nos fundos da casa da avó, no saudade. 
o chapa de caminhão aleijado, humilhado pelas putas da guaicurus.
o filho do fiscal do trabalho que teve o pai assassinado por um fazendeiro, que não só não foi preso como se elegeu prefeito.

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Tom Paixão

21 de junho de 2016 às 05:58 · 

um cara.

apenas ele num lugar estranho - pra ele.
criou uma rotina. 
todo dia, depois do trabalho, se sentava num bar no centro velho da cidade. 
ali, tão solitário estava, que todo vendedor de minascap, loteria, mega sena ou chip da tim que aparecia, ele convidava a sentar na mesa. 
se quisessem beber ou comer, ele pagava. 
se preferissem apenas descansar e conversar, ele era todo ouvidos. 
falava pouco.
com o tempo, aqueles seres invisíveis pra uns, foram se tornando sua turma. 
quase família.
a eles se juntaram nóias catadores, ceróis, pequenos marginais, garotas de programa e velhos advogados.
estes, vindos do fórum, paravam pra uma seleta e uma gorduchinha. 
achavam a quem contar como fora seu dia. 
adiavam ir pra seus pequenos apartamentos nos velhos prédios ao redor.
e suas encardidas panelas com miojinho.
com pouco, foi esquecendo mulher, filhos, parentes em geral. 
até mesmo se esqueceu que era procurado por ter matado toda a família lá no norte.
e era um fugido.

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Tom Paixão

18 de junho de 2016 às 17:23 · 

excerto de “200 ou 300 coisas que sei sobre mim”

gostaria de ter sido amado e mimado pela minha mãe. 
nunca ganhei um abraço, um beijo ou elogio dela. 
com meu filho numero 1 ela se derretia. 
e eu não entendia
não sei como a amo tanto.
stockholm syndrome, i presume.

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Tom Paixão

16 de junho de 2017 às 12:24 · 

__________coisa que ninguém sabia, zé.____________

eu tenho medo de chuva. 
minha casa é uma fortaleza. 
como eu ajudei na construção, cometi algumas boas loucuras. sapatas feitas em tambores de óleo cheios com pedras e massa dois por um, por exemplo.
pode mandar um míssil.
as paredes podem até cair. 
a estrutura fica de pé. 
esse medo deve ser pelo barracão onde passei um pedaço de minha infância, lá no cruzeiro. 
minha mãe saía e eu ficava sozinho trancado nele.
um fogão jacaré e a comida pronta numa lata de gordura de coco carioca. 
quando chovia, o barracão tremia e o telhado parecia que iria voar. 
se minha mãe estava em casa, rezava pra são jerônimo e santa bárbara. 
acho que ela tinha medo também. 
sem contar que a lamparina tinha de ser poupada para algumas horas à noite.
querosene era cara. 
como o mundo é cheio de coincidências, um dia tô passeando na feira hippie e vejo exatamente o barraco onde morava. retratado pelo pintor cirilo, hoje meu amigo. 
até a cor da porta e da janela. 
meu coração subiu à boca.
"meu delz, é minha casa!", quase gritei.
a moça que estava comigo não entendeu nada.
comprei imediatamente. 
é um tesouro que tenho. 
pois, tanto tempo corrido, quando chove aqui, mesmo sabendo da casamata onde moro, fico apreensivo. 
com medo, mesmo. 
bom, pelo menos tem luz. 
ou lanterna.
a mente humana, humpf...

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Tom Paixão

15 de junho de 2017 às 08:13 · 

_________________zé, cê lembra?_________________

num dia como o de hoje, no século passado, íamos todos, meninos do catecismo de dona maria jose, à missa do padre antenor, aquele que não gostava de choro de criança na igreja nem mulher de braço de fora.
cantávamos, representávamos, confessávamos sei lá o quê e comungávamos, sei lá porquê.
depois tinha um lanche. 
farto. 
nossas mães caprichavam. 
e eram todas pobres da conferencia de são vicente de paulo, olhe só! 
lanchão que, pra maioria de nós, era o motivo mór de estarmos ali. 
aí, vinham as brincadeiras, enquanto nossa mães lamentavam a vida que levavam, a carestia e umas pitadas de vida alheia.
eu, viadinho, como se dizia na época, preferia brincar com as meninas 
(como gosto até hoje, de maneira diferente. e com meninas mais crescidas. mas isso é outra história. viadinho, hein? vai vendo.). 
adorava aquelas cantigas de dona baratinha:

"a barata diz que tem sete saias de filó
é mentira da barata ela tem é uma só
ha ha ha, ho ho ho, ela tem é uma só."

com o tempo, os livros me ensinaram palavras novas.
cantei:

"a barata diz que tem uma irmã que é artista. 
é mentira da barata, a irmã dela é vigarista.
ha ha ha" etc...

mais depois ainda as mães católicas começaram a separar os meninos das meninas quando começaram as brincadeiras de pera, uva ou maçã.
enfiaram na gente a noção de um tal de pecado.
e de repente veio um redemoinho, a gente virou adulto e a festa se acabou e já não importava mais a barata recalcada ou sua irmã piranha.

até que num momento vadio, a gente deixa a mente vagar de boa. 
daí, volta tudo, zé.

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Tom Paixão

9 de junho de 2017 às 03:22 · 

_________________espelho____________________

(ou galeria da infâmia)

um cara estupra e mata várias mulheres. 
as deixa apodrecendo nas matas. 
preso, execrado e condenado, recebe dezenas de cartas...de mulheres!
um jogador de futebol, famoso, participa da morte e ocultação do cadáver de sua namorada e mãe de seu filho. 
é assediado na cadeia por dezenas de mulheres.
casa com uma. 
dentista e bem de vida.
sai numa temporária e se torna ídolo de uma cidade. 
com direito a crianças fazendo selfies com ele. 
um grupo de alunos de uma escola particular católica faz um piquenique temático chamado "se nada der certo".
nele, zombam de trabalhadores como atendente de lanchonete, lixeiro, faxineiro e porteiro.
um michê tornado "ator" ajuda a namorada a matar uma colega de trabalho. golpes de tesoura por todo o corpo. 
reabilitado por um pastor, quando entra na igreja, é aplaudido de pé. 
embora casado, recebe cantadas das fieis na tora.
uma mulher participa da morte do pai e da mãe enquanto dormiam. 
presa, tem saídas para dias especiais, como o dia das mães, com o rico namorado. 
é paparicada, abraçada e faz selfies com fãs. 
um pastor de uma seita evangélica faz chacota com o câncer de um jornalista que fez uma reportagem onde mostra que este "religioso" não passa de um canalha ladrão.
os bovinos que o acompanham, aplaudem.

e você acha mesmo que aecio, temer, lula, dilma, renan et caterva, todos eleitos legalmente ou assumindo um posto também legalmente, são os verdadeiros problemas deste país?

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Tom Paixão

8 de junho de 2011 às 11:50 · 

pelo menos sou pioneiro numa coisa no bananão: fui o primeiro repórter a usar brincos. 
e em rede nacional! 
(inventor da viadagem é a véia! rs)

 

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Tom Paixão

8 de junho de 2015 às 09:16 · 

a discussão vai pro ralo quando entra a frase: 
"e se fosse um parente seu?" 
saio de fininho.

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Tom Paixão

8 de junho de 2016 às 06:24 · 

poeta, comparou as aréolas aos anéis de saturno. 
o delta de vénus, depilado, lhe marejou os olhos ao tocar. 
aqueles beijos molhados de sugar a alma, 
o deixaram resfolegante. 
"deus do céu, ainda consigo aguentar uma paixão assim?", pensava. 
e queria mais.

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Tom Paixão

28 de maio de 2013 às 07:09 · Belo Horizonte · 

demais amor
nula recepção
afogue-se 
em álcool
o coração

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Tom Paixão

28 de maio de 2014 às 20:19 · Belo Horizonte · 

epitáfio

não tive o pai que quis
nem a mulher que quis
ou a casa que quis
o carro que quis
até o cabelo que quis
e menos ainda o país que quis
não virei triste por um triz
(o que a vida me deu, 
me bastou pra ser feliz)

 

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Tom Paixão atualizou o status dele.

27 de maio de 2017 às 08:45 · 

resiliência? 
🤣rá!

eu era magrelo, falava fino e tinha a língua plesa. 
viado, diziam. 
peguei a negra mais bonita e gostosa da concórdia e lhe fiz uma filha.
tarado que seduziu a pobre moça, gritaram. 
fui embora pro rio e voltei com cabelos black power, pintado de amarelo nas pontas, uma argola na orelha e sabendo dançar mashed potatoes.. 
maconheiro, berraram.
(dessa vez, tinham razão. hahaha!)
casei, entrei pra faculdade de comunicação.
vai morrer de fome. vaticinaram. 
tive filho fora do casamento, separei, juntei, separei, juntei, separei.
galinha, apodaram.
fui pra tv, pra radio, jornal, fiz e aconteci. pintei e bordei.
sortudo, invejaram.
aposentei, vivo na paz, dou meus beijos, tomo minha cervejinha nos botecos onde fico filosofando sobre o sentido da vida, do universo e de tudo mais 
(a propósito: a resposta é 42. hahaha!) 
e dou meus pitacos aqui. 
cachaceiro fracassado, riem.
e meio viado, acrescentam.
se você ouve e se deixa levar por quem quer que seja, notadamente família, você não vive. 
ou, como se fosse maquinista, vive pra outrem. 
eu, hein?
piuí, piuí, piuí abacaxi...

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Tom Paixão

24 de maio de 2016 às 05:58 · 

terça feira, centro, 4:50. 
atravesso a olegário maciel embevecido. 
de repente, uma freada estridente.
um veículo fez a curva em alta velocidade, vindo da goitacazes.
sinal tá verde pra mim.
uma van lotada a pouco espaço de meu corpo. 
não me assustei.
vozes vociferam.
xingam minha mãe, minha cor, o eu vivo. 
marcha engatada, sai a ducatto à mil. 
prossigo até o passeio. 
ainda estou embevecido. 
quem seriam aquelas pessoas?
e que importância tem isso?
ela continua lá. 
e eu continuei olhando pra ela.
que linda...
(quase viro poema do elomar: 
"ficô dibaixo das roda dos carro
purriba dos iscarro oiano prá lua, ai sôdade.")


 

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Tom Paixão atualizou o status dele.

23 de maio de 2017 às 13:03 · 

sou todo coração, que nem disse maiakovski. 
e quem me conhece, sabe.
mas dirijo um caminhão com mil terroristas islâmicos amarrados atrás 
e subo a rua gibraltar, no glória, alegremente.
até só restar ossos amarrados, embolados e ensanguentados. 
é impossível não clamar morte violenta pra essas desgraças.
que tiram nossa alegria num dia bonito como o de hoje.
e contra crianças? 
que o trump vença!
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Tom Paixão

23 de maio de 2013 às 11:28 · Belo Horizonte · 

sou um ser que adora o ser humano. 
vê-lo numa torcida de futebol, uma menina que é convidada a subir ao palco de seu ídolo, as surpresas que artistas fazem pra alguns fás, os flash mobs, os "véio" tentando cantar com paul maccartney e tendo a voz embargada no meio da canção, crianças no zoológico;
tudo isso me comove, não raro, até às lagrimas.
mas tem coisas que não entendo. 
que prazer existe em passar de carro em alta velocidade numa poça d'água pra molhar quem se esconde numa marquise ou naquelas barraquinhas em alguns pontos de onibus? 
pode ser a exceção que confirme a regra, né? 
ou uma frase que cunhei hoje cedo, no mini temporal na pampulha: 
"toda fruta, por mais doce, tem sempre um lado azedo. 
nem que seja o caule". 
algo assim.

 

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Tom Paixão

20 de maio de 2017 às 08:18 · 

e eu que pensava que goiás só produzia dupla sertanojenta, hein? 
a maior dupla de bandidos da história do brasil,
adivinhe? 
é de lá.
um salve!

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Tom Paixão

19 de maio de 2011 às 07:43 · 

eu não quero gays, lésbicas e transgêneros participando de uma comunidade de gays, lésbicas e transgêneros. 
eu quero gays, lésbicas e transgêneros participando da comunidade.

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Tom Paixão

17 de maio de 2013 às 11:27 · Belo Horizonte · 

planeta terra mais limpo e arejado. 
o aborto humano apodado de jorge rafael vidella foi acertar sua contas.
o diabo das profundas dos infernos que o receba no colo.
e com uma enorme ereção! 
conclamo os hermanos argentinos a irem urinar e defecar em seu túmulo. 
com todo respeito, é claro.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

17 de maio de 2017 às 09:31 · 

eu sou um cavalo. 
falo alto, com um monte de palavrões, converso com as mãos, dou risadas estentóreas de gordo, embora ainda não seja um; discuto qualquer coisa com extrema paixão, gosto de boteco copo sujo, comida ogra e gente doida. 
logo, quando vejo o presidente michel temer falando, fico de boca aberta. 
tão fino, educado, inteligente, pedindo desculpas a todo momento, valorizando seus comandados, elogiando -os, sendo condescendente com os caídos e derrotados do governo anterior. 
sou fã de gente fina.
marcela merece. 
mas é o homem errado no país errado.
tinha de ser presidente da frança ou primeiro ministro na inglaterra, antes desses países serem colonizada pelos muçulmanos.

 

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Tom Paixão

15 de maio de 2014 às 12:47 · 

acabo de chegar da fisioterapia, 
coisa que nem se eu tivesse inimigo, desejaria pra ele. 
o que salva é a visão das lindinhas terapeutas ocupacionais.
anjos de velhos e estropiados, onde me encaixo na segunda assertiva.
rapaziada da moto de montão. 
é braço que ficou fino, é perna que não se move mais, e mão que só seve pra segurar os dedos.
coisa de doido. 
no pam sagrada familia, tem gente fazendo fisioterapia há cinco anos, 
caso da menina que se envolveu com vida loka e tomou um tiro na mão numa guerra por ponto. 
dá pra escrever um livro, fácil.
fico só ouvindo.
e sentindo uma dor feladaputa no cotovelo!

 

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Tom Paixão

15 de maio de 2017 às 12:57 · 

por quê não se calam?

pobre tá se lixando pra esquerda direita ou os quintos.
pobre gosta de ver a geladeira cheia, os amigos no bar, os boletos pagos e, se possível, uma sobrinha no fim do mês.
eu sei. 
sou pobre.
e como meus confrades, detesto analista de pobre. 
ou porta voz idem.

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Tom Paixão

12 de maio de 2014 às 14:26 · Belo Horizonte · 

então...

fiz algo indagorinha, vindo pro trampo que tá me fazendo orgasmar de satisfação.
ônibus cheio, velhinha entra, cambaleando pois motorista gosta de um rally.
para junto à cadeira amarela exclusiva para idosos.
eu com minha veja, de pé, lendo sobre vida da zilú. 
duas princesas ocupam o lugar. 
ridículas em seus shortinhos desfiados pra cobrir bem umas 15 arrobas de cada.
riam e mexiam em seus telefones de crédito, tamanho de um azulejo de banheiro. 
não se tocaram. 
cutuquei a da ponta, ela olhou, apontei pra velhinha, quase caindo sobre elas.
me fez uma cara ainda mais feia.
se levantou e foi pro quadrado dos cadeirantes. 
a amiga, solidária, foi também. 
a velhinha se sentou.
não sem antes me agradecer 30 vezes. 
todo mundo olhando pra dupla de aliás.
por que conto isso? 
quem me conhece sabe que não me vanglorio de porra nenhuma. 
a pergunta que quero colocar é: eu estava sozinho no ônibus? 
fui o único a notar a situação?
as duas pobres mocorongas, nem questiono. 
com os lares e as escolas que existem hoje, elas têm, seguramente “célebro” , educação e respeito de uma das capivaras piolhentas da lagoa da pampulha.

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Tom Paixão

12 de maio de 2015 às 05:55 · 

ninguém
nem nada
iara
tiram o sorriso
de minha
cara

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Tom Paixão

12 de maio de 2016 às 05:59 · Belo Horizonte · 

cozinheiras, garçonetes, policiais, garotas de programa, sacoleiras voltando dos bate-volta, industriárias, seguranças; tenho uma enorme ternura pelas mulheres da madrugada. 
chegando, saindo, voltando, indo.
me dão vontade de abraçá-las. 
sou muito fã - pelo exemplo materno -, de mulheres fodonas. 
que não ficam lamentado a vida na esquina, esperando um macho para salvá -las. 
vão e tomam o que é seu. 
respeito, honra e glória pra essas heroínas.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

12 de maio de 2017 às 07:11 · 

numa agencia de emprego fictícia mas que poderia ser real ou talvez seja

bom dia! 
pois não?
vim pela vaga. 
pode se sentar. 
o que o senhor sabe fazer?
pausa longa. 
senhor? 
então... 
outra pausa longa. 
acho que não sei fazer nada.
como assim?
acho que sei escrever. 
escrever? 
é escrever. falar, também. muito. 
não estou entendendo. o senhor não sabe fazer nada? 
é... 
mas como assim?
bom, como eu disse, eu sei escrever, acho. poemas, contos, cronicas. bobagens. besteiras. coisas assim... 
mas gente... 
pausa longa remexe na cadeira.
é.. mais pausa...mexe nos papéis sobre a mesa. pigarreia. acho que não temos nada aqui pro senhor. de qualquer maneira,, obrigado. 
não há de quê. desculpe ter tomado seu tempo. 
imagina. próximo!

pra Spineli

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Tom Paixão

9 de maio de 2014 às 11:24 · 

ele gostava de cozinhar pra ela.
quando ela estava de bom humor e gostava da comida,
enrugava o nariz assim, ó, e fazia: "hummmm..."
depois, via que ele a namorava com os olhos.
embevecido.
ela ria: "alá, doidim comigo!"
se debruçava sobre a mesa e dizia: "dá beijo, dá!"
ele dava. 
e achava que um instante poderia durar um sempre.

(neide)

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Tom Paixão

9 de maio de 2016 às 09:06 · Belo Horizonte · 

o brasil criou um cristianismo que nem no haiti existe. 
aqui, assassino faz o sinal da cruz, antes de matar um pai de família. 
aqui, estuprador tem tatuado no braço: "só deus pode me julgar". aqui, traficantes se dizem evangélicos e expulsam espíritas das favelas. 
e fecham centros de umbanda. 
o brasileiro precisa ser estudado pela nasa. 
de rocha.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

9 de maio de 2017 às 02:55 · 

assim como marido sente falta quase física da doce namorada com quem ele se casou, antes de ela se tornar mãe (já disse isso aqui): 
pais sentem uma saudade dorida dos filhos quando crianças. 
aquela perguntaiada toda... 
õ delícia...
quem precisa de filho adulto que não precisa mais da gente?
danm it!

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Tom Paixão está  se sentindo recompensado por ser do bem.

8 de maio de 2014 às 07:20 · Belo Horizonte · 

interessante, a vida. 
um cara que nunca vi antes,
soube depois, 
quase perdeu o emprego de tanto encher o saco do chefe 
pra me contratar pra rádio onde ele trabalha. 
coisa linda de se estar vivo pra curtir. 
ainda mais pra alguém emotivo como eu.
em compensação, alguns outros (um monte tá aqui na rubrica "amigo")...

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Tom Paixão

8 de maio de 2015 às 07:49 · 

você? 
você é clarice. 
este deveria ser seu nome. 
lapso de seus pais?
você é e faz clarice. 
você chega e, 
quem tem o dom de notar, alem de ver, saca o sol, despistando e se escondendo atras de nuvens.
tímido, tadinho. 
se sente inferior. 
você nem nota, que nem a menina das vitrines do chico. 
olho pra você e meu velho coração, 
que anda rateando como um motor de vemaguette, 
quer ter de novo 17 anos. 
e consegue. 
você me faz mais feliz só de ter o condão de enxergar. 
queria alguém como você pra acordar olhando e sendo olhado todos os dias.
mesmo, num leito de hospital, no final dos dias, sorrir por saber que houve um dia
alguém assim aqui na terra. 
olhar no fundo de seus olhos que fitam os meus 
é mergulhar de bungee jump.
e sem as cordas. 
e rindo. 
você é impressionantemente mulher. 
e eu adoro viver no mesmo tempo que você.

 

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Tom Paixão está em Restaurante e Lanchonete Mineirinho.

6 de maio de 2016 às 20:29 · Belo Horizonte · 

tava no mineirinho. 
lugar bom de ver os amigos, as doces meninas que me atendem e várias lembranças. 
umas boas, outras dolorosas. 
traço uma mini feijoada. 
rio com as meninas. 
de repente, um negro bonito como eddie murphy nos bons tempos, sorridente, me entrega um guardanapo de papel. 
e aponta pra uma negra linda, seu amor. 
e diz que ela me mandou. 
leio.
minha garganta se trava.
olhos ardem.
e, mais uma vez, entro na vibe de que escolhi o caminho certo, o caminho das nuvens brancas.
como disse bhagwan rajnneesh, o osho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tom Paixão

6 de maio de 2017 · 

história de amor

42 anos é sua idade.
mas assegura ter 35. no máximo, 36.
três cursos universitários, todos com pós.
pedagogia, jornalismo, turismo. 
os diplomas nunca saíram da gaveta desde a formatura. 
aliás, o de turismo nem foi buscar. 
disse que na faculdade sofreu bullying.
se intitula mesmo artista plástica. 
sem obra. 
é funcionária de pequena extração na cidade administrativa. 
o pouco que ganha, gasta com presentes para os namorados. 
um por semana. 
e com conta de telefone. 
a cada três meses diz que vai fazer a cirurgia bariátrica. 
já esteve na fila do hospital militar três vezes. 
e uma na santa casa. 
na hora, arranja algo pra adiar.
os colegas riem dela na repartição, onde não tem um amigo sequer.
é considerada besta, metida e antipática.
tem idéias e modos de uma menina de 12 anos. 
coleciona fotos de atrizes. 
veste roupas que não lhe cabem 
quando vai cortar os cabelos, leva foto no celular pra servir de modelo.
as meninas do salão riem.
mas escondidas. 
ela é nervosinha. 
vive com a mãe, viúva de um sargento da pm
ela é quem paga todas as contas da casa, num famoso prédio no centro. 
o apartamento é imenso.
moradores antigos dizem que o pai ganhou o imóvel de um milionário da cidade, famoso por desvirginar adolescentes por dinheiro.
o sargento teria sido segurança e jagunço dele
as taxas do condomínio, altas, estão sempre atrasadas. 
já foi avisada que pode perder o apartamento.
fala nada disso pra filha. 
não gosta de incomodá-la
nem falou das dores no peito e da falta de ar que anda sentindo.
ela é uma doçura, amiga de todos.
cumprimenta funcionários, sabe a data de aniversário deles, dá sempre uma lembrancinha, visita moradores doentes.
a filha, não.
se acha acima de todos do prédio.
entra no elevador lotado como se fora invisível.
quando sai, todos comentam suas histórias.
e riem dela. 
só abre exceção para um negro caladão, alto, careca.
ele, por três vezes, na madrugada, a levou até o apartamento.
caia de bêbada. 
e de tristeza.
ele é o bombeiro civil do condomínio. 
acha que ele tem uma quedinha por ela.
passa por ele coquete, jogando os cabelos, onde fios brancos já despontam. 
os porteiros riem. 
escondidos
trata a mãe como a todos. 
desprezo, palavras duras, acusações, inculpações.
a "véia", como ela diz, nem se abala. 
quando não está ouvindo algum padre na radio américa, lê revistas de receitas. 
tem um monte com receitas pra emagrecer. 
às vezes, num domingo, faz alguma pra filha. 
que ignora, quando não joga tudo na lata de lixo.
"tá dizendo que tô gorda, tá?", grita.
a "véia" não desiste. 
quando ouve a filha chegando de madrugada, bêbada, chorando e xingando, corre a lhe fazer um café bem preto, 
outra hora, chá de boldo com bicarbonato. 
tem um estoque de eparema e epocler no armário. 
e o litrão de coca cola sempre na porta da geladeira.
segura a testa suarenta enquanto a filha se debruça sobre o vaso em convulsões, soluços e lágrimas.
logo cedinho, prepara o café de recuperação.
roncando esparramada pela cama, a filha só deve se levantar pra lá do meio dia.
faz questão de fazer o que ela gosta. 
café com leite, bolinho de chuva, biscoito frito de polvilho, nacos de queijo canastra.
nessa hora, ela se regala.
até sorri.
e ainda vai almoçar depois 
a "véia", encostada na geladeira, mão no queixo, lambe a cria

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__Tom Paixão

4 de maio de 2017 às 16:55 · 

quando fui pião de obra no aeroporto tom jobim, 
a segunda turma era sempre a que tinha mais vagabundos e canalhas.
quando trampei na fábrica de tecidos também.
fachin tá ferrado!

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Tom Paixão

3 de maio de 2012 às 13:40 · 

dia da liberdade de imprensa. 
já paguei caro, muito caro, por acreditar que ela existe e por usá-la. 
mas não mudaria uma vírgula em minha trajetória. 
fodam-se as andreas e as putas, putos e seus rebentos, que as seguem. 
que o carcinoma ductal infiltrativo lhes seja leve.
fodam-se mesmo!!!

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Tom Paixão

3 de maio de 2014 às 07:59 · Belo Horizonte · 

só sei de uma coisa:
sou muito meu fâ. 
gostaria de me beijar na boca.
de língua!
me adoro!

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Tom Paixão

3 de maio de 2015 às 12:19 · 

ação de marketing. 
nome pomposo pra locutor de loja, camelô eletrônico. 
faço numa boa com honra, orgulho, talento e honestidade. 
daí, o jovem paulista, recém chegado a minas me quer pra inauguração do comercio dele. 
dia todo.
dou o preço. 
me diz que num-sei-quem da radio-sei-lá-qual faz pela metade do preço e ainda grava pra spot em carros de som. 
agradeço, desejo sorte nos negócios, sou gentil e não faço contra proposta.
dia seguinte, na porta da loja, jovem de cabelos espetados e calças saruel cheia de bolsos, convida: "venha participar deste grande momento com nós!"

 

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Tom Paixão

1 de maio de 2013 às 05:50 · Belo Horizonte · 

minha cara preta não aparece na tv tem uns tres anos. 
2560 pessoas ainda gostam de mim. 
se eu me sinto honrado?
me sinto ungido. 
minh'alma inocente, pura e besta agradece lavada e enxaguada em emoção e carinho a todos vocês.
brigado, mesmo.
muito.

 

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Tom Paixão atualizou o status dele.

1 de maio de 2017 às 09:10 · 

papo final sobre belchior. 
o cara tem uma obra extensa, instigante, culta e linda. 
mas o foco é ele ter sumido do mapa. 
levante a mão, deixando a hipocrisia de lado, quem, principalmente depois de casado com filhos, 
não teve -tem!- vontade quase orgânica de mandar mulher, filhos, trabalho, chefe, a parentela intrometida chupa sangue toda, 
pros quintos dos infernos?
bom, o belchior também teve. 
e teve coragem pra isso. 
eu o admiro. 
sapo não passa fácil na garganta. 
e digerí-lo demanda litros de suco gástrico. 
e ainda fica pele verde grudada nas paredes do estomago.
boa viagem.

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Tom Paixão compartilhou uma foto.

30 de abril de 2015 às 22:53 · 

em compensação têm jesuses a dar com pau.
e jeovás que gostam de dinheiro e carros de luxo.
e fracassados que se dizem gospellers. 
é o que temos...
ou melhor: você tem..

 

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Tom Paixão

29 de abril de 2015 às 06:13 · 

acredito que os chimpanzés, ali pela revolução industrial, 
século 18, por aí, até nos invejassem. 
"droga, não conseguimos acompanhá-los. que merda!"
hoje em dia, tenho certeza, mudaram de ideia:
"ufa, tamos fora! ainda bem!"

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Tom Paixão

29 de abril de 2017 às 13:53 · 

se a pessoa for hipocondríaca, nem deve passar perto do doutor google. 
você pesquisa falta de apetite, desanimo, fraqueza, e te tacam logo uma anemia.
e, de brinde, leucemia.
no mesmo pacote.
daí a gente partir pra baleia azul é um clique.

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_Tom Paixão está  se sentindo sarcástico.

29 de abril de 2017 às 15:23 · 

no meu humilde pensar, não há nenhum motivo, razão ou circunstancia pra se usar a vida pessoal e/ou familiar de alguém para rebater ou discutir ideias e opiniões.
já disse e repito: quem começa com "e se fosse sua irmã, filho, vó ou amante?", já demonstra não saber dialogar.
discuta as idéias! 
ponto. 
se não têm as manhas, cale-se!
aqui, no meu minifúndio, é uma das condições sine qua non pra ser bloqueado e enviado pros quintos das arraias dos infernos. 
na boa. 
sem crise. 
sem xingamentos.
sem mágoas ou ódio. 
nojo e desprezo, apenas.

 


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Tom Paixão

25 de abril de 2017 às 06:31 · 

ligo na cnn
entendo nada do que dizem
até christiane amanpour anunciar:
"cí ênên, brízél!"
na primeira imagem que vejo, adivinho: lá vem!
não dá outra. 
escravidão de trabalhadores miseráveis na amazonia.
oh, céus, oh vida, oh azar...

 

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Tom Paixão atualizou o status dele.

21 de abril de 2017 às 12:18 · 

vaidade, tudo é vaidade...
ou: poema em linha reta revisitado

não vi no joguinho de verdades e mentira pessoas dizendo:

dormi com um cara pra descolar um trampo...
fui cabo eleitoral e roubei uma caixa de sapatos cheia de notas de cem... 
já transei por dinheiro...
trepei com um bandido perigoso pra conseguir uma entrevista...
choro toda vez que me vejo nua no espelho...
bebo só pra ter companhia.

nem gosto. e passo um mal danado...
já dei em troca de camarote vip.

debaixo do camarote...
já atropelei uma pessoa e fugi...
sei onde tem uma boca de fumo cheia de assassinos.

mas não denuncio...
fui pra uma torcida organizada porque não tenho amigos...
um padre me comeu...
dedurei um colega de trabalho que me deu emprego...
chifrei minha mulher com uma babá.

horrenda...
quando bebo, quero beijar meus amigos na boca...
já dei o cano num punhado de parentes...
fui eleito mas não sei até hoje o que fazer.

nem me importo...
vivo pendurado no credito consignado de meu vô.

aí, ó

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Tom Paixão

20 de abril de 2017 às 06:54 · 

mamãe fazia café com duas colheres de sopa cheias de pó no coador de pano lavável 
e a favela inteira sentia o delicioso aroma.
seguramente não era café de primeira. 
nada em minha infância e juventude nunca foi de primeira. 
aquincasa, uso dez, de um café que custa 20 reáu o quilo e nem botando o nariz no coador bicha de papel, sinto um cheirinho sequer.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

20 de abril de 2017 às 10:35 · 

espeteria..
hahaha!

vamos combinar um trem? 
cinco pedaços de carne de segunda, meio jiló, meia cebola e um naco de pimentão espetados numa vareta de bambu 
não é nem vai ser nunca, alimento gourmet 
ou que besteira de nome metido a besta tenha, ok?
é apenas um tiragosto da cachaça horrível "da roça" que se vende nesses locais.
é o mesmo que espetinhos de escorpiões e grilos nas feiras de xangai.
obrigado. 
de nada)

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Tom Paixão

19 de abril de 2016 às 09:16 · 

pelo fim do soutien com bojo
e da calcinha fio dental
eu voto sim!

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Tom Paixão

19 de abril de 2016 às 11:20 · 

dilma, querida, conselho de um entendido no assunto:
pare de arrastar sua desdita pelas net, jornais, tvs e radios. 
daqui e d'alhures. 
quem não te quer, tripudia, sacaneia, faz meme.
tenha grandeza na desventura.
tá parecendo mulher traída que se exibe no face ou manda indiretas.
como se isso incomodasse o ex. 
tá feio. 
e, pior, tá triste e deprimente.
numa boa. 
paz!

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Tom Paixão

18 de abril de 2016 às 01:40 · 

não. 
não estou soltando foguetes. 
estou desejando não ver mais isso em meu país. 
e estou incomodado por meus amigos verdadeiramente e sem receber esmola, petistas. 
que estão sofrendo muito.
chorando, mesmo
(no impicho do collor, ninguém chorou. ninguém gosta daquele ser.)
e não gosto de ver gente sofrendo. 
principalmente quem amo. 
me lembra relacionamentos. 
quando acabam, doem muito. 
e deixam marcas eternas. 
a gente sofre e chora pois queria que fosse eterno.
mas, neste caso, era necessário. 
a dona precisava tomar um choque de realidade. 
estava levando minha casa pro buraco.
e o senhor aquele, também.
mostrava a ela o mapa deste buraco.
a vida é dura. 
mas ninguém pode se achar superior a ninguém. 
pois não é. 
"a soberba precede a queda. que isso sirva de alerta a cada um de nós", disse irmão lazaro no voto sim.
(ele disse procede. mas, enfim...)
enfim, que a vida consiga - e sempre consegue - seguir em frente. e que a lição fique pra todo mundo. 
do pastor ao ateu, do jogador ao jornalista. do viado ao homofóbico. do branco ao preto. e, last, but not least. do rico ao pobre. 
boa noite e boa vida.

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Tom Paixão

17 de abril de 2014 às 17:42 · 

lá vai mais um que fez de minha vida 
uma alegria sem fim com seus livros maravilhosos. 
dei o nome dele ao meu filho 
por causa de cem anos de solidão, 
uma das coisas mais lindas que meus olhos e alma já viram. 
bom, o que dizer?
brigado, gabo...

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Tom Paixão

17 de abril de 2017 às 08:32 · 

você sabia, povo de sucupira? 
têm 56 pedidos de registro de partidos políticos esperando decisão no tribunal superior eleitoral.
junta com os já 35 existentes. 
pergunta: tem alguém realmente interessado em sucupira, 
a não ser pra fazer gang bang com ela?
e vem de baixo, viu?
desde o líder comunitário esperando uma boquinha na câmara, até os presidentes.

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Tom Paixão

17 de abril de 2017 às 17:20 · 

eu o tinha em alta conta. 
ele era eu. 
e vice versa
na campanha presidencial, bati boca com collor e claudio humberto na câmara municipal quando de uma coletiva do caçador de marajás. 
olha a cara de black panther que eu usava.
na madrugada desta segunda feira, vendo fantástico e as declarações do emilio odebrecht, meu estomago embrulhou. 
meus olhos - juro -, marejaram. 
bom que não tinha álcool aqui.
era um sonho, um desejo, uma esperança, uma força, uma ilusão. 
era repórter da radio globo, recém casado, com filho pequeno, uma vida de luta danada.
fiquei parcial pró ele até a medula. 
não tenho ódio dele.
não tenho ódio de ninguém.
zeus foi bom comigo. 
mas, como diz chico buarque - olha só! - "eu não sonho mais!" nem tenho fé, ilusão ou esperança. 
mas ainda sou feliz, tranquilo, sereno e de bem com a vida. 
já tu, porra velho, que pena!
e pra quê, caralho?
(a gente se sente corno.)

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Tom Paixão

16 de abril de 2011 às 10:03 · 

como se não bastassem os motoqueiros, os funkeiros e seus chevettes, o carro do sacolão, o carro do gás, a moto da farmácia; agora vem um carro pedindo em altos brados uma esmola pra alguem quer sofreu um acidente.
a música tema é "segura na mão de deus e vai!"
e o pior, o coitado está deitado na traseira da caravan, exposto à visitação. crendospadre!
#tudoacontecenoglória

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Tom Paixão

16 de abril de 2016 às 16:38 · 

eu achava que era de esquerda até o pt assumir o poder federal.

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Tom Paixão

15 de abril de 2015 às 10:27 · 

é como diz a diva madonna cicogna:
"ninguém sabe mais o que é ironia"
querida, ninguém sabe mais nem limpar o próprio orifício corrugado na parte final das costas, fofa!

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Tom Paixão

15 de abril de 2015 às 21:24 · 

depois de elevar minha pressão arterial a sei lá quanto.
ela com seu cabelos lindos de janis joplin. 
molhados e cheirando a shampoo.
que acho o melhor perfume de uma mulher.
suas sandálias de maria madalena, aquela. 
e a bata indiana que lhe comprei na augusto de lima com curitiba.
num dia em que fui me dar um jim bean de presente na loja poucos passos dali. 
está pronta pra ir embora.
junta seus livros de biologia marinha.
companheiros de seu sonho de se formar e fazer parte do projeto tamar.
(ele tem simpatia pelo pstu e votou e fez campanha de graça pra eduardo jorge. tenho ternura por ela por isso.)
se olha no espelho rachado do lugar mequetrefe.
daí, se vira e diz, séria: 
"será que o que fizemos é um ato politico? afinal, tenho idade pra ser sua filha". respondo apenas "ô..."
(se soubesse que minha neta tem a idade dela...)

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Tom Paixão

15 de abril de 2016 às 06:11 · 

tava em noite tão triste
e tão bêbado
encostado num carro
me espantei com o grande diamante no asfalto
ao lado de uma guimba de cigarro
era o brilho da lua rebrilhando num escarro.

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Tom Paixão 

15 de abril de 2017 às 16:23 · 

em minha vida e profissão usei quase nada a palavra desgraça.
minha mãe não gostava. 
dizia que trazia "má radiação". 
mas eis que ela cabe aqui como se fora um amém pra malditos.
e que toda "má radiação" afete a todos com toda a força possível.
e aos asseclas também. 
que benção a alzheimer que atacou sergio cabral pai. 
ele pensa que o filho morreu na infância.

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Tom Paixão

15 de abril de 2017 às 18:05 · 

quer saber de uma coisa batata, batatolina mesmo? 
o mundo era muitíssimo melhor quando 
earth, wind and fire, james brown, isaac hayes, 
cat stevens, joe cocker, billy paul, jim croce, 
jimi hendrix, janis joplin, peter tosh, bob marley, 
wilson simonal, tim maia, elis, nara leão,
o terço, mutantes com rita, renato e seus blue caps, 
beatles, fevers com almir, os incríveis, 
roberto carlos com lafayette, jerry adriani, 
wanderléa, raul seixas, 
et caterva; 
comandavam tudo.

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Tom Paixão

14 de abril de 2013 às 10:03 · Belo Horizonte · 

nem só de papa, botox na cris e messi, vive a argentina. 
a cerveja quilmes, de preço honesto, é uma delícia.
(saboreando agora com amendoim japonês e que se dane o mundo e arredores.)

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Tom Paixão

14 de abril de 2016 às 19:57 · 

olho pra mim, 
assim
e me quedo a pensar
como consegui chegar vivo até aqui, meu deus?
logo eu, tão bobo que chego a ser patético?
faço roteiro como de filme
para encontros com amadas, filhos e festas
mas me esqueço de combinar com todos. 
matthew mcconaughey ganhou um oscar com um roteiro recusado 137 vezes. 
ainda não ganhei nem um oscarito
mas ainda acredito que a vida vale a pena. 
apenas os bobos pagam um imposto mais alto.
who fucking cares?

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Tom Paixão

14 de abril de 2017 às 07:52 · 

fiquem aí com seu país corrupto, 
com seus zoológicos na tv, 
com seus políticos de estimação, 
com o amor de vocês por bandidos.
com suas mentiras e mimimis!
tô caindo fora. 
ganhei na loteria. 
adeus e obrigado por todo aquele peixe.
alô trivago, alô lamia, tô chegando!

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Tom Paixão

12 de abril de 2012 às 15:36 · Belo Horizonte · 

se eu tivesee uma fé e fosse instado a votar sobre a permissão ou não do aborto de crianças anencefalas, olharia nos olhos de deus, apontaria um dedo pra ele e diria: cara, cê tá errado! 
e votaria sim ao aborto.

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Tom Paixão

12 de abril de 2013 às 18:35 · Belo Horizonte · 

deu ladrão aquincasa. 
três pares de óculos, um notebook e um vidro de azeitona pela metade de moedinhas de um e 50 centavos de real foram embora.
especialistas no bar bequinho garantem que é gente que conheço. 
grande coisa.
chamei puliça não. 
a ultima vez que a puliça prendeu alguém através de impressões digitais e indícios físicos foi nos anos 50. 
um gay foi morto depois de um programa no parque municipal, regado a uísque e caviar. 
como era bacana e tio de um delegado, em 15 dias descobriram o michê no rio de janeiro pelas digitais no copo de uísque. 
logo, não gastei um impulso da tim.
e deixei as otoridades com seus afazeres no face. 
ou paquerando as piriguetes com suas viaturas patrulha de bairro. 
vida que segue. 
mais tem meu trabalho pra me dar que filho de cadela sarnenta protegido de governo filho de cadela sarnenta pra levar.
(os paixão precisam se benzer. na terça, um menor protegido ídem levou o celular de meu filho matt na praça são vicente diante de um monte de walking dead. eparrê, iansã!)

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Tom Paixão

12 de abril de 2015 às 15:47 · 

tomara outras cinquentonas estejam delícias que nem gloria pires. 
vai nos evitar encontros com novinhas que falam "tipo assim, véi!"
e que usam shorts jeans com bolsos aparecendo, cheios de strass. 
e telefone sansumg tamanho tijolo e "pilcin" nos umbigos. 
em barrigas bem parecidas com uma jabulani.
enfim, alguém gostosa que depois do revirar de olhos e arfar, 
tenha assunto pra se conversar.
pedimos tão pouco, né?

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Tom Paixão está  se sentindo gratificado.

12 de abril de 2017 às 14:19 · 

não me importa se é amigo, mineirinho, filho de puta, corno safado ou vagabunda greluda.
importante, é que vivi pra ver e viver este momento. 
já tive dias em que cheguei em casa e chorei. 
a doce verinha, minha mulher na época, ficava sem saber o que fazer. 
ou por que eu chorava
era por ter uma reportagem
- que eu chegava esbaforido na redação dizendo ser "do caralho"! 
sobre desmandos de algum politico -, jogada fora, depois de tanto trabalho e ameaças.
dallangnol e cia e mais moro e cia e janot e fachin e cia lavaram e estão lavando minha alma. 
a putada de alagoas vai votar em renan? check!
a putada de minas vai votar em aecio? check!
a putada carioca, a maior do brasil, vai reeleger pezão, mandar paes pro congresso? check!
mas ver hoje a cara de desespero, as cabeças baixas, as fugas dos holofotes, a saída pelos fundos; me dá muita satisfação.
é como escrever um poema que, depois de muito mexido, finalmente eu leia e exclame: "do caralho"!

