sim, ja tive ídolos.
e os tenho ainda.
nenhum de cinema, música, futebol, esportes em geral.
sempre gostei daquelas pessoas que, como diz o poema de bertolt brecht:
"hay hombres que luchan un dia y son buenos.
hay quienes luchan muchos años y son muy buenos.
pero hay los que luchan toda la vida:
esos son los imprescindibles."
e esse tipo de gente só se encontra entre, na maioria das vezes, intelectuais.
escritores, principalmente.
aprendi muito sobre humanismo com kut vonnegut, aprendi a ser preto com abdias do nascimento, james baldwin, birago diop, haroldo costa, stokely carmichael e angela davis.
aprendi a escrever com ivan lessa.
aprendi a procurar os bons autores com paulo francis, sergio augusto, ruy castro, sendo eles grandes autores.
os escritores foram meu pai, me orientaram, me fizeram pensar, discernir, escolher, fazer e acreditar em mim.
beatles, caetano, james brown, pink floyd, led zeppelin, john coltrane, miles davis, roberto carlos, tom jobim, charlie parker, joão gilbeto, spinners, john carlos e tommie smith, garrincha , fio maravilha, muhammad ali; sempre vão estar em meus pensamentos, palavras, obras e pendrives e cds.
mas os dalton trevisan, steinbeck, tchecov, os aludidos na abertura e mais salinger, rosa, roth, hemingway e tantos outros, é que vou levar pro crematório.
quiçá, pro paraíso!
(gargalhadas.)

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