no início do ano, eu tinha planos.
note bem: planos!
iria pra escola do dudu aprender teclado.
iria voltar à natação, que adorei.
iria pra fortaleza, ver meu marido e a mulher dele.
iria vender meu lote de sabará e ver nova iorque.
iria terminar um relacionamento que me fazia muito mal.
iria tentar amar de novo.
iria voltar à aula de motociclismo.
talvez uma virago 250 estivesse em meu horizonte.
promessa de trocar carro francês por um chevrolet pra cair na estrada sem medo.
queria a vida de easy rider.
iria terminar a área adjacente à minha garagem pra juntar os amigos pra bater papos, curtir música, churrasco e bebedeiras.
e gargalhadas.
queria conhecer inhotim e capitólio.
e o museu do amanhã.
e o aqua rio.
e o jadim japonês no zoológico de bh.
e descer na tirolesa do parque das mangabeiras.
e voltar pra academia a mode malhar.
e perder 20 quilos de banha.
e fazer um deck no meu quintal.
então veio a piada predileta do padre toninho da boa viagem:
“quer matar deus de rir? conte seus planos pra ele.
pra quem é ateu como você, é a forma certa de matá-lo. quanto mais planos, mais ele se engasga!”
pelo sim, pelo não, me calo sobre 2021.
só digo que quero a vacina e, ó, caluda!
já que o cara é onipresente, omnisciente e onipotente que nem o satélite capell 2, né?
(o meu boi morreu, que será de mim.
manda buscá outro, oh maninha, lá no piauí!)
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