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Tom Paixão

11 de abril de 2015 às 11:09 · 

depois de um pico de 210 X 140 na pressão, no meio da semana,
com direito a ambulância e upa, 
eis que voltou minha vergonha na cara. 
(deu um medo fiédaputa de um avc, trem que minha família materna é chegada).
agora, tem caminhada de uma hora praticamente todo dia na bernardo vasconcelos. 
e sal com menos iodo e salada pra carái e coisas e tais. 
segundo a doce isabel, médica do posto cachoeirinha e o o não menos doce,
intensivista doutor orestes, da upa são francisco, 
faltou pouco pra eu ficar andando de lado e com a boca torta. 
convenhamos, nem eu nem ninguém, merece. 
então, como legítimo representante do clã macleod, 
eis-me aqui, renascido. 
e assim pretendo ficar por mais 45 anos.
(quando serei morto por um jovem ciumento.)
sem mais. 
att.

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Tom Paixão

11 de abril de 2016 às 16:49 · 

o diabo, não satisfeito em criar o bacon em tiras, 
inventou o frango à passarinho. 
aí baphomet, pra não pagar de relapso, 
mandou lucio costa botar no mercado 
uma fritadeira elétrica a preço acessível.

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Tom Paixão

10 de abril de 2013 às 07:07 · Belo Horizonte · 

farinha láctea e aveia quaker. 
eis dois ícones alimentícios de minha infância que adoro até hoje. 
na casa de dona maria, mulher do delegado aposentado seu renato, lá na rua oliveira, no bairro cruzeiro, o velho resmungão tomava mingau de aveia todos os dias ás cinco horas da tarde em ponto. 
o dia que sobrava mingau e dona maria me deixava rapar a panela, era um dia de glória. 
minha mãe era uma espécie de empregada na casa da família. 
farinha láctea já era mais difícil de conseguir. 
em geral era usada nas casas onde nasciam bebes maninhos, isto é, doentes, fracos, prematuros (interessante como nascem bebes cheios de ziquiziras nas casas dos ricos e na dos pobres, no segundo mês, já estão andando de bicicleta e jogando bola. deve ter aí um tipo de justiça que minha descrença não alcança. enfim...). 
um dia, eu tinha já 14 anos e nenzinha, filha de dona celeste, amigona de minha mãe, me pediu pra acompanhá-la até a cooperativa das telefonistas.
iria fazer a compra do mês. 
eu já era burro de carga no mercado central e pra quitanda de meu tio joão, que mal faria mais umas sacolas nos ombros? 
fui. 
lá, ela perguntou se eu queria alguma coisa, como paga. 
não pensei em arroz ou feijão, que, seguramente, se não tava no fim, tava perto. peguei uma lata grande de neston, outra de leite ninho.
cheguei em casa desarvorado.
preparei uma panela de mingau.
água, leite ninho, neston. 
glória! 
comi. 
em verdade, me empanturrei. 
não satisfiz o tesão. 
fiz mais. 
e mais.
parecia um craqueiro num deposito da delegacia de entorpecentes.
resultado: tive exatamente 10 dias de uma caganeira de piriri cangorra, que devo ter perdido dez quilos. 
minha mãe ria a cada corrida minha pro banheiro coletivo de onde morávamos. 
dizia: "viu, quem nunca comeu mel, quando come se lambuza! muito esgabilado, dá nisso!" 
tô aqui hoje, às sete horas dessa manhã, tomando mingau de neston com aveia e lembrando. 
mas hoje é só um copo lagoinha.
e basta.

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Tom Paixão

10 de abril de 2013 às 10:15 · Belo Horizonte · 

bom, ninguém me perguntou mas, eu estou avaliando a coisa assim: se o conceito de raça caiu por terra, cientificamente, o lance é o barato da cor, certo? 
então, sou ser humano preto.
nem melhor nem pior que os amarelos, vermelhos, brancos e cinzas.
né?

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Tom Paixão

10 de abril de 2014 às 11:26 · 

fora eu mulher e puta
tava ferrado. 
(ferrada, né?)
sempre dou mais do que recebo.
em todos os sentidos.
(só uma pessoa ficou fora dessa equação em minha vida.)

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_Tom Paixão

10 de abril de 2015 às 14:17 · 

num dia como o de hoje, 10 de abril, 
só que em 1970, 
os beatles acabavam. 
de lá pra cá, é isso que se vê/ouve

e só piora.

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Tom Paixão

10 de abril de 2017 às 07:25 · 

belazartes me contou

um repórter de tv recebeu como pauta a violência numa pequena cidade do interior. 
assaltos, estouros de caixas, invasões de sítios e fazendas. 
foi, filmou, e quando entrevistou os moradores, maioria disse da necessidade de terem uma arma pra defesa.
então ele perguntou se havia posto da pm ou delegacia no local ou próximo. 
ora, vilarejo de cinco mil pessoas, claro que não. 
passagem do repórter com toda a empáfia: 
"os moradores pedem um posto da policia no local!"
tá vendo o motivo de algumas coisas não andarem aqui? 
povo não tem voz em lugar nenhum. 
mas também, faz por onde, né?
milhões votando num bando de desocupados inúteis desnaturados num zoológico humano na tv.
e apenas uns gatos pingados votam pra pressionar deputados e senadores, já não é mais povo: é gado..
e "gado a gente, marca, tange, ferra, engorda e mata!"

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Tom Paixão

9 de abril de 2013 às 08:53 · Belo Horizonte · 

garotinhos leite com pera, que nem eram nascidos, teclando com toda a autoridade de suas espinhas punhetísticas que margaret thatcher é mãe desse modelo de política que leva o mundo à falência e aumenta as desigualdades. 
que mundo, que modelo, que falência, que desigualdades, bebês?
quer dizer que nos 60, 70s era melhor?. 
ditadura pra todo lado, guerra do vietnam, liberdade zero... 
malditos alunos de eugenio bucci!

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Tom Paixão

8 de abril de 2014 às 10:57 · 

quando o lugar comum chega, 
educadamente como dona nair me ensinou, 
peço licença, 
pago minha parte da conta e me mando.

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Tom Paixão compartilhou a foto de Iaçanã Woyames.

7 de abril de 2015 às 14:29 · 

e eu tinha uma máquina dessa. 
só que verde, 
e fazia a folha de sabará nela, 
noite à dentro. 
à bordo de copos lagoinha de café 
e um maço de free. 
minha mulher e meu filho dormiam. 
gostava do tec tec na madrugada. 
lindo.
sou jornalista!

 

Iaçanã Woyames

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Tom Paixão

6 de abril de 2014 às 19:05 · Belo Horizonte · 

as pessoas fazem niver, formatura, casam, fazem churrasco,
inauguram coisas, lançam outras...
e fazem disso um escarcéu aqui no face.
e pensam o quê sobre todo mundo que tá nos seus
contatos e não foi convidado?
ou não pensam?
(facebook, desfazendo amizades desde....)

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Tom Paixão

6 de abril de 2015 às 16:51 · 

bem assim, como dizem os baianos:
"ei, tom, como vai você?"

"matando um rato por dia,
que leão num güento mais não."

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Tom Paixão

6 de abril de 2017 às 14:31 · 

no século passado, uma moça que era solicitada a pagar uma conta no banco nacional ou um carnê na mesbla, 
se emperiquitava toda. 
tomava banho, arrumava o cabelo, gastava horas vendo qual brusinha combinava com a pantalona e o sapato, ornava com colares hippies, escolhia o brinco. 
e se perfumava.
nessa viagem, cinco bons pretendentes surgiam, galantes.

hoje, basta uma surrada e ensebada rasteirinha, debaixo de um calcanhar rachado e sujo,
um shortinho cinco números a menos, em decomposição, 
e uma camiseta larga mostrando um soutien que já teve dias melhores.
e vamos lá. 
banho? 
perfume? 
quem estiver debaixo ou ao lado do sovaco que aguente.
nessa viagem, dez carinhas de sobrancelhas picotadas oferecem pinto e pedra.

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Tom Paixão estava  ouvindo Comentário a Respeito de John.

5 de abril de 2017 às 17:54 · 

uma coisa que não faço, nunca fiz e nunca farei: 
mandar indiretas aqui no face. 
acho mais ridículo que homem de peruca 
e véia querendo ser cocota. 
mas leio muitas. 
e é um grande termômetro pra mandar gentinha que faz isso pro limbo. 
seja homem ou mulher, começou com a baboseira de 
"tem inveja, não me esquece, sou mais eu, fila andou", 
leva um block pela cara. 
em verdade, nem sei como essa gente xucra veio aportar aqui.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

4 de abril de 2013 às 14:30 · Belo Horizonte · 

a artista plástica judia helga weiss foi presa na segunda guerra
em campo de concentração aos 12 anos. 
agora, lança seu diário desse tempo. 
256 páginas.
custa 39 reais. 
mais barato que uma comanda de churrasco.
ou uma camisa falsa de time de bostabol. 
por que ela lançou o livro doloroso? 
"resolvi publicá-lo agora porque estou velha e me aflige ainda ver a intolerância chegando a graus extremos na politica, na religião, como se pouco, ou nada, se tenha aprendido sobre os riscos e as consequências de alimentar o ódio."

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Tom Paixão

4 de abril de 2013 às 15:03 · Belo Horizonte · 

sem cair no choro, é quase impossível contar o que significava quando marquinho do sonimagion ou elcio, da som james ou ainda luizinho stelzer da soul grand prix, colocavam isso na vitrola e deixavam rolar. 
em verdade, é impossível tirar isso do coração com palavras, essa que é a verdade.

 

James Brown - Make It Funky Part 1 Thru 4 (Super Rare)

We use to party hearty to this Jam and when it was over…

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão

4 de abril de 2013 às 22:14 · Belo Horizonte · 

um problema: 
maioria dos revolucionários do face, 
tem parcas noções de português. 
(o que fazer?)

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Tom Paixão

4 de abril de 2015 às 06:34 · 

de boa: 
é triste ver milhares de jovens num "show" do snoop dogg, "cantando" 
"sua puta, sou seu cafetão. 
ninguém rouba minha erva. 
eu tenho duas glocks e não tenho nada pra fazer. 
vou derrubar uma ou duas gangs, só de farra. 
quem aprova aí, entre os fudedores de mãe e as putas, levante as mãos!"
e mais triste ainda é saber que o "show" foi...
EM LONDRES!!!
ao meu lado, na cama, minha parça, com sono, resmunga: 
"o mundo todo tá contaminado pela peste!" 
sou obrigado a concordar.

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Tom Paixão

3 de abril de 2015 às 08:42 · 

fecha o comércio na sexta feira da paixão todo piedoso.
nem come carne.
e no resto do ano 
dá o cano em fornecedores, 
assedia funcionários, 
rouba no peso 
e não deposita fgts. 
ah, se houvesse tivesse um d-us vendo...

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Tom Paixão

2 de abril de 2013 às 09:13 · Belo Horizonte · 

a submetralhadora 
do subtenente da pm, 
subtraiu a vida
do sub empreiteiro 
que havia subjugado 
e tirado a virgindade de heloisa, 
quando voltava de seu subemprego 
pra sua subfamília.
no submundo da subnormalidade,
houve quem aplaudisse.

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Tom Paixão

2 de abril de 2016 às 22:21 · 

aí, depois de uma tarde delicia de vinho, queijo, jazz e muito sexo, ela se vai. 
ele fica na cama, curtindo o que rolou. 
em dado momento, coração explodindo de amor, lhe envia mensagens mais doces que billl shake jamais escreveu. 
ela, devolve, meia hora depois.
"cê tá louco? sabe que amo meu marido e nossa vida. nunca o deixaria. pensei que você sabia que era só sexo e nada mais. você não respondeu a pesquisa do site, não? não viu no meu perfil o que eu queria? eu, hein? 
emoji de cara fechada.
duas hora depois, já refeito, ele liga.
"hahaha. você caiu. pegadinha de primeiro de abril. hahaha!"
ela diz: "ufa! hahaha! seu bobo. beijo. depois nos falamos," 
ele desliga. 
e chora.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

2 de abril de 2017 às 10:57 · 

enquanto a vida 
não aparece 
dizendo 
"ok, agora chega!"
sigo caminhando 
bem contente e feliz
entre um shot 
e outro
e não me levando 
nem levando
nada 
nem ninguém 
a sério.
e fodas!

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Tom Paixão

1 de abril de 2012 às 12:01 · Belo Horizonte · 

o segredo da vida é trocar sofrimento de lugar. 
tá triste, fique de ressaca, tá com dor na coluna, pegue uma insolação, tá com, raiva, fique de larica...
e por aí vai.

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Tom Paixão

1 de abril de 2016 às 18:40 · 

(ah, aqueles bailes na telefunken de minha tia natí na rua iguaçú. 
eu, criança pequena, caindo de sono, persistia.
intuía que todos aqueles gaviões queriam pegar aquela linda mulher mãe solteira de dois filhos. 
ah, vida, vida...)

saudade de minha mamãe.
e tudo que a época dela representava.
e representa.
boa noite

 

 

CARLOS ALBERTO - Aquece-me esta Noite(MPB-60)

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Tom Paixão

31 de março de 2015 às 03:52 · 

mea culpa na madrugada

"quando olho pra trás e lembro das mulheres de minha vida, penso no tanto que elas fizeram pior mim.
e no pouco que fiz pra elas.
do jeito que elas cuidaram e se preocuparam comigo.
e eu nunca retribui tal favor".

parte final de alfie, 
citando de memória.
e acrescento: desde minha mãe.

old habits die hard...

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Tom Paixão

31 de março de 2016 às 04:22 · 

(forte, eu?)

já concordei
pra não perder a amizade
já me calei
pra não perder o amor

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Tom Paixão

31 de março de 2016 às 16:38 · 

31 de março

era uma terça feira. 
seis, seis e pouco da noite. 
eu e minha mãe íamos pra novena de nossa senhora do perpétuo socorro, na igreja de são josé. 
ruas escuras. 
sem ônibus. 
todo mundo voltando a pé pela rua jacuí. 
silencio. 
encontramos lia, minha prima. 
perguntou aonde íamos.
mamãe respondeu. 
ela disse que a cidade estava cheia de soldados. 
mamãe, resoluta como só, seguiu. 
eu pela mão. 
na porta do colégio santa maria, um carro preto enorme parou.
perguntaram o mesmo que minha prima. 
mamãe respondeu. 
dois homens dentro. 
disseram "levamos a senhora!" 
adorei. 
adorava andar de carro, coisa rara em minha família. 
e toda semana a gente ia e voltava à pé.
na igreja, iluminada só com velas, mulheres choravam. 
outras rezavam. 
homens velhos calados, contritos
um padre no altar tentava puxar os cantos que eu sabia de cor, e gostava tanto. 
poucos entoaram. 
aproveitei para aparecer, com minha voz fina. 
"quando nossos inimigos
nos moverem tentação
doce coração de maria, sede a nossa salvação..."
o resto, é história. 
que tentam apagar. 
história, boa ou ruim, não se apaga. fica de lição. 
os militares estavam chegando...

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Tom Paixão

31 de março de 2017 às 09:46 · 

***********************a vida como ela é*************************

(olhando a tela do pc por sobre o ombro da colega)
-nossa, você segue esse cara?
-ele não é demais? adoro as coisas que ele escreve. somos amigos tem séculos. tivemos até um namorico. cê tem ele também?
-nossa, cê é louca! o chefe aqui na secretaria detesta ele. parece que ele andou criticando nosso prefeito.
-sério?
-certeza. não deixa ele ver que você é amiga dele, não! conselho de amiga.

e foi assim que o nome dela de azul - uma cor que gostamos tanto-, ficou preto em minha timeline.

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Tom Paixão

29 de março de 2017 às 00:55 · 

um pouco de camus - ismo:
a vida não tem ou faz nenhum sentido. 
mas nem por isso vamos deixar de aproveitá - la da melhor maneira, né?

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Tom Paixão

29 de março de 2017 às 17:51 · 

sabe o que eu queria mesmo na vida?
que minha mãe tivesse me abraçado, beijado e elogiado 
cada vez que que cheguei da escola com uma menção honrosa 
por ter feito um boa redação, ter cantado e interpretado na festa 
de sete de setembro e ter sido escolhido o orador da turma. 
só isso.
se bem que só um abraço já teria valido.
desculpem,

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Tom Paixão

26 de março de 2016 às 02:41 · 

("e esse livro? sai ou não sai?" "sei lá. todo hora uma coisa nova.")

mas se tem hotel pra gato, cachorro passarinho e cavalo, 
por causa de quê não tem pra coração?
tipo assim um hotel california?
a gente deixava ele lá, viajava, sumia,,,
de repente, até esquecia dele,
que nem alguns pais com seus filhos nos carros
ou gente que não ama mais a gente
ia ser bom, né? 
ia ser bom...

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Tom Paixão

25 de março de 2012 às 05:29 · Belo Horizonte · 

eu nunca quis ser o cara que sola a guitarra
ou o vocalista da banda
que eletriza num momento
mas sim o que toca o baixo e te deixa com aquele riff o resto da vida. 
tenho conseguido.

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Tom Paixão

25 de março de 2014 às 12:39 · 

dizem que aquilo que voce deseja, voce consegue, né?
quando eu tinha 16 anos descobri o termo outsider. 
seu significado levou um tempo pra eu sacar.
fiquei boquiaberto
queria muito, naquela época, ser um. 
o tempo passou.
vieram as lutas - no meu caso, lutinhas -, contra a ditadura.
depois posturas políticas, depois criação do pt, pv; depois movimento negro, casamento, faculdade, filhos, jornalismo, militância partidária, até candidaturas. 
foi um redemoinho que veio e me levou. 
agora parou. 
calmaria.
aqui estou eu.
boquiaberto ainda como antes.
o fim de sonhos, finalmente me levou onde eu queria estar. 
e, pra mim, tá ruim não. 
na marginal, tem mais pés de frutas. 
daqui não saio mais. 
deixe o mundo girar.
"as coisas não precisam de você", né marina?
nem de mim. 
e nem eu delas.

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Tom Paixão

25 de março de 2014 às 14:33 · 

parafraseando o poeta irlandês brendan behan: 
não é que eu seja cínico.
o que tenho é uma maravilhosa falta de respeito por tudo e por todos.

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Tom Paixão

24 de março de 2013 às 15:50 · 

deixe te xingarem de tudo
de filho da puta a escroto, 
de viado a sacana. 
só não deixem te chamar 
de medíocre.

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Tom Paixão

24 de março de 2015 às 07:18 · 

tive um ideia genial.
o que, pra mim, não é uma surpresa, desculpaê. 
seguinte: nas mesas de bares e restaurantes, serão instalados canais de música.
cada fregues tem acesso a um fone de ouvido. 
que nem nos aviões. 
daí, cada um conecta o que quiser e ouve o que lhe aprouver. 
e pode navegar à vontade.
curtindo um som e fotografando a comida e fazendo selfie.
afinal, ninguém conversa mais, mesmo.
(quem for usar, favor pagar royalties.obrigado)


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Tom Paixão

24 de março de 2015 às 16:23 · 

meu coração
coitado
tem batido
descompassado
como não tô
apaixonado...
(devo ficar preocupado?)

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_Tom Paixão atualizou o status dele.

24 de março de 2017 às 04:36 · 

li não sei onde, 
guardei, 
dou de graça pra vocês:

"Uma jornalista da CNN ouviu falar de um judeu muito velhinho que ia todo dia ao Muro das Lamentações para rezar, duas vezes por dia, e lá ficava por muito tempo. Decidiu verificar. Foi para o Muro e lá estava ele, andando trôpego, em direção ao local sagrado. Observou-o rezando por uns 45 minutos, quando ele resolveu sair, vagarosamente, apoiado em sua bengala. Aproximou-se para a entrevista.

– Desculpe-me, senhor, sou Rebecca Smith, do CNN. Qual o seu nome?

– Morris Feldman – respondeu ele.

– Senhor, há quanto tempo o senhor vem ao Muro orar?

– Bem, há uns 60 anos.

– 60 anos! Isso é incrível! O que o senhor pede?

– Peço que os cristãos, os judeus e os muçulmanos vivam em paz. Peço que todas as guerras e todo o ódio terminem. Peço que as crianças cresçam em segurança e se tornem adultos responsáveis. Peço por amor entre os homens.

– E como o senhor se sente, pedindo isso por 60 anos?

– Me sinto como se estivesse falando com uma parede…
'

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__Tom Paixão

23 de março de 2016 às 05:49 · 

foto selfie é a prova maior 
de que estamos sós neste planeta. 
nem alguém pra tirar uma foto nossa?
puxa...

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__Tom Paixão

21 de março de 2014 às 21:28 · 

brigado chuva.
as jabuticabas, bananas, carambolas, ameixas e taiobas agradecem.
e eu também.
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Tom Paixão

20 de março de 2014 às 17:06 · 

Gersana ontem disse que eu parecia triste.
hoje, antes de chegar ao trabalho, a menina do açaí disse o mesmo. 
agora há pouco, o deputado me viu conversando com a secretária pra agendar uma entrevista.
veio, me deu um abraço daqueles de urso, que adoro 
- aliás, gosto tanto de abraço que aceitaria de hitler, idi amim e fidel. depois daria dez tiros na cara de cada um com prazer -,
e disse, "tom paixão, cê tá muto triste. 
deixa acabar o beija mão aqui.
vou te levar pra conhecer umas putas padrão fifa! tudo 0800!"
e deu uma gargalhada.
a secretária riu. 
não pude aceitar. 
tô em horário de trabalho.
e minha chefe é uma fera.

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_Tom Paixão

20 de março de 2017 às 10:36 · 

cargo comissionado. 
tive dois. 
é fonte de troca troca, sim.
é fonte de roubalheira, sim!
tem que ser muito firme pra ficar limpo.
solução: tem que acabar!

Tom Paixão

20 de março de 2017 às 12:59 · 

rezo, oro, medito e bato cabeça muito pelos criadores do youtube. 
minhas lembranças e tristezas e saudades ficariam sem trilha sonora não não fora eles. 
lembro de minha mamãe dançando isso com todo o charme e coqueteria que tinha.
era na casa de minha tia nati, na rua iguaçú. 
tempo em que famílias podiam fazer - e faziam de montão- horas dançantes. 
como dançava bem aquela linda senhora que tinha tanto sofrimento no peito mas não se deixava abater nunca. 
nem se vitimava.
essa herança ela me deixou. 
"Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar."
(gonçalves dias) 
(para minhas primas 
Zaninha LopesAndreia Lopes.
 
Don Cristobal y su Orquesta - cha cha de Las Secretarias
La Orquesta de Don Cristobal interpreta el cha cha cha de…
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Tom Paixão

20 de março de 2017 às 23:00 · 

zapeando, caí no filme missão madrinha de casamento.
sou bobão, fico feliz em ver meu pais em filmes estrangeiros.
quando vi uma cena com a nossa bandeira na parede de um restaurante, parei pra ver.
resumindo: a noiva e as madrinhas comeram churrasco brazuca e estão vomitando até os úteros.
oh, senhor...

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Tom Paixão

19/03/2018  h · 

vai ser
o fim
o dia em que 
eu 
me cansar
de mim
(aí, fudeu!)

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Tom Paixão

18 de março de 2013 às 18:10 · Belo Horizonte · 

um país onde naldo é capa da rolling stone,

é claro que não poderia gerar um papa.

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Tom Paixão

18 de março de 2014 às 18:16 · 

o que eu sei: a vida não tem bula.
nem fórmula.
nem sentido.

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Tom Paixão

16 de março de 2012 às 06:02 · Belo Horizonte · 

serei só teu
se fores deles

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Tom Paixão

16 de março de 2013 às 03:34 · Cidade Industrial · 

ela grita durante.

no espelho do teto, você,

o próprio galactus

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Tom Paixão atualizou o status dele.

16 de março de 2017 às 10:17 · 

coluna social

bola preta

não se fala de outra coisa nos minas um e dois, ac, pic e sede campestre e campo de golfe do boa esporte clube, na progressista e liberal urbe de varginha.
de extremo descaso e mau gosto, bem como falta de civilidade, o fato do bem sucedido empresário, professor de artes cênicas e divulgador do evangelho, além de prócer da sociedade, guilherme de padua, não ter enviado convite para o atleta das multidões, estudioso bíblico e futuro deputado federal, bruno fernandes, para seu enlace matrimonial.
muito deselegante. 
embora suntuosa a festa, com a fina flor da sociedade civil e jurídica beagantina, com bebidas e acepipes de alta excelência, 
tal fato empanou a festa.
ausências sentidas também dos deputados laudivio carvalho e edson moreira.
estão adrede ocupados com a reforma do código penal em brasília.
ademã que vou em frente.
e lembre - se: cavalo não desce escada

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Tom Paixão

15 de março de 2013 às 19:41 · Belo Horizonte · 

sou cínico, nihilista
ironico, gozador
mas uma crença tenho:
no amor.

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Tom Paixão

14 de março de 2012 às 14:17 · Belo Horizonte · 

hoje, dia da poesia
e você aí 
e eu aqui
quando poderíamos estar aí ou aqui

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Tom Paixão

14 de março de 2014 às 08:10 · 

meu filho desafiou a mim e mais cinco amigos a por poesia na tl.
e a desafiar outros cinco amigos.
já eu desafio é todo mundo a semear poesia na time line própria. 
eu vou botar as de minha lavra:
***
PORTÃO
Elas vêm, 
Ficam ou não
No vai e vem
Vão 
Pedaços de meu coração
***
AH
A falsa alegria
E doce euforia
De duas doses 
No início do dia
***
MARAVILHA
Quem foi que disse
Que faz quem disse
Qual foi a crendice
Que fez Alice?
(cortem lhe a cabeça)
***
PUTA
Me oferece um corpo
Que nem seu mais é
Conto os trocados
É, hoje não dá pé

***
ASSÉDIO
Se poupe
Não me apalpe

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2 comentários


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Tom Paixão

14 de março de 2015 às 15:14 · 

remédio pra uma melancolia passageira:

 

Erik Satie Trois Gymnopedies

* The Gymnopédies, published in Paris starting in 1888, are three piano compositions written by French composer and…

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão

14 de março de 2017 às 07:06 · 

pessoal, tirando espetinhos com fichinhas e um desafinado gemendo músicas sertanojos e a vilarinho, 
o que mais tem pra eu mostrar pra meus amigos que vão chegar de sampa, hein?
lá no segundo andar do maletta ainda se grita fora temer, cada vez que se vai ao banheiro?
só pra saber...

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Tom Paixão

13 de março de 2011 às 17:40 · 

deixa eu repetir um mantra aqui: HOJE EM DIA, TODO MUNDO ACHA QUE É COMEDIANTE!

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Tom Paixão

13 de março de 2012 às 05:08 · Belo Horizonte · 

deve ser horrível viver com medo.
medo de postar algo e não sei quem não gostar.
medo de compartilhar um mural e o namorado(a) entender mal.
medo de expor seus pensamentos, palavras e obras. 
de sair e encontrar alguém que conheceu no face.
medo de adicionar alguém legal só porque outro alguém nem tão legal pode achar não legal. 
medo de postar uma foto que adora por pensar o que os outros vão pensar. 
medo de contar uma piada e aqueloutro(a) não entender. 
medo de ser amigo de um amigo, por outro amigo não ser amigo daquele amigo. medo de se perder, de amar, de se entregar, de sonhar, de mandar se fuder, de ir se fuder, de fuder...
deve ser horrível viver com medo.

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Tom Paixão

13 de março de 2012 às 15:47 · Belo Horizonte · 

ovomaltine 500 ml. a vida pode ser ainda melhor que eh!

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Tom Paixão

13 de março de 2014 às 10:32 · 

ah, uma mulher de tubinho...
ou tailleur...
tadinhas, as novinhas pensam que homem se endoida 
por shortinho 36 em "corpinhos" 44.
menino, até pode ser. 
mas, HOMEM, não.
ah, uma mulher de tailleur...

Tom Paixão atualizou o status dele.

13 de março de 2017 às 08:04 · 

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ontem fui à feira. 
a feira hippie, das cuecas calvin klein e pulseiras chinesas. 
procurava fantoche. 
queria comer o peixe da natalia. 
mas nem chegar perto da barraca consegui. 
como dentre minhas resoluções dos 40 anos está a de não participar de filas desnecessárias de jeito nenhum, desisti.
comprei um cascudo com farofa e vinagrete em outro local. 
tava bom, não. 
enfim...
mas tô fugindo do principal. 
quando cheguei, uma roda de capoeira se formava quase na esquina de bahia. 
bons jogadores, bons percussionistas. 
bonito. 
ao lado, dois mexicanos tocavam beatles. 
interessante
mais a frente, meia duzia de hare khrisnas. 
bacaninha. 
lá no final, perto da carandaí uma roda de samba muito quente. legal. 
no parque, um som de james brown. 
o groove do rei do soul tomava os ares.
meus ares. 
apenas inacreditavelmente fantástico! 
meus pés já dançavam sem meu comando.
minhas cadeiras seguiam o que a shakira canta: "hips don't lie". durante o tempo em que ouvi o baixo e a bateria da jb's
- comendo, tomando uma latinha presenteada pela doce 
Ida Rocha, comprando os quadros da marilu, o tal fantoche, o tamborete de pinus -, 
meu corpo balançava. 
que fazer? 
fui pra lá, ora. 
e tome mashed potatoes
o homem é produto do meio? 
no meio em que cresci, james brown sempre foi rei.
e sempre será. 
as cadeiras não mentem 
get up, get on up
sorry.
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Tom Paixão

12 de março de 2013 às 18:42 · 

a gente brinca, ri, trola, dá pau, até briga aqui.
normal.
mas, pra mim, tem uns trem que ficam na cabeça, mesmo com toda a ação. 
o caso da moça que teve o noivo assassinado numa viagem e ficou com o corpo no colo por mais de tres horas até chegar aqui em bh é de cortar o coração. 
pura e gratuita maldade.
não dá pra não se pedir pena de morte.
até outro dia eu era contra. 
mas, não tem jeito.

n-ã-o t-e-m j-e-i-t-o !!!

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Tom Paixão

12 de março de 2016 às 23:16 · 

são 11 da noite.
acabo de acordar de um porre monstro da tarde. 
em algum lugar, gente canta raul.
com um violão capenga e vozes idem. 
mas muita paixão. 
ligar prum disque silencio, quem há de? 
bora cantar junto: 
"prefiro ser, essa metamorfose ambulante, 
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo!!!!..."

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Tom Paixão

11 de março de 2016 às 13:49 · 

eufórico  😅.
mas muito eufórico.
tão eufórico 
😅,
que parece ser eu
o inventor
da euforia.
uuuuhhhhhhhhuuuuuu...

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Tom Paixão

10 de março de 2014 às 14:43 · 

tô tão carente 
que a moça da loja de 1,99 pergunta
“posso ajudar, querido?”,
já armo bico pra beijar.

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Tom Paixão

10 de março de 2014 às 23:58 · 

saudade.
eu na ouvidor da prudente esperando ansioso
Carla que nunca que chegava da escola.
quanto amor desperdiçado, né?
(e como amor proibido é bom, vixi!)

 

 

Joe Jackson--Steppin' Out (extended video)

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão

10 de março de 2015 às 04:47 · 

numa noite de chuva como esta, 
eu e dona nair ficávamos acordados a noite toda.
ouvíamos, no escuro, a sinfonia de pingos das goteiras nas latas no barracão. 
o medo que nosso casebre desabasse até a rua vitorio marçola era grande. 
e causava insonia e um silencioso panico.
nenhuma criança deveria passar por essas merdas. 
donde as pessoas deveriam pensar cento e doze vezes antes de parirem irresponsavelmente um ser que farão passar, por qualquer motivo, por um panico silencioso.

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Tom Paixão

10 de março de 2015 às 14:38 · 

tá virando bagunça. 
numa feira de material de construção em são paulo, agora a pouco, 
uns pretos e pobres vaiaram a dilma. 
quem esses pés rapados pensam que são? 
zelite? 
falta de noção da porra. 
assim não dá. 
até quando?

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Tom Paixão atualizou o status dele.

10 de março de 2017 às 11:48 · 

tô arrumando cozinha e ouvindo bobby womack. 
me vem à lembrança que não tivemos nenhum cantor realmente visceral. 
daqueles de grito primal, cheios de alma e energia e sentimento. 
só dá viúvo do samba canção.
(e agora com os viadinhos de skinny é que a coisa não anda mesmo.)

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Tom Paixão

9 de março de 2011 às 07:14 · 

tem uma droga que tomo há muito tempo. 
sou viciado até a medula nela. 
já me fez mal, já foi inócua, já foi placebo. 
de uns 20 anos pra cá só me faz bem. 
e, impressionante, cada vez me sinto melhor com ela, dia após dia.
essa droga se chama tom paixão. 
e não quero rehab de jeito nenhum! 
bom dia!

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Tom Paixão está  se sentindo poeteiro.

9 de março de 2014 às 10:05 · 

a menina de ontem era um tesãozinho. 
mas falou vem com nós, 
vim pra casa sozinho.

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Tom Paixão

9 de março de 2015 às 06:50 · 

a vida já me deu muita bofetada na cara. 
assim, do nada. 
não teve nem como eu me defender. 
tipo assim briga de turma, sabe? 
no entanto, nada aprendi com as surras.
o eca tem razão: 
perda de tempo bater em criança.
(e eu que gosto de não ter aprendido?
quanto mais zica, melhor! hahaha!)

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Tom Paixão

9 de março de 2015 às 06:50 · 

a vida já me deu muita bofetada na cara. 
assim, do nada. 
não teve nem como eu me defender. 
tipo assim briga de turma, sabe? 
no entanto, nada aprendi com as surras.
o eca tem razão: 
perda de tempo bater em criança.
(e eu que gosto de não ter aprendido?
quanto mais zica, melhor! hahaha!)

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Tom Paixão

9 de março de 2016 às 05:46 · 

epitáfio
(mas, já?)

tive uma boa vida.
desembolada.
sem muitas dores.

onde sofri,
foi onde busquei sofrimento:
no amor.
.

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Tom Paixão está  se sentindo tão bem que até dá medo.

9 de março de 2017 às 05:21 · 

sim, são cinco da manhã 
e estou ouvindo blues. 
e tomando vinho galiotto 
com queijo canastra em cubinhos.
e com azeite falso.
e polvilhado de chimichurri. 
me julguem.

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Tom Paixão

8 de março de 2012 às 14:42 · Belo Horizonte · 

ainda que eu ande pelo vale das sombras,

tô nem aí. 
meu celular tem lanterna.

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Tom Paixão

8 de março de 2015 às 05:09 · 

interessante
de todas as pessoas
que me feriram, magoaram, sacanearam,
roubaram, ferraram, humilharam, traíram, deduraram,
e, last but not least, desamaram,
eu só tenho boas lembranças.
não raro, como agora esperando na janela o sol nascer,
me dando mais um dia de presente,
me pego rindo dessas boas lembranças.
né ruim, não.

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Tom Paixão

7 de março de 2016 · 

uns têm mil amores...vãos.
outros, beleza... externa.
mais alguns, riqueza... material
eu, não;
eu tenho gatos.
 

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Tom Paixão

6 de março de 2013 às 06:50 · Belo Horizonte · 

voltava do centro.
sede e calor, saharianos. 
cinco da tarde. 
perto do epa do padre eustáquio uma algaravia.
alunos, dezenas, no ponto dos onibus. 
fiquei observando-os. 
interessante. 
quem não namora, brinca, goza os outros, segura mochila pra atrasar embarque, divide música nos fones.
alegria deliciosa de 14, 15, 16 anos.
o mundo lhes pertence e ainda não mostrou que pode ser mau. 
os comprometidos, não. 
separados do rebanho, grudados, preocupados, tensos, bitocas a cada frase ou silencio, preocupação de tomar conta.
coisas chatas que até adultos não tem saco pra aguentar.
pra quê, né?, administrar uma relação, numa idade tão gostosa? 
(nisso, uma linda morena numa van escolar, disparou a buzina. o sinal abrira.)

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Tom Paixão atualizou o status dele.

6 de março de 2017 às 09:53 · 

curso de etiqueta na net. 
capitulo XXI, versículo XV

não importa se suas regras ou brainwash vêm 
da bíblia, do alcorão, do mahabarata, da torá, do são cipriano, do kardec, do confucionismo, de baphomet, ron hubbard, paulo coelho, haile selassie ou seicho no yeah, yeah, yeah (thanx, beatles.); 
se não te pediram, não entupa a caixa duzotro com seus textículos (sic) com estrelinhas brilhando.
é de bom tom. 
de nada.

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Tom Paixão

5 de março de 2012 às 17:23 · 

claro que não. 
é falta de tesão, mesmo!
amor é outra coisa.

Impotência não é sinônimo de falta de amor; saiba como lidar com a disfunção do parceiro

ESTILO.UOL.COM.BR

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Tom Paixão

5 de março de 2014 às 12:27 · 

descoberta de tomzim paz e amor:
"liberdade é sair de casa e deixar o face aberto."

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Tom Paixão

5 de março de 2014 às 14:48 · 

schoppenhauer dizia que as pessoas não aguentam a solidão porque não suportam a si mesmas.
eu iria mais longe - ó a pretensão!-:
não suportam nem seus pensamentos.
daí a necessidade de estar com um fone nos ouvidos, 
falando platitudes ao celular ou com o som do carro no talo. 
deve ser triste. 
enfim...

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Tom Paixão

5 de março de 2014 às 14:54 · 

de rocha,

disfunção erétil brocha qualquer um.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

5 de março de 2017 às 17:16 · 

eu achava surreal, 
embora ainda não conhecesse a palavra, 
padre antenor pregando na missa 
da igreja de nossa senhora das graças, 
sobre os benefícios de não se comer carne na semana santa.
lá em minha casa pobrérrima, carne era como ouro. 
e eu adorava um bife. 
hoje, o tenho como epítome de um prato de comida. 
se não tem carne, não me sinto alimentado. 
seis dias no hospital, 
comendo aquela comida insossa 
como um cheeseburger do bob's, 
não via hora de trucidar uma maçã de peito.
quando tive alta, foi minha primeira ação.
nas missas, que ia religiosamente
- rarara! - 
todos os domingos, além das novenas de quarta feira na igreja de são josé e terços nas casas dos vizinhos e de rezar feito um membro do isis, 
é que comecei a questionar valores religiosos.
deu nisso que sou hoje.

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Tom Paixão

4 de março de 2013 às 06:45 · Belo Horizonte · 

já notou que menos pessoas relatam terem tido pesadelo?
repare. 
é a vida real fazendo seu trabalho.

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Tom Paixão

4 de março de 2013 às 06:47 · Belo Horizonte · 

se andar uma hora e meia sem parar me dá tanto prazer, 
por quê não faço isso todo dia? 
não me entendo.

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Tom Paixão

4 de março de 2013 às 07:24 · Belo Horizonte · 

quando vou à padaria aqui perto, me lembro da história do cara que cumprimentava o jornaleiro todo dia, ao levar o filho pra escola e comprar o jornal. 
o filho cresceu, foi pra faculdade. 
mas sempre via o pai dando bom dia ao jornaleiro. 
que tinha uma cara de bunda daquelas e nunca respondeu ao cumprimento. 
um dia o filho o perguntou por quê insistia.
o pai, que sempre fora gente boa, de bem com a vida, sorridente, respondeu: "não vou deixar que a vida ruim dele contamine a minha."
é tipo assim.
ou, como diz meu filho 
Matheus Paixão: "quem contrata essas pessoas?"

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Tom Paixão

4 de março de 2013 às 17:06 · Belo Horizonte · 

quando era garoto, meu sonho era ter uma lancheira de lata, com estampas do seriado bonanza.
hoss cartwright era meu personagem favorito. 
assistia pela janela da casa de seu bibi.
um dia achei no lixo de uma casa na rua albita, onde minha lavava roupa, uma toda amassada . 
tinha estampas do don pixote. 
desamassei, areêi com cinza e areia, achei que ficou boa. 
fiquei feliz como só criança miserável consegue ser. 
daí veio o estalo: tinha nada pra levar dentro.

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Tom Paixão

4 de março de 2013 às 17:50 · Belo Horizonte · 

agnes boulton era esposa de eugene o'neill.
ela contou que enquanto escrevia a maravilhosa peça autobiográfica "longa jornada noite à dentro", eugene, sozinho e trancado num quarto, com uma garrafa de the famous goose, tinha crises de choro de cortar o coração. 
agnes disse nunca ter encontrado algo pra dizer pra ele.

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Tom Paixão

4 de março de 2016 às 06:57 · 

porque a vida é um teatro/cinema. 
ora somos publico, 
ora atores. 
e é bom. 
e fica cada vez melhor.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

2 de março de 2017 às 07:26 · 

em grupo, um segura o outro e as piadas rolam. 
mas sozinhos, os foliões e folionas, 
no ônibus e metrôs ou ou a pé pela madrugada 
- com as fantasias amassadas, 
o gosto ruim de bebida idem na boca, 
aquele beijo querido mas negado -,
trazem no rosto uma tal melancolia 
que acredito venham da alma. 
pois é, pra quê?...

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Tom Paixão

1 de março de 2013 às 08:58 · Belo Horizonte · 

porque os gringos estão vindo pra cá e comandam tudo (ainda bem):

-senhor tom?
-sim?
-é da assistencia lg, a respeito de seu monitor.
-oba, tá pronto?
-não. é que o tecnico acha que pode ser o circuito que liga o monitor.
-acha?
-é. mas pode ser que ao ligar, se veja danos na tela e até nas configurações de cores.
-mas não tem como ele saber? basta trocar o circuito, ligar e ver, ora.
-(irritada) é, mas tem de pedir o circuito na fábrica. só aí ele vai saber se houve outros danos.
-sei. e quanto tempo leva?
-uns dez dias, se tiver na fábrica. 
-dez dias?
-(seca): é!
-ok. pode consertar. 
-quando estiver pronto e se for só isso, entro em contato.
-(seco): boa tarde. 
(ao menos, não usou gerúndio).

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Tom Paixão

1 de março de 2015 às 18:29 · 

no século passado, vi um show de elomar em sampa. 
quando ele tocou essa, que eu não conhecia,
no final, quando ele diz "ahhh, ê boi, ê boi lá..."
deve ter algo em meu dna que me remete
ao grande sertão. 
de repente, meu peito deu um estalo e se rebentou em choro.
incomodei quem tava ao lado.
e sempre é assim. 
que nem agora. 
que trem doido a vida, né?

 

Chula no terreiro

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Tom Paixão atualizou o status dele.

1 de março de 2017 às 08:59 · 

meu feminismo
(nenhuma alusão a personagens vivos, mortos ou que vão morrer )

1- mulher não deve depender financeiramente de homem pra nada. 
esteja preparada, como ser humano e profissional, pra uma relação mais profunda.
quem depende de dinheiro de macho é prostituta. 
2- se vocês não tem ao menos como pagar o aluguel de um barracão no mangue seco, em vespasiano, sem essa de morar com pai, mãe, tia, padrinho. cunhada. 
não case!
ou espere quando puder.
3- se o cara é violento, bipolar, tem síndrome de panico, toma quatro ou cinco tarjas pretas, vive no psiquiatra e é filhinho de mamãe, não pense que com seu "amor" e um bebê, as coisas vão mudar . 
pelo contrario.

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Tom Paixão

12 de agosto de 2011 às 09:51 · 

manx, uma língua

na ilha de man, entre a inglaterra e a irlanda, 

uns e outros ainda falam um idioma em extinção.

é o manx.

uma das peculiaridades deste idioma, oriundo do galês, 

é a pouca declinação verbal, por ter poucos usos do sujeito.

e aí, uma das frases mais usadas no mundo, 

cada vez mais de forma irresponsável é, em manx, "ta graih aym ort":

"eu te amo!"

mas, na tradução literal da língua, é um primor de lindeza, emoção e delicadeza :

"há amor em mim por ti!"

prova de que, às vezes, há mais beleza nos moribundos que nos viventes.

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Tom Paixão

27 de fevereiro de 2014 às 05:27 · 

olha
tem dia novo
lá fora

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Tom Paixão

8 de dezembro de 2017 · 

só de pensar que não vou andar na chuva trombando em gente com sombrinha debaixo de marquise; 
que não vou às lojas americanas/brasileiras/peps/bakanas/mesbla/sears
enfrentar uma tarde de fila; 
que não vou ficar surdo com camelôs gritando na rua curitiba e avenida paraná, com plásticos contra a chuva unindo as barracas e caindo água na gente;
que não vou pegar ônibus lotado com sacolas e sacos de presentes pra filhos, sobrinhos, mulher, mãe, sogra e cachorros,
já me dá um alivio monstro de não estar mais nos anos 80/90's.
ufa!
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Tom Paixão

26 de fevereiro de 2013 às 06:51 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

cazuza e renato russo, sacanagem de voces, viu? 
se foram, deixaram um buraco nas letras da música feita no brasil e agora precisavam ver. 
indigentes com dipromas, brincos no nariz e tatuagem anal, se bancando como grandes artistas. 
e pior: virando capa e grandes matérias de revistas sérias como cult, bravo e cadernos da folha, estadão, globo et caterva. 
tá de doer. 
tenho mandado emails para caetano e gil, a mode eles voltarem com a maconha. 
mas tá dificil.
(nando reis faz o que pode, tadinho. mas a inguinorança tá vencendo.) 
rola uma ressurreição aí, não? 
vejam com o home!

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Tom Paixão

24 de fevereiro de 2011 às 08:03 · 

pra quinta feira

baseado nas premissas de felicidade do escritor nelson algren, que - tenho certeza -, voce não conhece (ele foi o homem que ensinou simone du beauvoir a ter orgasmo. feministas querem matar quando ouvem isso):

nunca coma num lugar com cartaz escrito a giz: "comida caseira";

nunca jogue sinuca com um cara que tenha apelido de rui chapéu (nem com o próprio),

nunca vá pra cama com alguém que tenha mais problemas que você.

bom dia!

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Tom Paixão

18 de fevereiro de 2017 às 10:28 · 

não entendo e acho que nunca entenderei uma pessoa que vive na capital, inteligente, culta, viajada, sabida e esperta, acreditando em capeta. cê besta, sô!

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Tom Paixão

22 de fevereiro de 2014 às 08:35 · 

trem mais lindo pra ir pra cidade 
olhar preço de parafusadeira. 
aí a gente nem nota que a cidade tá cheia,
o shopping oi lotado, 
o transito zoneado, 
tá calor, 
onibus demorando...
who cares?
meu mundo é aqui dentro, meu nego!

 

 

Domingas // Jorge Ben

Superb stuff, from his 1969 self-titled album.

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão

22 de fevereiro de 2015 às 07:41 · 

sou bobo, inocente, puro e besta 
como um nativo de muncie, indiana, eua.
sim, pois não há ninguém bobo, inocente, puro e besta 
em nenhum lugar do bananão. 
sem essa de ilusão, irmão.
são 200 milhões em ação.
querendo roubar de seu rim ao pulmão, 
passando por dinheiro, mulher, casa, carro, trabalho, alegria, talento, amigos, posição.
sem falar no pobre e combalido coração.
triste, não?

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Tom Paixão

22 de fevereiro de 2016 às 14:56 · 

em geral eu transo bem a humanidade.
herdei um dom de minha mãe.
e me dou bem com quase todo mundo. 
eu manjo dos paranauês das bobeiras humanas. 
mas, confesso, 
o tal de analista de mesa de boteco, 
psicanalista de sacolão, 
psicologo de facebbok,
me dá uma certa gastura.

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Tom Paixão

21 de fevereiro de 2013 às 20:07 · Cidade Industrial, Minas Gerais · 

gosto tanto ser alegre e feliz que, se numa das encruzilhadas ou vias marginais da vida, me quedo triste, fico puto de raiva.

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Tom Paixão

20 de fevereiro de 2014 às 00:40 · 

não tem jeito. 
vou ser sempre aquele joe buck criança, 
entregue pela mãe solteira a avó, sally buck, 
veínha safadinha como toda boa texana. 
o momento em que ele descobre que vai viver ali, 
com aquela pessoa, 
por enquanto, estranha
respira fundo e dá de ombros 
como se dissesse: 
"bom, bóra lá ver o que vai rolar, né?
eu vou dar o meu melhor, certeza!"
(oi, você não assistiu perdidos na noite - midnight cowboy? tsk tsk tsk.)

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Tom Paixão

20 de fevereiro de 2015 às 03:47 · 

tava vendo o jornal da record e dormi. 
acordei agora, três da matina. 
um "bispo" berra. 
várias pessoas dão "testemunhos".
uma comprou uma loja na consolação. 
agora têm dez. 
um devia cinco milhões.
pagou em quatro meses.
outro comprou a imobiliária onde trabalhava. 
mais alguém comprou o carro dos sonhos. 
e mais aquela pagou a dívida dos filhos na melhor escola de são paulo.
e mais alguém comprou a casa na praia . 
tudo graças a um "congresso" dos "empresários".
nenhum disse o nome de deus. 
nem de jesus.
nem o coitado do diabo foi acusado de nada.
(tupã, ganesh, alá, ogum, odin, rá, vulcano e galáctus, então, vixe!) 
mas o nome do bispo, mil vezes. 
achei digno. 
afinal, quem precisa de um deus ou do filho dele, se tem o bispo fernando, né?

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Tom Paixão

19 de fevereiro de 2014 às 11:46 · 

Resignação é uma coisa.
Aceitação, outra.
Ah, mas a sublimação...

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Tom Paixão

18 de fevereiro de 2012 às 13:23 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

e então me ofereceram torresmo. 
e aceitei, mesmo vendo que estavam horríveis.
tento não magoar ninguem. 
ainda mais quem me oferece comida ruim com tanta satisfação.
comi um. 
realmente abominável!
no dois, ouvi um créc. 
senti algo ainda mais duro que o tal torresmo sobre minha língua. 
um pedaço de meu dente numero 16. 
em pânico, pois tenho verdadeira paranóia quanto a dentes, corri ao banheiro, em busca de um espelho. 
foi uma lasquinha. 
mas o suficiente para eu virar um ogro e não sair de casa pra nada. 
pelo menos até doutor pedersoli chegar de volta do carnaval.
como diria artur rimbaud: par délicatesse, j' ai perdu ma vie.
e o dente.

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Tom Paixão

18 de fevereiro de 2015 às 03:49 · 

uma vez, meados dos 80's, fiquei sem emprego por tres meses. 
ninguém jamais soube.
fazia faculdade, era casado, pagava aluguel. 
(um "parente" recente tinha acabado de me dar uma bela rasteira. 
na lábia, tinha levado todo o dinheiro que juntei como peão de obras no rio de janeiro. 
iríamos abrir um bar em sociedade. 
só que não.
era uma bela grana que tava na poupança.) 
eu saia de manhã, 
beijava minha mulher e meu filho, 
ela dizia "vai com deus" 
e eu ia...
à pé, do cachoeirinha pro parque municipal, onde passava o dia. 
lia, pensava na vida, fazia o paracasa.
aprendi a chorar sem lágrimas, soluços ou gemidos. 
à noite, ia pra fafi bh.
uma fome!...
oferecia minha alma ao diabo em troca de um pão de queijo, 
um café e um free.
ele nunca aceitou. 
voltava pra casa, jantava, deitava e exercitava a arte de chorar sem ninguém ver. 
fiquei bom nisso.

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Tom Paixão

18 de fevereiro de 2016 às 09:19 · 

maioria dos ismos quer me ensinar,
desde sempre 
a falar, andar, amar, pensar, criticar, sonhar, viver, trepar...
mal sabem que respondo 
desde sempre
com cinismo, sarcasmo, nihilismo... 
e orgasmo.
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Tom Paixão

15 de fevereiro de 2013 às 06:53 · Cidade Industrial, Minas Gerais · 

carinho quase nunca e de graça.

em geral, quem acarinha espera algo em troca.

quando nada, uma indulgencia celestial.

carinho sem interesse é amor.

e ai, senhoras e senhores, e uma delicia!

bom dia pra você também, com todo meu carinho!

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Tom Paixão

8 de fevereiro de 2017 às 17:29 · 

um lugar onde não se faz angu com taioba, não pode ser chamado de lar.

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Tom Paixão

10 de fevereiro de 2014 às 08:07 · Pampulha, Minas Gerais · 

uns quinze anos atrás, um cara me mandou uma carta com elogios a meu trabalho...
e um monte de fotos dele numa cachoeira...
muito, mas muito, pelado.
eis que a história se repete.
inbox, um monte de fotos de um outro cara, 
pelado, muito pelado.
agora, num ap bem chique.
pedido de amizade aceito, claro .
nunca de sabe o dia de amanhã, né?

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Tom Paixão

8 de fevereiro de 2016 às 19:05 · 

uma vez tive um caso de amor tão danado que
-ainda hoje-,
viajo nele. 
e, mais doido, com zezé e luciano.
pode?
meu padim pade ciço que me salve! 
amor é um trem do capeta, né?
ou não? 
"e uma saudade bate forte, dói no fundo
vontade louca de te amar mais uma vez.
será que todas as pessoas deste mundo
fazem amor gostoso como a gente fez?"

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Tom Paixão

4 de fevereiro às 22:35 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

tadinho
na madrugada
sem vitrola
ou blues 
depois do 15º xixi 
se vê no corredor 
solfejando 
e dançando close to you
versão de isaac hayes 
sorri e pensa
bom
se é pra doer 
que doa muito
e bem devagarinho

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Tom Paixão

14 h · 

estava eu no fm. 
ele veio.
esbaforido. 
alguém lhe disse que eu era eu. 
se disse meu fâ. 
quis e tirou fotos. 
quis saber de minha vida. 
contei o básico. 
viu minhas compras do epa sobre a mesa, dividindo com a garrafa de cerveja e o copo de salinas. 
creio que me viu como meio fracassado.
perguntou de carro, casa, família, viagens. 
contei o básico. 
quando falei de minha mulher que tinha morrido, pareceu sinceramente constrito. 
a mãe dele, me disse, morreu do mesmo mal.
foi embora. 
mas olhava pra trás como se visse um pobre e infeliz perdedor. 
tadinho, entendo. 
se eu tivesse lhe dito além do básico, poderia saber de onde vim. 
quem sou.
e como é minh'alma.
quem sabe da próxima?

 

Elomar - O violeiro

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Tom Paixão está  se sentindo maravilhado.

7 de fevereiro de 2014 às 17:20 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

maravilhar-se. 
eis algo no que sou bom. 
e olha que sou bom em pouquíssimas coisas. 
acho que foi chesterton 
- e tô com preguiça de pesquisar e perder o fio da meada - 
que disse que não acabaram as coisas para se maravilhar. 
o homem é que vem perdendo essa capacidade. 
um simples ritual de pesquisar preços e modelos de guarda roupas hoje pela manhã me deu uma sexta feira linda de maravilhamento. 
recomendo, entusiasticamente: maravilhe-se. 
é grátis.
e parece uma epifania. 
ou é?

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Tom Paixão

7 de fevereiro de 2017 às 10:28 · 

tudo bem, pode ficar de mal.
e ser contra o que penso. 
mas não deixe de mandar gift pra angry birds e candy crush, pelamordededeus!
uma coisa é uma coisa, outra coisa...

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Tom Paixão

5 de fevereiro de 2013 às 08:20 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

entre uma brahma e um torresmo ainda estalando, ele vai e me diz:
-no meu salão, toda negra que entra, quer um corte de cabelo da mariana ximenes.
-nunca uma branca pediu um cabelo da thais araujo.
-você, que é militante, me explica isso! 
respondi que não falo de boca cheia.
e taquei mais uma mãozada de torresmo na boca.

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Tom Paixão

5 de fevereiro de 2017 às 04:39 · 

pensando aqui: creio que um dos motivos de sermos todos "esquerdistas" nos anos 70's era que havia uma ditadura militar e 
a esquerda reunia as melhores cabeças do brasil. 
bastava pegar a revista realidade, os jornais o pasquim. movimento, folha e jornal da tarde e vinha um banho de cultura. 
e hoje? 
well, olhe ao redor.
(o que não quer dizer que a "direita" tenha um minimo de cultura. ainda mais aqui.)

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Tom Paixão

5 de fevereiro de 2017 às 09:37 · 

eu nunca esqueço.

ruth cardoso sofria do coração. 
se cuidava mas coração é coração.
sei bem.
um dia, depois da eleição daquele senhor, aquela mulher que depois foi presidenta, junto com outra porca chamada erenice guerra, montaram um dossiê contra ruth. 
disseram que ela havia feito compras caras num sex shop com cartão corporativo. 
ruth ficou arrasada. 
uma mulher de quem ninguém tinha - nem tem - uma vírgula pra falar contra. 
pelo contrário
depois, as duas serpentes pediram desculpas. 
ela aceitou, fina que era. 
mas a dor, claro, ficou.
pouco depois, teve uma parada cardíaca. 
morreu.
triste.

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Tom Paixão

31 de janeiro de 2015 às 06:40 · 

até aqui, minha vida amorosa sempre ficou no meio do caminho. 
ou caí eu ou caíram elas. 
ninguém tem culpa.
toda honra e toda glória a quem tem ou teve uma amor de vida inteira. 
disse amor, não amizade ou irmandade ou suportar um ao outro. 
ei, quem sabe o amor é isso?
vai ver, sou meio aquele cara de cinema paradiso. 
cadê sandra, minha coleguinha morena linda da escola ou dalvinha, a filha do dono do bar da esquina?
enfim...
logo, quando acordo na madrugada e tá começando, mais uma vez, ironia do amor - ou qualquer outro filme onde moça encontra rapaz, rapaz some e depois reencontra moça, ou vice versa, e os dois se abraçam e tal - 
me ajeito na cama pra não perder um diálogo ou cena sequer.
lá está o eu que eu queria ser.

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Tom Paixão

31 de janeiro de 2016 às 17:18 · 

eu amo assim:
choro, sofro, pago pau, escrevo poema, dedico música, 
mando mensagem in box, fico triste quando vejo a pessoa, 
quero morrer se a vejo com outro, não escondo, 
sofro no meio da rua, no bar e no face.
e gosto muito disso. 
prova que não sou um robô. 
se é pra quebrar um coração, que seja o meu. 
não quero ter tal remorso.
mesmo porque a vida é muito curta.
e um dia tudo somente vira lembrança. 
se ela for boa, o filme de nossa vida será muito mais interessante. 
e, clicando em mente, podemos ver e rever várias vezes.
editando as partes boas, 
e deixando as ruins na moviola.
ou no avid.
tipo assim, entende?

 
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Tom Paixão

11 h · Contagem, Minas Gerais 

· 

epifania, a gente vê por aqui (de madrugada)

willie dixon disse que as raízes fazem os frutos.
donde se vê que o funk carioca só tem frutos podres. molecada de cabelo do zeca urubu ou das bundas gordas, não conhece uma linha de baixo do jamil joanes. 
a poesia de cartola e nelson cavaquinho.
o swing de don salvador.
o sax do oberdan magalhães.
as bandas black rio e vitória régia.
o remelexo e a malemolência de don filó, cassiano, carlos dafé, hyldon...
and last, but not least, tim e benjor.
deuses.
sem nem citar os padrinhos lá de fora.
o próprio dixon, o brown, isaac hayes, otis redding, george clinton, curtis mayfield...
pobres "fanqueiros".
em dez anos, serão poeira.
nunca raízes.

 

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Tom Paixão
26 de janeiro de 2014 às 17:12 ·  
num dia...

 
 
 
Tom Paixão
26 de janeiro de 2014 às 17:14 ·  
...noutro!
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Tom Paixão

26 de janeiro de 2016 às 17:23 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

teatro corisco

 

ele:
-sou branco, rico, mas tenho consciência social. 
vim aqui defender os negros, pobres coitados, marginalizados, preto favelado, etc...
eu:
- mas, não quero ajuda. quero igualdade, não sou coitado.
- ele:
cale a boca, seu negrinho racista! você não sabe como é difícil ser preto na sociedade.

cai o pano
rápido!

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Tom Paixão atualizou o status dele.

26 de janeiro de 2017 às 21:19 · 

goitacazes, 466, quinta feira, quatro da tarde.

ele falou que toda vez que ouve falar de amor 
ou uma música que toque no tema, 
mesmo as ruins, 
sente uns arrancos no peito.
como se fora um motor com uma válvula faltando.
cantei:

" a lua é clara, o sol tem rastro vermelho
é o mar um grande espelho onde os dois vão se mirar
rosa amarela quando murcha perde o cheiro
o amor é bandoleiro, pode inté custar dinheiro
é fulô que não tem cheiro e todo mundo quer cheirar."

seus olhos ficaram marejados.
os meus também.

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Tom Paixão

25 de janeiro de 2017 às 12:27 · 

foi fazer checápi. 
e o cardiologista descobriu.
seu coração 
tava cheio de saudades. 
não soube o que receitar.

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Tom Paixão

23 de janeiro de 2012 próximo a Lagoa Santa, Minas Gerais · 

fala que nao e consensual?

 
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Tom Paixão

23 de janeiro de 2015 às 14:32 · 

era um pandego. 
todo domingo, quando as testemunhas de jeová batiam no portão, 
atendia de cueca samba canção. 
e com uma ereção matinal adrede preparada.

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Tom Paixão

22 de janeiro de 2013 às 17:17 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

gosto muito de viajar nesse lance de tempo. 
exatamente 24 horas atrás - 17 e 15 - eu tomava cerveja com um desconhecido num sujinho na praça da sé.
ele acabava de sair de sair da cadeia, segundo me contou.
dava a alma pro capeta por uma cerveja. 
eu disse: "eu não sou o demo, mas posso dividir uma brahma contigo!"
papo legal. 
gosto de saber das historia de gente de verdade
depois, peguei o metrô e fui pra estação tietê.
cheguei às seis.
e aqui estou eu, na minha bh.

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Tom Paixão

19 de janeiro de 2011 às 16:26 · 

há que ser do contra. 
do contrário...

 

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Tom Paixão

19 de janeiro de 2012 às 06:36 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

quando conheci martha medeiros, num desses posts que vem com uma cronica, fiquei com raiva. 
dela e de mim. 
dela, por achar muita prepotencia sua saber tanto sendo tão jovem. 
achei que ela tinha uns 30, se muito. 
afinal, como uma mulher que nem sequer tivera tempo de casar, se arrepender ou continuar casada, participar de um swing, dar a bunda, ser chifrada, chifrar, se apaixonar por duas ou mais pessoas, amar ídem, perder, ganhar; enfim, se regaçar de viver, podia saber tanto sobre uma coisa que não se aprende na escola, que nem samba, chamada vida? 
de mim, por ter me apaixonado instantaneamente por essa garota. 
depois, descobri: martha é geração 70. 
ah, tudo bem. 
tá explicado. 
quem, viveu o que vivemos, não importa onde, não importa o sexo, tá pronto. 
ou não.
mas tá vivo.

GERAÇÃO 70

Taiguara

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão

19 de janeiro de 2017 às 13:24 · 

sempre que ouço essa música, 
me vem uma certa tristeza.
tristeza por algumas mulheres que me amaram tanto
e se me deram tanto 
e eu não soube amar, 
ou receber 
ou retribuir tanto amor.
a gente não sabe que dói até doer na gente.

 

 


 

Elis Regina - Atras da Porta - ao vivo

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão

18 de janeiro de 2011 às 12:33 · 

existe sim, amor além da morte. se chama necrofilia.

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Tom Paixão

18 de janeiro de 2013 às 07:52 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

saudade?
tenho!
do tempo 
em que sentia
saudade

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Tom Paixão

18 de janeiro de 2013 às 08:13 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

li por aí e gostei:
"você posta uma indireta e mil são atingidos. 
a pessoa a quem você quer atingir nem facebook tem."

(lembrando que acho essa coisa de indiretas no face ou em qualquer lugar, a coisa mais imbecil que o ser humano criou, desde o papel higiênico feito com folhas de cansanção)

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Tom Paixão adicionou 2 novas fotos.

18 de janeiro de 2013 às 10:55 · 

ele chegou na noite de ano novo assim. 
dia seguinte, procurei os donos. 
nada. 
ele se afeiçoou a mim.
eu, bichinha desde sempre, me apaixonei por ele. 
tanto que até o aviadei, tadinho. 
mas, vai voltar a ser hippie. 
no dia de hoje, não sai de perto, gemendo e chorando. 
parece até que sabe que vou viajar. 
não é uma doçura? 
eu acho. 
zeco zeen, meu novo amigo de infância.

 

 


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 Tom Paixão está com Matheus Paixão.

18 de janeiro de 2015 às 06:37 · 

perdi muita coisa.
(mas ganhei muito também.)
na longa estrada da vida. 
menos esse olhar. 
espero que você também não o perca. 
melhor: o perpetue! 
inocência diante da vida.
por mais danada que ela possa ser.
ou parecer.
forma de sobreviver 
e com alegria.

 

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Tom Paixão

18 de janeiro de 2016 às 05:54 · 

cai o pano

dela sumiu 
o cheiro
na toalha
e no travesseiro

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Tom Paixão

17 de janeiro de 2013 às 21:18 · 

eu, sem augusto dos anjos:

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Tom Paixão compartilhou a própria foto.

17 de janeiro de 2015 às 19:08 · 

lindim dimais da conta, gente! 
todo fim de semana, em raposos, nossa praia.
transando com as moças de vida airada 
pelos matos perto do poço azul. 
(nunca gostei de cama ou motel, desde então.)
onde quase morreu afogado certa vez. 
era muita maconha.
ô vida boa e bonita, vixe!

 

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Tom Paixão

1 h · 

na madrugada insone, vejo a rede brasil. 
perdidos no espaço ainda em preto e branco, enquanto espero o prato principal: além da imaginação. 
doutor smith come frutas alienígenas. 
maureen diz que podem estar envenenadas. 
bem à sua maneira, doutor smith surta. 
diz que foi culpa dos robinsons.
e some, levando um aparelho importante do foguete. 
todos começam a procurar por ele. 
maureen, uma hora, diz pra seu marido, professor john robinson, que ninguém deveria se sentir culpado pelo "infortúnio" do doutor simith. 
"ele é um colecionador de injustiças", ela diz. 
BAMMM!!!
bateu aqui como uma dose de absinto em jejum. 
eis o que temos no facebook com algumas pessoas - muitas. é um nunca acabar de lamentação pela injustiça do amor perdido, filho ingrato ou preso injustamente por ter matado três pessoas, vida ruim, festa sem funk, pensão atrasada, condenação do lula, perseguição ao jair, pelo time que perdeu, pela namorada bonita do ex (ou vice versa), pelo carro que estragou ou bebe muito, pela goteira sobre a tv de 45 polegadas tela curva, pelo celular de cinco mil perdido no ônibus do veneza...
putz, que saco!
o que essas pessoas, via de regra, não sabem nem sequer pressentem, é que a maior parte das ruindades que as assombram e atacam, são elas mesmas que compram, pegam, trazem, buscam. 
às vezes lá na fossa da mente. 
é só fazer um mea culpa básico. 
ou pedir ajuda profissa.
mas, quem há de? 
e olha que muitos rezam/oram como se o mundo fosse acabar amanhã.
doutores smiths de facebook... 
colecionadores de "injustiças.e de desgraças. 
eu, hein?
vão cagar no mato!

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Tom Paixão

10 de janeiro de 2017 às 09:48 · 

o mundo pertence às mulheres 
que mordem os lábios inferiores.
e que olham pra sua boca enquanto você fala.

 

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Tom Paixão

15 de janeiro de 2016 · Contagem, Minas Gerais · 

Mulheres

ele tanto insistiu. 
resolvi arriscar. 
afinal, minha mãe vivia me dizendo que tava passando 
da hora de eu arrumar um homem. 
"arrumar um homem", imagine só. 
eu não tinha tanta certeza assim se queria "arrumar um homem". 
mas a gente vai tanto pela cabeça dos outros, né? 
de modo que aceitei o convite. 
ele não era de se jogar fora. 
cliente vip lá da agencia, só o via passando direto pro gerente. 
mas sempre me cumprimentava, cortês. 
excetuando ter o dobro exato de minha idade, o resto não vi problema. 
na verdade, não vi problema também em ele ter o dobro de minha idade.
esses meninos narcisos de hoje , que só vêem a sim mesmos, me dão sono. 
e tem uma coisa curiosa. 
se o homem tem 25 anos e a mulher 15, o povo malda. 
se tem 30 e ela 20, já tá quase normal. 
a partir daí, parece que a mulher perde o valor de mercado.
como se fora uma carro, entende,? 
quanto mais velho, mais desvalorizado. 
e não tem lei socialista que mude tal pensamento. 
principalmente nas mulheres. 
mulher brasileira é mais machista que os homens. 
enfim, são coisas que fico pensando aqui no meu quarto. 
adoro ficar sozinha em meu quarto. 
penso, ouço musica, jogo angry birds e candy crush, vejo séries americanas no netflix.
ler, não consigo. 
começo um livro, daí a pouco acho que tô perdendo tempo. 
revista eu gosto. 
daí que muita gente me acha metida, opiniuda, sabichona, anti social.. 
é difícil viver num mundo de humanos quando a gente quase sente que não se é um. 
ele mandou mensagem dizendo que me pegaria às nove. 
teria um coquetel num novo escritório de um ex sócio dele.
depois a gente iria jantar. 
"e após", ele fez questão de dizer, "só delz sabe." 
ele é ateu, soube no coquetel. 
mania enjoada que alguns deles tem de escrever "Deus". S
se não acredita, tudo bem. 
mas o tal de "delz" não tem graça nenhuma. 
isso tudo pensava enquanto me emperiquitava mais do que em outros encontros. 
estranho...
o coquetel foi além de meia noite. 
eu nunca tinha jantado depois de meia noite. 
nem em ceia de natal. 
em verdade, não sou lá muito fã da noite. 
meia noite pra mim é uma boa hora pra acordar no meio do sono, virar na cama e começar mais uma sessão. 
gosto de dormir. 
uma da manhã saímos. 
caia uma garoa fina. 
mas a rua da bahia tava bonita. 
não tinha visto como ela fica bonita com as luzes amareladas dos postes e o asfalto molhado. 
claro, não saio nem com tempo bom, que dirá com chuva. 
mesmo fina.
parecia cena de filmes antigos, como "cantando na chuva." 
ele tinha guardado o carro num estacionamento ali ao lado do bradesco. corremos na garoa pra atravessar a rua. 
de repente, ele parou. 
botou mão no peito e encostou no poste do sinal de transito, ali n esquina da goitacazes. 
achei que iria cair. 
ninguém na rua pra pedir ajuda.
o abracei, desesperada. 
comecei a chorar. 
ele de cabeça baixa, mão no peito, outra no poste. 
de repente, riu.
e abriu os braços, me envolvendo no abraço mais doce e cheiroso e molhado que já tive. 
"cê assustou?", disse, já às gargalhadas. 
tomei um susto, me aninhei mais a ele, dando soquinhos em seu peito.
isso é lá brincadeira que um homem dessa idade faça?
claro que é. 
porquê não?
me pareceu tão feliz, tão bom, tão doce. 
rindo tanto como criança que seu peito trepidava. 
acredita que me apaixonei na hora? 
trem mais doido. 
e lá no fundinho de meu inconsciente devo ter dito: "quero este homem pra mim pra sempre!" 
e assim tem sido. 
gozado esse mundo, né?

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Tom Paixão

15 de janeiro de 2013 às 15:26 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

à guisa de balanço

em 2012
fui humilhado
vilipendiado
sacaneado
roubado
mal amado
destratado
moralmente assediado
e mais uma boa dezena de coisas ruins
com o sufixo 
ado
ao contrário de quem lê
ana maria, nova e marie claire
meu "psicológico"
não foi abalado
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Tom Paixão

11 de janeiro de 2012 às 13:58 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

meu padrinho de
crisma 
cisma
que o disco 
prisma 
vai me causar 
aneurisma

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Tom Paixão

11 de janeiro de 2013 às 08:35 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

ah, essa doces pessoinhas que leem dois livros de martha medeiros e um de augusto cury e se acham conhecedoras do ouro que todos recebemos que se chama vida.
não sabem que uma grande e avassaladora paixão pode acabar num átimo apenas por a menina não lavar bem a perereca.

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Tom Paixão

11 de janeiro de 2016 · 

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Tom Paixão

11 de janeiro de 2017 às 13:15 · 

poucos homens confessarão.
talvez sob tortura. 
ou numa delação premiada. 
mas a verdade é que todos nós sentimos uma saudade danada 
da namorada com quem casamos antes de ela virar mãe. 
aaahhhh...
(eis o busilis da vida, meus filhos.)

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Tom Paixão

10 de janeiro de 2014 às 17:58 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

poemeu

quer saber, doutor? 
eu gosto é da confusão
coração batendo tuc tuc tuc não é a minha
quero a taquicardia, 
o stress quase arrebentando a jugular interna
o sangue a duzentos por hora na cava inferior
levando/lavando 
como se fora uma vaga gerada por um tsunami, 
tudo que encontrar pelas paredes.
depois, na calmaria, 
noto que respiro melhor
e no coração, 
uma limpeza geral de toda gordura impura
que quase causava um enfarto por inércia. 
assim sou eu.

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Tom Paixão está com Gerson Almeida e Vitor M Q Mattos.

10 de janeiro de 2016 às 14:07 · 

então...
parte de meus meninos. 
aqui tem amigos de décadas. 
com esse povo posso
- eles podem -, 
rir, chorar, contar da parte ruim e da parte boa da vida. 
também posso
- e eles podem. - 
ficar simplesmente sem falar nada. 
sentindo a vida.
e vendo nossas ex namoradas, mulheres, amores, paixões, passando, 
gordas e puxando uma renca de filhos ou netos.
e a gente fazendo as mais não politicamente corretas piadas. 
enfim, minha raiz e minha vida. 
nossa missão é rir,
amo muito (e sou amado por) essa putada! 
eles são os meus meninos.
e eu sou o menino deles.
(e niversário se faz assim!)

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Tom Paixão

5 de janeiro às 08:07 · 

quando criança e adolescente, eu tinha uma solidão bem especifica.
eu lia livros. 
montes.
e procurava filmes que fossem além dos clint eastwood e charles bronson matando todo mundo ou detetives negros tipo shaft, que comiam todas as mulheres, ou as pornochanchadas.
daí que quando acabava um livro ou via algo nas telas que queria comentar com alguém que tivesse tido a mesma experiência que eu, 
olhava ao redor...
e não via ninguém! 
foram anos e anos assim. 
daí vieram agencia status, faculdade, bons encontros intelectuais, maletta, fafich, cine humberto mauro, amizade com escritores e coleguinhas intelectuais, namoros com mestras de letras, de filosofia, etc e coisa e tal.
de repente, tempus fugit, eis que descubro: isso acontece hoje em dia.
de novo
well, tomara que seja por anos e anos. 
(riso sardônico.)

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Tom Paixão

29 min · 

agora, escute essa:
minha mãe adorava a palavra palerma. 
usava pra tudo. 
do gato que dormia na beirada do tanque coletivo onde morávamos, na conferencia de são vicente, ao motorista do caminhão que trazia latas de leite em pó, manteiga e aveia, que os estados unidos mandavam pros pobres do brasil. 
comigo, nunca usou. 
poderia, se quisesse. 
mas preferia "ô menino bobo, sô!"
coração de mãe.
enfim, essa é uma palavra que não é tão usual e sou capaz de dizer que gente com diploma universitário talvez nunca a tenha lido ou ouvido. 
ou usado. 
um palerma, né mamãe?
mamãe não tinha estudo. 
era, digamos, semi alfabetizada.
assinava o nome.
lia tatibitate. 
aprendi a imitar sua assinatura direitinho. 
nunca serviu pra nada. 
aprendi a assinar também que nem ziraldo, henfil e jaguar.
serviu pra nada idem, claro.
mamãe aprendeu essa e muitas outras palavras "difíceis", nas diversas casas onde labutou como empregada, no feudo belorizontino compreendido entre funcionários, anchieta e cruzeiro. 
com uma beiradinha pro bairro serra, mais pobrinho. 
tanto ouviu que até chupou uns arremedos de francês. 
e gostava de esnobar com eles. 
-merci bocú!
-né pá de quá, messiê!
mamãe...
mamãe detestava conversa fiada.
e gente que se acha.
"madame nada tem", apelidava.
língua ferina, a dos pobres
embora pobre de marré decí, nunca chamou os patrões de doutores. 
dizia que doutor era aquele que ficava debaixo da cama. 
o penico. 
hahaha! 
essa mamãe...
presentão um dna assim, hein?
acho que passei pra meus três filhos. 
tudo bocudo.
tô lembrando de mamãe em especial porque dentro de quatro dias me dará a vida. 
e, olha a sutiliza semântica: à vida 
e porque vejo tantos especialistas analfabetos com diploma zurrando fiado na tv, no congresso, nas prefeituras, câmaras, igrejas, faculdades, palestras e, last, but not least, aqui, que só me vem uma palavra: - exatamente! -: "palermas!"


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Tom Paixão

8 de janeiro de 2014 às 09:23 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

ah, essa falsa cultura...
uma moça acaba de me dizer que não pode haver precificação do amor.
mandei-a fazer campanha nos sobe/desce da guaicurus.
e no alto da afonso pena.

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Tom Paixão

7 de janeiro de 2013 às 16:05 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

eu tinha 50
ela, 30
na redação
um furacão
entrou nos peitos
e nos levou
em seu torvelinho
tentei me agarrar em algo
ou alguém
encontrei nada e ninguém
ela tal qual
gira gira
escuridão
cair num abismo
a sensação
mas a cada beijo dourado de paixão
a paz dos que vão morrer
e pra dama de preto
dão a mão

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Tom Paixão

6 de janeiro de 2011 às 19:29 · 

idéia pra um conto: "quando ela descobriu que o amava mais que a vida, foi tarde. acabara de jurar no altar que aquele ser ali em sua frente - que ela descobrira, jamais conhecera - seria a quem amaria, respeitaria e obedeceria, e que acabara de se transformar em seu marido. 
ele sorria. 
ela, estava morta por dentro. 
sabia, havia uma enorme carga de sofrimento a sua espera já ao sair da igreja"

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Tom Paixão

5 de janeiro de 2013 às 10:22 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

não acho leiloar a virgindade uma coisa deplorável. 
é só uma membrana que protege a mulher de infecções.
que nem os pelos do nariz. 
deplorável, pra mim, é alguém que compra uma virgindade.

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Tom Paixão

5 de janeiro de 2013 às 10:44 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

dá pena ver alguém jovem dizer: 
nada me espanta mais
dá pena

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Tom Paixão

5 de janeiro de 2013 às 14:03 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

não tenho uma nega chamada tereza
(as negas, sei lá porque, não vão muito com minha cara)
mas tenho um poodle branco (olhai!) que pintou aqui em casa no fim do ano e fiquei com ele e procurei os donos e não encontrei e com ele me apaixonei e parece que a reciproca é verdadeira
e um canário chamado afonso
e uma calopsita chamada calopa. 
e ocasionais moscas, pernilongos e baratas, que visitam, comem e vão embora. 
minha família é grande.

___Tom Paixão

28 de dezembro de 2017 às 21:28 · 

foi assim. 
ela era colega dele na tv. 
mas havia desde sempre algo mais.
tímido, com um casamento recém acabado, uma relação desgastada, ele demorou a tomar inciativa. 
fazia o que sabe: piadinhas cheias de verdade. 
ela correspondia, rindo. 
um dia ele fez a proposta: se chegassem a determinada idade e não estivessem comprometidos, se casariam. 
e foi e foi e foi...
finalmente, aconteceu. 
os corações foram abertos.
e foi uma paixão de cinema e música e livro. 
coisas que os dois adoravam. 
e conversavam horas sobre.
mas ela já estava pra ir embora. 
ia estudar do outro lado do mundo. 
pedir a ela pra ficar?
mil vezes ele pensou nisso. 
mas não teve coragem. 
ela estava tão empolgada. 
e tinha batalhado tanto por isso.
the police, lembra?: "if you love somebody, set them free!"
até que chegou o dia. 
foram à praça do papa à noite.
pipoca com queijo e lágrimas.
nunca haviam chorado tanto. 
ateu, ele lhe deu um santinho de nossa senhora da boa viagem. e uma foto sua. 
e seu chaveiro predileto, com a reprodução de guernica, de picasso. 
e nele, as chaves de sua casa. 
no dia seguinte, ela embarcava e ele estava fazendo reportagens e entrando ao vivo. 
o coração em frangalhos e uma imensa vontade de chorar. 
mas, profissa, segurou. 
até duas da tarde, quando ela já estava em sampa pra pegar o boeing que a levaria ao destino. 
ele chorou do bairro floresta até a garagem de seu prédio. 
como dirigiu?
não lhe pergunte.
entrou, tomou banho, abriu uma vodka que os dois haviam bebido e pensou que iria morrer desidratado. 
"dicen que un hombre no debes llorar", julio iglesias?
tá bom...
então, começaram uma doce guerra de emails. 
era ainda na internet discada.
ele quase enfartava com aquele barulhinho da conexão. 
eram laudas e mais laudas. 
de lá pra cá e daqui pra lá. 
(parêntesis: ele mandou imprimir todos. é um calhamaço de umas trezentas página que ele guarda num cofre.)
um dia, era natal. 
ele pegou seu celular gradiente enorme, e discou. 
pro outro lado do mundo. 
ela estava diferente.
mas tonto de amor e saudades, não percebeu de imediato. reticente, ela finalmente atirou sem mira: tinha conhecido alguém!
com o fone no ouvido, nem notou que tinha saído do apartamento no bairro planalto.
abriu o portão.
enquanto música e barulho de talheres batendo nos pratos e risadas ecoavam nas casas da rua terezinha lopes azevedo, ele estava andando sem rumo e ouvindo a história. 
em dado momento ela disse: "não é possível que você não tenha notado!"
oi? 
e tudo terminou.
bem pra ela. 
ele, não.
não encontrava araldite que chegasse pra colar seu coração. 
chegava à tv, os colegas comuns peguntavam por ela. 
ele respondia mecanicamente que estava bem, estudando muito. 
quase repetia sua frase: "não é possível que vocês não tenham notado!"
o tempo passou, ela sumiu, ele procurou por ela na net. descobriu-a em outro país, feliz, casada, com filhos. 
não lhe mandou mensagem. 
sua mãe sempre o ensinou a jogar uma carta de menos. 
e depois, pra quê?
mas ele se lembra, volta e meia, dela. 
aí vem o roberto, né?
"você é a saudade que eu gosto de ter."
e do quanto chorou naquele quarto que era pequeno pros dois e ficou enorme sem ela
e ri, meio tristonho, ao lembrar o quanto sofreu, o quanto chorou (obrigado, veraloca) naquele tapete azul que ambos compraram na riachuelo. 
mas a vida, como sempre, seguiu. 
e hoje ele tem uma bela história de amor pra lembrar, entre outras. 
e conta aqui pela primeira vez.
culpa da brenda, da banda bidê ou balde e esses trens de natal.
que não gosto.
quer dizer, que ele não gosta
arre! 
************************************** 
Ela vai mudar
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Para conversar
Perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela e aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Ele vai mudar
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele e aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele e aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou


 

 

Bidê ou Balde - Mesmo Que Mude (COVER Brenda Luce)

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão

3 de janeiro de 2015 às 04:26 · 

cada homem
(não importa a idade)
mais alto que eu
que me abraça
me derreto todo
até fecho os olhos
(penso que é meu pai. de quem nunca ganhei um abraço.)

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Tom Paixão

1 de janeiro de 2015 às 08:39 · 

um bom amigo não sabe ou acha que sabe o que é bom pra você.
um bom amigo não quer te mudar.
um bom amigo te ama estando voce "certo" ou "errado".
um bom amigo não te julga.
um bom amigo te quer ver sempre de boa. 
e contribui muito pra isso.
um bom amigo é tipo assim 
Alvim Dias :

"O sobrenome de 2015 é Tom Paixão!
Este ano é todo seu meu amigo.
Tudo de melhor pra você! Saúde, amor, sensibilidade, prosperidade, pêlos arrepiados e sucesso!
Sei q tu não crê em Deus, mas mesmo assim peço a Ele por você.
Tamo junto!"

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Tom Paixão

1 de janeiro de 2017 às 08:47 · 

dois mil e dezesseis? 
pra mim foi lindo! 
e sorridente.
e bom.
e saboroso.
sapurquê? 
"já não sonho. 
hoje faço com meu braço meu viver."
(...)
"aprendi a dizer não, 
ver a morte sem chorar."
(...)
e porque 
"da vez primeira em que me assassinaram
perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
depois, de cada vez que me mataram,
foram levando qualquer coisa minha…"

daí, fica fácil.

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Tom Paixão

31 de dezembro de 2015 às 08:36 · 

eu
ou: testemunho pré novo ano
(vai que, né?)

eu não gosto mais do pt. 
perdi empregos e promoções por brigar por algo que eu acreditava ser a redenção do brasil.
e do povo preto.
e da ignorância. 
eu não acredito em direita nem esquerda. 
ou centro, socialismo, comunismo.
eu não gosto de dilma. 
une incompetência e prepotência. 
coquetel mortal. 
eu sou ateu. 
eu, porém, não milito no anti petismo, anti dilmismo ou ateismo. 
nem em aecismo, cunhismo, tucanismo ou verdismo.
eu gosto é de zueira. 
sobre tudo e sobre todos.
eu não levo nada ou ninguém a sério. 
sério! 
e nem acredito nas grandes verdades e seus criadores.
eu gosto é de gatos, galinhas e cães.
eu não tenho mais sonhos profissionais. 
o último foi trabalhar na tv balcão. 
eu sou feliz. 
e tento dividir tal felicidade.
eu tenho um programa de radio.
eu falo sem pensar. 
eu não gosto da música feita no mundo hoje. 
eu sinto falta de um bom escritor. 
eu gosto muito da revista piauí.
eu não entendo a birra de alguns com a revista veja.
nem o respeito por coisas como brasil 247.
eu não discuto com ninguém no face.
uso sarcasmo.
se me ferem, excluo. 
e bloqueio. 
eu não gosto de injustiça. 
tento com força não a cometer.
eu gosto do boechat desde quando ele era ghost writer de ibrahim sued. 
eu sinto falta do correio da manhâ, d'o pasquim, da realidade e de grande hotel.
eu gosto de abraços. 
e de rir. 
e fazer rir. 
eu esqueço fácil quem me magoa. 
gosto muito de quem sou hoje. 
eu acho que tô meio pronto.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

30 de dezembro de 2016 às 04:10 · 

dedicado, com amor, aos coleguinhas da radio globo

são três e meia da madrugada. 
durante dois anos, a essa hora, uma musiquinha gostosa saía de de meu celular, me acordando. 
levantava, ritualizava banho, barba, alongamento, café.
me aprontava e saia pra pegar o ônibus. 
frio, chuva torrencial, dor de barriga, ressaca ou tristeza, nada impedia.
o ônibus 8203 passa as quatro e cinco.
nele, toda e qualquer preocupação se dissipava. 
a turma dos curiangos foi fazendo amizade e a risaiada tomava conta. 
depois, esperando o outro ônibus, que me levaria a contagem, em frente ao mercado novo, a mesma coisa. 
como ele passa às cinco horas, dava tempo de contarmos casos, darmos risadas, conhecermos -nos (putz!) uns aos outros. 
pedreiro, cozinheiras, uma professora, uma garota de programa, um padeiro, travestis, entre outros.
deliciosos e saudosos amigos,
o mesmo acontecia também no 7840. 
antonio, o motorista, a lava e seca, paulinha, o dorminhoco, o gordão que viaja de pé, na frente, pois nenhuma cadeira o cabe, 
Dario, o darinho e tantos mais, faziam a viagem tranquila e divertida. 
quando eu chegava ao local de destino, tava cheio de histórias e energia boa ganhas de meus parceiros de aventura. 
daí, sentar, escolher notícias, separar a play list e, às sete horas, começar meu programa FALA, TOM na Radio Gerais, era fácil. 
um piquenique.
e com os henriques e os ouvintes/sócios, a festa era completa.
mas, e tem sempre um mas na felicidade, de repente, tudo foi levado num turbilhão. 
forças alheias à minha vontade e de outros colegas, destruíram tudo. 
(é meu único lamento de 2016.) 
mas ficou o vicio. 
que essa profissão é uma droga pesada.
todo dia, às três e meia da madrugada, acordo. 
não importa a que horas deite. 
coisas do mundo, minha nega.

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Tom Paixão

27 de dezembro de 2013 às 12:19 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

QUADRINHA

Zizinho era irmão de Puruca
Zico, de Taquinho
Keno, de Tu
Marquinhos era irmão de Sergio
Que se casou com minha irmã
Robinho era meu colega de escola e comprou um taxi
Zico matou a mulher, Rosária
Marquinhos tomou um tiro e se foi
Tu morreu de derrame
Puruca casou com Valéria
Zizinho virou barbeiro
Um ladrão matou Robinho
Keno, nunca mais ouvi falar
E ainda tinha Lambreta, Goiaba, Michila, Chen, Wilson 
e mais um monte de gente hoje longe de mim.
Mas ainda comigo.

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Tom Paixão

26 de dezembro de 2010 às 08:12 · 

gosto de mulher que gosta de ouvir conversa fiada e filosofia de buteco de manhã.(deve ser por isso que estou sempre solteiro)

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Tom Paixão

26 de dezembro de 2016 às 04:20 · 

homessa, que ojeriza
eu todo armado
e ela com coriza

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Tom Paixão

26 de dezembro de 2016 às 10:38 · 

descobrir um novo músico é como fazer amor pela primeira vez com alguém com quem temos uma afinidade. 
a gente fica querendo mais e mais. 
e quando o corpo dá sinais de esgotamento, ficamos esperando pelo próximo encontro. 
a diferença no caso de um novo músico e sua arte, é que a gente pode tomar overdose. 
sem medo.
tô assim hoje. 
não conhecia chris standring. 
cai na play list dele no youtube por acidente. 
já abri a orloff.
dane-se se é de manhã.
noblesse oblige.
e vou fazer barulhinho bom com minha bateria com ele a semana toda.
viver é tão fácil. 
e ser feliz, ainda mais.

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Tom Paixão

23 de dezembro de 2016 às 08:21 · 

engraçado,...
eu era garoto.
bem mais bobo do que sou hoje.
ouvi essa música pela primeira vez numa loja de discos na rua do ouvidor,
era perto do natal. 
ganhamos folga de um dia na obra de construção do aeroporto da ilha do governador. 
o hoje tom jobim.
tentava eu abrir um crediário na new splan pra comprar uma jaqueta jeans.
(não deu. meu endereço era o alojamento da cbpo, no tubiacanga. não aceitaram, claro.)
mas então, a música do van mc coy...
ela me pegou. 
não sei o motivo.
eu a ouvia na mundial, na excelsior, na jb, até na carioca tocava.
e dançava no mourisco e no renascença, em andaraí.
e sentia um sabor gostoso na alma. 
e ela é tão bobinha em relação ao que curto e curtia na época. 
mas, vai entender alma...
o mais doido é que ainda hoje sinto o mesmo sabor. 
mas com um litro de molho de saudade que, nossa...

 

 

 

 

VAN McCOY - the hustle (1975) (HQ)

VAN McCOY - the hustle (1975) (HQ)

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão

19 de dezembro de 2012 às 09:46 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

sem a elegância de jaques tati, mas eu estou no mundo hoje que nem monsieur hulot. 
quase não sei me mover nele e com as pessoas que nele habitam. 
é estranho. 
mas hilário.

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Tom Paixão

19 de dezembro de 2013 às 10:06 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

dormi meio mal. 
tava agorinha aqui dando uma cochilada em frente ao pc. 
de repente, uma gritaria. 
acordo assustado. 
estarão os black blocs invadindo o gloria?
aqui já é barulhento pra cacete. 
mas o barulho é anormal. 
gritos, buzinaço. 
chego ao alpendre.
e entendo as palavras: "á o papai noel dos lixêro!" 
fom, fom, fom!
"á o papai noel dos lixêro!"
fom, fom, fom!
que pais é esse, mon dieu?

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Tom Paixão

18 de dezembro de 2010 às 11:48 · 

facebook, sábado, meio dia: o nada a dizer sendo dito.

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Tom Paixão

18 de dezembro de 2012 às 11:26 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

negro? 
acho que não.
mal e mal, ser humano com melanina a mais. 
e já acho que é muito.

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Tom Paixão

18 de dezembro de 2012 às 11:28 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

vi duas flores lindas
pareciam estar transando
me aproximei
duas borboletas saíram voando

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Tom Paixão está  se sentindo galáctus.

18 de dezembro de 2013 às 08:21 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

sabe aquele dia em que você acorda às cinco da manhã, 
assiste law and order repetido, 
lembra que seu carro tá na oficina com o motor fundido 
e você não tem um puto no bolso
e o café moído na hora tá no fim; 
e tá feliz como aqueles meninos pobres dos contos dos irmãos grimm? 
pois, é.
eis-me aqui.

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Tom Paixão

11 de dezembro de 2013 às 07:17 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

ele tomou uma cachaça no manias bar. 
no balcão. 
nem olhou se tinha marca. 
importante: ela desceu queimando. 
garganta e pensamentos. 
valeu.
estava se preparando pra sofrer.
e muito. 
até queria, em verdade.
quando ia pedir uma cerveja - essa sim, fazia questão que fosse brahma de juatuba-, a radiola começou uma guarania. 
em muito alto volume.
e com um cantor com uma voz muito ruim. 
deixou pra lá. 
"cancela", gritou por cima da insuportável canção.
"meu sofrimento pode esperar', disse a si mesmo. 
foi embora.
nem lembrou de pagar.

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Tom Paixão

Ontem às 07:42 · Ipatinga, Minas Gerais · 

-------------------------itens de colecionador--------------------------

viver é bom, mas muiiito bom. sempre achei. acho que porque nunca sonhei com nada
*
na adolescência, quando a gente, em geral, quer morrer. a fábrica de panelas de alumínio e a turma do ferrinho não me deixaram pensar nisso. a hard day's night, perde.
*
eu sempre fui feliz. mas hoje em dia, sou muito mais. não sei o motivo. quando olho no espelho, estou ficando velho e acabado.
*
um cafuné na cabeça, como diz leila diniz, eu quero até de macaco.
*
quando faço meus amigos rirem e o virgilio diz "ô cara fedaputa!", vou ao nirvana.
*
às vezes sinto que algumas pessoas gostam muito de minha companhia. quando em vez, até me acho especial. não no sentido politicamente correto de retardado. se bem que...
*
acho que não consigo ter uma empregada. vou querer fazer o serviço com ela. que nem faço com pedreiros. 
*
tenho muita tranquilidade, atualmente. dirijo devagar (nem sempre), não tenho pressa (quase nunca). e nem me irrito tanto (well, bem menos).
*
um certo incomodo (bem pouco) me causa estar sempre tão emotivo. mas sem melancolia, por favor. deve ser da idade. ou não. afinal, só tenho 17 anos.
*
escrever, às vezes, mesmo coisinhas bobas como esse "itens", me machuca o coração. (aí, ó! tô falando.)
*
me causa um certo desprazer (micharia) gente que me classifica pelos meus escritos. pro bem ou pro mal.
*
mas continuo não dando a mínima pras opiniões contrárias.
*
e nem tento (nunca tentei) mudar pensamento de ninguém,
*
quando chegar ao céu e aquelas bichinhas loirinhas de asinhas esvoejantes me perguntarem, com suas vozinhas de pablllo: "encontrou a alegria na vida? fez a alegria de alguém?", 
vou dar de ombros. 
"eu ri muito, santas. o resto não sei. vê aí nos arquivos, uai!", direi.
*
e assim por diante

____________________________________
Tom Paixão

9 de dezembro de 2014 às 17:54 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

terça feira, quatro da tarde, 
bar banzai, rua padre belchior. 
casal de meia idade me aborda:
-ei, você é o tom paixão?
-eu mesmo!
-num falei, bem?
-rapaz, quanto tempo. 
eu fui juiz.
você me entrevistou várias vezes. 
tanto no aqui agora, quanto apresentando o cidade alerta e o brasil urgente.
onde cê tá?
-faço um programa de radio na 
Rede Gerais de Rádio AM 830
-ah, tenho que ouvir. é fm?
não, am.
ih, meu radio só pega fm. 
de qualquer modo, 
foi um prazer te ver. 
tudo de bom!
a esposa, na saida:
-bem, ele tá bem caído, né?
bebendo num lugar desse.
e essa roupa?
acho que ele tá numa pitimba daquelas.
um cara que trabalhou com marcelo resende e datena?
-fala baixo, sô. vai que ele ouve.
-tsk, tsk. tsk...
(o que me divertiu foi ouvir, depois de tantos anos, a palavra pitimba, 
que minha mãe era useira e vezeira de usar. 
significa na merda.
hehehe. 
é nóis. 
ou eles.
sei lá.)

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Tom Paixão estava   se sentindo de coração partido.

5 de dezembro de 2016 às 17:11 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

acompanhando minha querida, amada e já saudosa radio gerais, 
lá se vai também a radio globo am ficando muda. 
que pena pra nós, profissionais.
e para ouvintes conscientes que colocavam sua indignação aos microfones.
bom pra quem gosta de pastor pastoreando e padre gemendo.
voz do povo? 
tem mais não.
e segue o féretro brasil.

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Tom Paixão

2 de dezembro de 2016 às 02:14 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

as tragédias acontecem
(maioria causada pelos homem)
amores vem e vão
políticos nos traem
amigos também
até família, ora
há momentos
(são muitos ao longo da vida. você que é jovem, fique ligado) 
em que pensamos em desistir de tudo
(pena, muitos desistem. seja resiliente, pelo amor de você)
mas cá comigo, em minha ilha, cercado pela minha gata, cachorros, galinhas, árvores, livros, discos, filmes, lembranças, uma garrafa de uca e amores, 
lhes digo: foi, ainda é e vai ser sempre maravilhoso 
não importa 
(quer dizer, importa pouco) 
o que um ou dois ou dois milhões façam
e assim por diante
né, lou?
(para um monte de amigos e amigas daqui e d'alhures.)

 

 

Louis Armstrong - What a Wonderful World - Parte superior do formulário

 


_

 

 

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Tom Paixão

4 de dezembro de 2016 às 22:04 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

aí o repórter perguntou o motivo de ferreira gullar não escrever um poema há mais de de dez anos. 
ele respondeu que não tinha mais espanto. 
e acrescentou que só se deve escrever poesia enquanto a gente ainda se espanta. 
se isso não é versão da presença de uma divindade na terra, 
sei nada mais não. 
mas fico feliz.
ainda me espanto,
todo dia.

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Tom Paixão estava   se sentindo maravilhoso.

1 de dezembro de 2013 às 15:59 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

poemeu

se me deres
dez anos de sua vida
não vai lhe fazer falta
doce querida
te prometo, com um ramo de margarida:
segunda feira divertida
cama de flor colorida
(beijos molhados e sexo safado como se fosses bandida )
noite de domingo divertida
mãos no rosto se houver partida
em caso de frio, alma aquecida
nunca, jamais, arrependida
abraços e chuva na avenida
amar como se no mundo não houvesse medida

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Tom Paixão atualizou o status dele.

1 de dezembro de 2016 às 16:01 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

tenho opinião sobre tudo. 
e critico, julgo, condeno, puxo a corda, ligo a eletricidade, solto a guilhotina.
mas também posso mudar a cada momento. 
metamorfose ambulante, bebê.
mas sobre aborto não sei o que dizer ou pensar. 
e isso não vai mudar nunca!
acredito apenas que é uma prerrogativa 
única e exclusiva da mulher.
ao homem, cabe apoio.
sem questionamento.
apenas cale-se!

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Tom Paixão

28 de novembro às 08:53 · 

se eu fosse um dos marinho, mandaria colocar na abertura de novelas, casos especiais e até humorísticos da globo, o que logo seria imitado que nem o cenário do jornal nacional por todas as outras, os seguintes dizeres: 
"esta é uma obra de ficção. 
ficção, pra quem não sabe, significa 'elaboração e criação imaginária, fantasiosa ou fantástica.' 
em suma: é de mentirinha. 
se você e/ou sua família não têm personalidade, discernimento, inteligencia, boa formação ética, humana e moral; favor mudar de canal. 
obrigado. 
tv globo."
sério, mesmo!
porque, olha..

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Tom Paixão

30 de novembro de 2010 às 08:35 · 

sabe o que é lindo? mulher que ri como criança!

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Tom Paixão

30 de novembro de 2012 às 09:55 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

agora, escute essa:
os alienígenas tomam conta e vigiam os terráqueos há milhares de anos. 
os sinais estão por todo lado.
notadamente na bíblia e no mahabaratha. 
inclusive alguns de nós somos filhos diretos deles, via inseminação artificial. 
em tempos críticos, como nos 60, com a guerra fria e a crise dos misseis, os avistamentos são maiores. 
ultimamente quase não se vê ufos. 
sinal que tá tudo tranquilo dentro do que se pode esperar dos humanos. 
o oriente médio vai se resolver sozinho, se o resto do planeta parar de encher o saco.
é o que me mandaram dizer.
obrigado pela atenção.

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Tom Paixão

29 de novembro de 2016 às 16:48 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

entreouvido no messenger:
"tom de deus, corre lá no seu post. 
precisa ver o que estão falando!"

"posso agora não!
tô numa fase difícil:"

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Jogue o novo Candy Crush Soda Saga! Novos doces, mais combinações e novos modos desafiadores cheeeeios de refrigerante!

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Tom Paixão atualizou o status dele.

29 de novembro de 2016 às 23:59 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

que top!
quer dizer que um pm foi esfaqueado por "manifestante" em brasilia? 
uau, que show!
o líder dele (ou dela) deve estar orgasmando de emoção. 
isso mesmo!
é assim que se conquista tudo.
me lembrei e liguei pra uns amigos de priscas eras na luta pela redemocratização de meu país, pra confirmar. 
os pms nos encurralavam na rua da bahia, na entrada do parque, na igreja de lourdes do padre toninho e, principalmente nas rua adjacentes à praça sete, 
havíamos descoberto recente a tecnologia do bodoque.
ou brita dois ou bolinha de gude, os projeteis. 
nenhum de nós se lembra de ter tido minimamente a vontade de acertar o policia. 
e tinha uns bate pau da pesada na força
mirávamos no cavalo.
e explodíamos em gritos quando ele empinava e o pm caía ao chão. as vozes ganhavam força: 
"abaixo a ditadura, abaixo a ditadura! o povo unido, jamais será vencido!"
e era tudo. 
não havia esse ódio irracional nas ruas..
well, mudaram as manifestações ou mudamos nós? 
vai saber...

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Tom Paixão

27 de novembro de 2016 às 08:15 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

jornal nacional de sábado. 
o robô heraldo e a doce sandra. 
e fidel sendo chamado pelo nome: ditador!
jorge pontual pareceu não ter gostado. 
achei que iria chorar, a menina.
alan severiano quase dançou com os cubanos em little havana. 
e nada de endeusamento bobo do morto. 
a história e pronto.
larissa schmidt , de férias em havana, serviu pra mostrar as casas fudidas dos cubanos. 
televisão tubo de 29 polegadas que se encontra no lixo em rio branco, é luxo em havana.
a opinião de outro morto, aecio, sobre fidel: desnecessária. 
como o entrevistado.
e assim por diante.
gostei.

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Tom Paixão estava   se sentindo tranquilo comigo mesmo.

27 de novembro de 2016 às 19:56 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

antes de me julgar

saiba que choro em comédia romântica, 
gosto muito de mozart, jogo candy crush, angry birds e mahjongg. leio manuel de barros, chico alvim e quintana com gosto. 
assisti todo o alli mac beal, gilmore girls e greys anatomy.
dou um rim pra um amigo, gosto de beijar na boca e alhures, 
durmo com minha gata, beijo meu cachorro e minhas galinhas atendem quando bato no cocho.
as crianças me adoram, as mulheres gostam de minha amizade.
gosto de cozinhar e sou bom no trem.
sou bom ouvinte, sei escrever cartas manualmente. 
e poemas.
imito viado (oi?), velho (oi?²) e gente da roça com perfeição.
não sou politicamente correto nem serei. 
detesto todo tipo de bandido.
evito entrar em discussão com quem tem religião e ideologia, pois são irmãs siamesas. 
e é perda de tempo.
mas a zuera, é certa.
ah, e deixo tudo pro dia, semana, mês, ano, seguinte. 
sofrimento e dor, principalmente. 
e assim por diante.

 

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Tom Paixão

13 h · 

vida?
morte?
deixe eu te contar o que sei sobre vida e morte. 
elvis presley era o rei do mundo, não só do rock. 
sofria dores de dentes e nos olhos. 
se entupia de remédios. 
sempre tem um médico picareta pra vender remédios milagrosos pros ricos e famosos. 
só comia porcaria. 
tinha ainda uma prisão de ventre terrível. 
um dia, mais precisamente em 16 de agosto de 1977, sentiu umas pontadas na barriga. 
foi ao banheiro. 
fez força. 
e nada. 
fez mais força. 
nada ainda. 
na terceira tentativa uns pitoquinhos.
se sentiu mal. 
se levantou do vaso com as calças do pijama de seda ainda arriadas.
deu dois passos.
caiu, de boca no piso do banheiro. 
uma gosma verde saiu de sua boca. 
o rei estava morto. 
sem ao menos limpar a bunda. 
ou dar descarga no vaso.
eis tudo.

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Tom Paixão

25 de novembro de 2016 às 07:08 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

felicidade?
felicidade é ter um café da manhã.
bom dia pra você, também

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Tom Paixão

23 de novembro de 2013 às 09:49 · 

pelo fim da violência do homem contra a mulher
e da mulher contra o homem
(que uma palavra mal dita 
ou um olhar atravessado
machucam mais que murro na boca)
Parte superior do formulário

 


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Tom Paixão

23 de novembro de 2015 às 18:06 · 

sei lá.
acho que é meio tarde. 
mas, enfim...

 

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Tom Paixão

19 de novembro de 2016 às 05:55 · 

o quarto de dormir é uma escuridão.
exceto.
brilha a luz vermelha da tv desligada. 
e o relógio do pc, 
que é azul. 
mostram contornos de uma vida que existe ali.
as horas passam. mesmo no horário de verão. 
e a doce e linda manhã vai, lentamente, invadindo o ambiente. 
o que era contorno, vira guarda roupa, sapateiro, estante, mancebo cheio de bonés, pilhas de roupas e etc.
é azul clarinho a primeira luz.
pela chuva.
mas vai se tornando ouro.
o sol desvirgina as nuvens. 
oba, vai dar pra caminhar na pampulha? 
longe, um galo canta. 
meu cachorro late.
responde? 
sentem o mesmo?

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Tom Paixão

22 de novembro de 2012 às 14:58 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

le monde c'est une moulin. coitado de quem tem sonhos mesquinhos.

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Tom Paixão estava  se sentindo waldemiro santiago com diploma do mobral.

22 de novembro de 2013 às 06:42 · 

receitas bestas da vida
(valor à vida)

não é porquê é sexta feira que você vai ser feliz. 
você vai ser feliz hoje como foi feliz ontem.
por saber dar valor à vida. 
de carona, adivinhe?, 
vem a felicidade.
(ah, você acha que seu problema é falta de dinheiro? well, marcos valério e katia rabelo têm sobrando...)
muita gente está indo pra uma mesa cirúrgica hoje com um sorriso no rosto. 
é feliz, da valor à vida e sabe que tudo vai dar certo. 
ou não. 
mas que se sofra no momento de sofrer. 
não antes.

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Tom Paixão estava  se sentindo sabichão.

22 de novembro de 2016 às 10:02 · 

não sei se você sabe...
ajuda bastante na construção e usufruto de nossa felicidade, não ter nenhuma pessoa - pai, mãe, irmãos. vó/ô, filhos, netos/as, marido/a, amigos - como plano A 
e mais emprego e carreira. 
o plano A, é você. 
todo o resto, são planos b, c ,d, e...
e até z, dependendo. 
só isso. 
simples?

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Tom Paixão

20 de novembro de 2011 às 11:37 · Belo Horizonte · 

vontade louca de esganá-la
ela me beija
quero amá-la

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Tom Paixão estava  se sentindo filosofo do banzai da augusto de lima meia noite.

20 de novembro de 2013 às 08:11 · Belo Horizonte · 

sei muito bem quem sou eu. 
sou aquele que não sabe nada de si.

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Tom Paixão

19 de novembro de 2011 às 10:42 · Belo Horizonte · 

escola de meu filho paga
meu aluguel ídem
mantendo minha alma ingenua
estou bem

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_Tom Paixão

19 de novembro de 2012 às 09:38 · 

são paulo tem uns lances que só em são paulo.
isto é um homem "vivo", dormindo no passeio, um quarteirão da avenida paulista.

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Tom Paixão

19 de novembro de 2016 · 

o quarto de dormir é uma escuridão.
exceto.
brilha a luz vermelha da tv desligada. 
e o relógio do pc, 
que é azul. 
mostram contornos de uma vida que existe ali.
as horas passam. mesmo no horário de verão. 
e a doce e linda manhã vai, lentamente, invadindo o ambiente. 
o que era contorno, vira guarda roupa, sapateiro, estante, mancebo cheio de bonés, pilhas de roupas e etc.
é azul clarinho a primeira luz.
pela chuva.
mas vai se tornando ouro.
o sol desvirgina as nuvens. 
oba, vai dar pra caminhar na pampulha? 
longe, um galo canta. 
meu cachorro late.
responde? 
sentem o mesmo?

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Tom Paixão

18 de novembro de 2011 às 09:26 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

como disse henry drummond, a humandidade recebeu um dom. 
não sei (nem me interessa) se de um deus, dos astronautas, da energia da terra, de visitantes de outros planetas ou da primeira ameba que se juntou com a outra, virando peixe sem rabo ou sapo sem pé, depois virando nós. 
mas há essa dádiva. 
ela se chama amor. 
não amor de email, playboy, facebook, cinema, novela e/ou tuite, onde todo mundo "se ama". 
nem do casal que se vê pela primeira vez, vai pro motel, tem orgasmo e já sái de lá planejando o futuro, achando que está amando. 
"amor" este que atrai o ciúme, o ciúme que atrai a violencia, a violencia a morte e tudo em tres meses e uma capa de jornal. 
amor é uma coleção de virtudes: paciencia, bondade, humildade, generosidade, delicadeza, entrega, tolerancia, inocencia, serenidade e sinceridade.
se você não tem, não vai encontrar no good times, nem no encontro de casais, nem no anuncio do super e menos ainda na camponesa ou no fantasy. 
é um dom. 
se voce olhar ao seu redor, verá que poucos possuem. 
mas insistem em ter, como um cego comprando uma tv de 54 polegadas.
daí, a dor e o sofrimento relatados em toda reunião de familia ou no salão de beleza, no bar.
é triste. 
e só piora.

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Tom Paixão

17 de novembro de 2014 às 17:22 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

gosto de bar
onde a garçonete parece saída
de um conto de bulowski
e me chama de meu bem.

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Tom Paixão

15 de novembro de 2013 às 09:02 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

pelo que leio aqui na face, 
todo mundo tem inimigos, 
todo mundo é invejado, 
todo mundo é odiado
todo mundo é objeto de fofocas de outros, 
todos mundo sofre recalques de todo mundo
todo mundo gostaria de dar um tiro em alguém
eu que sou facebooker desde o início, 
fico ainda mais feliz de não fazer parte
desse mundo. 
mundinho, melhor dizendo.

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Tom Paixão estava   se sentindo sarcástico.

14 de novembro de 2016 às 08:10 · 

você eu não sei. 
eu não leio textão de gente do facebook nem se estiver numa cela na policia federal em curitiba incomunicável.
textão bom e bem escrito e com conteúdo tem na piauí. 
ou nos livros. 
tomá banho, sô...
nego num sabe nem a hora que tá com fome e quer ensinar o mundo sobre o que ouviu falar num buteco ou leu no super.
vá cagar, zé!

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Tom Paixão

11 de setembro de 2011 às 18:57 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

deixa eu te ensinar uma paradinha: 
por alguns minutos, deixe escorrer de seu corpo, como se fosse a espuma do banho, o adulto. 
aquele cara chato, cheio de certezas, sabido, que fala alto nos bares, impondo ou tentando impor, sua opinião ao sobre tudo e todos. 
deixe sair aquela mala que não sabe sentar, ficar quieto e ver uma criança viver o dia e as coisas dela, sem interromper ou tentar mostrar que isso ou aquilo vai lhe fazer mal ou é perigoso. 
esqueça o chefe que você é; curta o garoto doido que você era. 
(e ainda é, lá no fundo.) 
deixe de pensar o que vão pensar de você nisso ou naquilo. 
chame o maestro e peça pra ele pedir à banda que toque o fodas! 
relaxe e sinta-se criança ao ver tais imagens. 
bata palmas, ria alto, diga “porra” ou “putaquipariu”em alto e bom som, mesmo sozinho em casa, sem medo ou pejo. 
a vida é curta, my friend e a felicidade é uma borboleta(tom paixão, aquele)
:

 
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Tom Paixão adicionou 5 novas fotos.

10 de novembro de 2016 às 17:23 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

aquincasa tá dificil! 
chego à janela da copa ou cozinha pra olhar o horizonte com um copo de vinho, lá vem as cocós, cheias de histórias pra contar. 
na área de tanque, vou lavar roupas e o cabo john coltrane está a postos. 
e quer comer minhas mãos. 
se me deito ou vou pro computador ou numa rede pra ler piaui, lá vem a branquinha ronronando e amassando meu peito.
sem contar gente que nem vou declinar o nome. 
como dizia luiz caldas, haja amor. 
e há!
(eu disse que tá difícil? disse-o mal!)

________


 

 

 

 

Parte superior do formulário

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Tom Paixão estava  se sentindo filósofo do manias bar, na rua guaicurus.

12 de novembro de 2013 às 06:38 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

sou capaz de passar-e passo!-, até seis horas na frente deste computador. e olha que comprei um pra mim, cerca de 15 anos atrás, pra falar com alguém que tinha saído do brasil e, pouco depois, de minha vida. 
me apaixonei, desde então. 
pela internet, of course. 
mas tenho notado e sentido falta de um trem: voz humana. 
até outro dia, telefone era o que havia de bom. 
semana passada, no ônibus, ouvi uma mulher dizendo pra outra:
"até que eu gostaria de falar com ele"
a outra: "e por quê não fala?"
"tô sem bônus", responde e finaliza. 
oi?
puxa, a gente se virava pra comprar ficha e depois cartão telefônico pra falar com o outro.
não podia deixar pra amanhã, pois a vida não garante que vá haver um amanhã.
e nem era caso de amor ou algo que o valha. 
um simples gostar, apenas.
msn é legal, bate papo e legal, o face é fenomenal, instagram, linkedin, sei lá mais o quê, tudo bão. 
mas, de vez em quando me pego, na frente do pc, querendo que meu telefone toque e uma voz, qualquer voz, do outro lado diga:
"e aí, tudo bem? sodade docê, sô! liguei pra ouvir sua voz!"
e que não pergunte se estou podendo falar.
sempre estamos e devemos estar podendo falar. 
e ouvir.
ou eu tô errado?

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Tom Paixão

12 de novembro de 2015 às 05:46 · 

mas não tem bruna linzmeyer?
porque não podemos ter nathillaynne sumaré-prado lopes?
discriminação?

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Tom Paixão

12 de novembro de 2013 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

ziraldo nunca foi um intelectual. 
é um desenhista competente, só isso.
teve a felicidade de viver perto de millor, ivan lessa e paulo francis.
o mesmo se pode dizer de jaguar. 
agora, intelectual, intelectual, mesmo, sem chance. 
não leram nada, não viram nada, não sabem de nada.
exceto pedir indenização no bolsa ditadura.

(tom paixão, em raro momento de maledicência)

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Tom Paixão

10 de novembro de 2015 às 18:44 · 

sandra moreira, neide duarte, sandra passarinho. 
minhas ídolas desde sempre. 
lá se vai a a sandra, 
maior sem graça. 
quem vai fazer, com aquela deliciosa voz rouca, 
as matérias dos barracões do carnaval, caceta?
conheci e bati papo com as três. 
pude externar minha admiração para com elas.
apaixonantes meninas lindas.
passarinho e duarte, se segurem, porra!
pra cada sandra que se vai, trocentas loiras de olhos claros 
e peitos de borracha, pululam na redação, 
com suas vozinhas nojentas anasaladas.
merda!
(mas seu paizão vai ficar feliz em te encontrar, né? paz.)

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Tom Paixão atualizou o status dele.

10 de novembro de 2016 às 03:51 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

(foda-se eleição americana. tô romântico hoje.)

me dá gosto ver a fernanda e o thiaguinho juntos. 
parecem tão felizes de estarem um com o outro. 
parecem tão amigos e cúmplices.
e brincando e fazendo piadas um com o outro sempre. 
talvez seja um dos segredos de uma união estável, hein? 
rir. 
juntos.
um com o outro.
um do outro. 
do mundo.
as pessoas estão muito metidas a sérias. 
qualquer piadinha vira textão que ninguém lê. 
que o amor deles e eles tenham vida longa e próspera.

(professores de harvard perguntando: "quem são?" em 3..2...)

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Tom Paixão

8 de novembro de 2012 às 09:08 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

mulher com mais de 20 anos de profissão na area de consultoria em rh atesta na veja bh: é cada maior o número de gente com curso superior completamente burra e idiota.
analfabetos funcionais.
assino junto. 
conheço jornalistas, quer dizer, bacharéis em comunicação, com menos de trinta ano que renegam redes sociais, detestam e não têm face e tals. livros lidos? 
não me faça rir. 
mas forró universitário é com eles mesmos.
e ideologizam ate uma matéria sobre vagas na garagem. 
eu, que não tomo conta nem de meus filhos, sou laconico com meus chefes: pra mim, não serve! 
bom dia pra você que sabe.

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Tom Paixão

8 de novembro de 2014 às 12:10 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

reflexão de um paixão
mas poderia ser de zé ou joão
com pés no chão: 
a monogamia acaba com qualquer tesão.
(ou não?)

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Tom Paixão está com Matheus Paixão.

8 de novembro de 2014 às 18:04 · 

ah, meldelz!
num dia tem essa carinha.
e te chama de papai.
enquanto você muda de canal ou espera uma pagina carregar,
eis que tem um homem no fone
com voz grossa dizendo: "ô pai!
fui bem na primeira fase do enem!"
eu aguento?
claro.
tenho de aguentar.
quero ir à formatura de meu lindo nonóti.

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Tom Paixão atualizou o status dele.

6 de novembro de 2016 às 07:55 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

ela

sou mais velho e "sabido" que ela.
já vivi o que ela ainda não, 
talvez nunca. 
quando falo, ela escuta, embevecida. 
quando digo que sou niilista, ela ri, gostosa.
lê meus poemas como se fora um quintana, que ela também gosta.
ela lambe meus lábios com os olhos enquanto falo disso e daquilo.
(e quem me conhece sabe: como falo!)
bebe mais que eu ou tanto quanto. 
no entanto, perto dela, me sinto sem graça.
como aquele menino de 12 anos.
no primeiro amor com sandra maria fernandes 
(por que a gente nunca esquece?)
lá nas escolas reunidas da vila militar dos sargentos, praça poá, bairro da graça, 
que um dia fui. 
esse tipo de mulher...
oh, senhores deuses...
só me mantenham lúcido, por favor.

Parte superior do formulário


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Tom Paixão

4 de novembro de 2012 às 11:27 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

sabe o momento em que descobri que era doido pelo bruno mais que amor? 
quando o veterinario falou que tudo ficaria por 400 reais e eu, que tinha (tenho) apenas 340 no banco, disse: faz!
meu, 400 reais pra mim, é muiiitooo dinheiro! 
que coisa, né?

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Tom Paixão
 atualizou o status dele.

4 de novembro de 2016 às 07:06 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

o que é a natureza...

sei o que é tristeza. 
sei o que é saudade. 
sei o que é sofrer de saudade. 
sei o que é ficar triste por sofrer de saudade.
sei o que é desilusão. 
sei o que é sofrer por desilusão. 
sei a tristeza que dá uma desilusão.
enfim, sou bom em sofrimento. 
banzo, não. 
saí daqui apenas pra morar um tempo no rio. 
nem notei a diferença.
ouvindo os mestres negros americanos, usando google tradutor, pensei até saber o que era blue.
era os trens acima?
nunca, jamais.
não sabia o que era o sentimento chamado de blue. 
agora sei. 
e ninguém com menos de 50 jamais saberá. 
é a soma de todos os quadrados de nossa vida. 
não mata, não deprime. 
nem é exatamente um sofrimento. 
é uma sensação. 
diria até que é uma coisa gostosa.
é um estado de ser.
sei lá. 
o bourbon americano foi inventado pro blue? 
talvez por um blue man?
nem ansiolítico, maconha, cachaça, cerveja.
nada segura, amansa e transa com o blue como um jack daniels, um jim bean.
ah, no som, carradas de john lee hooker e outros.
blue é bom. 
pra burro não, como tudo. 
não tem tradução pro português ou brasileiro. 
eu chamaria de tristeza de negro. 
mas é além.
(banzo?) 
por isso, não é pra burro. 
blue é que nem uai: blue é blue, uai!

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Tom Paixão

3 de novembro de 2012 às 08:30 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

meu coração, a vida toda, jamais teve uma gotícula sequer de ódio, inveja, mágoa ou ciume. 
daí que quando ele começou a ratear -e dona 
Gersana havia sacado isso alguns anos antes mas a gente acha que é o super homem só por ter um enorme membro a tempo e a hora á disposição -, eu olhei pra ele assim, com a mão no queixo e pasmo, peguntei: qualé? ele me deu um troque: "segura essa 19 x 11 e vê se gosta!"
compadre, eu vi minha vó pela greta. 
ele foi fundo na pressão: disse que eu estava lerdo, preguiçoso, semi morto na frente do pc ou da tv ou na rede ou na redação, escarrapachado na cadeira. 
e não lhe dando a devida atenção, entupindo suas veias com lixo pela boca, engordando, amando sem retorno...
nem era ralóin e vi a cara daquela senhora com um ceifador de aço brilhando de tão amolado. 
dona 
Sheylla ouviu o depoimento. 
e deu puxão de orelhas.
well, fui à luta. 
e hoje, ele me conta que esta lépido e fagueiro, no ritmo e -aqui pra nós-, disposto até a se apaixonar de novo, coisa que dá um prazer danado mas um puta desgaste. 
e devo muito disso ao faustino do vera cruz, meu doutor sheldon. era só para o momento.

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Tom Paixão

3 de novembro de 2012 às 19:51 · 

ÚLTIMA NOTÍCIA DE BRUNO: 
morreu. 
teve duas convulsões depois da cirurgia. 
mas teria se recuperado, me dirsseram.
quando me preparava pra buscá-lo, agora há poiuco, o veterinário me ligou. 
teve parada cardiorespiratória. 
imagine.
quem haveria de dizer, um cara que, bebê, caiu da escada aqui duas vezes.
pulou de mau carro andando (eu não vira que ele entrara), foi atropelado por moto, encarou o bambambam aqui do bairro, que queria comer a mãe dele (comeu, mas bem depois), vai e morre assim, do nada. 
coisas da vida. 
que segue.
é isso aí.

(desculpe, mas eu vou chorar.)

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Tom Paixão estava  se sentindo preguiçoso e ouvindo miles davis e orgasmando com ele.

3 de novembro de 2013 às 06:50 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

quem nunca?

nos 70's, na ilha do governador, 
especificamente no tubiacanga, 
um domingo desse pedia cachimbo. 
e a gente - aldemario, luiz, carlinho, ulisses e eu- acendíamos uma bela tora, 
a guisa de cachimbo. 
e assim ia. 
no velho radio semp do bar do russo, 
(cuja esposa era nossa amante nada secreta)
ligado na mundial, 
al wilson soul-ava: 
"whoa, oh, oh, oh 
show and tell
just a game I play
when i wanna say i love you
girl, so show me and tell me
that you feel the same way too
say you do, baby."
éramos meninos soltos no rio.

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Tom Paixão

3 de novembro de 2014 às 16:29 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

por quê o cara que pede intervenção militar, impichi, 
apuração dos roubos, prisão eterna de corruptos, fim de tantos impostos, flexibilização do imposto de renda, fim do fator previdenciário, 
ordem no judiciário, liberdade de expressão, diminuição da maioridade penal, mudança no código penal, fim das regalias dos presos,
cerveja mais barata e putas mais bonitas - e mais baratas - , tem necessariamente que ser um tucano?
não pode ser do enorme contingente de nulos e indecisos?
ou um brasileiro revoltado?
ô povim que gosta de um rótulo, vixe!
(não precisa explicar. eu só queria entender.)

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Tom Paixão estava   se sentindo se sentindo.

1 de novembro de 2013 às 06:36 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

temos que investir
naquilo que,
nus,
dá prazer.

 

Tom Paixão

31 de outubro de 2012 às 21:28 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

para alguém algures in europe

tinha 50
ela 30
veio o furacão na redação 
nos levou no torvelinho
paixão
olhava pros lados
tentava agarrar
algo
alguém
em vão
som alto
gira gira
escuridão

sensação de queda
abismo
e a cada beijo
paz
de quem vai morrer
e de
sabe ser capaz

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Tom Paixão

31 de outubro de 2012 · 

Uma pro velho Buk (ou velho Antonio?)
****************
Irene me deitava no colo
E limpava meu rosto suado e oleoso
Com algodão embebido em Leite de Rosas
Se derramava em meiguices sobre minha cabeça, coração e mente
Denise me beijava
Com os lábios úmidos de vinho
E tinha rosas em casa
E a gente discutia a vida e tudo o mais
E ríamos muito
Ela proibia o eu te amo
Irene queria ouvir sempre
Bêbado de vinho e rosas, preferi Denise
Que me trocou por outros
Irene sumiu
E foi quem levou meu maior pedaço
Estamos condenados mesmo à vida.
(Na vitrola, Parker toca e nada pode fazer. Mas faz. Muito.)
BH, 20/03/90

 

 

Tom Paixão estava  se sentindo sabido de almanaque capivarol.

31 de outubro de 2013 às 08:38 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

livre pensar, é só pensar (mf)

tenho namorado mulheres bem mais jovens que eu. 
há tempos, uma tinha metade de minha idade. 
outra, a idade de minha filha. 
e daí? 
grande coisa.
como até as pedras da escadaria da igreja de são josé sabem, sou pobre. 
não de marré decí como criança. 
mas pobre. 
sem plano de saúde, sem cartão diners, sem carro zero, sem casa luxenta, sem amigos importantes, sem fins de semana em aldeia do lago ou escarpas ídem, sem jantar no favorita.
não conheço o porteiro do na sala nem a hostess do primo prima. 
mas tenho um coração rico, grande, que cabe até o mundo.
que vejo como um palco iluminado onde vivemos vestidos de dourado, palhaços das perdidas e sempre renovadas ilusões.
mas, voltemos ao amor, que o que interessa. 
sempre.
essas mulheres todas me deram tanto amor puro, sem mistura - duas me deram filhos, ainda-, que fico a imaginar o que move o preconceito estampado em comentários sobre a namorada do paulo betti, a mulher do francisco cuoco, o marido da suzana. 
aquela foto do flavio briatore com a mulher na praia, girou o mundo, trazendo um monte de piadinhas a respeito.
e o mais intrigante - pra mim -, é que muitos comentários preconceituosos são de mulheres. 
será que ninguém acredita mais no amor? 
vale lembrar algo.
quarenta anos atrás, um homem de 50, 60, anos era velho.
hoje ele dá, fácil, sem azulzinho, três numa noite, se estiver com uma parceira amada e participante. 
se é que o negócio gira só em torno de sexo. 
porque a primeira suspeita é que mulher vai dar pra outro. 
como assim? 
mulher é tudo messalina?
não vive sem pau? 
pau é amor?
de que tipo de mulheres estamos falando?
tenho um monte de amigas prostitutas. 
pois elas se chocam com a quantidade de palavrão que falo. 
são recatadas, religiosas ao extremos.
fora do ambiente de trabalho são verdadeiras ladies. 
dão de dez na maioria das moças “de família” que freqüentam galopeiras e alambiques da vida. 
como aqui tem muita mulher e muitas - ao menos na minha página - de inteligência, cultura e discernimento, gostaria, se possível, de uma análise. 
né nada, né nada, acho que pode abrir uma discussão que traga luz a tanto preconceito besta.
que oprime, atrasa, machuca e desvaloriza o que temos de melhor na pseudo raça humana: o amor. 
obrigado .

 
_Tom Paixão

30 de outubro de 2013 às 07:43 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

gente chata não pode ver ninguém brincando, feliz. 
me lembra aqueles meninos riquinhos de minha infância no bairro cruzeiro.
suas mães não os deixavam sair pra brincar com "aqueles pretos lá da favela."
e os pretos se esbaldando de felicidade pura!
daí, ficavam torcendo pra bola cair no quintal deles. 
pra acabar com a alegria. 
e com que prazer faziam isso. 
(depois, quando não tinha ninguém olhando, a gente dava um cacete neles. 
ou jogava pedra nas janelas da casa. 
quebrei muita vidraça das ruas albita, oliveira e vitorio marçola.)
mas eis o que queria dizer:
a humanidade é chata de doer!
só é suportável, como dizia lionel barrymore, avô da drew, com três doses de uisque. 
mas tem um chato que chato sobe nele e desce coçando. 
o tal doutor caga regra. 
deixa as pessoas virarem girafas, agaporne, ardvaark ou caramujo, porra!
você não quer, não faz. 
simples. 
não é um carro de som na sua porta tocando funk ou vendendo pamonha. 
é opção, caceta!
vá procurar um masturbatório, vai!

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_Tom Paixão

29 de outubro de 2015 às 04:26 · 

não sou muito de sentir saudade de pessoas. 
muitas levaram um jeito de sorrir que eu tinha. 
ou me mataram. 
logo...
porém, filmes, livros músicas e lugares, ahhh...
e detalhes.
como a delícia de se tomar banho num quarto do hotel lorman, em montes claros. 
ou a lembrança de meus amigos ratzo - ele não gosta que o chamem assim -, rizzo, joe buck, david aaronson, seymour, kilgore trout, bentinho et caterva.
não posso me queixar do que a vida fez comigo. 
são muitas belezas.

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Tom Paixão

24 de outubro de 2012 às 11:32 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

triglicérides, creatinina, losartan, psa, 14x9...
de que diabos me fala este jovem doutor gente boa, cara do sheldon?
sei nada disso não.
sou apenas um garoto de 16 anos que gosta de ler e comprar o pasquim às quintas feiras. 
eu, hein?,

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Tom Paixão estava   se sentindo meio assim, sabe como?

24 de outubro de 2013 às 06:30 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

longa viagem peito à dentro.

minha mãe nunca me abraçou.
anotou? 
nunca!
e nem me beijou.
(vê aí se freud, jung, foucault, fellini, ingmar bergman e bigode, garçon do kibelanche, explicam: a primeira mulher que me beijou, daqueles beijos que a gente fecha os olhos e levita dois palmos, era feia fisicamente como minha conta hoje no banco. however, me senti no nirvana e arredores sem a chatura do cobain.)
um dia dos pais, 
chorei pelo meu
que não existia. 
ela, ríspida, disse:
"seu pai é deus!"
(se, com toda a aspereza fez este homem manteiga, imagine se fosse uma mãe que nem vera ou gersana?)

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_Tom Paixão

24 de outubro de 2014 às 10:00 · 

o brasileiro:

ponto de ônibus de avenida amazonas, quase esquina com barbacena.
o vermelhinho passa lá do outro lado da pista, em alta velocidade.
a mulher, no ponto onde ele deveria parar acena, cheia de sacolas,
a bolsa e uma criança no colo.
o ônibus para, quase um quarteirão depois do ponto. 
fecha todos os veículos na avenida. 
ela corre, se esfalfando.
botando o coração pela boca e suada, sobe com dificuldade no ônibus. 
e agradece, penhorada, ao motorista.

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____Tom Paixão

23 de outubro de 2012 às 08:46 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

quando quero privacidade, fico aqui no meu cafofo, com meu gato, meus pássaros, meus livros e discos. 
e o pc desligado. 
e não gritando ao planeta - sim, ao planeta, zé e maria ruela! -, onde vou, com quem estou trepando, botando foto de minha bunda no face, apresentando meu carro, minha familia e minha casa.
quem faz isso, não tem direito à privacidade alguma. 
e tem mais é que virar meme. 
e ser trollado até à beira do suicídio.
(eu tô pronto!)

ah, bom dia pra você também!
vamulá, dar penas pros mensaleiros

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Tom Paixão estava  se sentindo rinda da cara de otários metidos a besta.

23 de outubro de 2013 às 09:02 · 

maneira fácil de se tornar uma pessoa antipática e nojenta até pra amigos de infância:
sempre que se falar algo do brasil diga: 
"porque na europa e nos estados unidos, a coisa é bem plim plam plum e coisa e loisa, vergonha de ser brasileiro!" 
isso depois de ter passado dez meses como lavador de prato
empregada doméstica
travesti 
ou prostituta no hooker hell
bois du bologne
ou piazza navona.

vtnc e bom dia! 
(mamãe me ensinou a ser educado.)

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Tom Paixão

23 de outubro de 2014 às 07:11 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

no começo, fiz parte da campanha contra rupturas de amizade por conta de campanha de a ou b.
mas o tempo ensina tudo.
em verdade, entendo algumas "amizades" serem rompidas.
tem "amigos" que são verdadeiramente nojentos em suas militâncias e/ou preferencias. 
corroboram e divulgam mentiras e falacias, defendem descaradamente o "rouba mas faz", agridem os contrários, se acham os donos da verdade.
felizmente entre meus AMIGOS, que votam em ambos os candidatos, 
não tive esse dissabor. 
não os perderei 
mas que depois da eleição vou dar uma faxinada legal aqui, pode crer.
(afinal, se esse tipo de gente é capaz de tudo, pra quê vou querê-los aqui?)

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_Tom Paixão

21 de outubro de 2011 às 09:11 · 

gostaria que lennon estivesse vivo. 
iria enviar-lhe um emêio (será que ele teria um?).
nele diria que hoje sei o que ele disse em across the universe (descobri outro dia, mesmo, depois de passar por poucas e boas, muitas e más). 
e ele estava e está, certo.
é assim mesmo que funciona.
bom que estou vivo e sapiente. 
vou tentar passar pra outros (a quem interessar possa, claro), seu john. 
obrigado.
jai guru deva om

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Tom Paixão

21 de outubro de 2012 às 09:04 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

se o elemento "canta" uma coisa que diz "invadino us baili, num vai tê pá ninguem", ele não "canta" pra mim. 
posso viver sem isso tranquilamente.
(é um benção.)

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__Tom Paixão

21 de outubro de 2013 às 04:22 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

ninguém mais a favor do amor e suas delicadezas que eu. 
mas receber homenagem com letra de "música" de "belo"? 
marquezine, minha filha, indique um professor pra esse seu namorado, urgente!
ou tu também é da banda podre da juventude brasileira?
nesse caso, desculpe me meter onde não fui nem cogitado de ser chamado. 
boa noite.

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___Tom Paixão

21 de outubro de 2014 às 16:31 · 

interessante notar:
quanto mais pessoas 
"saem" da linha da pobreza,
mais ladrões nos atacam
por todos os lados.
interessante...

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__Tom Paixão

21 de outubro de 2014 às 20:09 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

sabe o que era bom?
jogar pedra no pé de manga.
e correr atrás de papagaio tosado.
e nadar na pampulha.
e tomar pinga com folha de eucalipto às quatro da madruga 
pra matar a xistose pega na lagoa da pampulha.
e roubar cavalo na fazenda de seu juca.
e transar com tronco de bananeira.
(cada um tinha a sua e não havia traição nem swing.)
e assistir hopalong cassidy na matinê
do cine rosário.
e esperar as seis pra curtir big boy
e as dez pra ouvir geraldão.
isso que era bom.

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Tom Paixão

19 de outubro de 2012 às 08:55 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

bachelard disse que um psiquiatra é alguem a quem voce dá uma linda rosa e ele pergunta: mas, e o estêrco. 
só veria no recondito da alma, podridão, escuridão, catinga. 
me recuso a aceitar. 
no recôndito da alma humana tá assim de beleza. 
olha a maravilha que um beethoven surdo e infeliz, fez.
o homem é que se deixa levar pela imundicie da superfície. 
não diria a ninguém pra não viver de maneira poética, "porque isso não dá dinheiro!". 
eu vivo desde sempre e estou VIVO até hoje. 
quem é meu, sabe 
(é só para o momento, obrigado.)

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Tom Paixão

19 de outubro de 2013 às 07:20 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

bertrand russel tava certo.
não é possível que exista um deus.
ou já teria dizimado que nem um galactus, essa merda de planeta! 
chove, que saco!
tem sol, calor dos infernos.
frio, ninguém aguenta mais. 
venta, desmanchou meu cabelo todo.
não venta, porra que mormaço!
horário de verão, lasca minhas unhas.
noite, não consigo dormir.
dia, e essas horas que não passam?
com trampo, não aguento mais esse trabalho.
sem, por que ninguém me ajuda?
ama, que tédio.
não ama, minha solidão me mata!
tá na festa, aqui tá chato. 
não foi convidado, entra em depressão.

apuinferno, povo chato da porra!

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Tom Paixão

19 de outubro de 2015 às 09:51 · 

quer dizer que maria betania declamava poemas ao som de musicas lindas, parou tudo e ficou a ouvir os pássaros em inhotim, domingo à tarde? 
nenhuma surpresa.
ela é de uma geração que ouve, além de escutar 
e vê, além do enxergar, 
ao contrario da que fica apenas com a cara azulada, 
teclando nada pra ninguém. 
linda beta

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Tom Paixão

19 de outubro de 2016 às 06:16 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL DO TI TOMZIM

(ou: nem só de argônio, nitrogênio, oxigênio e dióxido de carbono se faz o ar.)

quer saber? 
a vida é muito curta pra se ficar fazendo joguinho de amor com emoji, inbox. 
se tá afim, diga logo. 
na lata! 
se vai render ou não, não há nada que você possa fazer quanto a isso. 
quanto vai durar? 
e importa?
quanto você vai viver? 
e importa?
então...
existem perguntas. 
metros delas. 
mas nenhuma resposta. 
de nada nem ninguém.
só não vá como preso que ficou dez anos sem mulher indo ao randevu. 
tranquilidade, bom humor, comendo pelas beiradas como barata esperta com mingau.
expectativa, desespero, afoiteza, ostentação a um ou uma ex, são venenos prontos pra matar qualquer possibilidade.
sacou? 
então, vá em frente! 
toque extremamente importante: seja você total, real.
nada de persona.
(depois, numa saudável sacanagem, aí sim.)
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Tom Paixão atualizou o status dele.

18 de outubro de 2016 às 16:59 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

"Silenciosamente apaguei alguns amigos do meu face, e com o tempo vou apagar outros devido à forma como se conduzem. Estou feliz de ter você, porque você está entre os meus melhores amigos. Agora vou ver..."

vou ver porra nenhuma! 
isso aqui é um puteiro de joão pessoa. 
entra quem quiser.
fala o que quiser. 
mas aguente a trolha!
só não permito agressão pessoal. 
não há motivo pra isso.
mas o pensamento é livre. 
pode tirar até a roupa ou postar nude de anão besuntado de azeite maria. 
e fodas o politicamente correto.
e as viadagens todas que infestam a internet. 
viva a liberdade. 
inclusive a de passar a mão na bunda do guarda.
(e o que me importa se a pessoa leu ou deixou de ler o que posto aqui?)


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Tom Paixão

13 de outubro de 2012 às 10:11 · 

eu não soltei nem soltaria foguetes pela condenação de zé dirceu, embora a quisesse. 
zé ainda é um ícone pra mim. 
tô vendo a foto dele na veja e me lembro dele assim, eu menino entregador de marmitas mas sabendo do lugar onde vivia e o que acontecia no pais onde eu vivia. 
em frente ao edificio acaiaca, trepado naqueles postes bonitos que tinha em belo horizonte. ´
não se ouvia o que ele dizia, direito. 
mas vinha sempre um coro de jovens: abaixo a ditadura!
não sei que diabos o fizeram fazer o que fez. 
a porra da religião do marxismo ou tentação totalitária, projeto de poder, sonho de conquista, querer passar aos livros de história, sei lá.
mas sua prisão - e quero que ela aconteça - me quebra um bom pedaço de vida e das coisas que aprendi nos discos, na rua, nos livros, no lar e na politica. 
é triste. 
mas necessário!

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Tom Paixão

13 de outubro de 2016 às 14:51 · 

se um dia, por acaso, eu morrer e ainda existir facebook e alguém colocar aquele emoji ridículo

 - qual não é? -,

da cara de bunda escorrendo lágrimas, juro, vou pedir um dia de licença pra pedro ou bahomet, voltar e estuprar quem for o indigitado. 
ou indigitada. 
é, isso mesmo: estuprar!
quebrar ao meio, rasgar. 
e com pau de fogo. 
considerem-se avisados. 
e avisadas.
e fodas!

 

 

Tom Paixão

12 de outubro de 2016 às 06:09 · 

a moça, bonita, com curso superior, boa carreira, diz, inbox, que gosta muito das coisas, "pesadas", segundo ela, que escrevo. 
"a mão coça de vontade de compartilhar, pois é o que penso", assegura.
mas teme a reação de marido, pai, chefe, amigos, colegas, vizinhos, o carteiro e as meninas do caminhão de coleta; além das testemunhas de jeová e os garotos da campanha do quilo e o motoqueiro do pão. 
eu tenho um galo e quatro galinhas aqui em casa. 
acho que são dois galos, pois cantam de madrugada em dupla.
um dos momento preferidos de meu dia é alimentá-lxs.
bato de leve na vasilha, elxs vão chegando. 
a gata e os dois cachorros ao meu lado. 
ficam todxs de penas em pé, apreensivxs. 
um olho no milho, na ração, outro em nós.
se um cachorro ou a gata ou eu, damos uma coçada de cabeça, um movimento leve que seja, saem todxs correndo, desesperadxs, largando a comida pra trás, virando a vasilha com água, como se o mundo fosse acabar ou nós fossemos comê-lxs vivxs.
vivem assim, em constante desespero e medo.
de tudo. 
deve ser horrível, né?

 

 

Tom Paixão

11 de outubro de 2016 às 02:58 · 

mulheres de grelo duro chamando marcela temer de prostituta de luxo. 
e não vendo um hidrófobo ofendendo as mulheres. 
ou só mulheres que se acham de esquerda merecem respeito?
sinto nojo desse tipo de pessoas como se elas estivessem cobertas de larvas.
(e não estão?)

 

 

Tom Paixão atualizou o status dele.

11 de outubro de 2016 às 15:53 · 

meus amigos
todos vencedores
sempre tinham uma visão critica da vida
passaram
eu, passarinho, tinha um olhar cínico
continua.

 

 

 

 

 

 

Tom Paixão
10 de outubro de 2016 às 08:05 ·
o que quero mesmo é continuar criando, inventando, começando, curtindo, startando, mudando; um monte de coisas e trens...
e desistindo fragorosamente duas horas depois.
como faço com sucesso há mais de meio século.
(não se ganha em time que está mexendo)
Tom Paixão
9 de outubro de 2012 às 08:39 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
EU (depois de augusto dos anjos)
***
eu!
sou apenas um homem simples, até bobão, de humor infantil, chorão, que tenta agradar as pessoas
não tenho conseguido muito
que se há de fazer, né?
não tenho mais tanto tempo assim aqui na terra
pra me remodelar todo
e acho que nem quereria
aí, não seria
eu!

 

Tom Paixão

10 de outubro de 2016 às 08:05 · 

o que quero mesmo é continuar criando, inventando, começando, curtindo, startando, mudando; um monte de coisas e trens...
e desistindo fragorosamente duas horas depois. 
como faço com sucesso há mais de meio século.
(não se ganha em time que está mexendo)

 

tanto lugar

Tom Paixão estava  se sentindo indiferente.
9 de outubro de 2013 às 07:40 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
poemeu
tanta coisa pra ver
pra viajar
tanta boca
pra beijar
tanto corpo
pra trepar
e a gente aqui.
parado e parada
neste mesmo lugar
_________________________________________________
Tom Paixão
9 de outubro de 2013 às 09:15 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
hahaha!
você esta analisando pedidos de amizade.
de repente, vê a foto da ex.
e aceita a solicitação.
só que você passou a barra de pedidos e foi pra "pessoas que talvez você conheça".
está, na verdade, solicitando amizade a ela.
e a correria pra apagar a solicitação?
(aconteceu com amigo meu. sou amigo de todas minhas ex. não vejo motivo, razão ou circunstancia pra não o ser.)________
7 de outubro de 2011 às 08:14 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
eu?
sou piegas, sou bobão.
gosto de namorar de mãos dadas pelas ruas e ser chamado de querido.
pareço muito macho por ser grande e falar alto, além de ter opiniões diferenciadas e feito jornalismo policial na tv.
mas toque a trilha de cinema paradiso ou qualquer outra coisa do morricone e meu olhos se enchem de lágrimas.
o que sou mesmo, ainda (e sempre?), é o toninho da conferencia, filho de dona nair lavadeira.
*****
bom dia pra você, também
_______________________________________________________
Tom Paixão
7 de outubro de 2014 às 19:40 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
mineirinho, 4 da tarde
terça feira
(à maniére de charles bukowski)
nada melhor a fazer
me quedo
observando gente viver
*****
ela mostra
a curva dos seios
é isca, sabemos todos
ele, com uma bonita camisa do atlético
é fisgado
não há quem
não note
******
que novidade é essa
que não me contaram
a onda agora é beber
a gorduchinha da brahma?
****
a garçonete
até que bem gostosa
fico a secar
olhando pela manga do guarda pó
seus seios
(semi escondidos por um bustiê vermelho)
************
o sorriso dos velhinhos
diante de uma brahhma
e uma seleta...
(marco encontro comigo pra dentro de 20 anos. aqui)
*******
quantos sairão
daqui
pra uma tarde de amor?
aquele senhor bonito como walmor chagas
e o jovem espinhento
parecem bem propensos
******
tadinho, o travesti
parece se sentir
tão deslocado
aqui
**************
é a terceira vez
que a moça emburrada
pede a chave da privada
********
o cara
com cara
de noel rosa
bebeu tanto
que causa pena
em mim
um tolo cara
que nem personagem de samba
de noel rosa
***
acredita que a moça do decote isca voltou
fisgando mais um
de novo?
***********
(moça, quanto devo?)
__________________________________________________________
Tom Paixão
7 de outubro de 2015 às 05:58 ·
se todas as pessoas humanas,
exceto os filósofos,
deixassem, por um momento, suas músicas em alta decibelagem,
suas missas seus cultos, suas muletas vitais, enfim;
e pensassem uma ou duas horas sobre a incongruência que é a vida,
quando voltassem a si, seriam lêmingues.
e agiriam como tal.
certeza.
como os humanos são bobos..._____________________________________
Tom Paixão atualizou o status dele.
7 de outubro de 2016 às 17:02 ·
a quem interessar possa, notadamente às patrulhas de direita (afinal que porra é essa de direita e esquerda? é aquele lance da parada de sete de setembro? direita, volver! custei a entender, lá nas escolas reunidas da vila militar dos sargentos, o que era volver. hoje, quando lembro de volver, lembro de mercedes soza, de quando eu era "esquerdista" -aí,ó! - e cantava volver a los 17. enfim, divago, doutor...),
caetano veloso, não!
pode ter recebido ruanê, dizer fora temer, falar que marcela é feia, pedir a volta da diilma, musicar filme de jorge furtado, falar que aquarius é astonishing, pode tudo; ainda assim vou amá-lo sempre. meu menino, meu lindo e odara leãozinho.
e fodas!
______________________________________________
Tom Paixão
5 de outubro de 2011 às 08:24 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
eu não rio assim: kkkkkkkkkkk...
não sou galinha.
nem assim: haueshuashuahaushua...(não sou epilético ou asmático)
eu rio assim: hahaha...(alegre);
hehehe...(ironico)
hihihi...(gozando de sua cara)
simples assim.
como a vida.
hihihi...
________________________________________________
Tom Paixão
5 de outubro de 2012 às 11:29 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
brasil bobo.
em vez de gastar dinheiro com pesquisa, pra saber se alguém é pobre basta conferir o tanto de w, k, y que o nome do bacana tenha.
quanto mais, mais.
___________________________________________________
Tom Paixão atualizou o status dele.
5 de outubro de 2016 às 08:24 ·
quando ela me chamou no zap "preciso falar com você", pensei: em tempos idos, teria logo uma síncope.
o pior que poderia acontecer, não iria rolar.
nada mais de bebê pra mim.
e ri.
rio de tudo.
marcamos onde nos vimos pela primeira vez.
ela passando, eu tomando uma e papeando com poli.
banzai, lado da padre belchior (foi por medo de avião, que segurei pela primeira vez a sua mão. eu cantava isso cada vez que ela chegava. e pegava na mão dela).
cheguei primeiro.
no meio da brahma com caracu - uma delícia -, ela sentou.
cara fechada.
foi logo sacando do coldre: "vou terminar com você!"
antes que eu pusesse o copo de volta na mesa, arrematou: "não aguento mais esse entusiasmo infantil que você tem. parece sempre estar na disneylandia!!!", arrematou.
escandiu bem os pontos de exclamação.
pensei que iria dar um murro na mesa.
surpreso, nem abri a boca
ela se levantou, deu uma golada em meu copo e se foi, dizendo: "a gente se vê!"
pessoal ao redor olhava pra mim.
muitos, claro, dizendo intimamente: "bem feito!"
afinal, ela é uma negona de tirar o chapéu.
depois de um tempo, ri.
claro.
não estou sempre na disneylandia?.
é que descobri que foi o elogio mais fantástico, a análise de meu caráter mais maneira que alguém já me fez.
acredite, "môr": gostei muiiiito.
brigado, verão!
e a vida segue.
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Tom Paixão atualizou o status dele.
3 de outubro de 2016 às 16:28 ·
né por nada, não.
mas tem um monte de gente hoje
- alguns, bons amigos que gosto e tentei prevenir sobre isso -,
que acaba de descobrir que aquilo que tem nos livros casa grande e senzala, raízes do brasil e macunaima, é real.
o brasileiro, via de regra, é frouxo de caráter, como disse paulo brant de marcio lacerda,
malandro que quer levar vantagem em tudo
prometem votar, pegam material que vai pro lixo, recebem até alguma esmola e no fim, beiço no candidato.
nem votam.
quem é candidato honesto, que quer fazer algo de verdade, se ferra todo.
e quando vem a ressaca, huuuummm, é de doer...
e os caras de pau ainda postam mensagenzinhas de consolo dizendo que deus tem o melhor para o candidato, "vamos" tentar na próxima, tudo tem um propósito e que tais..
o melhor era ser eleito, caceta!
enfim, tem um monte de gente hoje que acaba de descobrir que, etc etc etc...
(os políticos conhecem bem seu povo. por isso o povo recebe dos políticos o que luzia levou na horta. não tem vestal nessa guaicurus.)
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Tom Paixão
28 de setembro de 2011 às 08:08 · Belo Horizonte ·
pra quem me amava tanto
você me esqueceu muito rápido
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Tom Paixão
28 de setembro de 2014 às 06:54 · Belo Horizonte ·
as palavras.
me dão a vodka de cada dia tem mais de de 30 anos.
me empoderaram desde que dona nair
me ensinou as primeiras.
e as revistas da abril/ebal/rio gráfica me deram o resto.
após, vieram as grossas palavras dos livros idem.
palavras me fizeram homem.
me tiraram grilos.
mas elas tem o dom de me machucar muito,
mas muito, mesmo.
se ditas em agressão por quem amo/respeito.
é algo que ainda não sei como superar.
a não ser fugindo de quem pode dizê-las.
ou disse.
não gosto de dor.
ainda mais causada por palavras.
(que, como sabem, me dão a vodka de cada dia tem mais de...)
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Tom Paixão
20 de setembro de 2012 às 08:45 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
bom, vamos ao supernosso comprar comida que os ratos já estão deixando bilhetes desaforados aqui.
e as baratas ameaçam passeata.
tá feia a coisa aqui.
encontrei uma filha do peter parker na lata de arroz.
toda à vontade com suas oitos patas esticadas.
e um lauto jantar de moscas al creme brulèe.
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Tom Paixão
20 de setembro de 2012 às 10:33 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
segredinho pra quatro parede: logo que me casei, eu que passei uma bela falta de alimentos na infancia, além de outras faltas, minha maior alegria era ir ao supermercado - camponesa, na época-, com minha esposa, vera lucia e encher os carrinhos, sem olhar preços.
chegar em casa com aquela quantidade de sacolas, era meu orgasmo.
o tempo passou.
depois, minha maior alegria era - ainda é -, pagar todas as contas em dia.
mesmo não sobrando nada depois.
hoje, sei lá porque, voltei a sentir prazer em lotar um carrinho com produtos os mais diversos.
as voltas do mundo..
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Tom Paixão
20 de setembro de 2012 às 12:15 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
CRUZ PRA CARREGAR!
(uma admoestação.)
eu não tenho, não quero ter, se estão vendendo, não me interessa.
não carrego ou ajudo a carregar a de ninguem.
sejam filhos, amigos, amantes ou aparentados.
cruz?
credo!
sem mais.
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Tom Paixão atualizou o status dele.
20 de setembro de 2016 às 02:42 ·
fui fazer exames do coração.
o médico disse que tá tudo bão.
"seu antonio, só não pode se descuidar", disse ele.
"ou me apaixonar" disse eu, baixinho,
(homenagem ao meu ídolo Cassio Murilo, que tá cada dia melhor, para nossa alegria )
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Tom Paixão
19 de setembro de 2013 às 08:33 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
poemeu
uma vez, briguei de porrada com um pernambucano muito culto.
a maioria o é.
ele disse que o brasil era uma bosta.
era plena ditadura e pelé tinha acabado de dizer no pasquim que o brasileiro não sabia votar.
eu era peão de obra no rio de janeiro.
e achava que era comunista.
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Tom Paixão está se sentindo que o mundo é um lugar muito doido e a vida ídem e é por isso que é uma delicia o mundo e viver nele.
18 de setembro de 2013 às 07:06 ·
pra gente filosofar:
o mundo gira, a lusitana roda,
leon foucault tem quase 200 anos.
a gente compra coisas, ama e desama gentes
perde coisas e pessoas.
e, no frigir dos ovos no forno de microondas,
descobre que tudo tá do mesmo jeito
e no mesmo lugar espacial
que antes.
ou bem antes que antes.
eu tinha 25 ontem; Matheus Paixão tem 17 hoje.
e o mundo?
ah, quem se importa, né mesmo?
sigamos.
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Tom Paixão
18 de setembro de 2015 ·
ok, você esta comovido com os sírios refugiados em belo horizonte.
eles vão ficar numa boa pois a união síria aqui é forte e bem sucedida.
no entanto, podendo ajudar, ajude.
mas, em nome de goku e galactus, não tire nem poste selfies com eles, posando de bom samaritano.
bh tá cheia de refugiados em sua própria terra.
sem mais, obrigado.
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Tom Paixão
17 de setembro de 2014 às 20:42 ·
e morreu...
minha mãe rodou anchieta, cruzeiro, sion, funcionários lavando roupas nas casas.
e comigo pequeno à tiracolo.
os ricos davam apenas um prato de comida.pra se comer na beira do tanque.
mas só pra quem trabalhava.
eu era apenas o estorvo.
ela dava uma bocada, tomava uma xícara de café e me dava o prato.
eu perguntava: "a senhora não vai comer?"
ela: "tô sem fome.."
osmarina contou uma história igual.
e eu só conseguia pensar no didi.
e ria.
devo ter alguma falha de fabricação, né pussíve.
(ou sou vacinado contra picaretas que usam histórias tristes pra se dar bem?)
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Tom Paixão
15 de setembro de 2014 às 18:07 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
Eugênio Silva Marques fez uma viagem que sonhei muito pra mim.
ter visto nova york até dizer chega em filmes como perdidos na noite, era uma vez na américa e um monte de woody allen, me fez querer estar lá e em vários outros pontos da américa.
principalmente na rota 66, por causa do seriado sessentista.
e eu queria ir de moto, imagine
com a estabilização da moeda, dava pra ir.
estive na bica em várias vezes.
mas sempre a grana dava só pra mim.
e como passei, creio, essa paixão pra meu filho,
eis que nunca fui esperando o momento que tivesse dinheiro pra nós dois.
o tempo passou, outro filho chegou, cresceu e eu não fui.
hoje em dia nem me importa tanto mais.
coisas da vida.
acontece.
(por isso que não sonho mais nem recomendo ninguém fazê-lo.)
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Tom Paixão
15 de setembro de 2015 às 09:03 ·
sei tudo da vida da renata.
ela vai ficar com o marido de quem não gosta até o fim do ano que vem.
é quando termina o curso de direito que ela faz e as prestações do carro.
os dois, pagos pelo marido.
ela arrumou um namorado na faculdade.
vivem aos beijos.
transam muito.
disse pro marido que esta com vaginite.
por isso não pode transar.
e ainda acusou o coitado de ter transmitido isso pra ela.
como eu sei?
a mãe dela contou pra uma amiga no ônibus lotado via celular,
enquanto mascava o cabo do microfone.
nojo define.

 

Tom Paixão
14 de setembro de 2012 às 08:04 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
uma coisa é certa:
augusto dos anjos devia ser uma chatura de companhia numa mesa de bar.
não por acaso, quando soube de sua morte e ao ouvir um ou dois versos dele, olavo bilac disse:
"morreu?
não se perde grande coisa!"
(olavo é dos meus)
aliás, prara os chorões e choronas desidratados do face, sugiro a leitura de "eu e outros poemas", do tal dos anjos.
vai ter post pro resto da vida.
#sóoscultosentendem.

 

Tom Paixão
14 de setembro de 2012 às 09:49 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
namorado hoje em dia tá ferrado.
aí dele se não postar no face ao menos duas mil vezes por dia o quanto a namorada o faz feliz, realizado, satisfeito, de bem com a vida, adorado e sem ver mais ninguem alhures ou algures.
deve ser difícil.
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Tom Paixão
12 de setembro de 2014 às 20:55 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
aí o candidato diz "quero dar um futuro melhor a nossos filhos."
respeito.
ao menos é honesto.
os filhos dele vão ficar de boa.
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Tom Paixão
11 de setembro de 2011 às 07:07 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
tenho um pouco de cultura.
tenho discernimento.
uso razão e emoção na medida, seja lá o que for isso.
sou amigo da Fábio Leite, Everton Moscardini e Gilberto Xavier, experts.
frequentei o cec e as quintas da humberto mauro.
andei pela fafich.
sergio augusto foi meu guru um tempo.
logo, duas ou tres coisas de cinema eu sei se prestam ou não.
ver veronica decide morrer por 45 minutos, foi um a experiencia...
absolutamente horrível!
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Tom Paixão
11 de setembro de 2013 às 09:06 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
descobri a força devastadora da dor.
desde sexta feira não tomo banho, não escovo os dentes, não trabalho.
só comi na segunda feira, porque fiz almoço pra meu filho.
só sai de casa neste dia pra uma missão monstruosamente ingrata:
separar as coisas da mãe dele pra dar pra alguém, jogar fora, guardar pra nós.
os choros vinham com se nossos peitos se arrebentassem de repente.
tenho ficado aqui, na frente do pc.
ou da tv, na cama.
jogo, leio e vejo as notícias-sempre as mesmas.
choro, bebo, fico olhando pro nada.
que bom não ter fé.
não tenho onde ou a quem culpar ou cobrar por tal injustiça.
e imagine isso: meu casamento com vera tinha acabado há mais de 12 anos!
nesse ínterim, amei e fui amado, terminei e fui terminado, casei e fui casado.
mas nossa amizade, carinho e respeito eram fortes.
não havia palavras de culpa, ódio ou raiva entre nós.
uma foto no aniversario da mãe dela, mostra bem como éramos.
ela, eu e gabo.
vera era alguém que não nasceu pra morrer.
ou sofrer.
uma linda mulher.
agora, acabo de me olhar no espelho, me estapear e me obrigar a botar a vida nos trilhos.
que não posso me dar ao luxo de entrar em depressão ou algo parecido. ela iria me xingar e rir de mim.
como fez quando a vi na primeira internação na santa casa e caí em prantos.
_"uai, quem é esse homão besta ai chorando feita uma menina, gabriel?",
ela disse rindo aquele sorriso dela, curtinho.
hoje também é seu aniversario.
bóra celebrar a vida pois meu filho é um homem sensacionalmente forte. mais que eu.
muito mais.
mas sei que ele quer o pai dele por perto.
e eu estou por perto, meu filho.
(abrindo o chuveiro.)
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Tom Paixão
11 de setembro de 2014 às 16:27 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 
quando você humilha um preto por sua cor ou "raça", 
você machuca profundamente 
a alma de um ser humano.
acredite. 
falo por experiencia. 
pelé nunca sentiu nada por não ter...
alma!
simples assim.
uma desgraça de ser "humano".
 
Pelé faz o inacreditável. Não só não apoia Aranha, como o critica. O goleiro deveria ter fingido...
Qual é a melhor atitude a fazer quando um negro é chamado de macaco? Abaixar a cabeça e fingir que não ouviu. Porque se reclamar, busc
ESPORTES.R7.COM
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Tom Paixão
11 de setembro de 2015 às 09:46 ·
se qualquer pessoa de qualquer estamento
sugerir, orientar, ordenar ou aconselhar
você a deixar o carro em casa e substituir por transporte coletivo
ou a tal de bike modinha,
cuspa nele.
ou nela.
é picareta, mal caráter ou tá levando algum
ou as três opções.
#tmnc
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Tom Paixão atualizou o status dele.
11 de setembro de 2016 às 15:40 ·
como diria pinduca, grande intelectual politico mineiro, enorme orador eleito pela lídima população da culta e ordeira cidade de betim, na abertura de um evento:
"boa noite, pessoá! pra terminar, devo acrescentar o seguinte":
não voto nem em indicação do prefeito pisca pisca e nem nos vereadores que estavam na câmara quando um viaduto feito nas coxas desabou e assassinou duas pessoas.
todos se fizeram de mortos?
pois tomara que a população, num milagre (?) maior que a abertura do mar vermelho (oi?) os mate politicamente.
sei que é um sonho quase impossível dado o número de vigaristas que recebem dinheiro dessas lorpas pra votar e pedir voto.
fora os retardados.
mas, sonhar não custa nada.
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Tom Paixão
9 de setembro de 2012 às 07:30 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 
uma coisa leva a outra, uma conversa inbox vai pra outro caminho e me pego, de repente, vendo direitinho dona nair paixão dançando carlos alberto nas festas quase semanais na rua iguaçú, bairro da graça, casa de minha tia nati. 
e como dançava bem e ria, apesar da vida miserável do ponto de vista material que ela levava, nossa senhora! 
herdei isso dela. 
posso dormir embaixo do viaduto, mas rindo, cantando e dançando.
como dizia martin luther king: "I'am somebody!" 
é a alma que importa, né dona mamãe? 
brigado pelo dna.
 
SABE DEUS com Carlos Alberto
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Tom Paixão
9 de setembro de 2014 às 09:12 ·
se eu fosse gordo
agradeceria se sofresse
bullying.
principalmente de mulher
bonita.
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Tom Paixão
9 de setembro de 2014 às 19:50 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
eu, você, nós dois
essa lua e essa friaca
uma garrafa de jack
amendoins japonês que se esfarelam pela cama.
edredons e colchas de plush suficientes
para permitir nossa nudez por debaixo.
seus beijos,
e esse modo de me olhar
mordendo o lábio inferior...
momentos em que os deuses descem à terra.
só pra ver.
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Tom Paixão
9 de setembro de 2016 às 01:43 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
"hamburgueria"...
sério, gente?
uma porcaria de pedaço de carne enfiada dentro de um pão virou comida conceito?
o que vem depois, bel pesce's fans?
pão com manteigaria?
arroz com feijãoria.
que tal soparia?
ou bostaria?
na boa, desde os yuppies, não vejo tanta gente vazia
consumindo mais e mais vaziez...
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Tom Paixão atualizou o status dele.
9 de setembro de 2016 às 18:58 ·
eu sempre tive minha profissão como missão.
de bem informar, de mostrar a bunda gorda do rei, de denunciar e tomar posição contra desmandos dos poderosos.
imparcialidade é o cacete!
fiz isso no meu bom combate.
e nunca discuti jornalismo e suas nuances com quem não é jornalista.
sempre defendi minha categoria com unhas e dentes.
não raro, saí na porrada com quem tentou cercear meu trabalho.
tinha - e tem -, o vendido, o arrivista, a puta que se insinua pro doutor, o mandador de abraços mediante uma boa quantia, o pedidor de convites, o jabazeiro...
mas eram estranhos no ninho.
pelo menos nos ninhos onde estive.
mas a chegada do petismo, o impíchi e agora as ações do governo temer, notadamente na questão trabalhista, me obrigam a um mea culpa.
minha profissão tá cheia de vigaristas.
mas são muiiiitos.
e tem seus compartilhadores, que distribuem uma manchete porca de jornal porco como se fora a real.
e o pais enlouquece, via redes sociais.
os vigaristas querem botar fogo no país.
acho que vão acabar conseguindo._______________________________________________
Tom Paixão
6 de setembro de 2016 às 03:31 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
como pesquisador contratado da revista americana analsex e da coke univesity, da bolivia, tenho como mister encontrar soluções para problemas intrínsecos da sociedade brasileira.
pois bem, tenho a satisfação de comunicar que, após exaustiva investigação, descobri mais um óbice ao desenvolvimento.
o motivo da lentidão da justiça brazuca, são advogados, promotores e juízes.
principalmente no supremo tribunal federal, onde a coisa deveria ser pa-pum!
a necessidade desses profissionais em mostrar que sabem copiar e colar frases é notória.
o festival de besteiras exarados durante um julgamento, nos votos de suas excelências, é de dar náusea em dramin.
não por acaso, um dos melhores soníferos recomendados pelos médicos é uma sessão do stj.
principalmente durante um voto de, com a devida venia, celso de mello.
vai gostar de conversa mole assim, hein, tio.
é um cipoal de ruibarbosismo com robertocampismo que o grande millor chamaria de "burritsia acadêmica."
e o povo lá, de boca aberta, esperando a justiça ser feita.
ah, pára, ô!
datíssima venia, claro!
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Tom Paixão
6 de setembro de 2014 às 07:19 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
esse cristianismozinho de mentira que a maioria dos brasileiros têm.
essa bondade na frente das câmeras.
a solidariedade desde que que vire selfie.
tô com martha medeiros,
deveríamos revisionar nossos modos.
a bostinha é racista, xingou o aranha.
ele se sentiu agredido, ferido, infeliz.
o mundo ta desabando sobre ela.
fodas!
tomara ninguém venha convencer o aranha, em nome de que merda for,
a se encontrar com ela,
para, entre lágrimas, coisa que brasileiro adora, se selar a amizade, o carinho, o perdão, a porra que for.
lanço a campanha:ARANHA, DEIXE A PATRICIA SE FODER!
nada de encontrinho pra tv fazer sucesso.
e a gente continuar esse povo besta, chorão e babão.
chega dessa merdice.
vamos virar gente!
já bastou na copa.
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Tom Paixão atualizou o status dele.
6 de setembro de 2016 às 20:10 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
gente que não voto de jeito nenhum:
sem nome, com apelidos idiotas. missionários e missionárias, pastor isso e aquilo, padre ou pai de santo, sem desdouro pra gurus e monges.
ladrão de nomes, prometedores de "renovação, mudança, saúde e educação", quem se intitula "do povo", fulano disso e daquilo - do bar, da boate, da cisterna, do radinho, do escolar, do ônibus, do elevador, da zona; "líderes " classistas - se ele representa os motoristas de uber, os jogadores do américa, a tia da cantina, os astronautas, pra que serve pra mim? -, e que tais.
quero candidato com nome, sobrenome, profissão, cpf, vida pregressa, com sucesso e obras realizadas.
e vida limpa, honesta.
se fuma maconha, bebe, come mulher duzotro, cheira ou dá, pouco me importa.
é pedir muito?
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Tom Paixão
4 de setembro de 2012 às 08:08 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
achei que não fosse necessário, mas, pelos vistos, é.
aqui escrevo, na maioria das vezes, coisas que considero boutade (vá ao wiki).
logo, se não for porrada, não leve muito à serio.
a última coisa que eu faria no meio da rua - e aqui é um meio da rua!-,
seria contar minhas desditas (vá ao aurélio).
ou ainda vitórias.
se nem aos amigos conto...
sou cachorro.
meus lances, eu escondo num matagal, onde como capim, vomito e me curo.
sozinho.
só pra deixar claro.
bom dia procê também!
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Tom Paixão
3 de setembro de 2012 às 08:44 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
ai de você
se esboçar ter
personalidade demais
em minas gerais.
ai de você.
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Tom Paixão
3 de setembro de 2015 às 06:11 · Instagram · 

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Tom Paixão
3 de setembro de 2015 às 14:42 ·
meu pai paulo francis sempre disse que a #onu é uma
bosta de um cabide de emprego de
vagabundos de todas as nacionalidades.
os refugiados da africa e do oriente médio são uma prova disso.
culpar a europa pelo menino morto na praia é sacanagem.
é preciso criar uma força tarefa, invadir esses redutos de desgraçados terroristas de todas as cores e fezes e realizar a solução final à la bin laden. só isso.
o resto é pose e hipocrisia.
Tom Paixão
3 de setembro de 2016 às 20:05 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 
fechando a noite... 
houve um tempo em que havia romantismo.
começar um namoro era a coisa mais linda. 
um beijo levava um tempão.
as mulheres, evidentemente, davam. 
mas não como se elas não valessem nada,
como uma jade "bolt". 
ou uma funkeira qualquer.
havia uma coisa chamada paquerar uma menina.
flertar. 
como isso era bom. 
pra quem não viveu, meus pêsames. 
curta um pedaço do filme candelabro italiano.
e lamente. 
como os homens tratavam bem as mulheres. 
e como elas mereciam ser tratadas bem.
 
Al DI LA - Emilio Pericoli - Tradução em Português.
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Tom Paixão atualizou o status dele.
1 de setembro de 2016 às 07:58 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
terminado o trabalho como co-golpista, este face e seu dono voltam à sua atividade normal.
chistes, baixarias, desrespeito, poesia, sexo, álcool, sinvastatina, anlodipino, roquenrol e,
last but not least,
pornografia trocada inbox.
a vida é bela.
sigamo-la.
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Tom Paixão atualizou o status dele.
1 de setembro de 2016 às 20:27 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
pensando num trem aqui...
se o candidato é pobre, ferrado, deve todo mundo, anda de calça, sapatos e dentes furados, não paga as contas, tá sempre pedindo favor ou puxando saco de algum politico pra se dar bem;
se não tem ao menos um barracão comprado, pago e registrado, sem ser invasão ou usucapião,,,
se é, enfim, um fracassado amplo geral e irrestrito,
por quê vou votar nele?
se não soube administrar a própria vida, como quer fazer parte da administração de minha cidade?
e os analfabetos de pai, mãe e parteira?
pra que servem como vereadores ou prefeitos?
bucha de canhão ou pau mandado?
cê vê aí.
o voto é seu.
e as consequências, também.
qualquer zé ruela pode ser chamado de empresário.
mas, cadê as empresas?
dão lucro ou cano geral?
enfim, eis o que eu queria dizer: não vote em fudido!
eleição não é fila de desempregados.
só pensando num trem aqui...
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Tom Paixão está  se sentindo sarcástico em Belo Horizonte.
27 de agosto às 16:14 ·
vou morrer sozinho.
sério.
não tem como se gostar de gente que nem eu
que não gosta de reality show.
qualquer um.
nem de chefinhos fazedores de comida.
nem de cantores e cantoras chinfrins fazendo caras e bocas pra terem o fator x.
ou qualquer porcaria equivalente.
nem de hip hop.
nem de novelas.
nem de pagodinho.
nem de funk carioca.
sertanojo então, arghhh!
nem da anittttta e congeneres,
que acha a miss brasil feia.
que tem preguiça de torcedor de futebol.
que não encontra cultura em lugar nenhum do brasil.
que considera a politica e a justiça como randevú de puta de 15 reais.
com chupeta!
que vê as relações amorosas como facebook.
curtiu, é amor.
comentou, é pedido de relacionamento.
cutucou, é sexo.
mas, pensando bem, não nasci sozinho?
logo, tô de boa.
e dessa deboíce não abro mão.
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Tom Paixão

29 de agosto de 2014 às 08:45 · Instagram · 

quantas vezes
e em quantas mulheres
me derramei aqui
pensando estar amando
(em verdade estava)


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Tom Paixão
28 de agosto de 2012 às 07:28 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
não existe tara mais pervertida e indecente que a monogamia.
creindeuspadre!
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Tom Paixão
26 de agosto de 2011 ·
EPITÁFIO
-Você era mais forte.
- Eu era “mais” tantas coisas.
- Deixou de ser?
- Cansei de ser. [...]
(não sei o autor. mas sou eu.)
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Tom Paixão
26 de agosto de 2011 às 08:10 ·
EPITÁFIO
-Você era mais forte.
- Eu era “mais” tantas coisas.
- Deixou de ser?
- Cansei de ser. [...]
(não sei o autor. mas sou eu.)
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Tom Paixão
26 de agosto de 2015 às 13:56 ·
a música borracho y loco da banda veraloca diz:
"sou como uma pedra / palavras não me tocam..."
sou o contrário.
palavras me ferem.
e muito.
tempos atrás, numa discussão política boba num post de uma amiga,
uma moça fina, que acredita gostar mais de pedro stédile que de joaquim barbosa, me deu uma regaçada tão grande e desproposital
que ainda me machuca lembrar.
donde evitar dr's, debates no face e bate bocas em geral.
daí que fico meio pasmo com gente que vai pra reality shows
e aguenta os maiores desaforos, tiradas, carraspanas e tocos.
tudo por dinheiro, um emprego de chef, uma viagem sei lá pra onde e quejandos.
vai ver sou mais bicha que as outras pessoas.
ou tenho mais amor próprio.
ou vergonha na cara, talvez.
sei não.
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Tom Paixão
25 de agosto de 2013 às 08:10 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
cuba parece muito o brasil.
criou tantos médicos que sobra.
agora exporta (vende?).
a gente joga o fora o que tá excedendo, né?
que nem as vacinas pra gripe pros véios aqui no brasil.
fez um monte.
ninguém quer.
agora aplicam vacinas até em teju verde.
antes que vença o prazo de validade.
toda empresa onde só um manda, quebra.
a não ser banca de camelô.
e olhe lá!
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Tom Paixão  sentindo-se bem.
23 de agosto de 2013 às 12:03 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 
há alguns anos vivi um caso de amor com uma colega.
daqueles de se pedir prum amigo nos acorrentar e dopar.
a trilha tinha muita adriana calcanhotto. 
um dia, ela se foi pra outro mundo.
lá, se desapaixonou de mim. 
minha coleção de cds ficou parada, se empoeirando, como a sobra desse amor.
nunca mais ouvi. 
nunca mais a vi.
de repente, num dia como o de hoje, eis que consigo ouvir, curtir, cantar junto e não derramar uma gota de lágrima. 
tudo passa, né?
ate a uva. 
fica lá no porão do coração um gostinho bom. 
e saber que ela esta bem e feliz, conforta. 
agora, é matar a saudade dessa mulher linda de alma mais linda ainda.
adriana, seja bem vinda de volta a minha vida, garota.
 
Adriana Calcanhotto-Inverno
http://www.doniltao.com/
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Tom Paixão estava  se sentindo assim, assim...

23 de agosto de 2016 às 05:35 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

eu sou poeta. 
eu vivo minha vida poeticamente. 
eu não vejo reality show pra não perder a fé na humanidade. 
eu gosto dos humanos. 
mas é um ser em via de extinção. 
na escalada de esquerdismo tosco, direitismo retardado, liberalismo medroso, muçulmanismo suicida e crendice canalha, em 20 anos será preciso um ditador mundial, extremamente violento e sanguinário, pra colocar a humanidade de volta aos trilhos.
talvez eu não esteja mais aqui. 
mas é ruim imaginar um futuro que orwell, dick, heinlein, asimov e tantos outros pensaram. 
mas vou bebendo, amando e poetando. 
é o que me resta.

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_Tom Paixão compartilhou a própria foto.

21 de agosto de 2012 às 10:29 · 

meu macarrão morreu. 
atropelado. 
gemeu muito, tadinho.
levei pra casa, mas não teve jeito. 
morreu no meu colo. 
chorei até. 
ainda choro. 
depois que a rua guararapes foi destruída pela chuva, todos os ônibus e carros foram desviados pra minha rua. 
gato viralata ninguém segura.
é que nem piriguete.
vou sentir uma puta falta de macarrão. 
eu sempre tomo minha vodka com campari no bequinho, ao lado de minha casa, depois do trabalho.
ele dava um tempo. 
quando eu demorava a voltar, ele ia me buscar no bar, miando.
não acredita? 
pergunte pra denise, edinho, papagaio, cerumano...
aí no céu dos gatos, que você esteja no trono da glória, bom amigo lorinho.
mas é uma merda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Tom Paixão

21 de agosto de 2014 às 09:54 · 

nunca deixe de querer. 
porém, sonhar;
pare agora!

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Tom Paixão

21 de agosto de 2014 às 17:42 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

perguntar não ofende:
pra ser travesti tem de ter rinite?
ou adenoides? 
ambos?
só pra saber, obrigado.

 
Tom Paixão  sentindo-se especial.

20 de agosto de 2013 às 08:39 · 

taliscas

ele gosta de olhar a vida de sua rua das frestas das taliscas da janela de seu quarto. 
ali, vê os primeiros albores do sol ou a claridade cinzenta de dias frios ou nublados. 
acorda muito cedo. 
batuca no teclado. ouve mozart mixado com isley brothers.
sua vida é boa, na maior parte do tempo. 
exceto quando sente o perfume dela. 
espera um pouco e corre pra varanda.
quer ver o que resta de seu vulto virando a esquina. 
o dia ganha outro, digamos, sabor.
ele bem sabe a hora de sua saída. 
mas não sente prazer em vê-la despedindo de seu amor.
aquele fugaz beijo -bicota, né?, que casados dão - é meio facada pra ele, que é um exagerado.
no mais, tudo está bem.


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20 de agosto de 2013 às 19:12 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
a buzina de seu recalque
bate em meu para choque amassado
e volta em forma de freada brusca._
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Tom Paixão
15 de agosto de 2013 às 18:28 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 
muito doida, a vida.
quando a gente tava de boa com uma cocota, 
a coisa rolava no ritmo de kc & sunshine band, 
led, beatles, james brown, joe cocker, 
jimi, janis, raul, caetano, gil, gal et caterva. 
bastava um leve chifre ou algo parecido, 
que pusesse o coração da gente em lava
e o colo era sempre do garoto de cachoeiro. 
ainda hoje, é meio assim?
 
Você Não Serve Pra Mim - Roberto Carlos (Lp Mono 1967).wmv
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Tom Paixão

12 de agosto de 2011 às 09:51 · 

manx, uma língua

na ilha de man, entre a inglaterra e a irlanda, uns e outros ainda falam um idioma em extinção.

é o manx.

uma das peculiaridades deste idioma, oriundo do galês, é a pouca declinação verbal, por ter poucos usos do sujeito.

e aí, uma das frases mais usadas no mundo, cada vez mais de forma irresponsável é, em manx, "ta graih aym ort":

"eu te amo!"

mas, na tradução literal da língua, é um primor de lindeza, emoção e delicadeza :

"há amor em mim por ti!"

prova de que, às vezes, há mais beleza nos moribundos que nos viventes.

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Tom Paixão

9 de agosto de 2016 às 18:16 · São Paulo · 

tenho essa carinha de senhor bonachão, mas já fui um vermelhinho. 
o sonho era lindo. 
jovem.
ainda mais misturado com maconha, sexo live e hippiesmo. 
mas crescemos. 
viramos pais de família.
vimos que a saída tem várias portas.
e a entrada, milhares. 
seguimos em frente. 
estudamos e abrimos portas.
pra nós e pra outros.
mas ainda há. em algum lugar de nosso coração, uma lágrima pronta pra rolar cada vez que ouvimos a internacional. 
mas não há mais mundo pra isso.
nosso sonho era:
ninguém tem de ser escravo de nada ou de ninguém. 
seja ídolo, ideologia, religião ou líder.
mas as massas ainda precisam saber disso.
me dói me apresentar como candidato a vereador e as pessoas baixarem os olhos e dizerem: "doutor, nossa esperança é o senhor."
que senhor? 
que doutor?
que esperança?
você é o patrão, compadre!
assuma esse trem!

 

Hino a Internacional Comunista

A Internacional é um famoso hino socialista, sendo também uma das canções mais conhecidas de todo o mundo. A letra original da canção foi escrita em francês ...

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão
8 de agosto de 2014 às 15:43 · Belo Horizonte ·
memórias de um usuário de buzum.
quando eu for velho, vou andar com um saquinho que nem o do doutor chapatin.
dentro, esferas de aço.
daí, encosto numa pessoa que esteja ocupando indevidamente uma cadeira amarela no ônibus.
cada curva ou freada, um coque na cabeça.
até o(a) imbecil se tocar.
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Tom Paixão
8 de agosto de 2014 às 17:39 · Belo Horizonte ·
espero que, eleito, aécio neves pense em nós, os canhotos, já que ele é membro da seita.
não dá mais pra gente sofrer entorse espinhal ao virar para pegar papel higiênico sempre do lado direito.
ou estourarmos a lata de atum e nossos dedos com abridores de lata.
sem contar as tesouras, que escapam de nossa mão e quase nos transformam em lulas, arrancando nossos dedinhos.
pela liberdade de sermos esquerdos!
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_Tom Paixão adicionou 2 novas fotos.

8 de agosto de 2015 às 08:58 · 

separei uma bela, ampla e confortável caixa,
forrei com t-shirts de algodão.
coloquei papel toalha picado 
a água e a comida perto. 
fiz uma cortininha pra proteção e privacidade.
só faltou mozart, pra acalmar. 
mas já estava programando uma extensão do computador.
qual o quê.
clarice preferiu uma parte de meu guarda roupa pra pousar com seus filhos. 
quanto a mim, restou acatar. 
afinal, quem manda aquincasa?
(em tempo: até ela sacou que o mar não tá pra peixe. da primeira ninhada, tirou seis garotos e garotas. agora, três. sem bolsa família, não dá , né?)





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Tom Paixão

8 de agosto de 2016 às 02:39 ·

elemento de cabelos alvos, já entradoto,

acorda duas de manhã de segunda feira

e corre pro pc

à mode ver se já tem novo angry birds.

e no dia a dia se acha no direito

de criticar quem sai caçando pokemons.

#examedeconscienciapelosusjá!.

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Tom Paixão

7 de agosto de 2011 às 20:48 ·

é como diz o Eduardo Lima: "meu coração não me suporta mais"

só espero que ele não falte ao serviço e nem esteja pensando em se aposentar.

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Tom Paixão

4 de agosto de 2014 às 04:51 · Cidade Industrial ·

ai você acorda com um aperto no peito.

o sub, apavorado como uma mulher apaixonada pela primeira vez, grita:

"é enfarte.

socorro!!!"

o consciente, sonolento, retruca:

"enfarte uma porra!

é ar preso.

tome lá aquele remédio seu

e do lula."

você vai à geladeira,

pega uma pet de coca,

vira na boca

até perder o fôlego.

do fundo do âmago do centro

da alma vem aquele arroto

mastodôntico.

que acorda cães e pássaros.

pronto, ganhaste mais um dia.

enjoy it!

 

 

Tom Paixão

4 de agosto de 2014 às 14:31 · Belo Horizonte ·

pode acreditar.

não tem charia, nem 10 mandamentos, código de hamurabi, torá ou código penal/civil.

a lei que funciona,  por só ter um paragrafo, é a de murphy.

fafi bh.

trabalhava em dois empregos, vivia duro (novidade.).

quando terminava a última aula, enquanto meninos e meninas que tinham mensalidades pagas pelos pais iam pro boteco,

eu queria chegar em casa correndo, mode ver se meu filho ainda estava acordado e tirar uma casquinha no crescimento dele.

sem chance.

o ônibus nunca que chegava.

aí, aprendi.

acendia um cigarro tão logo chegava ao ponto, em frente ao antigo bar saloon.

duas tragadas e la vinha o 1209.

nunca falhou.

carro com pouca gasolina.

espera pra chegar até o posto com preço mais baixo.

sem chance.

logo á frente tem um engarrafamento.

sai da festa de arromba sem ter tomado uma gota de cerveja, uísque, vodka e batidas de todas as cores.

um quarteirão de casa,

espetinho do buiú, uma long neck e uma seleta.

no quarteirão seguinte, blitz.

deixa de comprar pão e queijo na cidade pra comprar na padaria perto de sua casa.

chega e ela tá fechada.

agora, já sou expert.

se quero que o ônibus chegue logo, saco celular e acesso candy crush.

na primeira bala colorida, lá vem ele, todo faceiro.

não falha

(toda essa arenga pra contar o seguinte:

passo na boutique skala, ali na espirito santo com caetés, quarteirão up de bh.

me apaixono por uma jaqueta.

compro.

ainda mais que são duas vezes no cartão.

só vesti no dia que comprei, quinta feira passada.

porque o calor está de volta.

(deu nem pra fazer um selfie.)

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Tom Paixão

1 de agosto de 2011 às 09:50 ·

agora é lei: me deleite ou te deleto!

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Tom Paixão adicionou uma nova foto.

28 de julho de 2013 às 09:21 · 

 

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Tom Paixão adicionou uma nova foto.

28 de julho de 2013 às 09:55 · 

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Tom Paixão

28 de julho de 2014 às 08:55 · Belo Horizonte · 

aqui perto do trampo tem uma padaria que parece inacreditável. 
chego na moça, que se sentiu ultrajada por eu interromper a mensagem que ela enviava pelo cel e digo “bom dia”. 
ela nada. 
continuo: “você poderia me dar um pão com manteiga e duas rodelas de muçarela? ah, e um café. no copo ou xícara, por favor.”
ela se vira sem nada dizer.
pergunto: “tem manteiga aqui, né?”
nenhuma resposta. 
vem o pedido, quase jogado sobre o balcão.
um quilo de muçarela num pão lambrecado de margarina. 
olhei, analisei, pensei na pena por botar fogo no lugar sem ajuda da sininho. 
ah, e o café? 
fervendo num frágil copo de plástico. 
optei por deixar tudo no balcão e caçar outro recurso, como dizia meu sogro da paraíba. 
estarei ficando um velho ranzinza? 
cartas à redação

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Tom Paixão  sentindo-se em paz.

28 de julho de 2016 às 05:47 · Belo Horizonte · 

como diria o pessoal de humanas: "eu meio que já intuía."
mas foi o osho que me ensinou. 
quando ainda se chamava bhagwan shree rajneesh. 
foi lá nos 80's. 
castañeda também deu uma força, bem antes. 
bons papos com padman santeen. 
o padre toninho lá da boa viagem. 
as works da maria josé marinho. 
depois, a pnl com roegerio castilho. 
até amy winehouse, de quem detesto rehab mas adoro love is a losing game. 
sendo love, toda relação. 
amizade, namoro, paternidade, casamento, et caterva. 
even tony bennet, que disse na morte da amy: "a vida te ensina a viver, se você viver o suficiente." 
pra mim ainda não é o suficiente. 
iihhh, longe disso.
mas essa tatuagem é bem um corolário de minha vida.
until now.

 

 

 

 

 

 

 


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Tom Paixão

27 de julho de 2016 às 16:27 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

criei uma neta com o maior desvelo. 
tentei suprir a falta que a mãe, uma branquela piriguete funkeira, pudesse lhe fazer. 
a ordinária deu a luz e sumiu no mundo. 
comprei rango da melhor qualidade, a deixo dormir aos meus pés na cama, comprei wiskas de atum - de vez em quando, claro -, dou iscas de carne, quando estou cortando, deixo um restinho de sardinha na lata, faço tudo pra lhe fazer feliz. 
inclusive, pra não ter o destino da mãe, a levei para esterilizar.
eis que a doce veterinária
- como são doces os e as veterinários(as), não?- 
apalpa a garota e diz: "ela não pode ser esterilizada."
tremulo, termendo o pior, balbucio: "não?"
a doutora: não! ela está grávida."
o chão some sob meus pés. 
a visão se anuvia. 
a médica quase me socorre. 
pego-a de volta, 
coloco no carro e volto pra casa. 
no trajeto, não trocamos palavras. 
evita olhá-la.
ela apenas ronrona.
o tio avô, ao se inteirar do caso, fica irado.
xinga, dizendo que ela destruiu a própria vida. 
ela nem tchum. 
corre pra vasilha de ração.
é duro.

 


é duro.

 

 

_
 
 
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Tom Paixão
26 de julho de 2013 às 06:36 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
po(st)emazim
eu acredite em coisas que outros não
eu descreio de trens que adoram.
vai, zé paixão, ser besta na vida!
(e vou mêz!)
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Tom Paixão
26 de julho de 2015 às 11:09 ·
eu não sou muito de ter pena de seres humanos.
minha mãe me ensinou que cada um recebe o que comprou.
destino é o cacete!
a vida me ensinou que é bem assim.
eu mesmo comprei umas boas merdas.
joguei fora ou reciclei.
mas não consigo evitar de sentir piedade de gente que compra
o que de pior tem no mercado.
possuidores de inveja, ódio, mágoa, frustração, pessimismo e agora a desnecessária ostentação
me dão muita dó.
deve ser uma vida desgraçada ao cubo.
tadinhos...
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Tom Paixão
22 de julho de 2011 às 20:43 ·
ouvi no onibus agora há pouco:
"êz falô preu i lá quêz vai mi dá um boi lá!"
what the fuck de língua é essa?
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Tom Paixão
22 de julho de 2013 às 07:31 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
status de relacionamento:
descobrindo, no encontro
que "morena fogosa, 35 anos, livre", do b2
é sua irmã mais velha.

Tom Paixão
22 de julho de 2014 às 14:16 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·
entreouvido agora a pouco na praça raul soares:
_môxo, daúm reáu?
_dou cem, quer?
_ahnm?
_te pego aqui de manhã de carro, dou almoço, cerveja e pinga e te trago de volta. vai encarar?
_quêcotenho de fazê?
_capinar um lote...
_ah, vai tomá no #$#&*&%#%@ da sua mãe, seu &*+#$%@!!!

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Tom Paixão

22 de julho de 2014 às 15:02 · 

último dia de meu filho Matheus Paixão como adolescente. 
amanhã se torna jovem adulto. 
não pra mim.
não pra 
Gersana Dias
pra nós, é "nonóti munitinho" e sempre será.
e pronto!

 
 
 

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Tom Paixão

22 de julho de 2015 às 21:23 · 

meu doce e querido filho
faz mais um aniversário.
e agora, pobre dele, é um adulto.
é meu dever e minha obrigação,
como alguém que o colocou aqui, nessa gelada,
junto com a mãe dele, 
dar um toque.
com o apoio de cat stevens yusuf islam.
que, tomara, seja de bom grado.
nem que seja por apenas uma linha.
já será o suficiente:

 

Cat Stevens - Father and Son (Legendado em Português)

Participe de nossa comunidade no Orkut e ache muito mais clipes legendados! www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=34255001Vídeo contendo a legenda feita por m...

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Tom Paixão

15 de julho de 2012 às 02:21 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

dia do homem hoje, né?

um bom dia pra uma reflexão feminina:

nós não somos responsáveis por todas as mazelas de suas vidas, minhas senhoras.

acreditar nisso é crer que somos superiores a vocês.

somos iguais.

choramos com um pé na bunda.

mas não fazemos campanha contra mulheres.

sofre quem quer.

sofre quem acha que sua felicidade está no outro.

sofre quem entrega sua vida a outro.

sofre quem vê que o outro não presta pra si mas insiste, rezando crendo num deus que vai mudar o outro.

enfim, sofre quem quer e gosta.

e não me venha com papo de amor e paixão.

não cola.

ama o ruim quem não se ama.

e acredita que antes mal acompanhada do que só.

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Tom Paixão

19 de julho de 2014 às 18:06 ·

um dia Ronaldo Martins me convidou pra uma palestra do lindo rubem.

foi no auditório do colégio santo agostinho.

depois, fomos pra um restaurante chique.

eu estava recém demitido da alterosa.

não comi nem bebi nada por medo de pagar caro.

se me lembro, o restaurante era na região dos hospitais.

cara, não tenho como contar o que é estar perto de um cara como aquele.

me sentei bem diante dele.

conversou muito comigo.

ele exalava doçura por todo o ambiente.

daquelas lembranças que me mantém vivo e feliz por demais.

boa viagem, seu rubem lindo.

quem dera a a gente pudesse se ver em sei lá onde.

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Tom Paixão

21 de julho de 2012 às 08:26 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

vamu combiná: é fazer muito esforço pra se dormir com uma pessoa na mesma cama.

uma vez ou outra, a tal de conchinha é uma delicia pós delicia.

mas, todo dia?

güento não, viu?

e no quesito fazer esforço, tô na do jaiminho: quero evitar a fadiga.

quando a hipocrisia tiver fim com a volta do messias, imobiliárias vão anunciar apartamentos com dois quartos de casal.

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Tom Paixão

21 de julho de 2013 às 18:54 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

meu filho tá quase nascendo

a mãe dele

coitada

sofrendo um processo

de inquisição familiar

que só uma super mulher

aguentaria

e perdoaria

(ela aguentou, cresceu e perdoou)

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Tom Paixão

21 de julho de 2014 às 15:34 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

uma coisa que respeito muito no pt e seus filhotes pstu e psol: militância aguerrida.

fui candidato três vezes.

duas a vereador, uma a deputado estadual.

coisa de gente teimosa e sem noção.

não só não tinha um centavo como não quis de empresários da construção civil e de empresas de ônibus.

os partidos nada fizeram como ajuda, também.

só me queriam como vitrine.

foram três partidos.

um milionário, outro adesista safado e um pseudo ideológico.

em nenhum vi militância.

ao contrário.

membros pediam dinheiro descaradamente aos candidatos.

tirando os safados de sempre, a militância petista, psolista e pstunica, é de emocionar.

militantes fazem o que fiz orgulhosamente em campanhas de arutana coberio e apolo heringer, entre outros: gastam dinheiro do bolso pra eleger gente em quem acreditam.

isso não se pode tirar dessa moçada.

claro que muitas vezes são traídos por quem elegem.

coisas da vida.

(antes que me acusem de isso ou aquilo - como se eu me importasse -, minha ideologia hoje é niilismo, cinismo, sarcasmo e orgasmo.)__________________________________________________________

Tom Paixão

11 de julho de 2013 às 08:28 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

TEATRO CORISCO

-lembra quando você escreveu no face

que o melhor perfume de uma mulher

é o cheiro de cabelos molhados e banho tomado?

-lembro.

-pois pra mim, é o de homem pelado

cheirando a banho com phebo

debaixo de uma montanha de edredons.

(sorrindo tímido, me aninho ainda mais debaixo da montanha de edredons)_______________

Tom Paixão

11 de julho de 2014 às 07:41 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

perguntei aqui, perguntei meus colegas de trabalho, perguntei no bar, perguntei ao motorista e a trocadora.

ninguém me deu uma razão plausível sobre porque não gostamos de argentinos.

quem tentou arrazoar, disse que eles nos desprezam, que são arrogantes.

hahaha!

não me façam rir que me cai o roach!

NÓS não nos respeitamos.

duvida?

escute nas mesas dos sudestinos num restaurante em salvador ou na praia de jericoacoara as opiniões sobre o nordeste e seu povo,

pergunte a um mineiro o que ele acha do mato grosso.

pergunte a um carioca o que ele acha do acre, do maranhão.

pergunte a um gaúcho o que ele acha do resto do brasil.

pergunte a um paulista o que ele acha de goiás pra cima.

veja nos comentários de sites de jornais e revistas as opiniões tais.

e vice versa.

veja nordestinos, goianos, sulistas, morando e enricando em são paulo ou no rio humilhando paulistas ou cariocas mais pobres.

ou que sejam seus funcionários.

ninguém me contou.

eu vi.

e vivi.

e só acredito no que vejo, como o tomé bíblico.

logo, SOY ARGENTINA E SALUDO A TODOS LOS HERMANOS COM TODA LA FUERZA DE MI CORAZON DE BRASIL!

(gracias google tradutor)

ARRIBA, ALBICELESTE!

y fuedas!

Tom Paixão

11 de julho de 2015 às 17:23 · 

mais de 40 anos depois
encontro meu bom amigo. 
fim da vida, coitado
comprado na mesbla
em mil prestações.
foi tocado em quantas maconharias na velha fafich.
e por evandro dicarlo e gonzaguinha.
menos por mim.
não aprendi nem os primeiros compassos de 
wish you where here ou stairway to heaven.
e assim por diante.

 


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Tom Paixão

10 de julho de 2012 às 09:44 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

tchecov trevisan da silva

-e aí?

-sentindo minha falta?

-eu até que não...

-?

-mas os gatos sim.

-e quando andam pela casa miando sem parar, me vem uns arroubos de choro que não sei explicar.

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Tom Paixão

10 de julho de 2013 às 09:11 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

TEATRO CORISCO APRESENTA:

"eu sei que vou te amar..."

-por toda a minha vida?

-não. até acabar.

(PANO, RÁPIDO

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Tom Paixão

10 de julho de 2015 às 06:41 ·

eu sinto falta...

das revistas realidade, grande hotel e ilusão.

do pasquim.

de paulo francis, daniel más e ivan lessa.

sentiria de dorothy parker, se fosse contemporâneo dela.

e de simone du beauvoir, idem.

é de meu pai, se tivesse tido um.

como vou sentir um dia de dalton trevisan.

se der tempo.

e assim por diante.

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Tom Paixão

9 de julho de 2015 às 06:52 ·

eu sempre soube amar muito.

não sei com quem aprendi.

ou se isso é natural.

não sei é se sei receber amor.

acho que nunca fui bom namorado.

ou marido, amante ou até amigo.

sei lá.

apenas acho.

elas poderiam dizer.

umas já morreram.

outras, sumiram,

e mais algumas, não querem me ver nem pintado.

acho.

sei lá.

ouço musicas acidentais, lembro de uma ou outra.

que me levam as outras umas e outras.

sei lá.

coisas da vida, diria rita jones.

apenas acho

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Tom Paixão

8 de julho de 2016 às 05:33 ·

#apatia¹

um sentimento tomando conta do mundo.

trump pode ser presidente, bolsonaro idem.

nas cidades, todos à espera de um messias prefeito

e seus apóstolos, vereadores..

cada tragedia, alguém em transe grita numa igreja: "jesus tá voltando!".

os sarcásticos respondem: "finja que tá ocupado!".

qualquer blasting news ou 247 vira fonte de "notícia".

ninguém questiona, ninguém se aprofunda.

compartilham sem ler.

apenas pelo título.

ou imagem.

apatia.

pra todo lado.

o nada sendo feito como se fora a cura dos canceres.

apatia.

exceto numa facção: o estado islâmico.

um dia, próximo, será tarde.

anote.

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Tom Paixão

7 de julho de 2014 às 00:45 · Contagem, Minas Gerais ·

como sou um cara romântico que nem uma adolescente mocinha filha única de um fazendeiro machão de goias, acredito piamente que o sexo não é tudo num relacionamento.

apenas 100%.

e olhe lá..

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Tom Paixão estava  se sentindo sarcástico à pampa.

7 de julho de 2016 às 00:43 ·

eu leio desde pequeno.

primeiro walt disney, depois super e bat, fotonovelas

e o encontro orgásmico com os livros.

de quem não me separei até hoje.

e nem pretendo.

lendo, fui aprendendo um monte de palavras novas.

pra um pretinho favelado filho de mãe solteira que pegava pão dormido às quartas feiras na padaria savasi enquanto morava no pindura saia, era uma coisa. .

depois era a padaria novacap, no floresta, segundas feiras, quando fomos pra conferencia de são vicente, no concórdia.

patética é uma dessas palavras.

acho ela forte.

deve sempre terminar com ponto de exclamação!

demorei um tempão pra encontrar uso na vida real pra ela.

eis que surge a notícia de que aquela senhora vai escrever(?) uma carta à nação...

tcharam!

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Tom Paixão

6 de julho de 2013 às 09:53 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

sabe aquelas mulheres que a gente

quer virar bebê

deitar no colo e desligar a mente?

então...

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Tom Paixão

6 de julho de 2014 às 06:10 · Cidade Industrial, Minas Gerais ·

não importa

onde o dia

nasça

todo amanhecer

é sempre

lindo

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Tom Paixão

5 de julho de 2011 às 13:48 ·

cara veio olhar meu carro pra comprar.

pergunta porque estou vendendo.

explico.

ele: "não é possível que não tenha uma vaga para alguém como você numa rádio ou tv de belo horizonte!"

pareceu bravo.

como já ouvi isso antes, digo, rindo: "não é possível, hein?"?

ficou de voltar.

tomara.

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Tom Paixão

5 de julho de 2013 às 08:26 ·

sabe aquelas mulheres que abrem um sorriso lindo quando te vêem chegar?

então...

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Tom Paixão

4 de julho de 2010 às 09:26 ·

viver é muito bom. viver bem, então, hummmm...

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Tom Paixão

4 de julho de 2011 às 14:44 ·

idéia pra uma canção: "se um pingo de lágrima que cai de meu rosto não a convence que te amo, vou pedir a deus um tsunami"

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Tom Paixão

4 de julho de 2013 às 06:59 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

sabe aquelas mulheres que olham seus lábios enquanto você fala?

então...

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Tom Paixão

4 de julho de 2015 às 05:24 ·

nó,

tem tanta beleza

no mundo...

fico até bobo

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Tom Paixão

2 de julho de 2017 às 09:32 ·

quando eu era garoto e frequentava o catecismo de dona maximina, ia arrastado por minha mãe pras novenas de nossa senhora do perpétuo socorro na igreja de são jose, missas de domingo da igreja nossa senhora das graças, aos dias 28 na igreja de são judas e nas rezas dos grupos de oração nas casas dos vizinhos, com os congregados marianos, a gente pedia pra deus e aquela santaiada toda, saúde, paz e alegria.

hoje, que não peço nada pois sei que a gente tem de pegar o touro é pela unha, me espanto em ver gente de tudo quanto é religião e seita pedindo pra marcar um gol, pra arrumar um macho, pra comprar um carro, pra ser protegido enquanto comete um assalto, pra não engravidar, pra não ser preso, pra passar na prova de direção e que tais.

mudou o deus ou mudei eu?

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Tom Paixão

3 de julho de 2016 às 06:29 ·

superfície versus substancia.

a substancia tá perdendo feio.

pena de quem tá chegando.

ou tá no meio do caminho.

não nós,

temos hendrix, raul, led, genesis, trevisan, vonnegut, lee,francis, lessa...

dá pra ser eremita fácil e feliz.

sem crise.

ou rivotril, mipramina,clomipramina, amitriptilina, nortriptilina fluoxetina, paroxetina, citaprolam, escitaprolam, sertralina venlafaxina, duloxetina, mirtaza...

ufa!

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Tom Paixão estava  se sentindo “apaixonado por mim”.

3 de julho de 2016 às 09:26 ·

excerto de “200 ou 300 coisas que sei sobre mim”

nunca senti ódio.

nem mágoa.

ou inveja.

exceto de surfista e piloto de helicóptero.

muita.

desgosto, desilusão, montes.

raiva de dez minutos, muita.

hoje, nem tanto.

mas a inveja se mantém.

2 comentários

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Tom Paixão

3 de julho de 2012 · Belo Horizonte ·

ontem à noite, renunciei à minha cadidatura a vereador.

não nego que com uma boa dose, daquelas com chorinho, de tristeza.

mas, acho que estou aprendendo - finalmente - duas ou três coisinhas com a realidade.

não quero, não devo e não mereço passar por aquilo que vivi quatro anos atrás.

a vontade louca de fazer coisas pra melhorar minha cidade e, por tabela, a vida de meus conterraneos existe, como uma tatuagem.

mas, não tem jeito.

as pessoas que me apresentaram pra contribuir financeiramente com minha campanha, eu as colocaria atrás das grades sem pensar um minuto.

e sem julgamento!

logo, não tenho tino pra ser demóstenes.

então, é isso.

como dizia leon eliachar e trago pra uma (ex) campanha eleitoral: "nem tudo é dinheiro. tudo é a falta de dinheiro."

vida que segue.

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Tom Paixão

2 de julho de 2014 às 16:30 · Belo Horizonte ·

essas pessoas todas, colocando pedaço de terço atrás de gol,

levantando dedinhos e olhando pro alto,

ajoelhando e rezando desesperadamente no gramado,

fazendo sinal da cruz antes da cobrança de pênaltis...

como diria o maravilhoso isaac bashevis singer: “se existe um deus”,

vocês acham que ele estaria se interessando por reles jogadores de futebol,

quando primos do filho dele estão sendo sequestrados e assassinados?

“menas” baboseira faria a seleção mais bonita.

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Tom Paixão

30 de junho de 2013 às 08:29 · Belo Horizonte ·

auxiliar de enfermagem de pé no onbus vazio vestindo jaleco e com estetoscópio no bolso.

nem num vô rir.

vai que é portadora de sofrimento mental, né?

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Tom Paixão

30 de junho de 2013 às 09:21 · Belo Horizonte ·

saudade mode roaming

dos presidiários do ipiranga e leões da lagoinha

de jogar bentealtas e mãe da rua

de participar de meia hora de açougue

de descer a jacuí de patinetes

do picolé do waltinho

dos cines rosario, são geraldo e lafayette

das putas da rua mariana

do randevu da zezé

(onde eu ia só pra ver mulher de negligè)

da sociedade italiana

da lelena, da astrid, da jussara, da heloisa e da lilô

de ir a pé do renascença à igreja de são josé toda quarta feira pra novena de nossa senhora do perpétuo socorro

de soda gato preto com sorvete e pão molhado

do robinho, zico, lambreta, alberto, fraça, geraldo babão

de porradinha

da "guerra" blacks versus cocotas

("cocota bota ovo! é, no cabelo dos blacks!")

do ademir, monsieur limá, farouk salomão e big boy

da soul gran prix, som james e sonimagion...

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Tom Paixão

30 de junho de 2014 às 06:03 · Cidade Industrial ·

o pior tipo

de chato

é o que sabe

o que é bom pra

você.

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Tom Paixão

28 de junho de 2013 às 06:43 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

sexo é uma coisa.

amor, outra.

foram "unidos" por interesses religiosos espúrios

quando se unem naturalmente

como tudo deve ser

é a visão do paraíso

(e sem a ajuda de um d-us)

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Tom Paixão

26 de junho de 2013 às 06:33 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

uma dessas madrugadas

ela sai do banheiro

banho tomado

cabelos molhados

cheiro de sabonete

senta na beira da cama

quer conversar

e fala

(do quê, mesmo?)

eu em meu ateísmo

rezo para que exista

uma eternidade

(céu ou inferno)

onde eu possa

cultivar essa imagem

pra sempre

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Tom Paixão

25 de junho de 2013 às 07:24 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

casal, transforme uma vida chata em duas divertidas.

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Tom Paixão

25 de junho de 2014 às 11:14 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

me dê música e liberdade.

todo o resto eu arrumo.

inclusive amor de verdade:

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Tom Paixão

25 de junho de 2015 às 04:28 ·

por que a gente não sabe

nada nem de nada, né?

estamos sempre vendo e aprendendo.

e quando deixamos a vida,

a fodona que tudo sabe,

ser a profa,

aprender e apreender vira um

pic nic num parque.

com formigas, insetos voadores e sanduíche

de atum que azedou.

mas é tão bom...

(pra Matheus, que tá chegando agora.)

 

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Tom Paixão

23 de junho de 2017 às 7:38 h ·

"puxa", ele me diz na volta da caminhada, "acho que tô mais carente do que pensava.

a semana inteirinha sonhei que estava com namoradas as mais diversas.

moças doces e lindas que nunca vi na vida.

nada de sexo.

aquele namorinho gostoso, de mãos dadas, beijinhos, abraços de inverno, carinhos no rosto, olhares...

nada parecido com o que tenho hoje."

suspirou e calou.

como sempre, nessas horas, fiquei, como diz meu filho número dois, com aquele sorrisinho tolo de amèlie poulain pendurado nos lábios.

dobramos a esquina e fomos pra padaria do japonês.

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Tom Paixão

23 de junho de 2016 às 17:42 ·

excerto de “200 ou 300 coisas que sei sobre mim”

gosto de pés de galinha em mulher.

e aqueles sulcos entre os seios.

e o delta da virilha.

e covinha na bunda.

e dentinho torto.

e dentucinha.

(volta, dilminha! sqn)

acho mulher um ser lindo.

posso ficar horas olhando pra uma.

 

Tom Paixão

22 de junho de 2013 às 06:58 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

acordo na madrugada fria

suando

chamo seu nome

ao lado

apenas o enorme travesseiro

visco elástico da nasa.

well...

serve._

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Tom Paixão

21 de junho de 2016 às 05:58 ·

um cara.

apenas ele num lugar estranho - pra ele.

criou uma rotina.

todo dia, depois do trabalho, se sentava num bar no centro velho da cidade.

ali, tão solitário estava, que todo vendedor de minascap, loteria, mega sena ou chip da tim que aparecia, ele convidava a sentar na mesa.

se quisessem beber ou comer, ele pagava.

se preferissem apenas descansar e conversar, ele era todo ouvidos.

falava pouco.

com o tempo, aqueles seres invisíveis pra uns, foram se tornando sua turma.

quase família.

a eles se juntaram nóias, catadores, ceróis, pequenos marginais, garotas de programa e velhos advogados.

estes, vindos do fórum, paravam pra uma seleta e uma gorduchinha.

achavam a quem contar como fora seu dia.

adiavam ir pra seus pequenos apartamentos nos velhos prédios ao redor.

e suas encardidas panelas com miojinho.

com pouco, foi esquecendo mulher, filhos, parentes em geral.

até mesmo se esqueceu que era procurado por ter matado toda a família lá no norte.

e era um fugido.

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Tom Paixão

19 de junho de 2015 às 04:09 ·

aquele

louco desejo

agora

um longo bocejo.

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Tom Paixão

19 de junho de 2015 às 14:46 ·

lembrando o almoço de ontem com meu filho,

eis que me pego com uma tremenda inveja dele.

é que, nas duas horas de nosso papo,

ele, por várias vezes e com diversas entonações, disse: "ô pai!"

puxa, queria ter tido podido dizer esta palavra.

mesmo que fosse a um déspota.

ela parece ser tão doce, dissolvendo na boca como bala delícia...

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Tom Paixão

16 de junho às 12:24 ·

 

__________coisa que ninguém sabia, zé.____________

eu tenho medo de chuva.

minha casa é uma fortaleza.

como eu ajudei na construção, cometi algumas boas loucuras. sapatas feitas em tambores de óleo cheios com pedras e massa dois por um, por exemplo.

pode mandar um míssil.

as paredes podem até cair.

a estrutura fica de pé.

esse medo deve ser pelo barracão onde passei um pedaço de minha infância, lá no cruzeiro.

minha mãe saía e eu ficava sozinho trancado nele.

um fogão jacaré e a comida pronta numa lata de gordura de coco carioca.

quando chovia, o barracão tremia e o telhado parecia que iria voar.

se minha mãe estava em casa, rezava pra são jerônimo e santa bárbara.

acho que ela tinha medo também.

sem contar que a lamparina tinha de ser poupada para algumas horas à noite.

querosene era cara.

como o mundo é cheio de coincidências, um dia tô passeando na feira hippie e vejo exatamente o barraco onde morava. retratado pelo pintor cirilo, hoje meu amigo.

até a cor da porta e da janela.

meu coração subiu à boca.

"meu delz, é minha casa!", quase gritei.

a moça que estava comigo não entendeu nada.

comprei imediatamente.

é um tesouro que tenho.

pois, tanto tempo corrido, quando chove aqui, mesmo sabendo da casamata onde moro, fico apreensivo.

com medo, mesmo.

bom, pelo menos tem luz.

ou lanterna.

a mente humana, humpf...


ou lanterna.
a mente humana, humpf...

 

 

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Tom Paixão

18 de junho de 2016 às 17:23 ·

excerto de “200 ou 300 coisas que sei sobre mim”

gostaria de ter sido amado e mimado pela minha mãe.

nunca ganhei um abraço, um beijo ou elogio dela.

com meu filho numero 1 ela se derretia.

e eu não entendia

não sei como a amo tanto.

stockholm syndrome, i presume

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Tom Paixão

17 de junho de 2014 às 06:47 · Contagem ·

 

sim, por que existem

a linha helena rubinstein

e helena frankenstein.

parece que a segunda

está sendo mais vendida.

porque, olha...

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Tom Paixão

17 de junho de 2015 às 14:47 ·

 

não basta ser ateu:

é preciso desacreditar também que

existe amor incondicional

omo lava mais branco

shampoo conserta cabelo

pasta dental clareia os dentes

existe esquerda e direita

existe diferença entre gasolinas

banho mais curto ajuda o planeta

poupança é bom investimento

(que mais?)

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Tom Paixão

17 de junho de 2016 às 06:17 · 

excerto de "200 ou 300 coisas que sei sobre mim."

quando converso com meus filhos
- qualquer um deles - , 
fico meio desviando o olhar. 
o amor quer sinto por eles
- todos-, 
é tanto que dá um trem os fitando nos olhos.
chega a embargar a voz.
(acho que eles nunca notaram isso)

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Tom Paixão

15 de junho de 2017 às 08:13

 

_______________________________zé, cê lembra?_________________

num dia como o de hoje, no século passado, íamos todos, meninos do catecismo de dona maria jose, à missa do padre antenor, aquele que não gostava de choro de criança na igreja nem mulher de braço de fora.

cantávamos, representávamos, confessávamos sei lá o quê e comungávamos, sei lá porquê.

depois tinha um lanche.

farto.

nossas mães caprichavam.

e eram todas pobres da conferencia de são vicente de paulo, olhe só!

lanchão que, pra maioria de nós, era o motivo mór de estarmos ali.

aí, vinham as brincadeiras, enquanto nossa mães lamentavam a vida que levavam, a carestia e umas pitadas de vida alheia.

eu, viadinho, como se dizia na época, preferia brincar com as meninas

(como gosto até hoje, de maneira diferente. e com meninas mais crescidas. mas isso é outra história. viadinho, hein? vai vendo.).

adorava aquelas cantigas de dona baratinha:

"a barata diz que tem sete saias de filó

é mentira da barata ela tem é uma só

ha ha ha, ho ho ho, ela tem é uma só."

com o tempo, os livros me ensinaram palavras novas.

cantei:

"a barata diz que tem uma irmã que é artista.

é mentira da barata, a irmã dela é vigarista.

ha ha ha" etc...

mais depois ainda as mães católicas começaram a separar os meninos das meninas quando começaram as brincadeiras de pera, uva ou maçã.

enfiaram na gente a noção de um tal de pecado.

e de repente veio um redemoinho, a gente virou adulto e a festa se acabou e já não importava mais a barata recalcada ou sua irmã piranha.

até que num momento vadio, a gente deixa a mente vagar de boa.

daí, volta tudo, zé.

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Tom Paixão

16 de junho de 2012 às 14:23 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

tudo é relativo. 
inclusive toda relação.

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Tom Paixão

13 de junho de 2012 às 08:47 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

hoje é dia de mim. 
qualquer coisa relacionada ao amor que voce tenha dúvida, me pergunte.
 tenho certeza absoluta que não vou saber responder. 
mas ouvirei, pode crer, amizade!

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Tom Paixão

11 de junho de 2016 às 18:16 · 

saudade de amores perdidos?
não. 
saudadinha de minha linda mamãe dançando
- o que ela adorava! -, 
nas festas de minha tia nati lá na rua iguaçú. 
era onde ela podia exercitar sua paixão. 
unica festa em era convidada. 
mãe solteira nos anos 60 não era modinha. 
era pior que ser puta.
tadinha...

 

Ray Conniff - La Mer

Canção de Charles Trenet com arranjos do grande maestro e arranjador Ray Conniff "wonderful forever".

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Tom Paixão

9 de junho de 2017 às 03:54

_________________espelho____________________

um cara estupra e mata várias mulheres. 
as deixa apodrecendo nas matas. 
preso, execrado e condenado, recebe dezenas de cartas...de mulheres!
um jogador de futebol, famoso, participa da morte e ocultação do cadáver de sua namorada e mãe de seu filho. 
é assediado na cadeia por dezenas de mulheres.
casa com uma. 
dentista e bem de vida.
sai numa temporária e se torna ídolo de uma cidade. 
com direito a crianças fazendo selfies com ele. 
um grupo de alunos de uma escola particular católica faz um piquenique temático chamado "se nada der certo".
nele, zombam de trabalhadores como atendente de lanchonete, lixeiro, faxineiro e porteiro.
uma mulher participa da morte do pai e da mãe enquanto dormiam. 
presa, tem saídas para dias especiais, como o dia das mães. 
é paparicada, abraçada e faz selfies com fãs. 
um pastor de uma seita evangélica faz chacota com o câncer de um jornalista que fez uma reportagem onde mostra que este "religioso" não passa de um canalha ladrão.
os bovinos que o acompanham, aplaudem.

e você acha mesmo que aecio, temer, lula, dilma, renan et caterva, todos eleitos legalmente ou assumindo um posto também legalmente, são os verdadeiros problemas deste país?

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_Tom Paixão

8 de junho de 2016 às 06:24 · 

poeta, comparou as aréolas aos anéis de saturno. 
o delta de vénus, depilado, lhe marejou os olhos ao tocar. 
aqueles beijos molhados de sugar a alma, 
o deixaram resfolegante. 
"deus do céu, ainda consigo aguentar uma paixão assim?", pensava. 
e queria mais.

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Tom Paixão

6 de junho de 2014 às 14:19 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

E-X-C-L-U-S-I-V-O!!!
você sabia que a rede globo, toda vez que vai lançar uma nova novela, sacrifica uma criança inocente para que o diabo dê apoio e aquela atração seja um sucesso?
foi o que me disse meia hora atrás, no 8208, uma loirinha linda de seus 20 e poucos anos.
loira não é exatamente um sonho de consumo meu.
mas com essa estava prenhe de más intenções desde quando ela pegou o ônibus ali na manuel macedo até falar comigo. 
sabe aquelas peles cor de frango quando começa a assar? 
e penugem na nuca? 
e mulher que olha pra sua boca quando você fala?
então...
sentou, me olhou e perguntou:” você é o tom paixão, né?”
sorri já pensando na desculpa que daria no trabalho. 
 trocamos figurinhas. 
de repente:
“adoro suas reportagens mas que bom que você deixou a globo!”, disse. 
e aí me contou este fato que agora divido com vocês.
(claro que dei sinal antes da raul soares e desci rapidinho, né?)

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_Tom Paixão

4 de junho de 2014 · Editado · 

 
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_Tom Paixão

3 de junho de 2014 às 07:10 · 

para pensar,
(se quiser pensar)

durante anos roberto carlos foi um cara a quem não se dizia não. 
era o maior vendedor disparado de discos do brasil. 
sem dúvida, criou obras primas.
ele vendia 500 mil, chico, betania, paulo sergio vendiam 30 mil. 
um dia,em meados dos 80's, uma loirinha magrela, de voz de esquilo sendo empalado, chegou, 
roberto estava se repetindo.
ela desbancou o rei, 
com músicas pra crianças.
uma parte do povo se cansou da xaropada anual do roberto. 
tem um politico no brasil, que se acha o rei, 
pode sofrer o mesmo. 
basta o povo se cansar de mais do mesmo.
bom dia!

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Tom Paixão em Na Minha Humilde Residência.

3 de junho de 2014 às 08:00 · 

 · 


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Tom Paixão

3 de junho de 2014 às 15:46 · Belo Horizonte · 

cara, devo ter visto groucho e seus irmãos demais. 
e lido fernando sabino, carlos drummond, rubem braga e jose candido de carvalho muito quando criança. 
e bastante luiz fernando veríssimo quando era bom, na juventude adulta. 
e ivan lessa e millor à pampa. 
e jerry lewis na tela do cine rosário.
junto com trapalhões, costinha, chico anisio e muita praça da alegria, na tv.
sem contar nas domingueiras no bar do rogerio nos últimos anos.
só pode. 
pois sempre que uma tristezinha, 
-dessas que ficam zanzando esperando um bobo pra pegar-, 
tenta chegar perto, 
me vem a imagem ou o som a ou a passagem de um desses mestres.
e a risaiada vem a ponto de me fazer passar vergonha no ônibus.
e a troncha vai caçar outro.

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Tom Paixão

2 de junho de 2014 às 14:26 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

uns dão
uns não

comprei um samsung galaxy III na loja da tim.
que tinha acabado de me mandar felicitações por estar com ela há três anos. 
acertei cor, forma de pagar e tal. 
750 paus em 12 vezes na conta.
esperei, que nem o menino besta que sou, meu novo brinquedinho.
dez dias depois, cobro uma posição.
me informam que ninguém foi encontrado em minha casa e que o tel tinha sido devolvido pra tim, que cancelou a venda. 
nos correios, amigos infiltrados me disseram que o carteiro esteve em minha casa uma vez, e tocou a campainha uma vez e estava puto com coisas lá da vida ruim dele. 
na tim disseram que não podiam fazer nada pois o carteiro esteve em minha casa por três vezes. 
ah, nem um pedaço de papel higiênico usado foi deixado em minha caixa avisando.
uma e outra empresa tocaram o fodas!

livraria da folha. 
um livro. 
38 reais com frete. 
estiveram em minha casa quatro dias depois da compra. 
não encontraram ninguém pois realimente não havia ninguém lá. 
tentaram de novo, com o mesmo resultado. 
deixaram aviso. 
e me avisaram por e-mail.
hoje cedo, estou caminhando, toca o tel.
moça liga de são paulo pra saber onde pode entregar o livro. 
dou o endereço do local de trabalho. 
pouco depois, distribuidor daqui de bh, liga pra confirmar e perguntando se pode deixar com porteiro. 
cheguei agora pro trampo.
estou aqui com meu livro. 
e ainda com celular antigo.

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19 comentários


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Tom Paixão

1 de junho de 2014 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

madrugada.
você volta do trabalho. 
o sono insiste em ter dar um upper de mike tyson. 
você resiste bravamente. 
em cada sinal vermelho, um nap. 
em tempo de ser abordado por um cidadão obrigado a praticar crimes por uma política neo liberal concentrativa de renda pelas cinco famílias mais ricas do brasil e comandada pelo capitalismo cruel e desumano dos eua, a/k/a ladrão safado filho de uma puta.
mas, aos trancos e barrancos - droga de carro que se ao menos a gente passasse a marcha - você chega em casa. 
joga o carro na garagem de qualquer jeito.
aperta o botão do portão e nem olha se fechou ou não.
risco daquele cidadão descrito acima, em sua versão vizinho, se aproveitar. 
arranca as roupas enquanto anda pro quarto. 
nem banho, miojo ou o uisquinho da noite, 
nem escovar os dentes! 
mergulha na cama.
se rebuça bem...
e o sono, qual um pássaro de cinco asas, atravessa cortinas e janela e se vai. 
e não há balde cheio de caralhinhos voadores amestrados que o traga de volta.

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Tom Paixão

31 de maio de 20171 h · 

belazartes me contou

existem três tipos de felicidade.
uma, a que se nasce com ela.
(olha o sorriso do bebê!) 
tem nem nome.
muita gente faz faz questão de sufocá-la das mais diversas maneiras ao longo da vida.. 
não conseguem é matar.
é impossível matar a felicidade! 
a dois é a suprema.
e tem mais a três, que é a extrema.
as duas últimas só pintam se você deixar. 
agora, como deixar?
é aí que se mensura se você tá pronto ou não pra curti-las.
difícil? 
cê que acha.

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Tom Paixão

30 de maio de 2015 às 05:29 · 

lá, eles iam pra são francisco.
aqui, raposos, mauá, buzios, maria da fé, geribá, faziam das vezes. 
a missão era a mesma: dividir o amor, as idéias, os sonhos, o som. 
e a maconha, a pinga, o san raphael, o são roque... 
fugir do insensato mundo.
centenas juntos e nem um bate boca. 
hoje quando, em cinco pessoas reunidas em nome de uma música 
ou evento qualquer, 
um é morto, três roubam e o outro é o assassino,
vê-se que nossa missão e mantra
- paz e amor! -, 
falharam. 
menos pra nós, com nossas cabeças já alvas 
mas coração e mente amorosos e coloridos, 
ainda cantamos:
(né 
Luciana e Rui ?)

 

San Francisco - Scott McKenzie.

San Francisco - Scott McKenzie Si vas a San Francisco Asegúrate de usar flores en tu cabello Si vas a San Francisco Vas a conocer a gente muy amable ahí Para...

YOUTUBE.COM

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Tom Paixão

29 de maio de 2012 às 08:34 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

por favor
só me acorde
se
eu estiver
morto
ok?

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Tom Paixão

29 de maio de 2013 às 06:48 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

venho notando que o face, quando não é igreja, é um muro de lamentações. 
e lamentações amorosas. 
e a maior parte oriunda de mulheres. 
como sou um bom homem, fiz outro dia, durante meus 10 km de lagoa da pampulha, um pretensioso apanhado geral da coisa.
me baseei em experiencias próprias, de amigos e amigas e quatro meses de um total de seis de um curso de psicanálise pela internet, numa faculdade livre de campinas.
preparei um mini questionário. 
para homens e mulheres, notadamente elas. 
a resposta deve ser dada a você mesma(o). 
se ajudar, de alguma forma, num quase entendimento entre duas pessoas que gostam uma da outra, me sentirei bem. 
lá vai:

Sou uma boa companheira?
Meu companheiro me considera uma boa companheira?
Seduzo meu companheiro?
Como? 
Faço o possível para que ele se sinta bem?
Demonstro, através de gestos, ações e palavras, o quanto gosto dele?
Eu gosto dele?
Sou feliz com ele?
Sou solidária, amiga, parceira, confidente, cúmplice, de meu companheiro?
O quanto?
Se algo que faço, entre manias, neuras, psicoses; incomodam meu companheiro, tento mudar?
Converso tudo isso com meu companheiro?
Abertamente?
Meu companheiro está satisfeito comigo?
Eu estou?
Supro as necessidades amorosas, sociais, intelectuais e sexuais de meu companheiro?
Quero manter essa relação?
Por quê?

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Tom Paixão

28 de maio de 2012 às 12:30 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

segunda feira, nove e meia da manhã.
tô voltando a belo horizonte de sampa num cometão.
engarrafamento monstro na tereza cristina. 
fico olhando pela janela. 
de repente, olho pro leito do arrudas. 
um cachorro vai pra lá e pra cá. 
está preso naquele lugar. 
e não tem como sair. 
anda, olha, olha até pra cima. 
não há saida.
a língua pende da boca. 
parece pedir socorro a alguem. 
mas não há ninguém. 
os trabalhadores que fecham o corrego estão bem abaixo. 
meu coração corta. 
me imagino numa situação daquela. 
atualizo o fone e ligo 193. 
um gentil bruno me atende. 
dou os detalhes: tereza cristina, altura de 1500, frente à locguel. 
ele me pergunta onde estou. 
digo que no cometão. 
ele me diz que os bombeiros só vão se houver alguém que vá ficar com o cão. 
me espanto. 
peço pra ele confirmar. 
ele confirma: "a prefeitura não aceita os cães recolhidos em situação assim. 
e se ele morder alguém, a culpa é dos bombeiros.
se houver quem vá ficar com o cão, tudo bem, os bombeiros vão e retiram.
do contrário, ele fica lá, no leito do rio"!
"até, morrer, né bruno?", digo, irado. 
ele diz (parece constrangido): "é!"
desligo.
não sei o que pensar.

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_Tom Paixão

28 de maio de 2013 às 09:01 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

meu filho bate o pé: vai fazer vestibular ano que vem pra jornalismo. 
bato o pé também: "se você não leu vonnegut, bukowski, salinger, rosa e trevisan, não vai ser um profissional com a humanidade que a profissão exige!" 
próximos rounds...

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16 comentários


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Tom Paixão

28 de maio de 2014 às 16:05 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

doutor guido olazabal me disse a respeito de minha 
(minha, não! do capeta!)
epicondilite lateral: 
“evite movimentos bruscos e esbarrar os braços no que quer que seja!” 
 pra que? 
a aliá vem a toda pelo corredor do ônibus com uma sacola do tamanho dela e bá! em meu braço. 
o veizinho na galeria ouvidor me dá um soco no braço e me ordena voltar pra tv. 
em casa, maçanetas, quinas de portas, armários, são meu alvos. 
fui levar um amigo ao aeroporto. 
em troca , me deixou esmerilar sua eco esport. 
quando descia do carro, empurrei a porta.
ela voltou com tudo . 
devolvi pra mulher dele. 
well, murphy nunca falhou e não falharia agora,
ainda mais comigo, seu freguês de caderninho..

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Tom Paixão

28 de maio de 2016 às 13:21 · 

o enorme millor fernandes tinha, entre milhares, uma frase que virou meu mantra:
"não amplie a voz dos imbecis." 
não se fala
- ou se fala muito raramente e, claro, negativa e ironicamente -, 
neste minifúndio que me pertence e onde mando e desmando 
sobre, tico, kim, bolsonaros, feliciano, lobão, falcão, nassif, amorim, roussef, inácio, marina, frota, feghali e a caterva. 
também não bato teclas com eventuais opositores, que fazem ofensas pessoais no debate. 
deleto, bloqueio e zefiní. 
não sou obrigado.
tendeu?

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Tom Paixão

27de maio de 2017ás 09 horas · 

resiliência? 
🤣rá!

eu era magrelo, falava fino e tinha a língua plesa. 
viado, diziam. 
peguei a negra mais bonita e gostosa da concórdia e lhe fiz uma filha.
tarado que seduziu a pobre moça, gritaram. 
fui embora pro rio e voltei com cabelos black power, pintado de amarelo nas pontas, uma argola na orelha e sabendo dançar mashed potatoes.. 
maconheiro, berraram.
(dessa vez, tinham razão. hahaha!)
casei, entrei pra faculdade de comunicação.
vai morrer de fome. vaticinaram. 
tive filho fora do casamento, separei, juntei, separei, juntei, separei.
galinha, apodaram.
fui pra tv, pra radio, jornal, fiz e aconteci. pintei e bordei.
sortudo, invejaram.
aposentei, vivo na paz, dou meus beijos, tomo minha cervejinha nos botecos onde fico filosofando sobre o sentido da vida, do universo e de tudo mais 
(a propósito: a resposta é 42. hahaha!) 
e dou meus pitacos aqui. 
cachaceiro fracassado, riem.
e meio viado, acrescentam.
se você ouve e se deixa levar por quem quer que seja, notadamente família, você não vive. 
ou, como se fosse maquinista, vive pra outrem. 
eu, hein?
piuí, piuí, piuí abacaxi...

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___Tom Paixão

26 de maio de 2014 às 14:18 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

não é o fato de uma mulher entrar no ônibus 
naquela rodoviária horrível de lagoa santa
e vir falando ao celular até o centro de belo horizonte, 
que me surpreende.
minha curiosidade reside no ouvinte.
quem é a pessoa e onde ela está que tem tempo para ficar ao telefone por mais de uma hora sem parar?
(estará num ônibus também?)

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Tom Paixão

26 de maio de 2014 às 19:42 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

o que eu e o ex presidente lula temos em comum? 
acordar de madrugada, de ressaca, 
notadamente de destilados, invadir a geladeira, 
pegar uma pet de coca cola e virar na boca até perder o folego. 
depois, um belo arroto como se fora uma "música" de mr. catra.
daí, voltar pra cama. 
ele me contou isso na escola sindical no barreiro, 
quando eu ainda era fã dele. 
rimos muito.

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Tom Paixão

25 de maio de 2011 às 08:53 · 

todo dia ele vai ao pc e abre o mail. 
parecendo aquelas tias solteironas que esperavam no portão a passagem do carteiro, na espera de uma carta do homem que se foi e nunca mais voltou.
no mail, apenas anúncios de como fazer crescer o penis. 
amanhã, novamente.

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_Tom Paixão

25 de maio de 2015 às 09:22 · 

deboche, ironia, desrespeito...
aqui você encontra.
neste minifúndio,
nada é sagrado.
exceto a vida privada de quem a mantém privada. 
 (pequeno aviso aos novos navegantes. 
porque, vai que, né?)

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Tom Paixão

25 de maio de 2015 às 19:43 · 

eu era homem recente. 
casado, com filho pequeno, pagando aluguel, comerciário e estudante.
ganhando pouco. 
se perdesse o sono à noite, parecia que minha cabeça estava numa maquina de lavar, volume máximo.
pensamentos e mais pensamentos, preocupações, grilos, angústias, medos, o terror, arrrgghhhh!...
(pra quem tinha acabado de ser hippie, era demais.)
acendia a luz, tomava uma dose de natasha - era o que dava pra comprar. devo ter fígado de kal el. 
não havia tv a cabo e nas madrugadas corujão não dava pra encarar. metia a cara nos livros de vonnegut, bukowski ou trevisan.
chamava o sono. 
hoje, acordo e fico jogando angry birds na cama com meu cérebro.
sempre perco. 
lá tá tudo em branco. 
ou fico cantando músicas de cat stevens e do disco londrino de caetano veloso. 
em pensamento. 
but my eyes go looking for flying saucers in the sky
lembro velhas piadas, velhos humoristas. 
rio às bandeiras despregadas.
sereno como um mantra japonês
isso quando não entabulo um papo cabeça com clarice tree skin.
om mani padme hum

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__Tom Paixão

24 de maio de 2016 às 05:58 · 

terça feira, centro, 4:50. 
atravesso a olegário maciel embevecido. 
de repente, uma freada estridente.
um veículo fez a curva em alta velocidade, vindo da goitacazes.
sinal tá verde pra mim.
uma van lotada a pouco espaço de meu corpo. 
não me assustei.
vozes vociferam.
xingam minha mãe, minha cor, o eu vivo. 
marcha engatada, sai a ducatto à mil. 
prossigo até o passeio. 
ainda estou embevecido. 
quem seriam aquelas pessoas?
e que importância tem isso?
ela continua lá. 
e eu continuei olhando pra ela.
que linda...
(quase viro poema do elomar: 
"ficô dibaixo das roda dos carro
purriba dos iscarro oiano prá lua, ai sôdade.")


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Tom Paixão

23 de maio de 2013 às 11:28 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

sou um ser que adora o ser humano. 
vê-lo numa torcida de futebol, uma menina que é convidada a subir ao palco de seu ídolo, as surpresas que artistas fazem pra alguns fás, os flash mobs, os "véio" tentando cantar com paul maccartney e tendo a voz embargada no meio da canção, crianças no zoológico;
tudo isso me comove, não raro, até às lagrimas.
mas tem coisas que não entendo. 
que prazer existe em passar de carro em alta velocidade numa poça d'água pra molhar quem se esconde numa marquise ou naquelas barraquinhas em alguns pontos de onibus? 
pode ser a exceção que confirme a regra, né? 
ou uma frase que cunhei hoje cedo, no mini temporal na pampulha: 
"toda fruta, por mais doce, tem sempre um lado azedo. 
nem que seja o caule". 
algo assim.

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_Tom Paixão

21 de maio de 2014 às 08:16 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

trens que não têm na minha timeline: 
copa, eleição, pt, psdb, petrobrás, dilma, lula,
mensalão, papuda, stf, juiz idiota, 
torcedor retardado, ungidos falsos, religiosos de fancaria e ocasião...
motivo: todo dia ao me levantar, 
vou à caixa de areia de clarice
recolher as bostas.
depois, vou ao quintal varrer os quilos de bosta de zeco e summer. 
acho que é o suficiente pra qualquer humano.
sem mais, bom dia

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Tom Paixão

21 de maio de 2014 às 22:30 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

aquincasa tá faltando até ypê de lavar pratos. 
daí, peguei um metrô lotado e fui pro minas shopping. 
aqui cabe um parêntesis: já viu terapia de grupo mais interessante que metrô lotado? 
é a terapia biossistêmica em ação.
um desconhecido olhando na cara do outro, 
às vezes com centímetros de distancia. 
ainda bem que me coube, espremido na porta, uma linda morena baixinha de sorriso e hálito deliciosos. 
mas, sigamos:no extra lotei um carrinho com 50 % de coisas a mais da lista que levei. feliz, cheguei ao caixa. 
a moça começou a passar os trens.
azeite sabor orégano, uma orloff, suco de abacaxi, bacon... 
só utilidades. 
aí, pergunto: "cês tem sacola?"
ela, sem levantar os olhos dos produtos: "não!" 
eu: "peraí, então pode cancelar a compra!"
ela: "como assim, senhor?" 
eu, mandando mentalmente abilio diniz e o viado que acabou com as sacolas 
e não botou nada no lugar pra putaquipariu: 
"uai, eu vou levar esses trens onde? no bolso?"
vim-me embora. 
agora tô aqui, com fome. 
pedir uma pizza, né?

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Tom Paixão

20 de maio de 2013 às 08:38 · 

à guisa de boas vindas:

 

 

atenção, você que tá chegando agora:
esta página não é um jornal. 
tá mais pra bordel.
(o que pode ser quase a mesma coisa, se me entende).
não estou aqui como jornalista.
esta página é de um livre pensador(melhor: de um livre gozador).
esta página coloca ou compartilha o que eu quero. 
aqui não tem democracia nem ditadura. 
é ao meu bel prazer . 
esta página não tem religião nem fé. 
exceto na música e na literatura. 
esta página é minha e faço nela o que o zuckerberg deixar. 
é só pra se, de repente, voce achar que veio ao lugar errado, não perder tempo tentando me doutrinar. 
pegue seu banquinho... 
(that's all, folks!)

 

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Tom Paixão

20 de maio de 2013 às 12:23 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

gente que sabe tudo definitivamente sobre tudo e mais além.
como não fugir a milhão, como corre da cruz o cramulhão?

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Tom Paixão adicionou uma nova foto.

20 de maio de 2013 às 13:08 · 

 

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Tom Paixão

20 de maio de 2013 às 17:40 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

não uso bolsa. 
nem família.

 

 

Tom Paixão

20 de maio de 2014 às 08:33 · 

né?

 

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6 comentários

_Tom Paixão

19 de maio de 2017 Belo Horizonte· 

o seguinte é esse: 
vou comer um sushi no minas, passear na leroy merlin, tomar uma cerva no rogerio com o romulo e levar uma "marmita" pra uma amiga,
quero é sossego hoje. 
os neves quase me mataram de alegria e quase tive ler de tanto teclar ontem. 
paz. 
boa sexta aí pra você que não está neste mundo pra fuder os outros.
no mau sentido, claro. 
seja em nome de uma seita, religião, ideologia, partido, fome de poder ou pra "vencer" na vida.
não faça isso.
o karma é pesado.
bom dia!

 

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Tom Paixão

19 de maio de 2011 às 07:43 · 

eu não quero gays, lésbicas e transgêneros participando de uma comunidade de gays, lésbicas e transgêneros. 
eu quero gays, lésbicas e transgêneros participando da comunidade.

 

 

 

Tom Paixão

19 de maio de 2014 às 17:26 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

dona nair faria o mesmo. 
sem contar na surra que me daria na frente de todo mundo. 
não se fazem mais mães. 
nem tem mãe se fazendo:
(parir é ato físico. ser mãe são outros quinhentos.)

 

Mulher devolve produtos saqueados pelo filho durante greve da PM em PE

Uma pescadora chegou a chorar de vergonha. Ela foi à loja devolver um fogão e uma bicicleta que…

REDETV.UOL.COM.BR

 

 

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Tom Paixão

18 de maio de 2013 às 12:37 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

haja calma pra tal karma.

 

 

Tom Paixão

18 de maio de 2014 às 12:47 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

nanibio

nas casas em que minha lavava roupas ou arrumava, 
na zona sul, 
quando alguém botava isso na vitrola
eu ficava doido. 
terminava, queria implorar pra tocar de novo. 
mas, menininho preto filho da escrava, 
cadê coragem?

 

Afrikaan Beat By Bert Kaempfert

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Tom Paixão

18 de maio de 2015 às 07:09 · 

meus heróis? 
nenhum morreu ou morre de overdose. 
quando muito, numa rede, bem bebidos e bem comidos.
ou numa cama, sós ou acompanhados, 
ou num palco, enfeitando corações. 
tranquilos, sorriram e sorriem ante a chegada de yamaraj.
os seguirei.

 

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Tom Paixão

18 de maio de 2015 às 19:19 · 

ah, que monotonia
a tal 
de monogamia

 

 

Tom Paixão

18 de maio de 2016 às 18:43 · 

jovem estudante de 32 anos,
publicidade.
jubilada três vezes, na 
#ufmg,
viajou pra sampa a fim de participar dos protestos contra o golpe à democracia feito pelas oligarquias brancas do cacau, do café e do queijo, que sempre foram contra um governo socialista e popular que se pautou em tirar da pobreza os mais pobres e dar condições dignas de gastar seu dinheiro aos mais ricos dos quais os marinhos bla bla bla....
tinha os contatos de uns amigos que conhecera num eneacom da vida e pelo face
foi, no cometão da meia noite.
gritou. ameaçou policiais. bebeu um monte de san raphael.
derrubou o governo temer.
na madruga, num vão de um velho casarão onde se vende lustres, na consolação, deu pra um magrelo sujo, fedido e todo tatuado com halito de cigarrilha de palha. 
pensou estar transando com 
#ticosantacruz.
já pensava numa vida revolucionária juntos.
foi quando se deu conta que ele era um nóia da praça da república. 
que ainda lhe pediu um troco pra pegar o último troleibus .
não se fala de outra coisa no 
#maletta
à socapa, é claro.

 

 

 

Tom Paixão

17 de maio de 2017 9 h · 

eu sou um cavalo. 
falo alto, com um monte de palavrões, converso com as mãos, dou risadas estentóreas de gordo, embora ainda não seja um; discuto qualquer coisa com extrema paixão, gosto de boteco copo sujo, comida ogra e gente doida.
 logo, quando vejo o presidente michel temer falando, fico de boca aberta. 
tão fino, educado, inteligente, pedindo desculpas a todo momento, valorizando seus comandados, elogiando -os, sendo condescendente com os caídos e derrotados do governo anterior. 
sou fã de gente fina.
marcela merece. 
mas é o homem errado no país errado.
tinha de ser presidente da frança ou primeiro ministro na inglaterra, antes desses países serem colonizada pelos muçulmanos.

 

 

 

Tom Paixão

16 de maio de 2013 às 07:25 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

atenção, voce que tá chegando agora:
esta página não é um jornal. 
tá mais pra bordel.
(o que pode ser quase a mesma coisa, se me entende).
não estou aqui como jornalista.
esta página é de um livre pensador(melhor: de um livre gozador).
esta página coloca ou compartilha o que eu quero. 
aqui não tem democracia nem ditadura. 
é ao meu bel prazer . 
esta página não tem religião nem fé. 
exceto na música e na literatura. 
esta página é minha e faço nela o que o zuckerberg deixar. 
é só pra se, de repente, voce achar que veio ao lugar errado, não perder tempo tentando me doutrinar. 
pegue seu banquinho... 
(that's all, folks!)

 

 

 

Tom Paixão

16 de maio de 2014 às 07:16 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

baú de espanto?

vida...
taí um trem que não cansa de surpreender. 
e a caixinha de surpresas é inesgotável. ´
doridas, muitas vezes. 
muito.
incrível!
eu, que me orgulho de permanecer ingenuo 
como uma menininha da roça dos anos 30, 
vou me espantando vida à fora.
******************************

 

 

 

 

Tom Paixão

15 de maio de 2014 às 12:47 · 

acabo de chegar da fisioterapia, 
coisa que nem se eu tivesse inimigo, desejaria pra ele. 
o que salva é a visão das lindinhas terapeutas ocupacionais.
anjos de velhos e estropiados, onde me encaixo na segunda assertiva.
rapaziada da moto de montão. 
é braço que ficou fino, é perna que não se move mais, e mão que só seve pra segurar os dedos.
coisa de doido. 
no pam sagrada familia, tem gente fazendo fisioterapia há cinco anos, 
caso da menina que se envolveu com vida loka e tomou um tiro na mão numa guerra por ponto. 
dá pra escrever um livro, fácil.
fico só ouvindo.
e sentindo uma dor feladaputa no cotovelo!

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5 comentários


 

 

Tom Paixão

14 de maio de 2016 às 13:20 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

faz uma comida
gostosa
e me convida
sestrosa
pra te comer
no sábado
à tarde
fogosa

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11 comentários

_Tom Paixão

3 h · 12/05/2017

numa agencia de emprego fictícia mas que poderia ser real ou talvez seja

bom dia! 
pois não?
vim pela vaga. 
pode se sentar. 
o que o senhor sabe fazer?
pausa longa. 
senhor? 
então... 
outra pausa longa. 
acho que não sei fazer nada.
como assim?
acho que sei escrever. 
escrever? 
é escrever. falar, também. muito. 
não estou entendendo. o senhor não sabe fazer nada? 
é... 
mas como assim?
bom, como eu disse, eu sei escrever, acho. poemas, contos, cronicas. bobagens. besteiras. coisas assim... 
mas gente... 
pausa longa remexe na cadeira.
é.. mais pausa...mexe nos papéis sobre a mesa. pigarreia. acho que não temos nada aqui pro senhor. de qualquer maneira,, obrigado. 
não há de quê. desculpe ter tomado seu tempo. 
imagina. próximo!

 

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Tom Paixão

12 de maio de 2016 às 05:59 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

cozinheiras, garçonetes, policiais, garotas de programa, sacoleiras voltando dos bate-volta, industriárias, seguranças; tenho uma enorme ternura pelas mulheres da madrugada. 
chegando, saindo, voltando, indo.
me dão vontade de abraçá-las. 
sou muito fã - pelo exemplo materno -, de mulheres fodonas. 
que não ficam lamentado a vida na esquina, esperando um macho para salvá -las. 
vão e tomam o que é seu. 
respeito, honra e glória pra essas heroínas.

 

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Tom Paixão

12 de maio de 2014 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

então...

fiz algo indagorinha, vindo pro trampo que tá me fazendo orgasmar de satisfação.
ônibus cheio, velhinha entra, cambaleando pois motorista gosta de um rally.
para junto à cadeira amarela exclusiva para idosos.
eu com minha veja, de pé, lendo sobre vida da zilú. 
duas princesas ocupam o lugar. 
ridículas em seus shortinhos desfiados pra cobrir bem umas 15 arrobas de cada.
riam e mexiam em seus telefones de crédito, tamanho de um azulejo de banheiro. 
não se tocaram. 
cutuquei a da ponta, ela olhou, apontei pra velhinha, quase caindo sobre elas.
me fez uma cara ainda mais feia.
se levantou e foi pro quadrado dos cadeirantes. 
a amiga, solidária, foi também. 
a velhinha se sentou.
não sem antes me agradecer 30 vezes. 
todo mundo olhando pra dupla de aliás.
por que conto isso? 
quem me conhece sabe que não me vanglorio de porra nenhuma. 
a pergunta que quero colocar é: eu estava sozinho no ônibus? 
fui o único a notar a situação?
as duas pobres mocorongas, nem questiono. 
com os lares e as escolas que existem hoje, elas têm, seguramente “célebro” , educação e respeito de uma das capivaras piolhentas da lagoa da pampulha.

 

 

Tom Paixão

10 de maio de 2016 às 19:28 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

esquerda, centro, direita, volver ou vou ver. 
quero nem saber. 
se tirar o brasil do atoleiro, parar de criar vagabundos, criar empregos, penalizar com mais força os bandidos de todos os naipes e se integrar com o mundo, tô apoiando. 
com ressalva pois, pra jornalista de verdade, "hay gobierno, soy contra!"
siempre.

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Tom Paixão

9 de maio de 2014 às 11:24 · 

ele gostava de cozinhar pra ela.
quando ela estava de bom humor e gostava da comida,
enrugava o nariz assim, ó, e fazia: "hummmm..."
depois, via que ele a namorava com os olhos.
embevecido.
ela ria: "alá, doidim comigo!"
se debruçava sobre a mesa e dizia: "dá beijo, dá!"
ele dava. 
e achava que um instante poderia durar um sempre.

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Tom Paixão

9 de maio de 2016 às 09:06 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

o brasil criou um cristianismo que nem no haiti existe. 
aqui, assassino faz o sinal da cruz, antes de matar um pai de família. 
aqui, estuprador tem tatuado no braço: "só deus pode me julgar". aqui, traficantes se dizem evangélicos e expulsam espíritas das favelas. 
e fecham centros de umbanda. 
o brasileiro precisa ser estudado pela nasa. 
de rocha.
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Tom Paixão

8 de maio de 2015 às 07:49 · 

você? 
você é clarice. 
este deveria ser seu nome. 
lapso de seus pais?
você é e faz clarice. 
você chega e, 
quem tem o dom de notar, alem de ver, saca o sol, despistando e se escondendo atras de nuvens.
tímido, tadinho. 
se sente inferior. 
você nem nota, que nem a menina das vitrines do chico. 
olho pra você e meu velho coração, 
que anda rateando como um motor de vemaguette, 
quer ter de novo 17 anos. 
e consegue. 
você me faz mais feliz só de ter o condão de enxergar. 
queria alguém como você pra acordar olhando e sendo olhado todos os dias.
mesmo, num leito de hospital, no final dos dias, sorrir por saber que houve um dia
alguém assim aqui na terra. 
olhar no fundo de seus olhos que fitam os meus 
é mergulhar de bungee jump.
e sem as cordas. 
e rindo. 
você é impressionantemente mulher. 
e eu adoro viver no mesmo tempo que você.

 

555555555555555555555555555555555555555

Tom Paixão

3 h · 

história de amor

42 anos é sua idade.
mas assegura ter 35. no máximo, 36.
três cursos universitários, todos com pós.
pedagogia, jornalismo, turismo. 
os diplomas nunca saíram da gaveta desde a formatura. 
aliás, o de turismo nem foi buscar. 
disse que na faculdade sofreu bullying.
se intitula mesmo artista plástica. 
sem obra. 
é funcionária de pequena extração na cidade administrativa. 
o pouco que ganha, gasta com presentes para os namorados. 
um por semana. 
e com conta de telefone. 
a cada três meses diz que vai fazer a cirurgia bariátrica. 
já esteve na fila do hospital militar três vezes. 
e uma na santa casa. 
na hora, arranja algo pra adiar.
os colegas riem dela na repartição, onde não tem um amigo sequer.
é considerada besta, metida e antipática.
tem idéias e modos de uma menina de 12 anos. 
coleciona fotos de atrizes. 
veste roupas que não lhe cabem 
quando vai cortar os cabelos, leva foto no celular pra servir de modelo.
as meninas do salão riem.
mas escondidas. 
ela é nervosinha. 
vive com a mãe, viúva de um sargento da pm
ela é quem paga todas as contas da casa, num famoso prédio no centro. 
o apartamento é imenso.
moradores antigos dizem que o pai ganhou o imóvel de um milionário da cidade, famoso por desvirginar adolescentes por dinheiro.
o sargento teria sido segurança e jagunço dele
as taxas do condomínio, altas, estão sempre atrasadas. 
já foi avisada que pode perder o apartamento.
fala nada disso pra filha. 
não gosta de incomodá-la
nem falou das dores no peito e da falta de ar que anda sentindo.
ela é uma doçura, amiga de todos.
cumprimenta funcionários, sabe a data de aniversário deles, dá sempre uma lembrancinha, visita moradores doentes.
a filha, não.
se acha acima de todos do prédio.
entra no elevador lotado como se fora invisível.
quando sai, todos comentam suas histórias.
e riem dela. 
só abre exceção para um negro caladão, alto, careca.
ele, por três vezes, na madrugada, a levou até o apartamento.
caia de bêbada. 
e de tristeza.
ele é o bombeiro civil do condomínio. 
acha que ele tem uma quedinha por ela.
passa por ele coquete, jogando os cabelos, onde fios brancos já despontam. 
os porteiros riem. 
escondidos
trata a mãe como a todos. 
desprezo, palavras duras, acusações, inculpações.
a "véia", como ela diz, nem se abala. 
quando não está ouvindo algum padre na radio américa, lê revistas de receitas. 
tem um monte com receitas pra emagrecer. 
às vezes, num domingo, faz alguma pra filha. 
que ignora, quando não joga tudo na lata de lixo.
"tá dizendo que tô gorda, tá?", grita.
a "véia" não desiste. 
quando ouve a filha chegando de madrugada, bêbada, chorando e xingando, corre a lhe fazer um café bem preto, 
outra hora, chá de boldo com bicarbonato. 
tem um estoque de eparema e epocler no armário. 
e o litrão de coca cola sempre na porta da geladeira.
segura a testa suarenta enquanto a filha se debruça sobre o vaso em convulsões, soluços e lágrimas.
logo cedinho, prepara o café de recuperação.
roncando esparramada pela cama, a filha só deve se levantar pra lá do meio dia.
faz questão de fazer o que ela gosta. 
café com leite, bolinho de chuva, biscoito frito de polvilho, nacos de queijo canastra.
nessa hora, ela se regala.
até sorri.
e ainda vai almoçar depois 
a "véia", encostada na geladeira, mão no queixo, lambe a cria.

 
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Tom Paixão

6 de maio de 2016 às 06:12 · 

tô na redação. 
sozinho na radio
preguiça de ir ao estúdio.
lá a tv está ligada num pede-grana evangélico. 
o "pastor" já disse mil vezes diabo, demônio, desgraça, o mal. 
e nenhuma jesus.

 

 

Tom Paixão

5 de maio de 2011 às 14:48 · 

antes eu achava que não era desse país. 
hoje, tenho certeza: não sou desse planeta!
nem da galáxia a qual ele pertence.
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Tom Paixão

5 de maio de 2015 às 06:22 · 

versão brasileira, aic, são paulo

eu era da record. 
fazia ´parte do grande sucesso fala brasil. 
de vez em quando me abduziam pra sunpaulo. 
e a gente ia ao novilho de prata. 
pra eles, apenas mais um restaurante. 
eu, bobão da concórdia, me sentia no four seasons ou elaines ou tribecca grill, de ny.
num daqueles almoços, que durava a tarde toda, um grande diretor de tv, irmão de outro igual, me contou.
para os executivos televisivos, o telespectador brasileiro não tem mais que doze anos. 
(bonner disse que o jornal nacional é feito pro homer simpson.) 
eu, teimoso desde sempre, não levei a sério. 
e citava shakespeare no cidade alerta. 
hoje, creio que as tvs a cabo baixaram tal idade. 
deve ser pra sete anos. 
principalmente dessa nova classe média promovida por decreto. 
exemplo: no canal tru tv, a dublagem, essa maldição, é horrível.
e intercalada por outro narrador.
no meio da fala de um, tem outro traduzindo legendas como rancho cucamonga, police departamet, oficcer dan smith.
dá nojo. 
mas também muita tristeza. 
quer dizer que somos isso que esses canais dizem? 
além de não conseguirmos ler uma legenda, temos de ter os queixos limpos com babador?
melhor vender o bananão pros gringos, né não?

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10 comentários


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tom Paixão

29 de abril de 2015 às 06:13 · 

acredito que os chimpanzés, ali pela revolução industrial, 
século 18, por aí, até nos invejassem. 
"droga, não conseguimos acompanhá-los. que merda!"
hoje em dia, tenho certeza, mudaram de ideia:
"ufa, tamos fora! ainda bem!"

 

 

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Tom Paixão
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26 de abril de 2015 às 10:14 · 

eu pego dois ônibus pro trabalho. 
é longe.
compro um pão com manteiga ou de queijo na padoca da esquina, chego lá, faço meu café, abro o pc e monto meus programas. 
separo a play list, pego meus papeis, os jornais do dia, minha bic e grasno três horas num microfone. 
ganho uma merreca, pois as vacas estão magras em termos de comerciais. 
mas com que orgulho digo todos os dias" AQUI É O REPÓRTER TOM PAIXÃO!!!" 
sem ter rabo preso com ninguém. 
sem ter minha conta estuprada por nenhum canalha.
viva eu e outros iguais a mim. 
é isso!

 

Adria Castro com Aguinaldo Vieira Maciel e outras 3 pessoas.

26 de abril de 2015 às 04:35 · 

E os vendidos, ou melhor, comprados, são toda a Imprensa. Quero ver esses blogs se explicarem, principalmente Leonardo Attuch

BRASIL 4 X 30.000, por Diogo Mainardi

A Lava Jato descobriu quatro pagamentos do lobista da Engevix ao blog Brasil 247.

Diz a Veja:

"O Ministério Público identificou quatro pagamentos, de 30 000 reais cada um, das contas de uma empresa do lobista Milton Pascowitch para a editora 247, que mantém na internet o site Brasil 247. Os pagamentos foram feitos no segundo semestre do ano passado, em 15 de setembro, 10 de outubro, 11 de novembro e 10 de dezembro.

O documento da quebra de sigilo mostra que os valores saíram de uma conta da Jamp no banco Itaú (agência 4005, conta 02233-2) para a conta da editora 247, no Bradesco (agência 6621, conta 140400-8).

Um dos donos da editora 247 é o jornalista Leonardo Attuch, cujo nome já apareceu em uma das anotações do doleiro Alberto Youssef como beneficiário de seis pagamentos de 40 000 reais.

O Ministério Público investiga a Jamp, uma empresa de fachada criada com a finalidade de lavar dinheiro e que, suspeita-se, tenha servido para repassar dinheiro do esquema da Petrobras para os blogs de mercenários a soldo do governo e do PT".

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Tom Paixão

25 de abril de 2014 

 

Ex-coronel do Exército que confessou ter participado de torturas e mortes na ditadura militar é...sítio do bairro Marapicu, zona rural d

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Tom Paixão

24 de abril de 2013 às 10:16 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

fui ao banco do brasil a mode pegar cartão. 
15 dias pra imprimir aquela merda.
é a modernidade de banco oficial.
três velhinhas bravas no balcão. 
queriam comprar euros. 
vão pra croácia. 
fazer o quê nem tive coragem de perguntar. 
queriam que eu fizesse um reportagem sobre a situação. 
coitadas, não sabem que banco e construtora não só elegem presidentes como pautam a imprensa.
o banco do brasil, agencia rio de janeiro, não tem euros. 
tão fazendo agendamento pro dia 10 de maio. 
tem alguma coisa aí. 
só não sei o quê é. 
(chamar dona milú, mãe da carmosina)

 

 

Tom Paixão

24 de abril de 2014 às 20:24 ·

e aquele aperto gostoso que o jack daniels dá na boca da gente?

ô homem gostoso, gente!

hummmm...

 

((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((


Tom Paixão

23 de abril de 2014 às 20:04 · 

o mundo encantado dos senhores viadinhos.

pego um taxi. 
entro, dou boa noite.
digo endereço e por onde passar, pra evitar engarrafamento e mais zeros no taxímetro. 
música suave sai do radio. 
não conheço nenhuma radio aqui que toque o que tocava lá. 
de repente, trilha de cinema paradiso, ennio morricone. 
um aperto no peito. 
um arder de olhos. 
uma garganta apertada. 
como se segura isso, mon dieu? 
despisto, pigarreio, olho pra fora. 
o motorista me pergunta algo. 
vou responder e não tenho voz.
sai um ruido trêmulo de minha boca. 
acho que ele notou. 
ficou em silencio.
e eu deixei as lágimas correrem livremente. 
ele sabe quem sou. 
agora, tem mais uma história de taxista 
-que são tão boas quanto de pescadores, só que reais-
pra contar. 
ê vida!

 

 

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Tom Paixão

23 de abril de 2015 às 17:50 · 

the #stédile people

ela é bonita. 
mas de uma boniteza comum. 
na vila marçola, tá assim de meninas que fazem aviãozinho com a mesma cara dela. 
chama atenção por ser, ou tentar ser, exótica. 
unhas de várias cores, cabelos azuis ou amarelos com reflexos roxos, tatuagens indígenas no colo e nas coxas roliças, já flácidas, apesar de seus 27 anos. 
ela fuma, bebe e toma pílula. 
a pele esta se ressentindo desse coquetel.
mas, ela passa e muitos e muitas olham.
ela se queixa de assédio. 
gostou muito da menina que inventou arreganhar os dentes pra, ela diz, "tarados". nasceu em pouso alegre. 
veio pra bh tão logo terminou o terceiro grau. 
"não fiquei nem pra tal festa esquisita", ela diz. 
não fez amigos lá. 
tem, na puc, nada menos que quatro cursos trancados. 
psicologia, letras, história e cinema e audiovisual. 
este último ela assegura queria com paixão. 
"super me identifico", garante.
mas não gostou da metodologia. 
já queria sair filmando, com uma câmera não mão e, ela jura, "um porrilhão de idéias" na cabeça.
como faria, acredita, seu ídolo, eder santos. 
quando trancou a última matrícula, o pai, sisudo, bigodão, congregado mariano e do lions da região, pela primeira vez, soltou um "puta que pariu!" tonitruante na frente dela. 
ainda assim, pediu dinheiro pra montar uma produtora de vídeo, junto com um amigo que ela conheceu no segundo andar do maletta. 
os dois super se identificaram. 
tanto que ele, sem lugar pra ficar, foi pro apartamento dela, no décimo andar do edificio raposo tavares, o raposão. 
lá passam o dia.
fumando uns baseados, bebem orloff com fanta e bolam mil roteiros. 
ah, o pai dela se negou a dar o dinheiro. 
outro dia, brigou com duas vizinhas que postaram no face criticas à medalha entregue ao joão pedro stédile. 
ela é fã.
"super me identifico com a luta pela terra!"
e fala pra quem quer ouvir que adoraria ver a fazenda do pai, produtor graúdo de café, ser invadida pelas hordas do mst. 
já tem até um roteiro a quatro mãos sobre o tema.

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Tom Paixão

22 de abril de 2013 às 03:25 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

são tres horas da madrugada. 
madrugada é uma palavra linda pra mim 
e não sou um desperdiçador do epíteto "linda"
é preciso ser mesmo
madrugada, é
hora boa pra se pensar
que nem num banheiro
elucubrar
"va pensiero"
solucões, um monte pra achar
se encontrar
e descobrir-se ainda mais
a madrugada vem
e a gente vai 
e deixa pelo chão
(pra ninguem pegar)
tristezas, vontades, 
sonhos, amores bichados
amizades fajutas
bondades hipócritas, 
preconceitos mil, um país falido, 
(pobre brasil)
gente vendida
e fica só o blues
bb king sem parar
e basta
é o suficiente
não precisa mais nada
pois o nada
nos espera
na madrugada

 

 

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Tom Paixão

22 de abril de 2015 às 10:21 · 

the #stédile people
primeiro de uma série, se eu não ficar com preguiça.

ele é negro, alto, muito bonito. 
é gay e se afirma militante. 
tem a pele pretíssima. 
 nem se nota as várias tatuagens que possui. 
desinformado, têm muitas indianas, japonesas e celtas. 
nenhuma com tema africano. 
se diz bailarino de dança afro. 
e percussionista. 
na música, tentou ir pro tambolelê, perto de onde ele mora, no bairro glória. 
lá, viram que ele não sabe tocar nem um ponto de macumba. 
na dança, mesma coisa. 
nem pra congado serve. 
mas ele insiste.
seus dreads são cuidadosamente trançados e lavados no salão da betina. 
foi jubilado três vezes nas ufmg. 
vive do que consegue surrupiar da pensão do pai, ex-sargento da aeronáutica, com quem mora. 
tem um tio, pequeno produtor de leite em felixlândia. 
pediu dinheiro "emprestado" para abrir uma academia de cultura afro. 
o tio, que só o chama de viadinho vagabundo, negou. 
ele adorou a condecoração de joão pedro stédille em ouro preto. 
torce todo o tempo pra que a galera dele invada a pequena fazenda do tio.

 

 

 

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Tom Paixão

3 h · 

mamãe fazia café com duas colheres de sopa cheias de pó no coador de pano lavável 
e a favela inteira sentia o delicioso aroma.
seguramente não era café de primeira. 
nada em minha infância e juventude nunca foi de primeira. 
aquincasa, uso dez, de um café que custa 20 reáu o quilo e nem botando o nariz no coador bicha de papel, sinto um cheirinho sequer
.

 

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Tom Paixão

10 de março de 2015 às 04:47 ·

numa noite de chuva como esta,

eu e dona nair ficávamos acordados a noite toda.

ouvíamos, no escuro, a sinfonia de pingos das goteiras nas latas no barracão.

o medo que nosso casebre desabasse até a rua vitorio marçola era grande.

e causava insonia e um silencioso panico.

nenhuma criança deveria passar por essas merdas.

donde as pessoas deveriam pensar cento e doze vezes antes de parirem irresponsavelmente um ser que farão passar, por qualquer motivo, por um panico silencioso.

99999999999

 

Tom Paixão

13 de março de 2012 · Belo Horizonte ·

deve ser horrível viver com medo.

medo de postar algo e não sei quem não gostar.

medo de compartilhar um mural e o namorado(a) entender mal.

medo de expor seus pensamentos, palavras e obras.

de sair e encontrar alguém que conheceu no face.

medo de adicionar alguém legal só porque outro alguém nem tão legal pode achar não legal.

medo de postar uma foto que adora por pensar o que os outros vão pensar.

medo de contar uma piada e aqueloutro(a) não entender.

medo de ser amigo de um amigo, por outro amigo não ser amigo daquele amigo. medo de se perder, de amar, de se entregar, de sonhar, de mandar se fuder, de ir se fuder, de fuder...

deve ser horrível viver com medo.

000000000

Tom Paixão

11 de março às 07:24 ·

eu gostaria de um deus

qualquer um.

que não permitisse nunca que uma criança chorasse de tristeza.

que ficasse indignado e violentamente zangado e vingativo e duro

com quem causasse tristeza voluntária a uma criança.

estupradores, motoristas de caminhão que fazem sexo com elas nas estradas.

os malditos muçulmanos que casam com elas.

agenciadores desgraçados que as vendem nos barcos que cortam os rios do norte pra turista se satisfazer.

gente que faz turismo pra isso.

pais e mães que as colocam na madrugada vendendo porcarias.

ou pedindo esmolas nas mesas dos bares.

padrastos ou namorados das mães que as molestam no banho.

mães cadelas que são coniventes com isso.

professores que as humilham ou discriminam pela cor, religião ou cabelo.

um deus que punisse essa gente com violência e muito sofrimento e dor.

um deus que não permitisse doença alguma em criança.

nada além de uma leve gripe ou caganeira.

coisas que a gente, moleque, ri mais do sofre.

um deus que não permitisse que criança tivesse de ficar sozinha pro pai ou mãe trabalhar.

nem num orfanato ou umei o dia todo.

um deus que evitasse ao máximo que criança tivesse perdas.

principalmente humanas.

eu gostaria de um deus assim

xxxxxxxxxxxxxxxxxx

Tom Paixão

7 h ·

eu ontem fui à feira.

a feira hippie, das cuecas calvin klein e pulseiras chinesas.

procurava fantoche.

queria comer o peixe da natalia.

mas nem chegar perto da barraca consegui.

como dentre minhas resoluções dos 40 anos está a de não participar de filas desnecessárias de jeito nenhum, desisti.

comprei um cascudo com farofa e vinagrete em outro local.

tava bom, não.

enfim...

mas tô fugindo do principal.

quando cheguei, uma roda de capoeira se formava quase na esquina de bahia.

bons jogadores, bons percussionistas.

bonito.

ao lado, dois mexicanos tocavam beatles.

interessante

mais a frente, meia duzia de hare khrisnas.

bacaninha.

lá no final, perto da carandaí uma roda de samba muito quente. legal.

no parque, um som de james brown.

o groove do rei do soul tomava os ares.

meus ares.

apenas inacreditavelmente fantástico!

meus pés já dançavam sem meu comando.

minhas cadeiras seguiam o que a shakira canta: "hips don't lie". durante o tempo em que ouvi o baixo e a bateria da jb's

- comendo, tomando uma latinha presenteada pela doce Ida Rocha, comprando os quadros da marilu, o tal fantoche, o tamborete de pinus -,

meu corpo balançava.

que fazer?

fui pra lá, ora.

e tome mashed potatoes

o homem é produto do meio?

no meio em que cresci, james brown sempre foi rei.

e sempre será.

as cadeiras não mentem

get up, get on up

sorry.

8888888888888888

Tom Paixão

14 de março de 2014 às 08:10 ·

meu filho desafiou a mim e mais cinco amigos a por poesia na tl.

e a desafiar outros cinco amigos.

já eu desafio é todo mundo a semear poesia na time line própria.

eu vou botar as de minha lavra:

***

PORTÃO

Elas vêm,

Ficam ou não

No vai e vem

Vão

Pedaços de meu coração

***

AH

A falsa alegria

E doce euforia

De duas doses

No início do dia

***

MARAVILHA

Quem foi que disse

Que faz quem disse

Qual foi a crendice

Que fez Alice?

(cortem lhe a cabeça)

***

PUTA

Me oferece um corpo

Que nem seu mais é

Conto os trocados

É, hoje não dá pé

***

ASSÉDIO

Se poupe

Não me apalpe

répi berdêi tíl mi

cinquenta anos atrás, minha mãe devia estar já sentindo dores.

nasci no dia 12 de janeiro.

dia 9, ela deveria sentir dores.

ou não?

minha ex-mulher, vera, não sentiu dores mesmo no dia do nascimento de meu filho gabriel, estudante de jornalismo com 23 anos, hoje.

gersana, mãe de matheus, meu filho acidental--mas nem por isso, menos amado--, de 7 anos, também não sentiu dores, no dia do nascimento dele.

acho que nem antes.

heloisa, mãe de minha filha (também acidental) janis--que eu não aprendi a amar muito ainda--, de 25 anos e tres filhos, não sei nada sobre o parto dela.

quando soube que era pai --pela primeira vez--, eu estava em outras viagens.

soul music, rio de janeiro, maconha, meu próprio umbigo, tô nem aí (luka, acho, nem era nascida ainda), queria comer todo mundo...

ih, como todo mundo nos nivers, divago.

mas gosto disso.

recordar é viver, como naquele samba antigo que minha mãe cantava. minha mãe gostava muito de cantar.

embora motivos pra isso não houvessem muitos.

quase nenhum, eu diria, talvez errando.

"cada um em seu canto, sofre seu tanto", ela dizia sempre.

aprendi com ela músicas de carmen miranda, vicente celestino, francisco alves...

ela não gostava de cauby peixoto.

achava ele meio efeminado, imagine.

gozado, me lembro dela enquanto escrevo aqui, preocupado com o ig encerrar a sessão, como sempre faz, e eu perder tudo, e meus olhos ardem, com vontade de chorar.

ainda hoje, voltando às canções que minha mãe cantava, volta e meia, me pego no transito, no banheiro, fazendo caminhada ou andando de bicicleta na pampulha, cantando "eta moleque bamba, pega as cabrochas, pisca um olho e cái no samba..."

ou "diz o campônio a sua amada, minha idolatrada, diga o que quer, por ti vou matar, vou roubar..."

músicas de antigos carnavais, então, nossa!, como ela sabia várias.

"este ano não vai ser igual aquele que passou, eu não brinquei, você também não brincou.

aquela serpentina que comprei ficou guardada..."

mas, à maniére de nelson rodrigues, eis o que eu queria dizer:eu queria até fazer algo no meu níver.

mas, perdi o tesão.

sei lá porquê...

tá faltando motivação pra isso?

ou aniversário virou, pra mim, que nem natal e ano novo: nada.

vai saber...

mas eu sei de algo: gostaria de ter dona nair aqui comigo nesta data querida.

só ela.

me desejando muitas felicidades, muitos anos de vida.

(agora, não dá mais pra segurar.os olhos venceram)"

rezo, oro, medito e bato cabeça muito pelos criadores do youtube.

minhas lembranças e tristezas e saudades ficariam sem trilha sonora não não fora eles.

lembro de minha mamãe dançando isso com todo o charme e coqueteria que tinha.

era na casa de minha tia nati, na rua iguaçú.

tempo em que famílias podiam fazer - e faziam de montão- horas dançantes.

como dançava bem aquela linda senhora que tinha tanto sofrimento no peito mas não se deixava abater nunca.

nem se vitimava.

essa herança ela me deixou.

"Não chores, meu filho;

Não chores, que a vida

É luta renhida:

Viver é lutar.

A vida é combate,

Que os fracos abate,

Que os fortes, os bravos

Só pode exaltar."

(gonçalves dias)

Chacha por la secretaria

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meu coração

coitado

tem batido

descompassado

como não tô

apaixonado...

(devo ficar preocupado?)

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tadinho.

sem ninguém que gostasse mais dele, foi prum asilo.

opção de irmãos e filhos.

da aposentadoria de cinco, mil l ficava lá.

o resto, a caterva dividia.

triste, aceitou.

estatuto do idoso?

hahaha!, ele ria, à socapa.

poeta, anarquista, manteve viva sua verve de sempre.

na porta do quarto, que dividia com mais seis iguais,

escreveu num cartaz feito à mão:

"não me prometa nada.

nem me fale palavras duras.

estou velho.

acredito em tudo.

e as palavras más me magoam muito.

obrigado."

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Tom Paixão

25 de março de 2014 às 12:39 ·

dizem que aquilo que voce deseja, voce consegue, né?

quando eu tinha 16 anos descobri o termo outsider.

seu significado levou um tempo pra eu sacar.

fiquei boquiaberto

queria muito, naquela época, ser um.

o tempo passou.

vieram as lutas - no meu caso, lutinhas -, contra a ditadura.

depois posturas políticas, depois criação do pt, pv; depois movimento negro, casamento, faculdade, filhos, jornalismo, militância partidária, até candidaturas.

foi um redemoinho que veio e me levou.

agora parou.

calmaria.

aqui estou eu.

boquiaberto ainda como antes.

o fim de sonhos, finalmente me levou onde eu queria estar.

e, pra mim, tá ruim não.

na marginal, tem mais pés de frutas.

daqui não saio mais.

deixe o mundo girar.

"as coisas não precisam de você", né marina?

nem de mim.

e nem eu delas.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

6 de março de 2016 às 02:41 ·

("e esse livro? sai ou não sai?" "sei lá. todo hora uma coisa nova.")

mas se tem hotel pra gato, cachorro passarinho e cavalo,

por causa de quê não tem pra coração?

tipo assim um hotel california?

a gente deixava ele lá, viajava, sumia,,,

de repente, até esquecia dele,

que nem alguns pais com seus filhos nos carros

ou gente que não ama mais a gente

ia ser bom, né?

ia ser bom...

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Tom Paixão

26 de março de 2014 às 21:00 ·

é quase inacreditável o quanto consigo, sozinho, fuder com minha vida toda.

venho pagando caro por isso.

mas não aprendo.

ou não quero aprender.

se tem alguém que merecia um alfred e/ou uma maria von trapp na vida,

este seria eu.

ôh vida...

 

Tom Paixão

31 de março de 2016 ·

31 de março

era uma terça feira.

seis, seis e pouca da noite.

eu e minha mãe íamos pra novena de nossa senhora do perpétuo socorro, na igreja de são josé.

ruas escuras.

sem ônibus.

todo mundo voltando a pé pela rua jacuí.

silencio.

encontramos lia, minha prima.

perguntou aonde íamos.

mamãe respondeu.

ela disse que a cidade estava cheia de soldados.

mamãe, resoluta como só, seguiu.

eu pela mão.

na porta do colégio santa maria, um carro preto enorme parou.

perguntaram o mesmo que minha prima.

mamãe respondeu.

dois homens dentro.

disseram "levamos a senhora!"

adorei.

adorava andar de carro, coisa rara em minha família.

e toda semana a gente ia e voltava à pé.

na igreja, iluminada só com velas, mulheres choravam.

outras rezavam.

homens velhos calados, contritos

um padre no altar tentava puxar os cantos que eu sabia de cor, e gostava tanto.

poucos entoaram.

aproveitei para aparecer, com minha voz fina.

"quando nossos inimigos

nos moverem tentação

doce coração de maria, sede a nossa salvação..."

o resto, é história.

que tentam apagar.

história, boa ou ruim, não se apaga. fica de lição.

os militares estavam chegando...

Tom Paixão

31 de março às 09:46 ·

***********************a vida como ela é*************************

(olhando a tela do pc por sobre o ombro da colega)

-nossa, você segue esse cara?

-ele não é demais? adoro as coisas que ele escreve. somos amigos tem séculos. tivemos até um namorico. cê tem ele também?

-nossa, cê é louca! o chefe aqui na secretaria detesta ele. parece que ele andou criticando nosso prefeito.

-sério?

-certeza. não deixa ele ver que você é amiga dele, não! conselho de amiga.

e foi assim que o nome dela de azul - uma cor que gostamos tanto-, ficou preto em minha timeline.

Tom Paixão

2 de abril de 2016 às 22:21 ·

aí, depois de uma tarde delicia de vinho, queijo, jazz e muito sexo, ela se vai.

ele fica na cama, curtindo o que rolou.

em dado momento, coração explodindo de amor, lhe envia mensagens mais doces que billl shake jamais escreveu.

ela, devolve, meia hora depois.

"cê tá louco? sabe que amo meu marido e nossa vida. nunca o deixaria. pensei que você sabia que era só sexo e nada mais. você não respondeu a pesquisa do site, não? não viu no meu perfil o que eu queria? eu, hein?

emoji de cara fechada.

duas hora depois, já refeito, ele liga.

"hahaha. você caiu. pegadinha de primeiro de abril. hahaha!"

ela diz: "ufa! hahaha! seu bobo. beijo. depois nos falamos,"

ele desliga.

e chora.

Tom Paixão

2 de abril de 2013 às 09:13 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

a submetralhadora

do subtenente da pm,

subtraiu a vida

do sub empreiteiro

que havia subjugado

e tirado a virgindade de heloisa,

quando voltava de seu subemprego

pra sua subfamília.

no submundo da subnormalidade,

houve quem aplaudisse.

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Tom Paixão

4 de abril de 2015 às 06:34 ·

de boa:

é triste ver milhares de jovens num "show" do snoop dogg, "cantando"

"sua puta, sou seu cafetão.

ninguém rouba minha erva.

eu tenho duas glocks e não tenho nada pra fazer.

vou derrubar uma ou duas gangs, só de farra.

quem aprova aí, entre os fudedores de mãe e as putas, levante as mãos!"

e mais triste ainda é saber que o "show" foi...

EM LONDRES!!!

ao meu lado, na cama, minha parça, com sono, resmunga:

"o mundo todo tá contaminado pela peste!"

sou obrigado a concordar.

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Tom Paixão

Agora mesmo ·

porque os deuses

ser humano

você sabe

são burros

acertaram muito

na decoração

do planeta.

no resto, uma derrota

no amor, ixe,

quanto nada a ver

veja você

estava escrito o quê?

eu e você, você e eu, juntinhos

os idiotas misturaram tudo

embasbacados estavam pelas orgias no olimpo

e até aqui, em pangeia.

resultado: me trouxeram muitos anos antes

e agora, eis você,

com esses olhos

essa boca mordendo os lábios

essa risada de tudo que falo

é pra mim.

parece brincadeira.

e adivinhe quem sofre?

o euzinho aqui.

você?

juro, não sei.

malditos donos do mundo.

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Tom Paixão adicionou 3 novas fotos.

5 de abril de 2015 às 18:16 ·

clarice tree skin paixão

eu disse a ela pra tomar cuidado nos forrós e bailes funks.

você ouviu?

nem ela.

altas farras de madrugada.

mesmo em dia de semana.

o resultado aí está.

solteira, pobre, sem pronatec ou fies.

durante a gravidez ela disse: "tá tudo bem. a dilma tirou 10 bilhões de pessoas da linha da pobreza, eu vou ficar de boa, também".

com as primeiras medidas econômicas logo depois da reeleição,

ela - clarice -, começou a demonstrar preocupação.

pelo visto, eu que vou criar.

é dura a vida de um pai de piriguete.

 

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Tom Paixão

7 de abril de 2013 ·

HOJE É DIA DO JORNALISTA.

ENTÃO, DESCULPE A PEGADINHA.

MAS É POR UMA BOA CAUSA:

mais de 20 anos atrás, no inicinho do aqui agora e de minha carreira televisiva, fiz uma matéria sobre um grave acidente na avenida bandeirantes.

vitimas choravam, gemiam e gritavam por socorro.

carros uns sobre os outros, bombeiros atarefados.

ainda não havia o samu.

a matéria com mais de 40 minutos - bons tempos - foi ao ar às 18 horas.

o telefone da redação não parava.

gente querendo saber sobre parentes e amigos, gente passando mal, gente na porta da tv querendo mais detalhes.

até autoridades queriam saber mais sobre o grave acidente.

era uma simulação do corpo de bombeiros que narrei em tempo real, como se estivesse acontecendo.

detalhe: nos 25 por cento finais da reportagem, eu dizia que tudo não passava de uma simulação.

mas não havia mais ninguém pra ver.

todos saíram correndo e ligando para parentes que nem passavam perto da avenida bandeirantes.

naquele momento, aprendi uma lição.

povo acredita em tudo que quer crer.

daí pra frente, fui vendo isso acontecer cada vez mais.

e me dava tristeza, pois eu via que o jornalista ia ganhando poder de super homem.

falou, tá falado.

cansei de ouvir: "como ce num sabe? deu na rede x!"

"ou na radio y!"

davam até o nome do coitado do repórter que nem sabia sobre tal fato.

de modo, que a pegadinha do meu filho passando num "CONCURSO PARA PILOTO DE CAÇA DA AERONÁUTICA", com um uniforme visivelmente escamblefado, batendo continência com a mão esquerda, usando brinco, não era pra se acreditar, de forma nenhuma, concorda?

ah mas foi o tom paixão que postou.

ele é sério.

quem garante?

quando aquele grande jornalista que cobriu a queda do muro de berlim diz que participantes do famigerado reality show são heróis e logo depois você se pega chamando-os assim aqui no face, o que houve contigo, amigo, amiga?

por quê aquele jogador perna de pau fica no time e ainda tem um comentarista que diz que ele vai para a seleção?

quando você diz que o humorista analfabeto que foi eleito deputado federal levando todo tipo de canalha na rabeira dos mais de um milhão de votos mas que não falta a uma sessão no congresso, isso é bom pra quem, amigo, amiga?

um jornal metido a grande defensor da democracia inventou e fez o líder metalúrgico que virou presidente.

antes, quando foi deputado federal, um outro, egresso da famigerada arena direitista, fez mais leis para os trabalhadores que o grande líder.

eis o que quero dizer: NÃO ACREDITE!

e não divulgue inverdades.

SÓ DEPOIS DE LER UMA NOTICIA EM 10 FONTES DIFERENTES, VOCÊ CHEGA A 1 POR CENTO DA VERDADE VISÍVEL PRA VOCÊ!

e olhe lá!

nunca escrevi sério no facebook.

pra mim, aqui é lugar de paquerar, flertar - suprema delicia- e dar risadas.

e vice versa.

mas a crença desenfreada na babaquice reinante estava me deixando triste.

e não gosto de ficar triste.

nem causar tristeza a outrem.

não quero que meu povo - notadamente meus queridos amigos e amigas aqui do face -, sejam ludibriados.

desculpe, mais uma vez.

a linda mulher é minha amiga/irmã Rosana Cibok, mulher de meu marido ProfRogério Castilho.

Meu filho Matheus Paixão tem 16 anos e achou a farda da fab uma fantasia top pra festa à fantasia da amiga.

ele é otaku e quer ser desenhista de mangá.

eu continuo sendo jornalista, profissão linda quando não se tem a veleidade de ser o mentor da verdade.

sou sério, honesto, ético, verdadeiro, não jabazeiro, cínico e nihilista.

e olho meus filhos nos olhos, satisfeito de ser quem sou e como sou!

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Tom Paixão adicionou 2 novas fotos.

5 de abril de 2013 às 17:21 · 

eu e minha linda esposa estamos que não cabemos em nós. 
nosso lindo filho mais novo passou no concurso para piloto de caça da aeronáutica. #muito felizes mesmo

 

 

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Tom Paixão

10 de abril de 2013 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

farinha láctea e aveia quaker.

eis dois ícones alimentícios de minha infância que adoro até hoje.

na casa de dona maria, mulher do delegado aposentado seu renato, lá na rua oliveira, no bairro cruzeiro, o velho resmungão tomava mingau de aveia todos os dias ás cinco horas da tarde em ponto.

o dia que sobrava mingau e dona maria me deixava rapar a panela, era um dia de glória.

minha mãe era uma espécie de empregada na casa da família.

farinha láctea já era mais difícil de conseguir.

em geral era usada nas casas onde nasciam bebes maninhos, isto é, doentes, fracos, prematuros (interessante como nascem bebes cheios de ziquiziras nas casas dos ricos e na dos pobres, no segundo mês, já estão andando de bicicleta e jogando bola. deve ter aí um tipo de justiça que minha descrença não alcança. enfim...).

um dia, eu tinha já 14 anos e nenzinha, filha de dona celeste, amigona de minha mãe, me pediu pra acompanhá-la até a cooperativa das telefonistas.

iria fazer a compra do mês.

eu já era burro de carga no mercado central e pra quitanda de meu tio joão, que mal faria mais umas sacolas nos ombros?

fui.

lá, ela perguntou se eu queria alguma coisa, como paga.

não pensei em arroz ou feijão, que, seguramente, se não tava no fim, tava perto. peguei uma lata grande de neston, outra de leite ninho.

cheguei em casa desarvorado.

preparei uma panela de mingau.

água, leite ninho, neston.

glória!

comi.

em verdade, me empanturrei.

não satisfiz o tesão.

fiz mais.

e mais.

parecia um craqueiro num deposito da delegacia de entorpecentes.

resultado: tive exatamente 10 dias de uma caganeira de piriri cangorra, que devo ter perdido dez quilos.

minha mãe ria a cada corrida minha pro banheiro coletivo de onde morávamos.

dizia: "viu, quem nunca comeu mel, quando come se lambuza! muito esgabilado, dá nisso!"

tô aqui hoje, às sete horas dessa manhã, tomando mingau de neston com aveia e lembrando.

mas hoje é só um copo lagoinha.

e basta.

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Tom Paixão

12 de abril de 2013 · Belo Horizonte, Minas Gerais ·

deu ladrão aquincasa.

três pares de óculos, um notebook e um vidro de azeitona pela metade de moedinhas de um e 50 centavos de real foram embora.

especialistas no bar bequinho garantem que é gente que conheço.

grande coisa.

chamei puliça não.

a ultima vez que a puliça prendeu alguém através de impressões digitais e indícios físicos foi nos anos 50.

um gay foi morto depois de um programa no parque municipal, regado a uísque e caviar.

como era bacana e tio de um delegado, em 15 dias descobriram o michê no rio de janeiro pelas digitais no copo de uísque.

logo, não gastei um impulso da tim.

e deixei as otoridades com seus afazeres no face.

ou paquerando as piriguetes com suas viaturas patrulha de bairro.

vida que segue.

mais tem meu trabalho pra me dar que filho de cadela sarnenta protegido de governo filho de cadela sarnenta pra levar.

(os paixão precisam se benzer. na terça, um menor protegido ídem levou o celular de meu filho matt na praça são vicente diante de um monte de walking dead. eparrê, iansã!)

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Tom Paixão

14 de abril de 2016 às 19:57 · 

olho pra mim, 
assim
e me quedo a pensar
como consegui chegar vivo até aqui, meu deus?
logo eu, tão bobo que chego a ser patético?
faço roteiro como de filme
para encontros com amadas, filhos e festas
mas me esqueço de combinar com todos. 
matthew mcconaughey ganhou um oscar com um roteiro recusado 137 vezes. 
ainda não ganhei nem um oscarito
mas ainda acredito que a vida vale a pena. 
apenas os bobos pagam um imposto mais alto.
who fucking cares?

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Tom Paixão

15 de abril de 2016 às 06:11 ·

tava em noite tão triste

e tão bêbado

encostado num carro

me espantei com o grande diamante no asfalto

ao lado de uma guimba de cigarro

era o brilho da lua rebrilhando num escarro.

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Tom Paixão

15 de abril de 2015 às 21:24 ·

depois de elevar minha pressão arterial a sei lá quanto.

ela com seu cabelos lindos de janis joplin.

molhados e cheirando a shampoo.

que acho o melhor perfume de uma mulher.

suas sandálias de maria madalena, aquela.

e a bata indiana que lhe comprei na augusto de lima com curitiba.

num dia em que fui me dar um jim bean de presente na loja poucos passos dali.

está pronta pra ir embora.

junta seus livros de biologia marinha.

companheiros de seu sonho de se formar e fazer parte do projeto tamar.

(ele tem simpatia pelo pstu e votou e fez campanha de graça pra eduardo jorge. tenho ternura por ela por isso.)

se olha no espelho rachado do lugar mequetrefe.

daí, se vira e diz, séria:

"será que o que fizemos é um ato politico? afinal, tenho idade pra ser sua filha". respondo apenas "ô..."

(se soubesse que minha neta tem a idade dela...)

 

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Tom Paixão

15 de abril de 2012 às 07:40 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

há várias maneiras de se começar um dia
eu tendo a acordar entre quatro e cinco horas da manhã.
às vezes cochilo um pouco depois de já ter tomado banho e café.
mas o começar do dia é que importa. 
gosto de vir pro pc.
e sempre com música.
e eis o que eu queria dizer: a diferença que faz no decorrer do dia da música que você escolheu logo que acordou.
sua trilha sonora mental.
tenho, e não vou negar nunca, preconceito e desprezo contra o que eu considero porcaria musical.
hoje estou começando com yo yo ma tocando músicas de filmes , trilhas do ennio morricone.
sei que meu dia vai ser poesia pura.
lógico, na ida pro trabalho vou encontrar motoristas e motoqueiros filhos da puta.
vou mandar uns e outros pras respectivas putas que os pariram.
no trabalho talvez tenha uma ou outra encheção de saco.
mas essa música linda vai estar o dia todo em minha mente.
e, como sou poeta e gosto, em minh’alma e coração.
(telós, ivetes e gagas, não possuem tal dom de magia.)
nada pode dar errado num dia assim.
e não dará.
(e daí que é domingo?)
sabe o que acontece, na verdade?
é que músicas assim – e agora está tocando cinema paradiso, que me dá uma vontade gostosa e enorme de chorar – dão uma ternura grande no coração da gente.
e ser terno – mesmo mandando o cara da frente que que não nota que o sinal já está verde à merda – só nos traz alegria e felicidade.
mesmo com lágrimas momentâneas escorrendo e caindo no teclado.
é isso, acho.
tem as manhas?

 

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Tom Paixão

17 de abril de 2015 às 09:15 · 

se você faz parte do pacote dos que acham bom a veja, o estadão, o estado de minas e outros veículos, estarem passando por uma "crise" 
e demitindo a rodo grandes profissionais, 
fique à vontade pra vazar deste minifúndio. 
tem colegas meus indo pra rua e não se pode, como fez "meu" sindicato, aplaudir isso.
a porta da rua e o ralo da privada são as serventias da casa.
em tempo: se não sair, boto você pra fora. 
sem mais.

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Tom Paixão

18 de abril de 2013 às 07:01 · Belo Horizonte, Minas Gerais · 

um vestido assinado por pedro lourenço,
que reputo o melhor estilista brasileiro hoje
(era, ainda pra mim, ocimar versolatto. mas ele pirou.), fica por uns 40 mil. 
reais. 
o problema é que a maioria das mulheres brasileiras
que hoje podem pagar 40 mil num modelito
não vai ficar bem no modelito.
as outras, como pedro mesmo diz, 
querem roupas pra mostrar peitos e bundas.
a vida é uma roda gigante.

Tom Paixão

20 de abril de 2014 às 20:01 · 

nas casas em que minha mãe lavava roupas,
no cruzeiro, serra e anchieta
(e eu ia de sapo pois não havia creches pra menino pobre) 
as meninas ouviam isso vezes e vezes. 
com os cotovelos nas janelas e olhares pensativos. 
eu ficava sem saber porque. 
hoje, cotovelos calejados, sei.

 

1962 - Hamilton Di Giorgio - Anjo Triste (Blue Angel)

 

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